"O sinal evidente da sabedoria é enxergar os milagres nas coisas comuns" (Autor Desconhecido)

Cante lá que eu canto cá: Filosofia de um trovador nordestino - Patativa do Assaré


Esta obra do poeta popular Antônio Gonçalves da Silva - o Patativa do Assaré - já tornou-se um clássico da literatura popular nordestina e uma referência nos estudos da língua, dos traços culturais e da riqueza expressiva da alma do povo sertanejo.

A obra revela o poeta do "mundo do sertão", o representante máximo desta poesia impregnada pela força telúrica do Nordeste.

Cidades Mortas - Monteiro Lobato


'Cidades mortas', originalmente publicado em 1919, reúne 25 contos, entre escritos de juventude e textos posteriores. Neles, Monteiro Lobato retrata os costumes provincianos dos povoados do interior do Brasil, relegados à decadência após um passado de prosperidade promovido pela cultura do café.

Era uma vez - Lívia Garcia-Roza


Era outra vez é um livro de contos que recria e atualiza histórias infantis consagradas. Entre as narrativas reinventadas estão clássicos do repertório do conto de fadas, como Branca de Neve e os sete anões, fábulas universais como A cigarra e a formiga, além de uma obra-prima da literatura universal, As mil e uma noites, e uma das mais conhecidas obras da literatura infanto-juvenil brasileira, Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado.
Livia Garcia-Roza apresenta situações em que as obras originais são subvertidas e reinventadas para um cotidiano atual. Os protagonistas são crianças e adultos que vivem os dilemas e as dificuldades típicas do mundo contemporâneo: pais e mães estão ocupados demais para atentar para os filhos, irmãos e irmãs não param de se torturar e os pequenos muitas vezes parecem mais maduros que a gente grande. Com muito humor, essas histórias ganham novos sentidos e mostram como a fonte da imaginação é não apenas inesgotável, mas também imprevisível e prato cheio para novas interpretações.

A Sociologia em nosso cotidiano


A sociologia convive constantemente em nosso dia-a-dia. Vivemos em sociedade, estamos sempre nos relacionando com outras pessoas através dos grupos sociais, quando não estamos em casa com o nosso grupo familiar, estamos na rua com o grupo de amigos ou na escola nos relacionando com os colegas, enfim estamos sempre nos relacionando socialmente. Fazemos parte de um sistema estrutural e conjuntural no qual precisamos compreender e descobrir que muitos fatos (“problemas”) que ocorrem em nossa vida diária esta ligada às condições sociais. É neste conjunto de ralações sociais que a sociologia busca compreender e explicar a sociedade, nossa complexidade, antagonismo, harmonia, crises, etc.

Os principais temas sociológicos


Como a sociedade é formada pelos diversos tipos de relações sociais, a sociologia se interessa por essas relações que dinamizam a sociedade, por isso, seus principais temas se envolvem e se confundem dentro da complexidade das relações sociais - dentro dos grupos sociais: da família, de amigos, do trabalho, da cultura, da ideologia, da cidadania, da política, da economia, isto é, em todos os níveis de relações sociais.

O ser sociológico e o ser biológico


Observando a sociedade, percebemos que as pessoas caminham, correm, dormem, respiram – isso é biológico (orgânico). Mas as pessoas também cooperam umas com as outras no trabalho, recebem salários, descontam cheques, entram em greve, estudam, namoram, casam e etc – isso é sociológico (superorgânico); são essas atividades que fazem do homem um ser sociológico e, que merecem toda a atenção da sociologia enquanto ciência que busca a compreensão e explicação dos diversos tipos de relações sociais.

A Sociologia e as demais Ciências Sociais


Com a complexidade do mundo social e o avanço do conhecimento, tornou-se necessária uma divisão das ciências sociais em diversas disciplinas, com a finalidade de produzir um conhecimento mais rigoroso e criterioso, facilitando a sistematização do estudo e das pesquisas. Assim podemos destacar algumas ciências sociais que contribuem para os estudos sociológicos e o entendimento do mundo social:
Economia – estuda as atividades ligadas à produção, distribuição, circulação de bens e serviços;
Ciência política – estuda a distribuição de poder nas sociedades, bem como a formação e o desenvolvimento das diversas formas de governos;

Antropologia – estuda e pesquisa as semelhanças e diferenças culturais entre os vários agrupamentos humanos, assim como a origem e a evolução das culturas.

Cinema e televisão


Como a televisão, o cinema é uma indústria. Como ela, depende de investimentos, mercados, propaganda. Como ela, preocupa-se com o lucro, a moda, o consumo.
No entanto, independentemente da boa ou má qualidade dos filmes, o cinema difere da televisão em um aspecto fundamental.
A televisão é um meio técnico de comunicação à distância, que empresta do jornalismo a ideia de reportagem e notícia, da literatura, a ideia do folhetim novelesco, do teatro, a ideia de relação com um público presente, e do cinema, os procedimentos com imagens. Do ponto de vista do receptor, o aparelho televisor é um eletrodoméstico, como o liquidificador ou a geladeira.   

Os meios de comunicação


Dos meios de comunicação, sem dúvida, o rádio e a televisão manifestam mais do que todos os outros esses traços da indústria cultural.
Começam introduzindo duas divisões: a dos públicos (as chamadas “classes” A, B, C e D) e a dos horários (a programação se organiza em horários específicos que combinam a “classe”, a ocupação – donas-de-casa, trabalhadores manuais, profissionais liberais, executivos -, a idade – crianças, adolescentes, adultos – e o sexo).
Essa divisão é feita para atender às exigências dos patrocinadores, que financiam os programas em vista dos consumidores potenciais de seus produtos e, portanto, criam a especificação do conteúdo e do horário de cada programa. Em outras palavras, o conteúdo, a forma e o horário do programa já trazem em seu próprio interior a marca do patrocinador.  

Indústria cultural e cultura de massa


A modernidade terminou um processo que a Filosofia começara desde a Grécia: o desencantamento do mundo, isto é, a passagem do mito à razão, da magia à ciência e à lógica. Esse processo liberou as artes da função e finalidade religiosas, dando-lhes autonomia.
No entanto, a partir da segunda revolução industrial no século XIX e prosseguindo no que se denomina agora sociedade pós-industrial ou pós-moderna (iniciada nos anos 70 do século passado), as artes foram submetidas a uma nova servidão: as regras do mercado capitalista e a ideologia da indústria cultural, baseada na ideia e na prática do consumo de “produtos culturais” fabricados em série. As obras de arte são mercadorias, como tudo o que existe no capitalismo.
Perdida a aura, a arte não se democratizou, massificou-se para consumo rápido no mercado da moda e nos meios de comunicação de massa, transformando-se em propaganda e publicidade, sinal de status social, prestígio político e controle cultural.  

Arte e sociedade


Se acompanharmos as transformações sofridas pelas artes, passando da função religiosa à autonomia da obra de arte como criação e expressão, veremos que as mudanças foram de dois tipos.
De um lado, mudanças quanto ao fazer artístico, diferenciando-se em escolas de arte ou estilos artísticos – clássico, gótico, renascentista, barroco, rococó, romântico, impressionista, realista, expressionista, abstrato, construtivista, surrealista, etc. Essas mudanças concernem à concepção do objeto artístico, às relações entre matéria e forma, às técnicas de elaboração dos materiais, à relação com o público, ao lugar ocupado por uma arte no interior das demais e servindo de padrão a elas, às descobertas de procedimentos e materiais novos, etc.
De outro lado, porém, concernem à determinação social da atividade artística, seja do ponto de vista da finalidade social das obras - por exemplo, o culto religioso ou o mercado de arte -, do lugar ocupado pelo artista – por exemplo, iniciado numa seita secreta, financiado por um mecenas renascentista, profissional liberal ligado ao mercado de arte, etc. -, das condições de recepção da obra de arte – a comunidade de fiéis, a elite cultivada e economicamente poderosa, as classes populares, a massa, etc.  

Finalidades - funções da arte


Duas concepções predominam no correr da História das artes, concernentes às finalidades e às funções da atividade artística: a concepção pedagógica e a expressiva.
A concepção pedagógica encontra sua primeira formulação em Platão e Aristóteles. Na República, expondo a pedagogia para a criação da cidade perfeita, Platão exclui poetas, pintores e escultores, porque imitam as coisas sensíveis e oferecem uma imagem desrespeitosa dos deuses, tomados pelas paixões humanas; porém, coloca a dança e a música como disciplinas fundamentais na formação do corpo e da alma, isto é, do caráter das crianças e dos adolescentes. Como, para Platão, gramática, estratégia, aritmética, geometria e astronomia são artes, seu ensino é considerado indispensável na formação dos guerreiros e, acrescentadas da arte dialética, na formação dos filósofos.  

Relação entre arte e humano


Duas grandes concepções percorrem a história das relações entre arte e humano, ambas iniciadas na Grécia com Platão e Aristóteles.
A concepção platônica, que sofrerá alterações no curso da História sociocultural, considera a arte uma forma de conhecimento. A aristotélica, que também sofrerá mudanças no correr da História, toma a arte como atividade prática.
Para Platão, a arte se situa no plano mais baixo do conhecimento, pois é imitação das coisas sensíveis, elas próprias imitações imperfeitas das essências inteligíveis ou idéias. Na Renascença, porém, a concepção platônica é retomada, mas com novo sentido: afirma-se, agora, que a arte é uma das formas altas de acesso ao conhecimento verdadeiro e ao divino (fica abaixo apenas da Filosofia e do êxtase místico). 

Relação entre arte e Natureza


A primeira e mais antiga relação entre arte e Natureza proposta pela Filosofia foi a da imitação: “a arte imita a Natureza”, escreve Aristóteles. A obra de arte resulta da atividade do artista para imitar outros seres por meio de sons, sentimentos, cores, formas, volumes, etc., e o valor da obra decorre da habilidade do artista para encontrar materiais e formas adequados para obter o efeito imitativo.
Evidentemente, imitar não significa reproduzir, mas representar a realidade através da fantasia e da obediência a regras para que a obra figure algum ser (natural ou sobrenatural), algum sentimento ou emoção, algum fato (acontecido ou inventado). Harmonia e proporção das formas, dos ritmos, das cores, das palavras ou dos sons oferecem a finalidade a ser alcançada e estabelecem as regras a serem seguidas pelos artistas.
A partir do Romantismo (portanto, após quase 23 séculos de definição da arte como imitação), a Filosofia passa a definir a obra de arte como criação. Enquanto na concepção anterior o valor era buscado na qualidade do objeto imitado (imitar um deus é mais valioso do que imitar um humano; imitar um humano, mais valioso do que imitar um animal, planta ou coisa), agora o valor é localizado na figura do artista como gênio criador e imaginação criadora.  

Arte e Filosofia


Do ponto de vista da Filosofia, podemos falar em dois grandes momentos de teorização da arte. No primeiro, inaugurado por Platão e Aristóteles, a Filosofia trata as artes sob a forma da poética; no segundo, a partir do século XVIII, sob a forma da estética.
Arte poética é o nome de uma obra aristotélica sobre as artes da fala e da escrita, do canto e da dança: a poesia e o teatro (tragédia e comédia). A palavra poética é a tradução para poiesis, portanto, para fabricação. A arte poética estuda as obras de arte como fabricação de seres e gestos artificiais, isto é, produzidos pelos seres humanos.
Estética é a tradução da palavra grega aesthesis, que significa conhecimento sensorial, experiência, sensibilidade. Foi empregada para referir-se às artes, pela primeira vez, pelo alemão Baumgarten, por volta de 1750. Em seu uso inicial, referia-se ao estudo das obras de arte enquanto criações da sensibilidade, tendo como finalidade o belo. Pouco a pouco, substituiu a noção de arte poética e passou a designar toda investigação filosófica que tenha por objeto as artes ou uma arte. Do lado do artista e da obra, busca-se a realização da beleza; do lado do espectador e receptor, busca-se a reação sob a forma do juízo de gosto, do bom-gosto.  

Arte e religião


As duas primeiras manifestações culturais foram, historicamente, o trabalho e a religião. Ambas instituíram as primeiras formas da sociabilidade – a vida comunitária – e da autoridade – o poder religioso. Ambas instituíram os símbolos de organização humana do espaço e do tempo, do corpo e do espírito. As artes, isto é, as técnicas ou artes mecânicas, foram, assim, inseparáveis de ambas.
Mais do que isso. Vimos que a relação com o sagrado, ao organizar o espaço e o tempo e o sentimento da comunhão ou separação entre os humanos e a Natureza e deles com o divino, simbolizou o todo da realidade pela sacralização. Assim, todas as atividades humanas assumiram a forma de rituais: a guerra, a semeadura e a colheita, a culinária, as trocas, o nascimento e a morte, a doença e a cura, a mudança das estações, a passagem do dia à noite, ventos e chuvas, o movimento dos astros, tudo se realiza ritualisticamente, tudo assume a forma de um culto religioso.  

Arte e técnica


A palavra arte vem do latim ars e corresponde ao termo grego techne, técnica, significando: o que é ordenado ou toda espécie de atividade humana submetida a regras. Em sentido lato, significa habilidade, destreza, agilidade. Em sentido estrito, instrumento, ofício, ciência. Seu campo semântico se define por oposição ao acaso, ao espontâneo e ao natural. Por isso, em seu sentido mais geral, arte é um conjunto de regras para dirigir uma atividade humana qualquer.
Nessa perspectiva, falamos em arte médica, arte política, arte bélica, retórica, lógica, poética, dietética. Platão não a distinguia das ciências nem da Filosofia, uma vez que estas, como a arte, são atividades humanas ordenadas e regradas. A distinção platônica era feita entre dois tipos de artes ou técnicas: as judicativas, isto é, dedicadas apenas ao conhecimento, e as dispositivas ou imperativas, voltadas para a direção de uma atividade, com base no conhecimento de suas regras.  

Unidade do eterno e do novo


Alberto Caeiro, um dos heterônimos do poeta Fernando Pessoa, leva-nos ao âmago da arte quando escreve:

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo.

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