"A Vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte." (Autoria desconhecida)



Que nesse ano possamos sonhar,

E acreditar, de coração, que podemos realizar cada um de nossos sonhos,
Que esses sonhos possam ser compartilhados pelo bem,
E que eles tenham força de transformar velhos inimigos em novos amigos verdadeiros,

Que nesse ano possamos abraçar,

E repartir calor e carinho,
Que isso não seja um ato de um momento,
Mas a história de uma vida.

Que nesse ano possamos beijar,

E com os olhos fechados, tocar o sabor da alma,
Que tenhamos tempo para sentir toda a beleza da vida,
E que saibamos senti-la em cada coisa simples,

Que nesse ano possamos sorrir,

E contagiar a todos com uma alegria verdadeira,
Que não sejam necessárias grandes justificativas para nosso sorriso,
Apenas a brisa do viver,
Que nesse ano possamos cantar,
E dizer coisas da vida,
Que não sejam apenas músicas e letras,
Mas que sejam canções e sentimentos,

Que nesse ano possamos agradecer,

E expressar a Deus e a todos: “Muito Obrigado!”,
Que nesse “todos” não sejam incluídos apenas os amigos,
Mas também aqueles que, nos colocando dificuldades, nos deram oportunidades de sermos melhores.

E assim começamos mais um Ano Novo,

Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho,
Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!”


Com carinho,
Tony Mendes



Karl Marx (Parte 07/07)



- Depois de Marx, o movimento socialista dividiu-se em duas correntes principais: de um lado, a democracia social; de outro, o leninismo. A democracia social, cujo objetivo era encontrar um caminho paulatino e pacífico para uma ordem social mais justa, prevaleceu na Europa ocidental. Podemos chamar o caminho por ela percorrido de uma lenta revolução. O leninismo, por sua vez, que continuou a acreditar que só uma revolução seria capaz de combater a antiga sociedade de classes, ganhou importância na Europa oriental, na Ásia e na África. Cada uma dessas ramificações procura lutar a seu modo contra a penúria e a opressão.  

Karl Marx (Parte 06/07)



- Marx achava o modo de produção capitalista contraditório em si. Para ele, o capitalismo era um sistema econômico autodestrutivo, sobretudo porque lhe faltava um controle racional.
- Quer dizer que no fundo isto era bom para os oprimidos, não era?
- Podemos dizer que sim. Para Marx, em todo caso, era certo que o sistema capitalista acabaria perecendo vítima de suas próprias contradições. Ele considerava o capitalismo “progressivo”, isto é, algo que aponta para o futuro, mas só porque via nele um estágio necessário a caminho do comunismo.  

Karl Marx (Parte 05/07)



- Estamos falando de como Marx via as coisas. Por isso precisamos tomar como ponto de partida as condições sociais vigentes na Europa por volta de 1850. E nesse caso, a resposta à sua pergunta é “SIM”, em alto e bom som. Na grande maioria dos casos, os trabalhadores cumpriam uma jornada de trabalho de catorze horas dentro de fábricas geladas. E o que ganhavam era tão pouco, que até crianças e mulheres grávidas tinham de trabalhar. Tudo isto levou a condições sociais indescritíveis. Muitas vezes, parte do salário era paga em forma de aguardente barata e muitas mulheres tinham de se prostituir. Seus clientes eram os respeitáveis cidadãos da cidade. Em poucas palavras: o trabalho, que deveria ser um símbolo da dignidade humana, transformara o trabalhador num verdadeiro animal.  

Karl Marx (Parte 04/07)



- Marx dedicou-se especialmente à questão da transição de uma sociedade capitalista para uma sociedade comunista. Para tanto, ele fez uma análise detalhada do modo de produção capitalista. Só que antes de abordarmos esta questão, vamos falar um pouco sobre o que Marx pensava a respeito do trabalho humano.  

Karl Marx (Parte 03/07)



- Antigamente, as pessoas saíam remando para apanhar os peixes. Hoje em dia eles são apanhados em traineiras gigantescas.
- E com isto você já está passando para a terceira camada da base de uma sociedade. A coisa aqui se complica um pouco, pois se trata de quem detém os meios de produção numa sociedade e de como o trabalho é organizado no interior da sociedade. Trata-se, portanto, das relações de posse e da divisão de trabalho. Marx chama isto de relações de produção de uma sociedade. Elas são, portanto, a terceira camada da base social.  

Karl Marx (Parte 02/07)



- Hegel chamava de “espírito universal” ou “razão universal” a força que impelia a história para frente. Marx achava que este ponto de vista colocava a realidade de cabeça para baixo. Ele queria mostrar que as condições materiais de vida eram decisivas para a história. Nesse sentido, Marx dizia que não eram os pressupostos espirituais numa sociedade que levavam a modificações materiais, mas exatamente o oposto: as condições materiais determinavam, em última instância, também as espirituais. Além disso, Marx achava que as forças econômicas numa sociedade eram as principais responsáveis pelas modificações em todos os outros setores e, conseqüentemente, pelos rumos do curso da história.

Karl Marx (Parte 01/07)


Karl Marx

(…)
Mais uma vez sentaram-se à mesa próxima da janela que dava vista para o lago. Sofia ainda se lembrava muito bem de como tinha visto o lago depois de ter bebido o líquido azul. Agora os dois frascos estavam sobre o console da lareira. Sobre a mesa havia uma cópia em miniatura de um templo grego.
- O que é isto? – perguntou Sofia.
- Uma coisa de cada vez, minha cara.
E então Alberto começou a falar sobre Marx:
- Em 1841, quando Kierkegaard foi a Berlim, é provável que ele tenha se sentado ao lado de Karl Marx nas palestras de Schelling. Kierkegaard tinha escrito uma tese sobre Sócrates, e Karl Marx, na mesma época, tinha defendido o seu doutorado sobre Demócrito e Epicuro. Sobre o materialismo na Antigüidade, portanto. Nos trabalhos dos dois já estava embutido o rumo que suas reflexões filosóficas iriam tomar.

O Símbolo Perdido - Dan Brown


Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.

Salvador Dali - Individual - Saint Anne

Salvador Dali - Individual - Place Furstenberg

Salvador Dali - Individual - Pieta

Salvador Dali - Individual - Nu Sanguine

Salvador Dali - Individual - Notre-Dame de Paris

Utopia e Barbárie - 120 min.


Integrante da geração que hoje tem por volta de 60 anos, o documentarista Silvio Tendler revê os sonhos de sua época e revisita os conceitos de utopia e revolução. Entrevista diversas pessoas, como os cineastas Denys Arcand, Gillo Pontecorvo, Amos Gitai, Dilma Roussef, o porta-voz Franklin Martins, o poeta Ferreira Gullar e o dramaturgo Augusto Boal, entre outros.

Equador - Miguel Sousa Tavares


No começo do século XX, Luis Bernardo Valença, conhecido intelectual português, é convidado pelo rei d. Carlos a executar uma missão descabida e complicada, que implicará numa abrupta mudança de sua vida. Solteiro e perto dos quarenta anos, ele desfruta das regalias que uma cidade grande como Lisboa tem a oferecer. Aceitar o convite do rei significa abandonar tudo por uma vida nova, na qual, entretanto, poderia colocar em prática suas convicções políticas: contribuir para a efetiva abolição da escravatura na África, assumindo o papel de governador de São Tomé e Príncipe.
Mais de um século depois de abolida a escravidão em Portugal, ainda sobram dúvidas se de fato os trabalhadores são empregados e bem tratados. É mesmo difícil esclarecer o limiar entre o trabalho escravo e o assalariado. Muitas vezes, sobretudo em pequenas colônias perdidas no meio da África, um homem que tem contrato assinado pode, mesmo assim, continuar a receber chicotadas de quem não sabe se deve chamar de “senhor” ou de “patrão”.
Equador, primeiro romance de Miguel Sousa Tavares, publicado em 2003, trata justamente dessa complexidade política e da dificuldade de definir na prática aquilo que parece claro nos conceitos e na teoria. Mais do que isso, este livro fala das paixões humanas e de como elas interferem nos jogos de poder. Luis Bernardo decide aceitar a missão proposta e é então jogado em uma realidade completamente alheia. Percebe que só a sua inteligência não será suficiente para dar conta do que o espera na ilha de São Tomé e Príncipe onde chegam apenas dois barcos por mês e a população desconhece os direitos humanos já há muito tempo em voga na Europa.
O leitor, acompanhando os passos de Luis Bernardo, vai conhecendo o território e os personagens da ilha por meio das descrições minuciosas do autor; junto do protagonista, percebe a ambiguidade da sua realidade. E não são apenas questões políticas que estão envolvidas nesse cenário: quando Luis é tomado por uma paixão proibida e incontornável, tudo se torna ainda mais confuso e envolvente.

Metafísica


Espelho falso - René Magritte

Quando alguém nos faz uma pergunta sobre o que seria a Realidade, imediatamente apontamos para uma série de objetos no mundo que imaginamos serem elementos dessa Realidade e exemplos convincentes sobre o que acreditamos ser mais fundamental para compreendê-la. Então dizemos: “Ora, a realidade é tudo o que sinto e percebo, é a cadeira, a mesa, o professor, a lousa etc”. Mas, se a pessoa que nos faz tal pergunta é um filósofo Metafísico, é muito provável que ele não se sinta convencido de que a Realidade possa ser resumida neste tipo de resposta. É bem provável que este filósofo queira saber mais. Ele irá querer saber o que faz de cada coisa aquilo que ela é, não pela função ou lugar que ocupam enquanto objetos materiais, mas pela ideia ou conceito essenciais que podemos obter deles.  

Arte


Taj Mahal, em Agra, Índia

A palavra portuguesa “Arte” tem sua origem na palavra latina “Ars”, que possui um muito amplo leque significativo. No entanto, os significados mais comuns da palavra foram aqueles também trazidos para a língua portuguesa e que podem ser o de Fabricação, de Manufatura, de Técnica, de Habilidade ou de Sabedoria. Todas estas palavras são usadas para denotar duas capacidades exclusivamente humanas que nos são bem comuns: a primeira é a de poder criar algo útil e/ou belo que antes não existia; e a segunda é a de deter o conhecimento necessário para reinventar ou reproduzir este algo.  

Mente e Espírito


A Ascensão - Tintoretto

Uma questão que perturbou, e nos dias de hoje continua perturbando a cabeça de muitos filósofos, é aquela relacionada às causas das atividades mentais nos seres humanos, isto é, sobre a causa dos pensamentos e de seus correlatos. A pergunta que muitos filósofos, teólogos e cientistas tentavam responder era a seguinte: “O que nos põe a pensar?” ou “Seria a alma a responsável pelos movimentos físicos e mentais nos homens?” ou “Será que a mente se encontra no cérebro?”  

Linguagem


Pashedu sob uma tamatreira

Talvez a Linguagem tenha sido a conquista humana mais importante de todos os tempos. Podemos pensar na Linguagem de diversas maneiras: como a externalização do pensamento, como a expressão mais aproximada da essência espiritual humana, como uma manifestação cultural ou, simplesmente, como uma forma de comunicação. Por ser mais acessível a nós no momento, tomemos a linguagem neste último sentido mais trivial, isto é, como a pura transmissão de ideias, pensamentos, emoções e sensações a um outro - o que chamamos de comunicação.
A linguagem assim compreendida pode assumir diversas formas: a música, a matemática, a escrita, a fala, a mímica. Talvez a forma de linguagem mais comum a todos os seres humanos seja a fala, pois é uma forma de comunicação bastante rápida e eficaz, que aprendemos desde muito cedo. No entanto, em qualquer linguagem podemos encontrar certos elementos que devem estar presentes para o efeito da comunicação ser atingido.  

Ideologia


Netuno e Anfitrite - Jan Gossaert

De maneira bastante simplificada, Ideologia pode ser considerado um conjunto qualquer de ideias sistematizadas e propaladas a todos como reflexo da realidade. Neste sentido, podemos considerar vários grupos teóricos como produtores de ideologia. Temos, por exemplo, o grupo dos cientistas, que afirmam um certo conjunto de ideias sobre os eventos naturais. Eles acreditam que estas ideias correspondem à realidade sobre o mundo natural. Faz parte da ideologia científica a noção de que o mundo natural é composto por elementos com propriedades físico-químicas, que estes elementos se unem para formar a matéria, que podemos fazer experiências e observar como se dá a dinâmica da matéria em diversas situações e que os resultados destas experiências, muitas vezes, nos conduzem a uma afirmação pura e verdadeira sobre o mundo.  

Metamorfose - Kafka



A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

Gentilmente cedido pela Profª  Lucymary - CEAT

A lista de Schindler - 195 min.


A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, "armador", simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.

Gioconda ou Monalisa



Monalisa, com seu enigmático sorriso, foi inspirada em uma modelo viva, Lisa Gherardini, terceira esposa de um rico mercador florentino, Francesco Del Giocondo, 19 anos mais velho. Francesco encomendou um retrato da mulher para pendurá-lo na sala de jantar. Lisa começou a posar em 1503. Leonardo da Vinci levou 4 anos fazendo o trabalho e jamais chegou a concluí-lo como desejava. É que Francesco ficou impaciente com a demora, proibiu sua mulher de continuar posando e não pagou pela obra. O rei francês Francisco I comprou o quadro para decorar o banheiro e pagou o equivalente a 15,3 quilos de ouro.  

Sexo na história



Na Roma Antiga, um homem casado podia ter relações sexuais com escravas, prostitutas, divorciadas e viúvas. Mas nunca com virgens e casadas. Algumas mulheres casadas se registravam como prostitutas para escapar da proibição. Mesmo se fosse descobertas, não eram punidas.
Em 1490, as prostitutas andavam pelas ruas de Roma, na Itália, em companhia de sacerdotes. A explicação é simples. A cidade, que era habitada essencialmente por homens, tinha cerca de 7 mil "mulheres públicas". Elas se alojavam em casas pertencentes a mosteiros e igrejas, por isso ficavam amigas dos padres da "cidade eterna".
Quem assistiu ao filme O Gladiador certamente não sabia dos efeitos afrodisíacos da arena. No livro A Arte do Amor, escrito há cerca de 2 mil anos, Ovídio observa que as mulheres ficavam mais dispostas e atenciosas quando viam os gladiadores disputando a vida no meio das feras. Um estudo científico confirmou o efeito desta descarga de estimulante cardíaco. Uma injeção de adrenalina pode levar alguém a se sentir apaixonado por qualquer pessoa atraente que esteja perto. 

Fonte: O Guia dos Curiosos

Salvador Dali - Individual - Marylin Monroe


Salvador Dali - Individual - Tourada Individual


Salvador Dali - Individual - Tourada individual 2


Kierkegaard (Parte 07/07)



— Aquele que vive no estágio estético está sujeito a sentimentos de medo e a sensação de vazio. Mas se ele experimenta esses sentimentos, então também há esperança. Para Kierkegaard, o medo é uma coisa quase positiva. Ele é um sinal de que a pessoa se encontra numa “situação existencial”. O esteta pode então decidir se quer dar o salto para um estágio superior. Ou ele acontece, ou então não acontece. De nada ajuda estar na iminência de pular e depois não realizar o salto. Ou uma coisa ou outra. E também não é possível que outra pessoa dê o salto em seu lugar. Você mesma tem de decidir e você mesma tem que pular.  

Kierkegaard (Parte 06/07)



— Vimos, portanto, o que Kierkegaard entendia por “existência”, “verdade subjetiva” e “fé”. Kierkegaard chegou até esses conceitos por meio da crítica à razão filosófica, sobretudo a Hegel. Só que esses conceitos também expressam toda uma crítica da civilização. Para Kierkegaard, a sociedade urbana moderna transformou o homem em “público”, em “instância coletiva”, e a primeira característica da multidão é justamente este “palavrório” inconseqüente. Hoje talvez empregássemos a palavra “conformidade”, ou seja, o fato de que todos “acham” ou “defendem” uma mesma coisa, mas ninguém tem uma relação verdadeiramente apaixonada com o tema.  

Kierkegaard (Parte 05/07)



— Kierkegaard também disse que a verdade era “subjetiva”. Não no sentido de que é totalmente indiferente o que pensamos ou aquilo em que acreditamos. Kierkegaard só queria dizer que as verdades realmente importantes são pessoais. Somente tais verdades são “verdades para mim”, são verdades para cada um.
— Você poderia me dar um exemplo dessas verdades subjetivas?
— Uma questão importante, por exemplo, é a de se saber se o cristianismo é verdade. Para Kierkegaard, esta não é uma questão para ser encarada do ponto de vista teórico ou acadêmico. Para alguém que se entende como algo que existe, trata-se aqui de vida ou morte. E isto não se discute simplesmente porque se gosta de discutir. Trata-se de algo que deve ser abordado com absoluta paixão.  

Kierkegaard (Parte 04/07)



— Aos dezessete anos, Kierkegaard começou a estudar teologia, mas logo foi se interessando cada vez mais por questões filosóficas. Doutorou-se aos vinte e oito anos com a tese “O conceito da ironia em Sócrates”. Nesta obra, Kierkegaard acerta as contas com a ironia romântica e com a forma descompromissada de os românticos brincarem com a ilusão. À ironia romântica Kierkegaard contrapõe a “ironia socrática”. Sócrates também fizera uso do recurso estilístico da ironia, mas só com o intuito de chamar a atenção de seus ouvintes para uma atitude mais séria em relação à vida. Sócrates era para Kierkegaard, ao contrário do que significa para os românticos, um pensador existencial, ou seja, alguém que transporta toda a sua existência para dentro de sua reflexão filosófica. Ao contrário dos românticos, que para Kierkegaard não tinham feito nada disso.  

Kierkegaard (Parte 03/07)



Sentaram-se e Sofia bebeu um golinho do vidro vermelho. No mesmo instante as coisas dispersas voltaram a se concentrar, só que um pouco demais, pois Sofia sentiu novamente que as diferenças haviam deixado de ser importantes. Tocou os lábios rapidamente no gargalo do frasco azul e o mundo ficou mais ou menos como era antes de Alice chegar trazendo aqueles frascos com líquidos estranhos.
— Mas qual é verdadeiro? — perguntou Sofia. — É o líquido vermelho ou o azul que nos permite experimentar o mundo como realmente ele é?
— Ambos, Sofia. Não podemos dizer que os românticos estavam enganados. Mas talvez eles tenham sido parciais demais.  

Kierkegaard (Parte 02/07)



Sofia tirou a rolha do vidro vermelho e encostou-o cautelosamente nos lábios. O suco tinha um gosto adocicado e estranho. Mas isto não era tudo. Imediatamente aconteceu algo à sua volta: primeiro, foi como se a imagem do lago, da floresta e da cabana se fundissem numa coisa só. Depois lhe pareceu que tudo o que ela via era apenas uma pessoa e que esta pessoa era ela mesma. Quando finalmente olhou para Alberto, ele também parecia ter se transformado numa parte dela mesma.
— Que coisa estranha — disse ela. — De repente, tudo o que vejo parece estar relacionado. Tenho a sensação de que tudo é apenas uma única consciência.
Alberto concordou com a cabeça, mas Sofia teve a sensação de que era ela mesma quem concordava.
— Isto é o panteísmo, ou a filosofia da unidade — disse Alberto. — É o espírito do mundo dos românticos, que experimentavam tudo como um único e grande “eu”. Mas é também Hegel, que, sem perder o indivíduo totalmente de vista, considerava tudo expressão de uma razão universal.  

Kierkegaard (Parte 01/07)


(…)
De repente, Sofia ouviu alguém batendo na porta. Alberto olhou para ela muito sério.
— Não queremos ser perturbados, queremos?
Bateram mais forte.
— Vamos falar agora sobre um filósofo dinamarquês, que ficou muito irritado com a filosofia de Hegel — disse Alberto.
Mas começaram a bater tão forte que a porta chegava a tremer.
— É claro que é o major nos enviando outra de suas personagens fantásticas, só para ver se consegue nos pegar de novo — disse Alberto. — Para ele isto não é problema.  

A lista de Schindler


A história verdadeira deste homem que enfrentou perigos inacreditáveis e sacrificou tudo o que possuía, colocando em jogo a própria liberdade, para salvar mais de mil pessoas. Partindo dos testemunhos dos Schindlerjuden – os judeus de Schindler -, Thomas Keneally compôs um romance notável e comovente, que retrata a coragem, a generosidade e a perspicácia de um herói em meio às cinzas do holocausto. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, A Lista de Schindler valeu a seu autor o cobiçado Prêmio Booker, da Inglaterra.

Grécia Antiga


Teatro Grego Antigo

A Grécia da Antiguidade  que se desenvolveu entre 2000 a.C. e 500 a.C., nos legou a herança de sua cultura que atravessou os séculos, chegando até os nossos dias. Foram influências no campo da filosofia, das artes plásticas, da arquitetura, do teatro, enfim, de muitas idéias e conceitos que deram origem às atuais ciências humanas, exatas e biológicas.
Não se pode confundir a Antiguidade grega com o país Grécia que existe hoje. Os gregos atuais não são descendentes diretos desses povos que começaram a se organizar há mais de quatro mil anos atrás. Muita coisa se passou entre um período e outro e aqueles gregos antigos perderam-se na mistura com outros povos. Depois, a Grécia antiga não formava uma nação única, mas era composta de várias cidades, que tinham suas próprias organizações sociais, políticas e econômicas.  

Hegel (Parte 07/07)



— A razão se revela sobretudo através da língua. E a língua é o universo dentro do qual nascemos. A língua norueguesa pode muito bem sobreviver sem o senhor Hansen, mas o senhor Hansen dificilmente sobreviveria sem a língua norueguesa. Não é o indivíduo que cria a língua, mas a língua que cria o indivíduo.
— Acho que concordo com isto.
— Assim como o indivíduo nasce no interior de uma língua, ele também nasce no interior de um meio histórico. E ninguém tem uma relação “livre” com este meio. Quem não consegue seu lugar no Estado é, portanto, um ser “a-histórico”. Você deve se lembrar de que este pensamento foi muito importante para os grandes filósofos de Atenas. Um Estado sem cidadãos é tão inconcebível quanto um cidadão sem Estado.  

Hegel (Parte 06/07)



— A razão de Hegel é, portanto, uma razão dinâmica. Como a realidade está impregnada de opostos e contradições, uma descrição da realidade tem necessariamente de ser cheia de opostos e contradições. Aqui vai um exemplo: diz-se que o físico atômico Niels Bohr mandou pendurar uma ferradura na porta de sua casa.
— Isto é para dar sorte.
— Mas isto não passa de superstição e Niels Bohr podia ser qualquer coisa, menos supersticioso. Um dia recebeu a visita de um amigo, que pensou a mesma coisa: “Quer dizer que você acredita nessas coisas”, observou o amigo. E Bohr respondeu: “Não. Mas me disseram que apesar disso a coisa funciona mesmo”.  

Hegel (Parte 05/07)



— Há cento e cinqüenta anos, muitos lutavam pelos direitos das mulheres. E também havia muitos que lutavam energicamente contra eles. Se analisarmos hoje os argumentos de ambas as partes, não temos dificuldades em ver quem eram os mais racionais. Mas não podemos nos esquecer de que estamos analisando o assunto a posteriori. Ficou provado que os que defendiam a igualdade de direitos estavam certos. Muitas pessoas sem dúvida se sentiriam envergonhadas se lessem o que seus avós disseram a respeito deste tema.
— Sim, posso imaginar. E o que Hegel achava?
— Sobre a igualdade de direitos?
— Sim. Ou é melhor não falarmos sobre o assunto?
— Você quer ouvir uma citação?
— Com prazer.  

Hegel (Parte 04/07)



— Os eleatas tinham razão quando afirmavam que nada se transformava; mas não estavam certos quando diziam que não podemos confiar em nossos sentidos. Heráclito tinha razão quando dizia que podemos confiar em nossos sentidos, mas não estava certo quando afirmava que “tudo flui”.
— Isto porque existe mais do que apenas uma substância primordial. A composição se altera, mas não a substância em si.
— Exatamente. O pensamento de Empédocles, que estabelecia uma ponte entre os dois pontos de vista opostos, é chamada por Hegel de a negação da negação.
— Deus meu!  

Hegel (Parte 03/07)



— Assim, para Hegel, não podemos separar uma filosofia ou um pensamento de seu contexto histórico. Mas, e agora estou me aproximando de outro ponto, a razão é “progressiva”, pois sempre se acrescenta algo de novo ao que já existia. Isto significa que o conhecimento humano progride cada vez mais e caminha com a humanidade toda em sua marcha “para a frente”.
— Pensando assim, a filosofia de Kant estava mesmo um pouco mais certa do que a de Platão, não é?
— É. Entre Platão e Kant o “espírito do mundo” desenvolveu-se, progrediu. Retomando a imagem do rio, podemos dizer que ele tem agora um volume maior de água. Entre um ponto e outro mais de dois mil anos se passaram. Mas Kant não deve achar que suas “verdades” ficarão como pedras irremovíveis à margem do rio. Os seus pensamentos também não são a derradeira expressão da sabedoria e serão expostos às severas críticas da geração subseqüente. E foi assim mesmo que aconteceu.  

Hegel (Parte 02/07)



— Todos os sistemas filosóficos anteriores a Hegel tinham tentado estabelecer critérios para o que o homem pode saber sobre o mundo. Isto vale para Descartes e Spinoza, Hume e Kant. Cada um deles se interessou por aquilo que constitui a base de todo o conhecimento humano. Só que todos eles falaram sobre premissas atemporais para o conhecimento do homem sobre o mundo.
— E não é esta a tarefa do filósofo?
— Hegel achava impossível encontrar tais pressupostos atemporais. Ele achava que as bases do conhecimento humano mudavam de geração para geração. Por conseqüência, também não existiam “verdades eternas” para ele. Não existe uma razão desvinculada de um tempo. O único ponto fixo a que a filosofia pode se ater é a própria história.  

Hegel (Parte 01/07)



(…)
Alberto e Sofia sentaram-se nas poltronas junto à janela que dava vista para o lago.
— Georg Wilhelm Friedrich Hegel foi um legítimo filho do Romantismo — começou Alberto. — Poderíamos até dizer que ele seguiu fielmente a evolução do espírito alemão. Hegel nasceu em 1770, em Stuttgard, e aos dezoito anos começou a cursar teologia em Tübingen. A partir de 1799, começou a trabalhar com Schelling em Iena, justamente quando e onde o movimento romântico viveu seu período de crescimento mais explosivo. Depois de ter lecionado em Iena, Hegel passou a trabalhar como professor universitário em Heidelberg, centro do Romantismo nacional alemão. Por fim, em 1818, tornou-se professor em Berlim, exatamente na época em que esta cidade começou a se transformar no centro intelectual da Europa. Em novembro de 1831, Hegel morreu de cólera. A esta altura, porém, o “hegelianismo” já tinha muitos adeptos em quase todas as universidades alemãs.  

A história do beijo



Não se sabe como surgiu o primeiro beijo da humanidade. As referências mais antigas aos beijos foram esculpidas por volta de 2.500 a.C. nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia.
Entre os persas, na Antiguidade, os homens trocavam beijos na boca. Mas só valia para pessoas do mesmo nível. Se um dos homens fosse considerado hierarquicamente inferior, o beijo deveria ser dado no rosto.  

Persépolis - 95 min.


Marjane Satrapi (Gabrielle Lopes) é uma garota iraniana de 8 anos, que sonha em se tornar uma profetisa para poder salvar o mundo. Querida pelos pais e adorada pela avó, Marjane acompanha os acontecimentos que levam à queda do xá em seu país, juntamente com seu regime brutal. Tem início a nova República Islâmica, que controla como as pessoas devem se vestir e agir. Isto faz com que Marjane seja obrigada a usar véu, o que a incentiva a se tornar uma revolucionária.

O invisível - 102 min



Nick Powell (Justin Chatwin) tem um futuro brilhante até ser brutalmente atacado, abandonado e dado como morto. Ele agora se encontra no limbo, um local intermediário entre os mundos dos vivos e dos mortos. Completamente invisível para os vivos, Nick precisa descobrir o que aconteceu com ele e o motivo pelo qual foi atacado.

O milagre das águas: a história de N.Srª Aparecida


Em 1904, um senhor paraplégico, em consequência de um acidente, é levado por seu filho João, de lugar em lugar, numa cadeira de rodas. Ao saber que o pai era da terra da Santa, o menino quer a todo custo empreender uma longa viagem, com destino a Aparecida do Norte. A contra gosto por já não ter fé, Pai José, como é chamado o velho pelo menino, consente na viagem; e no caminho vai contando a história da Santa nascida nas águas. O que se vê na tela é a fantasia do menino João, encantado com a história, e triste por não saber da situação dos negros escravos de então. A fé inocente e poética do menino acaba por provocar uma situação de tirar lágrimas.

Sujeito



Geralmente, quando pensamos no significado comum da palavra “sujeito”, nos vem à mente uma pessoa que praticou uma determinada ação ou alguém sobre o qual falamos alguma coisa. De fato é assim que vemos aparecer, na gramática, o sujeito como o responsável sobre a ação dos verbos nas sentenças. No entanto, em filosofia, fazemos, geralmente, uma distinção entre quatro tipos de sujeito: o sujeito ontológico, o sujeito do conhecimento, o sujeito social e o sujeito moral. Há, também, o ‘sujeito lógico’, contudo ele se assemelha muito ao sujeito da gramática.