"Nada se espalha com maior rapidez do que um boato" (Virgílio)
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A crise da monarquia (Resumo)



Os últimos anos da Monarquia brasileira

Na segunda metade do século XIX, a economia brasileira estava passando por sensíveis transformações. Entretanto, na política, D. Pedro II, exercendo o Poder Moderador, continuava governando de forma centralizada. Os liberais e os conservadores continuavam se alternando no poder, enquanto isso, os republicanos iam, gradativamente, ganhando espaço.
Em 1870, é assinado por muitos intelectuais o Manifesto Republicano, propondo o regime republicano. No Rio de Janeiro, é fundado o jornal A República.
Em julho de 1873, na Convenção de Itu, foi fundado o Partido Republicano Paulista (PRP), composto pela nova aristocracia cafeeira (do Oeste paulista), que via a monarquia como um empecilho ao progresso do Brasil.
O movimento republicano contou com a participação de jovens oficiais, influenciados por Benjamin Constant, professor da Escola Militar. Em São Paulo, os adeptos da república procuravam agir com cautela, aliando-se aos conservadores. No Rio de Janeiro, estavam divididos em:
Radicais, liderados por Aristides Lobo, Silva Jardim e Benjamin Constant, queriam a proclamação imediata da República; Moderados, liderados por Quintino Bocaiúva e Saldanha Marinho, preferiam aguardar o momento da sucessão monárquica.

Do trabalho escravo ao trabalho livre (Resumo)


De 1850 a 1888, a extinção do escravismo foi tenta e gradual, isto é, não foi feita de uma só vez, mas por meio de diversas leis que buscavam mais adiar o fim da escravidão do que extingui-la. A partir de 1888, os ex-escravos foram vender a sua força de trabalho no mercado livre e em condições desiguais.

A extinção do tráfico negreiro

Desde 1810, a Inglaterra pressionava o Brasil para que acabasse com o tráfico de escravos. Em 1845, o Parlamento inglês votou o BilI Aberdeen, lei que autorizava a marinha inglesa a aprisionar navios negreiros e julgar os traficantes em um tribunal inglês.
Em 1850, a Lei Eusébio de Queirós proíbe o tráfico de negros africanos para o Brasil e estabelece severas penas a quem a desrespeitasse. Acentuou-se o tráfico interprovincial entre o Sul e o Nordeste. Como não entravam mais africanos no país, o preço do escravo subiu assustadoramente.

A economia no segundo reinado (Resumo)

A economia cafeeira

Durante a segunda metade do século XIX, o café sustentou a economia brasileira. Originário da Abissínia, foi trazido no século XVIII pelos franceses para a Guiana Francesa e, em 1727, introduzido por Francisco de MeIo Palheta nas regiões próximas a Belém do Pará. Em 1761, João Alberto Castelo Branco levou algumas sementes para o Rio de Janeiro, onde o produto se desenvolveu graças a mão-de-obra abundante, facilidades de transporte e proximidade do porto.
Do Rio de Janeiro, a lavoura cafeeira espalhou-se para províncias vizinhas (Vale do Paraíba) e, em alguns anos, o Brasil tornou-se o maior produtor mundial.
De início, manteve-se a estrutura colonial de produção: mão-de-obra escrava, latifúndio e monocultura, atendendo ao modelo econômico agrário-exportador.
No final do período monárquico, a terra roxa e a mão-de-obra dos imigrantes tornaram São Paulo o grande produtor nacional de café. A acumulação de capital aí gerada favoreceu o desenvolvimento industrial paulista.


O café na década de 1870

Declínio das áreas fluminense e vale - paraibana: devido à escassez de terras próprias para o cultivo do café, má distribuição dos cafeeiros, acelerado esgotamento das reservas naturais e utilização de tecnologia rudimentar, tanto no preparo da terra, quanto no beneficiamento do produto. O fim do tráfico negreiro, em 1850, também influenciou.
Ascensão do Oeste Paulista: condições geoclimáticas favoráveis (terra roxa), topografia pouco acidentada, técnicas mais sofisticadas no plantio e beneficiamento do produto, o que reduziu o custo de produção e aumentou a produtividade.

O Segundo Reinado (Resumo)


Em 1840, a classe dominante, temerosa pelos movimentos revolucionários que estavam Levando à fragmentação política no País, antecipou a maioridade de Pedro de Alcântara, que deveria governar a nação imediatamente. Essa antecipação foi organizada pelo Partido Liberal, para derrotar os conservadores do governo Araújo Lima, e é chamada de Golpe da Maioridade. Com o inicio do Segundo Reinado, a Balaiada e a Guerra dos Farrapos chegaram ao fim, mas dois novos movimentos começaram: a Revolta dos Liberais de 1842, em São Paulo e Minas Gerais, e a Praieira, em Pernambuco, em 1848 e 1849.

Objetivo, objeto, campo de estudo e importância da Sociologia


O objetivo da sociologia é aumentar ao máximo o conhecimento do homem e da sociedade através da investigação científica.
O objeto de estudo da sociologia é os fenômenos sociais, isto é, tudo aquilo que se refere às relações entre as pessoas, suas questões nos seus grupos sociais ou entre os grupos dinamizando a sociedade como um todo.
O campo de estudo da sociologia é a sociedade como um todo, envolvendo todas as suas particularidades, sejam em características políticas, econômicas, sociais, culturais, históricas, etc.

A sociologia é importante porque nos permite compreender melhor a sociedade em que vivemos e conseqüentemente, explicar e buscar soluções para a complexidade das questões sociais. Assim a sociologia vem se tornando uma ciência imprescindível para o conhecimento do mundo atual.

Conceitos de Sociologia


A sociologia possui uma infinidade de conceitos para identificá-la e explicá-la, diferenciando-a de outras ciências ou tipos de conhecimentos. Vejamos alguns conceitos segundo alguns sociólogos: para Durkheim “a sociologia é a ciência das instituições”; para L. Ward e W. G. Summer “a sociologia é a ciência da sociedade”; para F. H. Gilddings “a sociologia é a ciência dos fenômenos sociais”. Ela também já foi definida por Robert Park como “ciência do comportamento coletivo”, por Small de “ciência das relações humanas”. Para Weber a “sociologia é a ciência que procura uma compreensão interpretativa da ação social para a partir daí chegar à explicação causal do seu sentido e dos seus efeitos”.

Para alguns sociólogos brasileiros como Carlos Benedito Martins a “sociologia é o resultado de uma tentativa de compreensão de situações sociais radicalmente novas criada pela então sociedade capitalista”; para Costa Pinto a “sociologia é o estudo científico da formação, organização e transformação da sociedade humana”.

A palavra Sociologia



A palavra sociologia foi criada pelo pensador francês Augusto Comte em 1839 em seu curso de filosofia positiva. A palavra sociologia é híbrida, isto é, ela é formada por duas línguas diferentes: Sócio do latim significa social ou sociedade, logia do grego significa estudo, formando assim, o “estudo do social” ou “estudo da sociedade”.

A América espanhola (Resumo)


Para sabermos um pouco mais sobre a emancipação política na América Espanhola, é preciso recordar como foi a sua colonização. É preciso compreender como a sociedade se comportava e lembrar mercantilismo, colônias de exploração, etc, para podermos dizer que mesmo se tornando independentes, a estrutura dessas sociedades não se modificou.

Colonização

A Espanha era uma metrópole mercantilista, isto quer dizer que, as colônias só serviam para serem exploradas. A colonização só teria sentido se as colônias pudessem fornecer produtos lucrativos. Desta forma a maioria das colônias espanholas (e também portuguesas) foram colônias de exploração, que dependiam das regras impostas pela metrópole.
O fator mais importante pela colonização espanhola foi a mineração. A base da economia espanhola eram as riquezas que provinham, especialmente da Bolívia, a prata e também o ouro de outras colônias. Foi esta atividade, a mineração, a responsável pelo crescimento de outras que eram ligadas, como, a agricultura e a criação de gado necessários para o consumo de quem trabalhava nas minas.
Quando a mineração decaiu, a pecuária e a agricultura, passaram a ser as atividades básicas da América Espanhola.  

A América no século XIX – Resumo (Parte 05/05)


A Guerra de Secessão

A Guerra de Secessão agitou os Estados Unidos de 1861 a 1865. As diferenças econômicas e políticas dos Estados do Norte e do Sul foram decisivas para a eclosão do conflito.
  • O Norte possuía economia sustentada na indústria e no comércio; defendia tarifas alfandegárias protecionistas; apoiava a abolição dos escravos; era favorável a um governo central forte.
  • O Sul possuía economia agrária; era exportador de produtos agrícolas e importador de manufaturados; defendia tarifas alfandegárias baixas; lutava pela manutenção do escravismo; era favorável a um governo central fraco.

A América no século XIX – Resumo (Parte 04/05)


A expansão territorial norte-americana

No inicio do século XIX, os norte-americanos começaram a se expandir em direção ao Oeste, conquistando terras dos povos indígenas e estendendo suas fronteiras do Atlântico ao Pacifico. Buscavam terras férteis para a agricultura, pastagens para a criação de animais, matérias-primas para as indústrias do Norte e riquezas minerais. 

A América no século XIX – Resumo (Parte 03/05)


Estados Unidos no Século XIX

No século XIX ocorreu uma série de transformações econômicas, políticas e sociais nos Estados Unidos. A agricultura passou a ser diversificada e realizada com novo padrão técnico. As indústrias floresceram e atingiram elevado índice de exportações. Em decorrência, novas camadas sociais surgiram e aumentou ainda mais a imigração. Por fim, a burguesia industrial e financeira norte-americana expandiu-se no mercado latino-americano.

A América no século XIX – Resumo (Parte 02/05)


Independência da América Espanhola

Com exceção do Uruguai, de Cuba e Porto Rico, as colônias espanholas da América proclamaram sua independência entre 1804 e 1825.
Os primeiros movimentos de libertação da América Espanhola começaram no século XVIII. Entre eles, destacam-se a revolta dos indígenas no Peru, liderada por Tupac Amaru (1780) e a revolta dos escravos, a partir de 1791, em São Domingos, liderada por um ex-escravo, Toussaint Louverture, que proclamou a independência da ilha.  

A América no século XIX – Resumo (Parte 01/05)


No século XIX, ocorreram inúmeras transformações no continente americano. As colônias espanholas conseguiram libertar-se por meio de vários movimentos militares. Essa libertação armada favoreceu sua fragmentação em vários países. Também o Brasil, colônia de Portugal na época, tornou-se livre.  

Império Napoleônico – Resumo (Parte 06/06)

Santa Aliança: a união dos monarcas europeus contra os levantes inspirados na Revolução Francesa

A Santa Aliança

Por proposta do czar Alexandre I, a Rússia, a Áustria e a Prússia formaram a Santa Aliança. O objetivo era defender as monarquias absolutistas, em nome dos princípios cristãos. Metternich introduziu na Santa Aliança o direito de intervenção. Segundo ele, a Santa Aliança teria o direito de intervir nos países onde houvesse revoluções liberais e tentativas de emancipação política.  

Império Napoleônico – Resumo (Parte 05/06)


O Congresso de Viena

Logo depois da primeira derrota de Napoleão, em 1814, organizou-se na Europa um movimento conservador. As forças tradicionais absolutistas retomaram o antigo modelo de governo. Monarcas e ministros reuniram-se no
Congresso de Viena (1814-1815), com a finalidade de restabelecer o antigo equilíbrio político europeu, anterior à Revolução Francesa, e reorganizar o mapa político da Europa, que havia sido bastante alterado com as conquistas napoleônicas. 

Império Napoleônico – Resumo (Parte 04/06)


O fim do Império

A política napoleônica começou a ser contestada, inclusive pela burguesia. Enquanto a Inglaterra intensificou seu comércio com as colônias da América Latina, dos Estados Unidos e do Oriente, o Bloqueio Continental prejudicou a economia francesa e a dos países aliados, em razão da falta de produtos manufaturados e da paralisação dos portos. Em 1812, a Rússia rompeu o bloqueio.  

Império Napoleônico – Resumo (Parte 03/06)


O Império (1804-1815)

Em 1804, Napoleão fez realizar novo plebiscito, no qual 600/o dos votantes confirmaram a instituição do regime político monárquico, e ele tornou-se imperador da França.
No plano interno, ocorreu o incentivo à agricultura e à indústria.  

Império Napoleônico – Resumo (Parte 02/06)


O Consulado (1799 a 1804)

No Consulado, o Poder Executivo era exercido por três cônsules, e o Legislativo ficava a cargo de assembleias. Napoleão era o primeiro-cônsul e concentrava em suas mãos amplos poderes. Napoleão promoveu a reforma do Direito, elaborando o Código Civil Napoleônico, consolidando as conquistas da burguesia ocorridas durante a Revolução Francesa, tais como a laicizarão do Estado, a igualdade entre os iguais perante a lei, a propriedade privada, a liberdade econômica, a proibição das greves e da organização sindical e o restabelecimento da escravidão nas colônias.
Foi reorganizado o ensino francês, cujo objetivo era a formação de cidadãos aptos a servir ao Estado. O modelo napoleônico de educação visava moldar o comportamento político do cidadão, pois a escola era o veículo para a criança aprender a amar e a obedecer ao governo francês. Napoleão fundou a Escola Normal de Paris para a formação de professores. Contando com o apoio da burguesia, em 1802 Napoleão fez um plebiscito e tornou-se cônsul vitalício.

Império Napoleônico – Resumo (Parte 01/06)


Ao governar a França, Napoleão Bonaparte deu inicio à consolidação das conquistas da burguesia no país. Além disso, empreendeu campanhas militares que provocaram a desorganização das monarquias absolutistas da Europa, favorecendo os movimentos liberais. No período da Convenção da Revolução Francesa, com 26 anos de idade e já general, Napoleão Bonaparte foi convocado para reprimir os radicais (1795), destacando-se também na defesa da França revolucionária, ameaçada pelas monarquias europeias. Em 1799, o Diretório convocou Napoleão para participar do governo.  

O novo Colonialismo - Resumo



No século XIX, ocorreu significativa expansão dos Estados capitalistas europeus, particularmente da Inglaterra e da França. Os governos, aliados às grandes empresas do país, partiram para a conquista de colônias, disputando território e poder. Os alvos principais foram a África e a Ásia. Em primeiro lugar, essas nações européias queriam novos mercados consumidores para os seus produtos industrializados e áreas para investimentos. Também precisavam de matéria-prima industrial (ferro, carvão, manganês etc.) e mão-de-obra suficiente e barata. Ambas poderiam ser encontradas nas colônias. Além disso, o aumento populacional levou os governos a incentivarem a emigração. As nações imperialistas do século XIX procuraram justificar o novo colonialismo desenvolvendo teorias religiosas e pretensamente técnico-científicas, mas de fundo racista. O imperialismo disseminou a ideologia da superioridade racial do branco, do europeu, em relação ao africano.
A Igreja Católica colaborou bastante para a dominação européia na África e na Ásia, afirmando que as conquistas tinham a missão de salvar as almas dos infiéis para o cristianismo.