"A Vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte." (Autoria desconhecida)



Que nesse ano possamos sonhar,

E acreditar, de coração, que podemos realizar cada um de nossos sonhos,
Que esses sonhos possam ser compartilhados pelo bem,
E que eles tenham força de transformar velhos inimigos em novos amigos verdadeiros,

Que nesse ano possamos abraçar,

E repartir calor e carinho,
Que isso não seja um ato de um momento,
Mas a história de uma vida.

Que nesse ano possamos beijar,

E com os olhos fechados, tocar o sabor da alma,
Que tenhamos tempo para sentir toda a beleza da vida,
E que saibamos senti-la em cada coisa simples,

Que nesse ano possamos sorrir,

E contagiar a todos com uma alegria verdadeira,
Que não sejam necessárias grandes justificativas para nosso sorriso,
Apenas a brisa do viver,
Que nesse ano possamos cantar,
E dizer coisas da vida,
Que não sejam apenas músicas e letras,
Mas que sejam canções e sentimentos,

Que nesse ano possamos agradecer,

E expressar a Deus e a todos: “Muito Obrigado!”,
Que nesse “todos” não sejam incluídos apenas os amigos,
Mas também aqueles que, nos colocando dificuldades, nos deram oportunidades de sermos melhores.

E assim começamos mais um Ano Novo,

Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho,
Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!”


Com carinho,
Tony Mendes



Karl Marx (Parte 07/07)



- Depois de Marx, o movimento socialista dividiu-se em duas correntes principais: de um lado, a democracia social; de outro, o leninismo. A democracia social, cujo objetivo era encontrar um caminho paulatino e pacífico para uma ordem social mais justa, prevaleceu na Europa ocidental. Podemos chamar o caminho por ela percorrido de uma lenta revolução. O leninismo, por sua vez, que continuou a acreditar que só uma revolução seria capaz de combater a antiga sociedade de classes, ganhou importância na Europa oriental, na Ásia e na África. Cada uma dessas ramificações procura lutar a seu modo contra a penúria e a opressão.  

Karl Marx (Parte 06/07)



- Marx achava o modo de produção capitalista contraditório em si. Para ele, o capitalismo era um sistema econômico autodestrutivo, sobretudo porque lhe faltava um controle racional.
- Quer dizer que no fundo isto era bom para os oprimidos, não era?
- Podemos dizer que sim. Para Marx, em todo caso, era certo que o sistema capitalista acabaria perecendo vítima de suas próprias contradições. Ele considerava o capitalismo “progressivo”, isto é, algo que aponta para o futuro, mas só porque via nele um estágio necessário a caminho do comunismo.  

Karl Marx (Parte 05/07)



- Estamos falando de como Marx via as coisas. Por isso precisamos tomar como ponto de partida as condições sociais vigentes na Europa por volta de 1850. E nesse caso, a resposta à sua pergunta é “SIM”, em alto e bom som. Na grande maioria dos casos, os trabalhadores cumpriam uma jornada de trabalho de catorze horas dentro de fábricas geladas. E o que ganhavam era tão pouco, que até crianças e mulheres grávidas tinham de trabalhar. Tudo isto levou a condições sociais indescritíveis. Muitas vezes, parte do salário era paga em forma de aguardente barata e muitas mulheres tinham de se prostituir. Seus clientes eram os respeitáveis cidadãos da cidade. Em poucas palavras: o trabalho, que deveria ser um símbolo da dignidade humana, transformara o trabalhador num verdadeiro animal.  

Karl Marx (Parte 04/07)



- Marx dedicou-se especialmente à questão da transição de uma sociedade capitalista para uma sociedade comunista. Para tanto, ele fez uma análise detalhada do modo de produção capitalista. Só que antes de abordarmos esta questão, vamos falar um pouco sobre o que Marx pensava a respeito do trabalho humano.  

Karl Marx (Parte 03/07)



- Antigamente, as pessoas saíam remando para apanhar os peixes. Hoje em dia eles são apanhados em traineiras gigantescas.
- E com isto você já está passando para a terceira camada da base de uma sociedade. A coisa aqui se complica um pouco, pois se trata de quem detém os meios de produção numa sociedade e de como o trabalho é organizado no interior da sociedade. Trata-se, portanto, das relações de posse e da divisão de trabalho. Marx chama isto de relações de produção de uma sociedade. Elas são, portanto, a terceira camada da base social.  

Karl Marx (Parte 02/07)



- Hegel chamava de “espírito universal” ou “razão universal” a força que impelia a história para frente. Marx achava que este ponto de vista colocava a realidade de cabeça para baixo. Ele queria mostrar que as condições materiais de vida eram decisivas para a história. Nesse sentido, Marx dizia que não eram os pressupostos espirituais numa sociedade que levavam a modificações materiais, mas exatamente o oposto: as condições materiais determinavam, em última instância, também as espirituais. Além disso, Marx achava que as forças econômicas numa sociedade eram as principais responsáveis pelas modificações em todos os outros setores e, conseqüentemente, pelos rumos do curso da história.

Karl Marx (Parte 01/07)


Karl Marx

(…)
Mais uma vez sentaram-se à mesa próxima da janela que dava vista para o lago. Sofia ainda se lembrava muito bem de como tinha visto o lago depois de ter bebido o líquido azul. Agora os dois frascos estavam sobre o console da lareira. Sobre a mesa havia uma cópia em miniatura de um templo grego.
- O que é isto? – perguntou Sofia.
- Uma coisa de cada vez, minha cara.
E então Alberto começou a falar sobre Marx:
- Em 1841, quando Kierkegaard foi a Berlim, é provável que ele tenha se sentado ao lado de Karl Marx nas palestras de Schelling. Kierkegaard tinha escrito uma tese sobre Sócrates, e Karl Marx, na mesma época, tinha defendido o seu doutorado sobre Demócrito e Epicuro. Sobre o materialismo na Antigüidade, portanto. Nos trabalhos dos dois já estava embutido o rumo que suas reflexões filosóficas iriam tomar.

O Símbolo Perdido - Dan Brown


Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.

Salvador Dali - Individual - Saint Anne

Salvador Dali - Individual - Place Furstenberg

Salvador Dali - Individual - Pieta

Salvador Dali - Individual - Nu Sanguine

Salvador Dali - Individual - Notre-Dame de Paris

Utopia e Barbárie - 120 min.


Integrante da geração que hoje tem por volta de 60 anos, o documentarista Silvio Tendler revê os sonhos de sua época e revisita os conceitos de utopia e revolução. Entrevista diversas pessoas, como os cineastas Denys Arcand, Gillo Pontecorvo, Amos Gitai, Dilma Roussef, o porta-voz Franklin Martins, o poeta Ferreira Gullar e o dramaturgo Augusto Boal, entre outros.

Equador - Miguel Sousa Tavares


No começo do século XX, Luis Bernardo Valença, conhecido intelectual português, é convidado pelo rei d. Carlos a executar uma missão descabida e complicada, que implicará numa abrupta mudança de sua vida. Solteiro e perto dos quarenta anos, ele desfruta das regalias que uma cidade grande como Lisboa tem a oferecer. Aceitar o convite do rei significa abandonar tudo por uma vida nova, na qual, entretanto, poderia colocar em prática suas convicções políticas: contribuir para a efetiva abolição da escravatura na África, assumindo o papel de governador de São Tomé e Príncipe.
Mais de um século depois de abolida a escravidão em Portugal, ainda sobram dúvidas se de fato os trabalhadores são empregados e bem tratados. É mesmo difícil esclarecer o limiar entre o trabalho escravo e o assalariado. Muitas vezes, sobretudo em pequenas colônias perdidas no meio da África, um homem que tem contrato assinado pode, mesmo assim, continuar a receber chicotadas de quem não sabe se deve chamar de “senhor” ou de “patrão”.
Equador, primeiro romance de Miguel Sousa Tavares, publicado em 2003, trata justamente dessa complexidade política e da dificuldade de definir na prática aquilo que parece claro nos conceitos e na teoria. Mais do que isso, este livro fala das paixões humanas e de como elas interferem nos jogos de poder. Luis Bernardo decide aceitar a missão proposta e é então jogado em uma realidade completamente alheia. Percebe que só a sua inteligência não será suficiente para dar conta do que o espera na ilha de São Tomé e Príncipe onde chegam apenas dois barcos por mês e a população desconhece os direitos humanos já há muito tempo em voga na Europa.
O leitor, acompanhando os passos de Luis Bernardo, vai conhecendo o território e os personagens da ilha por meio das descrições minuciosas do autor; junto do protagonista, percebe a ambiguidade da sua realidade. E não são apenas questões políticas que estão envolvidas nesse cenário: quando Luis é tomado por uma paixão proibida e incontornável, tudo se torna ainda mais confuso e envolvente.

Metafísica


Espelho falso - René Magritte

Quando alguém nos faz uma pergunta sobre o que seria a Realidade, imediatamente apontamos para uma série de objetos no mundo que imaginamos serem elementos dessa Realidade e exemplos convincentes sobre o que acreditamos ser mais fundamental para compreendê-la. Então dizemos: “Ora, a realidade é tudo o que sinto e percebo, é a cadeira, a mesa, o professor, a lousa etc”. Mas, se a pessoa que nos faz tal pergunta é um filósofo Metafísico, é muito provável que ele não se sinta convencido de que a Realidade possa ser resumida neste tipo de resposta. É bem provável que este filósofo queira saber mais. Ele irá querer saber o que faz de cada coisa aquilo que ela é, não pela função ou lugar que ocupam enquanto objetos materiais, mas pela ideia ou conceito essenciais que podemos obter deles.  

Arte


Taj Mahal, em Agra, Índia

A palavra portuguesa “Arte” tem sua origem na palavra latina “Ars”, que possui um muito amplo leque significativo. No entanto, os significados mais comuns da palavra foram aqueles também trazidos para a língua portuguesa e que podem ser o de Fabricação, de Manufatura, de Técnica, de Habilidade ou de Sabedoria. Todas estas palavras são usadas para denotar duas capacidades exclusivamente humanas que nos são bem comuns: a primeira é a de poder criar algo útil e/ou belo que antes não existia; e a segunda é a de deter o conhecimento necessário para reinventar ou reproduzir este algo.  

Mente e Espírito


A Ascensão - Tintoretto

Uma questão que perturbou, e nos dias de hoje continua perturbando a cabeça de muitos filósofos, é aquela relacionada às causas das atividades mentais nos seres humanos, isto é, sobre a causa dos pensamentos e de seus correlatos. A pergunta que muitos filósofos, teólogos e cientistas tentavam responder era a seguinte: “O que nos põe a pensar?” ou “Seria a alma a responsável pelos movimentos físicos e mentais nos homens?” ou “Será que a mente se encontra no cérebro?”  

Linguagem


Pashedu sob uma tamatreira

Talvez a Linguagem tenha sido a conquista humana mais importante de todos os tempos. Podemos pensar na Linguagem de diversas maneiras: como a externalização do pensamento, como a expressão mais aproximada da essência espiritual humana, como uma manifestação cultural ou, simplesmente, como uma forma de comunicação. Por ser mais acessível a nós no momento, tomemos a linguagem neste último sentido mais trivial, isto é, como a pura transmissão de ideias, pensamentos, emoções e sensações a um outro - o que chamamos de comunicação.
A linguagem assim compreendida pode assumir diversas formas: a música, a matemática, a escrita, a fala, a mímica. Talvez a forma de linguagem mais comum a todos os seres humanos seja a fala, pois é uma forma de comunicação bastante rápida e eficaz, que aprendemos desde muito cedo. No entanto, em qualquer linguagem podemos encontrar certos elementos que devem estar presentes para o efeito da comunicação ser atingido.  

Ideologia


Netuno e Anfitrite - Jan Gossaert

De maneira bastante simplificada, Ideologia pode ser considerado um conjunto qualquer de ideias sistematizadas e propaladas a todos como reflexo da realidade. Neste sentido, podemos considerar vários grupos teóricos como produtores de ideologia. Temos, por exemplo, o grupo dos cientistas, que afirmam um certo conjunto de ideias sobre os eventos naturais. Eles acreditam que estas ideias correspondem à realidade sobre o mundo natural. Faz parte da ideologia científica a noção de que o mundo natural é composto por elementos com propriedades físico-químicas, que estes elementos se unem para formar a matéria, que podemos fazer experiências e observar como se dá a dinâmica da matéria em diversas situações e que os resultados destas experiências, muitas vezes, nos conduzem a uma afirmação pura e verdadeira sobre o mundo.