"Nada se espalha com maior rapidez do que um boato" (Virgílio)
Mostrando postagens com marcador Guerra Fria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra Fria. Mostrar todas as postagens

Na costa dos EUA, uma bomba de hidrogênio está perdida há 59 anos.


Surgida em 1952, meros 7 anos após Hiroshima, a bomba de hidrogênio - ou arma termonuclear - é a segunda e atual geração de dispositivos de aniquilação atômica. É uma bomba dentro de uma bomba, em que uma reação de fissão nuclear, como a de Hiroshima, causa fusão nuclear em átomos de hidrogênio, o que por sua levar a ainda mais reações. A ideia é ampliar o poder destrutivo. Para se ter uma ideia da eficiência, a Tsar Bomba, a maior bomba de hidrogênio já feita, tinha 50 megatons de capacidade - equivalentes a 3 333 bombas de Hiroshima, com meros 15 quilotons.

Treze dias que abalaram o mundo - [2000] - 145 min.


Em outubro de 1962 um avião U-2, que fazia vigilância de rotina, tira fotos fotográficas que revelam que a União Soviética está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de armas nucleares em Cuba. Estas armas terão a capacidade de destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados Unidos quando ficarem operacionais. O presidente John F. Kennedy (Bruce Greenwood) e seus assessores têm de pôr um plano de ação contra os soviéticos. Kennedy está determinado em mostrar que ele é forte o bastante para resistir a ameaça e o Pentágono aconselha o exército dos Estados Unidos a contra-golpear, o que poderia levar a uma outra invasão norte-americana em Cuba. Entretanto, Kennedy está receoso em levar a cabo esta operação, pois uma invasão norte-americana poderia fazer com que os soviéticos partissem para a retaliação na Europa. Por treze dias o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo reunido no salão oval na Casa Branca, pois a possibilidade de uma guerra nuclear era real e navios soviéticos rumavam para Cuba levando o material que faltava para terminar a plataforma de lançamento, que estava sendo construída em ritmo acelerado. Com a situação cada vez mais tensa, qualquer ato impensado poderia provocar um conflito armado de conseqüências atras.

Jogos de Guerra - 114 min.


Um jovem (Matthew Broderick) aficcionado por informática conecta seu micro acidentalmente ao sistema de defesa americano, controlado por um computador ultrasofisticado. O acidente provoca um estado de alerta, que pode acabar causando a Terceira Guerra Mundial.

O dia seguinte - 127 min.


Década de 80. Em Lawrence, uma pequena cidade próxima a Kansas City, Russell Oakes (Jason Robards) está ocupado com seus afazeres como chefe de cirurgia do hospital local e a família Dahlberg cuida dos preparativos para o casamento da filha mais velha. Paralelamente o exército russo invade Berlim Oriental, o que cria uma crise entre a União Soviética e os Estados Unidos. Logo ambos os lados enviam seus mísseis nucleares, na intenção de vencer a guerra. Nos Estados Unidos um dos alvos é Kansas City, onde estão armazenados dezenas de mísseis nucleares.

Treze dias que abalaram o mundo - 135 min


Em outubro de 1962 um avião U-2, que fazia vigilância de rotina, tira fotos fotográficas que revelam que a União Soviética está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de armas nucleares em Cuba. Estas armas terão a capacidade de destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados Unidos quando ficarem operacionais. O presidente John F. Kennedy (Bruce Greenwood) e seus assessores têm de pôr um plano de ação contra os soviéticos. Kennedy está determinado em mostrar que ele é forte o bastante para resistir a ameaça e o Pentágono aconselha o exército dos Estados Unidos a contra-golpear, o que poderia levar a uma outra invasão norte-americana em Cuba. Entretanto, Kennedy está receoso em levar a cabo esta operação, pois uma invasão norte-americana poderia fazer com que os soviéticos partissem para a retaliação na Europa. Por treze dias o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo reunido no salão oval na Casa Branca, pois a possibilidade de uma guerra nuclear era real e navios soviéticos rumavam para Cuba levando o material que faltava para terminar a plataforma de lançamento, que estava sendo construída em ritmo acelerado. Com a situação cada vez mais tensa, qualquer ato impensado poderia provocar um conflito armado de conseqüências atrás.

O Diário de Anne Frank - 180 min

 
A épica adaptação para as telas assinada por George Stevens de um dos mais comoventes documentos surgidos após a 2ª Guerra Mundial: o diário de uma garota judia de treze anos de idade, chamada Anne Frank. Para escapar aos horrores da perseguição nazista, Otto Frank (Joseph Schildkraut) escondeu sua esposa (Gusti Huber) e suas duas filhas, Anne (Millie Perkins) e Margot (Diane Baker) em um sótão desocupado em Amsterdã por dois anos. Lá, também escondidos, estavam o Sr. e Sra. Van Daan (Lou Jacobi & Shelly Winters), seu filho Peter (Richard Beymer) e um dentista, o Sr. Dussel (Ed Wynn). Em seu diário, Anne registra as dificuldades e medos das pessoas à sua volta que tentavam viver uma vida normal mesmo confinados no minúsculo sótão, estando todo o tempo sob ameaça de serem descobertos pela Gestapo. O estresse e a tensão quase insuportável da situação são habilmente expostos neste filme marcante e tocante.

Balzac e a costureirinha chinesa - 116 min


Luo (Chen Kun) e Ma (Liu Ye) são dois jovens de 17 anos que, em plenos anos 70, vivem na China comandada por Mao Tsé-Tung. Os dois são encarados como sendo inimigos do povo por seus pais serem médicos e dentistas, considerados burgueses reacionários. Luo e Ma são então presos e encaminhados a um "campo de reeducação", em uma vila isolada no Tibet. Todos os livros de Luo são queimados, mas Ma consegue manter seu violino ao alegar que Mozart compunha para o Presidente Mao. No campo eles apenas encontram alívio nas músicas tocadas por Ma e nas histórias narradas por Luo, até que conhecem uma costureirinha (Zhou Xun) por quem ambos se apaixonam. Ela então lhes revela um precioso tesouro: livros considerados subversivos e de autoria de Flaubert, Tolstói, Victor Hugo e Balzac, que estão de posse de Quatro Olhos (Wang Hongwei), outro jovem que está sendo reeducado e está prestes a retornar à cidade. O trio então decide por roubá-los.

Ásia: conflitos no século XX – Resumo (Parte 06/06)


Guerra do Vietnã

A região da Indochina, formada pelo Laos, Camboja e Vietnã, foi, desde 1860, domínio da França e, durante a Segunda Guerra, foi ocupada pelos japoneses. Em 1945, terminado o conflito mundial e com a rendição do Japão, o líder nacionalista Ho Chi Minh proclamou a independência do Vietnã e, progressivamente, foi vencendo os franceses.
Em 1954, o governo francês, para tentar restabelecer a paz, convocou a Conferência de Genebra, que decidiu a divisão do Vietnã, ao longo do paralelo 17, em Vietnã do Norte (comunista), com capital em Hanói e governado por Ho Chi Minh, e Vietnã do Sul (capitalista), com capital em Saigon, governado por Bao-Dai. Essa divisão seria temporária, sendo prevista a reunificação do país em 1956, com a realização de eleições.
O governo do Vietnã do Sul opôs-se às eleições e o presidente norte-americano Eisenhower apoiou a decisão. Contando com o apoio do Vietnã do Norte, sul-vietnamitas contrários a essa situação formaram um grupo guerrilheiro, o Vietcong. Teve inicio uma luta que durou mais de 15 anos.
Os Estados Unidos enviaram mais de 500 mil soldados para o Vietnã do Sul. Entretanto, a pressão da opinião pública nacional e internacional levou, em 1968, à realização de convenções de paz entre os Estados Unidos e o Vietnã do Norte. Em janeiro de 1973, foi estabelecido um acordo de paz e começou a retirada das tropas norte-americanas da região. Em 1975, Saigon foi tomada pelos norte-vietnamitas e vietcongs, e seu nome foi mudado para Ho Chi Minh. Um ano depois, os dois Vietnãs uniram-se, formando a República Socialista do Vietnã.

Ásia: conflitos no século XX – Resumo (Parte 05/06)


Guerra da Coréia

A Coréia havia sido anexada pelo Japão no inicio do século XX. Ao final da Segunda Guerra, com a derrota dos japoneses, a Coréia foi libertada pelos aliados e dividida em duas zonas de ocupação por uma linha demarcatória, conhecida como paralelo 38. O setor sul ficou sob o controle dos norte-americanos, e o setor norte, dos soviéticos.
Em 1948, a Coréia foi fragmentada em duas nações: ao sul, a República da Coréia (Coréia do Sul) e, ao norte, a República Popular Democrática da Coréia (Coréia do Norte).
As tropas norte-americanas e soviéticas abandonaram a região, mas, logo em seguida, incidentes começaram a ocorrer ao longo do paralelo 38, porque os governos das novas nações queriam reunificar o país, mantendo-o sob seu controle.
Em junho de 1950, as tropas da Coréia do Norte invadiram, de surpresa, a Coréia do Sul, provocando imediata reação dos Estados Unidos, que enviaram tropas para a Coréia do Sul.
Em outubro do mesmo ano, a China socialista envolveu-se na guerra, apoiando a Coréia do Norte. Apenas em junho de 1953 o conflito terminou, com o estabelecimento de um acordo de paz que também ratificou definitivamente a divisão da Coréia.
Enquanto a Coréia do Norte continuou aliada da União Soviética e da China, a Coréia do Sul transformou-se em ponto de interesse dos Estados Unidos no continente asiático, onde esse país aplicou capitais e criou uma infra-estrutura industrial.

Ásia: conflitos no século XX – Resumo (Parte 04/06)

Poster da Revolução Cultural Chinesa

A Revolução Cultural na China

A Revolução Cultural, iniciada em 1966, marcou significativamente os rumos da revolução chinesa, O fracasso do Grande Salto para a Frente provocou uma cisão dentro do Partido Comunista Chinês e o fortalecimento da oposição a Mao. Ele e seus seguidores reagiram e desencadearam a Revolução Cultural, um movimento de mobilização das massas. A juventude foi incentivada a lutar contra os velhos hábitos, costumes e idéias. Os jovens, em todo o país, criaram a Jovem Guarda Vermelha.
Durante a Revolução Cultural foi editado o famoso Livro Vermelho, que contém uma antologia das frases tiradas dos escritos de Mao Tsé-tung. Em todos os cantos da China, lia-se e comentava-se o pensamento do líder revolucionário.
Em 1970, a China reatou relações diplomáticas com os Estados Unidos e, no ano seguinte, foi permitido seu ingresso na ONU. A partir de 1973, alguns chineses passaram a considerar que a Revolução Cultural não era um bom caminho para a rápida industrialização e o progresso do país.
Mao Tsé-tung morreu em 1976, e os moderados voltaram a ocupar o poder. Muitos elementos da ala radical foram expulsos do partido ou presos. Seu sucessor, Deng-Xiao-ping, representou o final definitivo da Revolução Cultural. Deng adotou uma política econômica desenvolvimentista e permitiu a entrada de tecnologia e capital estrangeiros.
Em 1989, a China restabeleceu relações diplomáticas com a antiga União Soviética.
Com a abertura da economia, vários setores da população chinesa passaram a exigir maior liberdade. As manifestações populares da Primavera de Pequim, em abril de 1989, iniciadas por estudantes concentrados na Praça da Paz Celestial e que receberam adesão de trabalhadores, refletiam o desejo de que a liberalização da economia fosse seguida por reformas políticas. Mas o governo reagiu e a repressão foi violenta.

Ásia: conflitos no século XX – Resumo (Parte 03/06)


A implantação do socialismo

Mao Tsé-tung reafirmou seu propósito de instaurar uma nova democracia, mediante a aliança com o proletariado, os camponeses e classes médias. Suas primeiras medidas dirigiram-se para alguns dos problemas que afetavam o campo. Por uma lei assinada em 1950, as grandes propriedades foram repartidas entre os camponeses.
As escassas instalações industriais foram desapropriadas e passaram para o controle direto do Estado. Houve a nacionalização dos bancos, estradas de ferro e empresas de eletricidade, telefonia e água.
Nessa primeira etapa, o governo chinês contou com a colaboração da antiga União Soviética, de quem copiou o modelo de organização política e econômica. Após a morte de Stálin, as relações entre os dois países esfriaram, chegando a uma total ruptura.
Em 1958, foi elaborado um novo plano econômico para a China, conhecido como o Grande Salto para a Frente. O objetivo era aumentar a produção, o que exigia grande empenho de toda a população.
Ocorreu a estatização da terra e formaram-se comunidades populares, as comunas, cada uma delas constituída de aproximadamente 5 mil famílias. Toda propriedade passou a ser coletiva: as casas, os instrumentos de trabalho, os móveis etc. Em troca, a administração da comuna oferecia gratuitamente refeitórios, escolas, tratamento de saúde.
Mas houve oposições a essa forma de organização. Os intelectuais insurgiram-se contra a doutrinação que era feita dentro das comunas. Os camponeses protestaram pelos seus lotes perdidos. As colheitas nem sempre eram boas, levando à fome e a revoltas. A crise agrária refletiu-se na indústria e muitas empresas fecharam.
O fracasso do Grande Salto para a Frente gerou a necessidade de mudanças. Continuaram as divergências dentro do Partido Comunista em relação aos rumos que deveriam ser seguidos.

Ásia: conflitos no século XX – Resumo (Parte 02/06)

Mao Tsé-Tung liderando a grande marcha na China (1934)

A Grande Marcha

Em 1934, depois de sofrerem derrotas no sul do país, os comunistas, Liderados por Mao Tsé-tung, iniciaram a chamada Grande Marcha em direção ao norte. Percorreram mais de 10 mil quilômetros, atravessando cadeias de montanhas, algumas delas com neve permanente, rios e várias províncias. A maior parte dos participantes morreu no caminho, mas outros camponeses os substituíram. Mesmo assim, chegaram no norte com apenas 20 mil homens. Nessa região, organizaram um governo comunista.
Os comunistas, após anos de luta contra os japoneses, passaram a contar com um poderoso e disciplinado exército. Em 1945, teve início uma nova guerra civil, que se prolongou até 1949. Os nacionalistas foram derrotados e Chiang Kai-shek fugiu para a ilha de Taiwan (Formosa), onde, apoiado pelos Estados Unidos, fundou a República Nacionalista da China. Os comunistas iniciaram a reconstrução do país e o estabelecimento de uma sociedade socialista. A situação era bastante difícil: no campo, não havia sementes estocadas e, nas cidades, grassava a fome.

Ásia: conflitos no século XX – Resumo (Parte 01/06)

Mao-Tsé-Tung em 1960

Revolução Socialista na China

Em 1905, Sun Yat-sen fundou o Kuomintang, ou Partido do Povo, de caráter nacionalista, que objetivava instalar uma República com voto universal, modernizar a China e distribuir terras aos camponeses.
Em 1921, foi fundado o Partido Comunista Chinês (PCC) que passou, em três anos, a contar com 200 mil filiados, em sua maioria trabalhadores das indústrias. Em 1924, o Partido Comunista aliou-se ao Kuomintang, com a finalidade de lutar contra os governos provinciais e a dominação estrangeira. Constitui-se, assim, uma ampla frente formada pelas principais forças políticas que lutavam pela emancipação nacional.
Em 1925, com a morte de Sun Yat-sen, ele foi sucedido, à frente do Kuomintang, por Chiang Kai-shek que, em pouco tempo, rompeu a aliança com os comunistas. Preconizava uma República burguesa, que não mudava as condições de vida dos camponeses. Em 1927, iniciou-se uma guerra civil, e Chiang Kai-shek, apoiado no exército, nos comerciantes enriquecidos e em grandes proprietários rurais, atacou e perseguiu os comunistas.
Essa situação Levou ao fortalecimento da ala mais radical do Partido Comunista, liderada por Mao Tsé-tung. Foram organizadas guerrilhas no campo e crescia o Exército Vermelho, formado por camponeses armados.

Fonte: Caderno do Futuro. IBEP

O mundo da Guerra Fria – Resumo (Parte 04/04)


O bloqueio de Berlim

Após a Segunda Guerra, em 1945, a Alemanha, derrotada, foi dividida em quatro zonas de ocupação: soviética, britânica, norte-americana e francesa.
Berlim, a antiga capital alemã, localizada na zona de ocupação soviética, também estava dividida: a parte ocidental, que correspondia a três quartos da cidade, estava nas mãos dos britânicos, franceses e norte-americanos.
Em 1948, Stálin determinou o bloqueio de Berlim Ocidental, para tentar integrá-la ao lado oriental. Porém, esse setor da cidade recebeu apoio e abastecimento, principalmente dos norte-americanos. Após quase um ano, os soviéticos suspenderam o bloqueio.
No ano de 1949, a Crise de Berlim, como passou a ser conhecida essa questão, resultou na divisão da Alemanha em dois países:
• República Federal da Alemanha, com capital em Bonn, sob o controle norte-americano;
• República Democrática Alemã, com capital em Berlim Oriental, sob o controle soviético.
Para separar fisicamente a cidade e evitar que refugiados passassem de Berlim Oriental para a parte ocidental, em 1961 Nikita Krushev ordenou a construção do Muro de Berlim, separando centenas de famílias. Esse muro foi considerado um dos principais símbolos da Guerra Fria.

O mundo da Guerra Fria – Resumo (Parte 03/04)


As duas potências: a expansão da União Soviética

A Segunda Guerra Mundial também levou a União Soviética à condição de grande potência mundial. Contava com o apoio de vários países do Leste europeu que viviam sob o regime socialista.
Em 1947, a União Soviética criou o Kominform, um organismo que reunia todos os partidos comunistas do Leste europeu para uma ação conjunta, com o objetivo de expandir o socialismo. Em 1949, criou também o Comecon - Conselho de Assistência Mútua, com sede em Moscou, cujo objetivo era a ajuda mútua para o desenvolvimento dos países-membros.
Em maio de 1955, em resposta à criação da OTAN, a União Soviética incentivou a formação de uma aliança militar entre os países do bloco comunista da Europa, que resultou no Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua, mais conhecido como Pacto de Varsóvia.

O mundo da Guerra Fria – Resumo (Parte 02/04)


As duas potências: os Estados Unidos

Em 1947, o presidente norte-americano Harry Truman fez um discurso no Congresso no qual anunciou diretrizes para a política externa. Esse seu pronunciamento ficou conhecido como Doutrina Truman, a qual afirmava que devido à expansão do comunismo na Europa, era preciso uma política de auxilio a qualquer país que tivesse a sua integridade ameaçada, tanto interna quanto externamente.
Ainda no mesmo ano, seguindo as linhas estabelecidas pela Doutrina Truman, o Secretário de Estado norte-americano, George C. Marshall, lançou um novo programa econômico, conhecido como Plano Marshall, prometendo ajuda financeira, militar e técnica aos países da Europa Ocidental arrasados pela guerra, inclusive à Alemanha e à Itália. Posteriormente, o auxílio dos Estados Unidos foi dirigido para os países que conseguiram sua independência.
O Japão, a China nacionalista e alguns Estados da África também foram beneficiados com a ajuda norte-americana.
Em 1949, com o objetivo de proteger a Europa Ocidental da expansão comunista, foi organizada uma aliança militar, a OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte. Sob a liderança dos Estados Unidos, era formada pelo Canadá, Reino Unido, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Dinamarca, Noruega, Islândia, Portugal e Itália. A Grécia e a Turquia entraram para a organização em 1952 e, posteriormente, a Alemanha Ocidental.

O mundo da Guerra Fria – Resumo (Parte 01/04)


Ao lançar as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos mostraram ao mundo, em especial à União Soviética, todo o seu poderio bélico. As relações entre as duas potências vencedoras da guerra ficaram bastante tensas e elas passaram a disputar áreas de influência internacional.
Esse estado de tensão permanente, primeiro entre essas duas potências e, logo depois, entre os blocos encabeçados por elas, é chamado de Guerra Fria. Esse período estendeu-se até a década de 80.
Durante o período da Guerra Fria, ocorreu a descolonização da Ásia e da África. O declínio dos países europeus depois da guerra e o avanço do nacionalismo estimularam os movimentos de libertação. Na Ásia, conseguiram sua independência a Índia, a Indonésia, a Indochina; na África, a Argélia, o Congo, Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, entre outras colônias.
Ainda na Ásia, o comunismo avançou com a Revolução Socialista na China e também ocorreram dois grandes conflitos: a Guerra da Coréia e a Guerra do Vietnã.
Na América Latina, com o avanço do imperialismo norte-americano e a expansão das idéias socialistas, ocorreram revoluções e golpes, em que se confrontaram capitalistas e socialistas. Cuba foi o único país da América que conseguiu derrotar o imperialismo norte¬-americano e implantar o socialismo.

Fonte: Caderno do Futuro. IBEP

URSS - Formação e queda de um Império


A Rússia foi o primeiro país do mundo a instalar um regime socialista baseado nos princípios do marxismo – socialismo científico, elaborado por Karl Marx (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895).

Veja o especial produzido pela Ática Educacional.

As origens do mundo atual (Parte 01/02)


Nesta teleaula você vai ficar sabendo por que o muro de Berlim caiu e o que isso representou. Além disso, verá como a abertura econômica e política da ex-União Soviética contribuíram para o fim da Guerra Fria e vai conferir as guerras e os conflitos que ainda ocorrem ao redor do mundo.

O Mundo do Pós-Guerra (Parte 01/02)


Nesta teleaula você vai ver que, depois da Segunda Guerra, a Europa perdeu a hegemonia mundial e duas novas potências passaram a disputar a supremacia econômica militar do planeta: os Estados Unidos e a União Soviética. Além disso, entenderá como a corrida armamentista desencadeada pelas tensões da Guerra Fria colocou o mundo a beira da destruição total.