"A Vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte." (Autoria desconhecida)

Nicolau Maquivel (1469 – 1527)



O pensamento de Maquiavel tem uma importância ímpar nos estudos políticos pelo fato de ele estabelecer uma nítida separação entre a política e a ética, bem como por deixar de lado a antiga concepção de política herdada da Grécia antiga, que visava compreender a política como ela deve ser. Maquiavel preferia estudar os fatos como eles são na realidade.
Nesse sentido, sua obra teórica constitui uma reviravolta da perspectiva clássica da filosofia política grega, pois o filósofo partiu "das condições nas quais se vive e não das condições segundo as quais se deve viver". Sua teoria desmascarou as pretensões morais e religiosas em matéria de política. Mas ele - ao contrário do que equivocadamente se difunde - não pretendia criar um manual da tirania perfeita.
Maquiavel procurava promover uma ordem política inteiramente nova, em que os mais hábeis utilizassem a religião para governar, isto é, para arrancar o homem à sua maldade natural e torná-lo bom.  

Sêneca (4 a.C – 65 d.C)



"Há pessoas que não param de se atormentar com lembranças das coisas passadas; outras se afligem pelos males que virão. É tudo absurdo, pois o que já aconteceu não nos afeta e o futuro ainda não nos toca... Devemos contar cada dia como uma vida separada."

Essas palavras de Sêneca demonstram a confiança na razão como guia para o comportamento moral - tão característica da filosofia estóica. As obras de Sêneca tiveram grande influência na filosofia e na literatura posterior.
Lucius Annaeus Seneca era filho de um grande orador - Annaeus Seneca, o Velho - e foi educado em Roma, onde estudou retórica e filosofia. Tornou-se famoso como advogado. Foi membro do senado romano e posteriormente nomeado questor, magistrado da justiça criminal.
Sêneca despertou a inveja do imperador Calígula, que tentou assassiná-lo. Em 41 d.C., envolveu-se num processo por suas relações com Julia Livila, uma sobrinha do imperador Cláudio. Acusado de adultério, foi exilado e partiu para a Córsega, onde viveu até 49 d.C.
Durante esse período, escreveu suas famosas "consolações", textos dirigidos a um interlocutor com o propósito de confortar. Na "Consolação a Márcia", dirige-se a uma mulher que acabou de perder um filho, tecendo considerações sobre a inconstância da sorte e a fragilidade da vida humana. Em "Consolação a Hélvia", dirige-se à própria mãe, consolando-a pelo sofrimento de ver seu filho no exílio.
Em 49 d.C., Messalina foi condenada à morte. O imperador Cláudio casou-se com Agripina, que convidou Sêneca para assumir a educação de seu filho Nero.
Nero tornou-se imperador em 54 d.C. e Sêneca assumiu as funções de conselheiro até 62 d.C. Em Roma, Sêneca redigiu dois de seus tratados, "Sobre a Brevidade da Vida" e "Sobre o ócio".
Afastado da vida pública, sofreu perseguição do imperador Nero. Foi acusado de participar da Conspiração de Piso, que teria planejado o assassinato de Nero, e condenado ao suicídio.
Em 65 d.C., Sêneca cortou os pulsos, na presença de amigos, no que foi seguido por sua esposa, Pompéia Paulina.


Fonte: Portal UOL Educação

Antístenes (444 – 365 a.C)



Antístenes foi o fundador da Escola Cínica. Discípulo e amigo de Sócrates, ele se interessou principalmente pelo lado prático da moral, e considerava a virtude o único fundamento da felicidade, que somente alcançaremos libertando-nos das necessidades e dos desejos.
Antístenes apontava Hércules como exemplo de pertinácia, e por isso o considerava um modelo a ser imitado.
A instalação da escola de Antístenes no ginásio atlético de Cinosarges trouxe-lhe o nome de "cínica"; entretanto, outra alternativa para a derivação pode ser a palavra kýon(cão), apelido dado a Diógenes, o principal representante da escola em época posterior, quando sua doutrina, tendendo para o exagero, passou a desprezar totalmente o conhecimento e a moral da época.
 

Fonte: Dicionário Oxford de Literatura Clássica (grega e latina), Paul Harvey, Jorge Zahar Editor

O novo Colonialismo - Resumo



No século XIX, ocorreu significativa expansão dos Estados capitalistas europeus, particularmente da Inglaterra e da França. Os governos, aliados às grandes empresas do país, partiram para a conquista de colônias, disputando território e poder. Os alvos principais foram a África e a Ásia. Em primeiro lugar, essas nações européias queriam novos mercados consumidores para os seus produtos industrializados e áreas para investimentos. Também precisavam de matéria-prima industrial (ferro, carvão, manganês etc.) e mão-de-obra suficiente e barata. Ambas poderiam ser encontradas nas colônias. Além disso, o aumento populacional levou os governos a incentivarem a emigração. As nações imperialistas do século XIX procuraram justificar o novo colonialismo desenvolvendo teorias religiosas e pretensamente técnico-científicas, mas de fundo racista. O imperialismo disseminou a ideologia da superioridade racial do branco, do europeu, em relação ao africano.
A Igreja Católica colaborou bastante para a dominação européia na África e na Ásia, afirmando que as conquistas tinham a missão de salvar as almas dos infiéis para o cristianismo.  

Os girassóis da Rússia - 101 min.



Os Girassóis da Rússia é uma das mais belas histórias de amor do cinema. Dirigido pelo mestre Vittorio De Sica este clássico romântico tornou-se um dos maiores sucessos da dupla Sophia Loren e Marcello Mastroianni. Emocione-se com a história de um casal separado pela Segunda Guerra. Após anos sem notícias, ela viaja para a Rússia em busca do marido, atravessando cidades e campos de girassóis. Quando enfim ela o encontra, percebe que algo mudou entre eles.

Adeus, Mr. Chips - 151 min.



Brookfield School, 1924. Arthur "Chips" Chipping (Peter O'Toole) é o dedicado e severo professor de latim de uma tradicional escola inglesa. Eles se casa com uma jovem atriz de musicais, Katherine Bridges (Petula Clark), que deixa o palco para ser apenas sua esposa e acaba conquistando os alunos com sua alegria e espontaneidade. Ela também transforma o marido, que vai deixando de ser tão intransigente e passa a ser admirado por seus alunos.

Como foi a relação dos índios com a gripe?



"Desastrosa!", exclama Marina Lopes de Lima Villas Boas, esposa de Orlando Villas Boas e enfermeira, que trabalhou 20 anos no Parque Nacional do Xingu.
Segundo ela, no início da colonização as crises de gripe provocaram muitas mortes entre os índios. Eles não tinham anticorpos contra os vírus recém-chegados da Europa. "No século XX, ainda, houve surtos bastante fortes, principalmente nos anos 20 e na década de 40", explica Marina.

Fonte: Marcelo Duarte. O Guia dos Curiosos

Como os faraós eram embalsamados?



Em primeiro lugar, cérebro, intestinos e outros órgãos vitais eram retirados. Nessas cavidades, colocavam-se resinas aromáticas e perfumes. Depois, os cortes eram fechados. Mergulhava-se, então, o cadáver num tanque com nitrato de potássio (salitre) para que a umidade do corpo fosse absorvida. Ele permanecia ali por setenta dias. Após esse período, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, com centenas de metros, embebida em betume, uma substância pastosa. Só aí o morto ia para a tumba. Esse processo conservava o cadáver praticamente intacto por séculos. A múmia do faraó Ramsés II, que reinou no Egito entre 1304 e 1237 a.C., foi encontrada em 1881 apenas com a pele ressecada. Os cabelos e os dentes continuavam perfeitos.

Fonte: O Guia dos Curiosos. Marcelo Duarte. 

Quando foi construído o primeiro edifício da história?


Não se conhece a data exata do primeiro edifício da história, mas, desde as primeiras civilizações, há registros de grandes palácios, templos e construções.
Sabe-se que os sumérios, que dominaram o sul da Mesopotâmia de 3.500 a 1.600 a.C., chegaram a ter cidades com mais de 30 mil habitantes, nas quais havia prédios repletos de colunas e terraços. Por causa da escassez de pedras, eles usaram uma argamassa de junco e barro, além de tijolos de barro secos ao sol. O maior dos prédios deste período, o Zigurate de Ur, tinha um pavimento superior com mais de 30 metros de altura. A civilização Minóica, que ocupou Creta por volta de 2.000 a.C., deixou vestígios de enormes palácios e edificações construídas antes de 1.750 a.C., quando uma grande catástrofe natural soterrou-as. 

Fonte: Marcelo Duarte. O Guia dos Curiosos

Filosofia: Inútil? Útil?



O primeiro ensinamento filosófico é perguntar: O que é o útil? Para que e para quem algo é útil? O que é o inútil? Por que e para quem algo é inútil?
O senso comum de nossa sociedade considera útil o que dá prestígio, poder, fama e riqueza. Julga o útil pelos resultados visíveis das coisas e das ações, identificando utilidade e a famosa expressão “levar vantagem em tudo”. Desse ponto de vista, a Filosofia é inteiramente inútil e defende o direito de ser inútil.
Não poderíamos, porém, definir o útil de outra maneira?  

Em busca de uma definição da Filosofia



Quando começamos a estudar Filosofia, somos logo levados a buscar o que ela é. Nossa primeira surpresa surge ao descobrirmos que não há apenas uma definição da Filosofia, mas várias. A segunda surpresa vem ao percebermos que, além de várias, as definições parecem contradizer-se. Eis porque muitos, cheios de perplexidade, indagam: afinal, o que é a Filosofia que sequer consegue dizer o que ela é?
Uma primeira aproximação nos mostra pelo menos quatro definições gerais do que seria a Filosofia:  

Filosofia: um pensamento sistemático



Essas indagações fundamentais não se realizam ao acaso, segundo preferências e opiniões de cada um de nós. A Filosofia não é um “eu acho que” ou um “eu gosto de”. Não é pesquisa de opinião à maneira dos meios de comunicação de massa. Não é pesquisa de mercado para conhecer preferências dos consumidores e montar uma propaganda.
As indagações filosóficas se realizam de modo sistemático.
Que significa isso?  

A reflexão filosófica



Reflexão significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo.
A reflexão filosófica é radical porque é um movimento de volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer-se a si mesmo, para indagar como é possível o próprio pensamento.
Não somos, porém, somente seres pensantes. Somos também seres que agem no mundo, que se relacionam com os outros seres humanos, com os animais, as plantas, as coisas, os fatos e acontecimentos, e exprimimos essas relações tanto por meio da linguagem quanto por meio de gestos e ações.  

Atitude filosófica: indagar



Se, portanto, deixarmos de lado, por enquanto, os objetos com os quais a Filosofia se ocupa, veremos que a atitude filosófica possui algumas características que são as mesmas, independentemente do conteúdo investigado. Essas características são:
- perguntar o que a coisa, ou o valor, ou a idéia, é. A Filosofia pergunta qual é a realidade ou natureza e qual é a significação de alguma coisa, não importa qual;
- perguntar como a coisa, a idéia ou o valor, é. A Filosofia indaga qual é a estrutura e quais são as relações que constituem uma coisa, uma idéia ou um valor;
- perguntar por que a coisa, a idéia ou o valor, existe e é como é. A Filosofia pergunta pela origem ou pela causa de uma coisa, de uma idéia, de um valor.
A atitude filosófica inicia-se dirigindo essas indagações ao mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele. Pouco a pouco, porém, descobre que essas questões se referem, afinal, à nossa capacidade de conhecer, à nossa capacidade de pensar.
Por isso, pouco a pouco, as perguntas da Filosofia se dirigem ao próprio pensamento: o que é pensar, como é pensar, por que há o pensar? A Filosofia torna-se, então, o pensamento interrogando-se a si mesmo. Por ser uma volta que o pensamento realiza sobre si mesmo, a Filosofia se realiza como reflexão.

Fonte: CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática, 2000.

Para que Filosofia?



Ora, muitos fazem uma outra pergunta: afinal, para que Filosofia?
É uma pergunta interessante. Não vemos nem ouvimos ninguém perguntar, por exemplo, para que matemática ou física? Para que geografia ou geologia? Para que história ou sociologia? Para que biologia ou psicologia? Para que astronomia ou química? Para que pintura, literatura, música ou dança? Mas todo mundo acha muito natural perguntar: Para que Filosofia?
Em geral, essa pergunta costuma receber uma resposta irônica, conhecida dos estudantes de Filosofia: “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Ou seja, a Filosofia não serve para nada. Por isso, se costuma chamar de “filósofo” alguém sempre distraído, com a cabeça no mundo da lua, pensando e dizendo coisas que ninguém entende e que são perfeitamente inúteis.
Essa pergunta, “Para que Filosofia?”, tem a sua razão de ser.  

A atitude crítica



A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não ao senso comum, aos pré-conceitos, aos pré-juízos, aos fatos e às idéias da experiência cotidiana, ao que “todo mundo diz e pensa”, ao estabelecido.
A segunda característica da atitude filosófica é positiva, isto é, uma interrogação sobre o que são as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os comportamentos, os valores, nós mesmos. É também uma interrogação sobre o porquê disso tudo e de nós, e uma interrogação sobre como tudo isso é assim e não de outra maneira. O que é? Por que é? Como é? Essas são as indagações fundamentais da atitude filosófica.
A face negativa e a face positiva da atitude filosófica constituem o que chamamos de atitude crítica e pensamento crítico.  

A atitude filosófica



Imaginemos, agora, alguém que tomasse uma decisão muito estranha e começasse a fazer perguntas inesperadas. Em vez de "que horas são?" ou "que dia é hoje?", perguntasse: O que é o tempo? Em vez de dizer "está sonhando" ou "ficou maluca", quisesse saber: O que é o sonho? A loucura? A razão?
Se essa pessoa fosse substituindo sucessivamente suas perguntas, suas afirmações por outras: “Onde há fumaça, há fogo”, ou “não saia na chuva para não ficar resfriado”, por: O que é causa? O que é efeito?; “seja objetivo”, ou “eles são muito subjetivos”, por: O que é a objetividade? O que é a subjetividade?; “Esta casa é mais bonita do que a outra”, por: O que é “mais”? O que é “menos”? O que é o belo?
Em vez de gritar “mentiroso!”, questionasse: O que é a verdade? O que é o falso? O que é o erro? O que é a mentira? Quando existe verdade e por quê? Quando existe ilusão e por quê?
Se, em vez de falar na subjetividade dos namorados, inquirisse: O que é o amor? O que é o desejo? O que são os sentimentos?  

As evidências do cotidiano



Em nossa vida cotidiana, afirmamos, negamos, desejamos, aceitamos ou recusamos coisas, pessoas, situações. Fazemos perguntas como "que horas são?", ou "que dia é hoje?". Dizemos frases como "ele está sonhando", ou "ela ficou maluca". Fazemos afirmações como "onde há fumaça, há fogo", ou "não saia na chuva para não se resfriar". Avaliamos coisas e pessoas, dizendo, por exemplo, "esta casa é mais bonita do que a outra" e "Maria está mais jovem do que Glorinha".
Numa disputa, quando os ânimos estão exaltados, um dos contendores pode gritar ao outro: "Mentiroso! Eu estava lá e não foi isso o que aconteceu", e alguém, querendo acalmar a briga, pode dizer: "Vamos ser objetivos, cada um diga o que viu e vamos nos entender".
Também é comum ouvirmos os pais e amigos dizerem que somos muito subjetivos quando o assunto é o namorado ou a namorada. Freqüentemente, quando aprovamos uma pessoa, o que ela diz, como ela age, dizemos que essa pessoa "é legal".
Vejamos um pouco mais de perto o que dizemos em nosso cotidiano.  

O Guarani - José de Alencar



José de Alencar, um dos grandes patriarcas da literatura brasileira, pelo volume e mensagem de sua obra, deu à ficção produzida no século XIX, um tratamento monumental. Escritor romântico enfocou os mais importantes aspectos da nossa realidade: o índio e o branco; a cidade e o campo; o sertão e o litoral. A presente obra, que lhe granjeou popularidade ao ser lançado em folhetim, era lido avidamente, até nas ruas, à luz dos lampiões. O romance conta a história de amor entre o índio Peri e a moça branca Ceci, tendo como cenário o Brasil do século XVII.


Arte e poética - Aristóteles



Aristóteles é um dos maiores filósofos da Grécia antiga. Do século IV a.C. até os dias de hoje, seu pensamento não cessou de exercer influência sobre diversos ramos do conhecimento humano. Para Hegel, Aristóteles foi o primeiro a fazer história da filosofia. 'Arte Poética' é o resultado das lições professadas pelo filósofo.


Romeu e Julieta - William Shakespeare



Romeu e Julieta (no original em inglês, Romeo and Juliet) é uma tragédia escrita nos primórdios da carreira literária de William Shakespeare (entre 1591 e 1595) sobre dois adolescentes cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. A peça ficou entre as mais populares na época de Shakespeare e, ao lado de Hamlet, é uma das suas obras mais levadas aos palcos do mundo inteiro. Hoje, o relacionamento dos dois jovens é considerado como o arquétipo do amor juvenil.


Dom Casmurro - Machado de Assis



Dom Casmurro é, além de uma das obras brasileiras que mais representou a corrente do Realismo no País, uma das grandes obras de toda a literatura brasileira. Machado de Assis (1839-1908) retratou a cidade do Rio de Janeiro durante a metade do século XIX e criou o personagem Bentinho que, diante de seu gosto pelo isolamento, também era conhecido como Dom Casmurro. Aos seus 54 anos, decide escrever a história da sua vida, envolta por uma eterna controvérsia quanto a possível traição de sua esposa, Capitu. Nesta narrativa, Machado apresenta provas e contraprovas do possível adultério - ora influencia o leitor sobre ter havido a traição de Capitu, ora tenta inocentá-la. Assim, cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões.


A comédia dos erros - William Shakespeare



A comédia dos erros é tida pelos pesquisadores como a primeira peça de Shakespeare, com sua estréia nos palcos tendo ocorrido provavelmente em 1594. Os erros a que se refere o título são enganos provocados pelas pessoas que conversam alternadamente com um gêmeo e o outro, sendo um residente de Éfeso, onde se passa a ação, e o outro, estrangeiro. Os gêmeos são idênticos e têm ambos o mesmo nome: Antífolo. As confusões multiplicam-se, assim como a comicidade da trama, porque há mais um par de gêmeos idênticos em cena, os irmãos que atende pelo nome de Drômio.
Entretanto, A comédia dos erros não deve ser confundida com uma comédia leve. Muito ao gosto de Shakespeare, ainda que em sua estréia como dramaturgo, os diálogos introduzem considerações sobre a condição feminina e sobre a condição servil; há credores e devedores e a honra de cada um; discute-se o lugar do ciúme no casamento; existe uma autoridade política que procura administrar justiça com compaixão; mais importante ainda, há a moderna busca pela identidade própria.


A crítica de Hume



Como já pudemos apreciar, Hume mina as bases de todo o conhecimento ao afirmar que, no mundo, existem apenas eventos isolados que são associados em nossas mentes devido ao fato de, muitas vezes, aparecerem juntos em certas circunstâncias. Isto é, trata-se apenas de associações simples e não de uma cadeia causal no sentido forte da lógica. Conclui ele que estas meras associações de idéias, baseadas em eventos que se repetem, não constituem um fundamento para a postulação de Leis que permitam afirmações do tipo: “Dado o Evento A, então necessariamente ocorrerá o Evento B”, ou ainda “Isto é um Evento do tipo A e não se confunde com o do tipo B.”.  

Hume na trilha do conhecimento



Quando pensamos em conhecimento e em David Hume (1711-1776), imediatamente nos vem à mente a ideia de uma crise geral no conhecimento. Como vimos até agora, o conhecimento possuía duas possibilidades de se realizar no Sujeito. A primeira é a via racionalista, proposta por René Descartes, e que se apoiava numa concepção quase platônica (metafísica): ou seja, o conhecimento poderia ser recolhido e armazenado como se fosse objeto que se localizasse em suspenso, num mundo composto puramente por formas geométricas e leis matemáticas. As idéias, os conceitos, poderiam ser colhidos deste mundo como se estivéssemos a colher as maçãs da Árvore do Conhecimento no centro do Jardim do Éden - para tanto, seria necessário, exclusivamente, o emprego metódico da Razão.  

O Racionalismo e o Empirismo



Descartes e Bacon mostram-se como lados opostos da mesma moeda. Por um lado, Descartes aposta no uso exclusivo da Razão na obtenção de um conhecimento Universal e Necessário; por outro, Bacon acredita que as experiências trazidas pelas sensações são imprescindíveis para se iniciar qualquer processo de pensamento. Ainda que suas posições sejam antagônicas, seus objetivos são os mesmos. Ambos estão em busca de um conhecimento válido, ambos apostam na faculdade de raciocínio humano, portanto num espírito superior ao restante dos animais. Tanto Descartes como Bacon acreditam que este conhecimento válido pode ser encontrado por meio da criação de generalizações, de idéias que representam a realidade, de modelos que permitam seu fácil manuseio. Suas diferenças ficam por conta do método de como se atingir este tão almejado conhecimento sobre o mundo.  

Francis Bacon e o Empirismo



Francis Bacon (1561-1626) é o fundador de uma das mais influentes escolas filosóficas do período moderno, o Empirismo. Assim como Descartes, Bacon também se interessava pelas questões que envolviam uma profunda investigação sobre as capacidades humanas de conhecer. No entanto, para Bacon, esta atividade especialmente humana, que é a de se indagar sobre as fronteiras do conhecimento, tem um fim bastante preciso. Para ele necessitamos conhecer o que nos rodeia, a Natureza, para a dominar e retirar dela os seus frutos. Este filósofo parte do princípio de que o mundo é composto por partículas materiais que variam apenas na posição e no tamanho. Estas partículas, assim como acreditavam os filósofos atomistas, se unem na composição da matéria.  

Bakhita: A Santa - 104 min.



Uma mensagem de amor, misericórdia e bondade. O ano é 1948 e Aurora Martin chega ao convento de Canossian, onde Bakhita acabou de morrer, e acaba recordando a incrível vida da mulher que cuidou dela quando menina. Nascida em uma vila no Sudão, sequestrada por traficantes e vendida a Frederico Martin, um mercador italiano. De volta à Itália, Bahkita se torna baba de Aurora, que perdeu sua mãe no nascimento. Mesmo com uma violenta oposição dos camponeses e moradores locais, Bakhita abraça a fé católica graças ao Padre Antonio. Contrariado, Frederico Martin não aceita, pois a considera sua propriedade, e agora vai caçá-la a fim de trazê-la de volta. No ano de 2000 ela foi declarada Santa pelo Papa João Paulo II.

O caderno de Michelangelo - Paul Christopher



A descoberta de um raro desenho do artista renascentista italiano Michelangelo, encontrado por acaso pela estudante de Artes Finn Ryan, dá início a uma série de assassinatos que tenta encobrir a existência da obra. Enquanto tenta sobreviver à perseguição implacável de inimigos que ganhou da noite para o dia, Finn quer saber a razão de tamanho zelo e se envolve numa intrincada teia de situações que a levam de encontro a sociedades secretas, tráfico de obras de artes e um garoto misterioso protegido pela Igreja e por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.O grande número de pistas plantadas pelo autor desafia o leitor a montar um quebra-cabeças em dois tempos: num primeiro momento, ele acompanha a determinada heroína acidental Finn, disposta a descobrir por que teve sua pacata vida virada de ponta-cabeça, na Nova York de hoje. Em outro, está ao lado de um destacamento de soldados americanos numa missão secreta na fronteira da Alemanha com a Suíça durante a Segunda Guerra Mundial. 

Miguel de Unamuno (1864-1936)



Pensador apaixonado pelos problemas de seu tempo, Unamuno é considerado um dos expoentes da chamada "geração de 98" da inteligência espanhola e precursor do existencialismo em seu país.
Mais do que não apresentar um caráter sistemático, sua filosofia primou por negar a possibilidade de qualquer sistema. Sua obra literária caracterizou-se pela ruptura com os gêneros convencionais.
Unamuno passou a infância em sua cidade natal, onde fez os primeiros estudos. Em 1880, transferiu-se para a capital espanhola. Na Universidade de Madri, cursou filosofia e letras, doutorando-se quatro anos mais tarde, com uma tese sobre a língua basca.
Regressou, então, a Bilbao, onde permaneceu até 1891. Nesse ano, obteve a cátedra de grego na Universidade de Salamanca, cidade em que se radicou. Também em 91, casou-se com Concha Lizárraga, de quem havia se apaixonado ainda menino.
Em 1894, Unamuno abandonou as idéias positivistas que cultivara e aderiu ao socialismo. Três anos mais tarde, abandonou o Partido Socialista e viveu um momento de crise pessoal e depressão.
Nomeado reitor da Universidade de Salamanca, em 1901, Unamuno exerceu o cargo até 1914, quando foi destituído por suas posições políticas. Viria a reassumi-lo e ser afastado novamente outras vezes, sempre em função das circunstâncias políticas espanholas e da posição que tomava em relação a elas.
Defensor de idéias republicanas, Unamuno escreveu um artigo considerado injurioso ao rei Afonso 13 e foi deportado para a ilha de Fuerteventura, no arquipélago das Canárias, em 1924. Apesar de anistiado, o pensador se exilou na França, onde permaneceu até 1930.
Em 1931, com a proclamação da República, Unamuno assumiu novamente o cargo de reitor em Salamanca. O desencanto com o governo republicano e seu entusiasmo pelos militares rebeldes, comandados pelo generalFrancisco Franco, provocaram uma nova destituição em 1936 - início daguerra civil espanhola.
No mesmo ano, contudo, foi reconduzido ao cargo pelos franquistas que dominaram a cidade. Pouco depois, por criticá-los, perdeu-o mais uma vez. Tratou-se de um episódio célebre em que discursou, afirmando diante de autoridades militares: "Vencereis, mas não convencereis".
Foi contestado pelo general Millán-Astray que pronunciou a frase que se tornaria uma expressão da brutalidade do fascismo espanhol: "Abaixo a inteligência e viva a morte!". Unamuno respondeu simplesmente com um "Viva a vida!" e deixou o auditório sob escolta.
Passou seus últimos dia de vida em prisão domiciliar. De sua obra, podem-se destacar as narrativas "Paz na Guerra" (1895) e "Névoa" (1914); os poemas de "Poesias" (1907) e "Andanças e Visões Espanholas" (1922); e os ensaios filosóficos "Vida de Dom Quixote e Sancho" (1905) e "A Agonia do Cristianismo" (1925).

Fonte: Enciclopedia Gran Espasa Universal, Madri (2007).

Anaxímenes de Mileto (585 - 524 a.C)



Terceiro e último representante da Escola de Mileto, Anaxímenes nasceu nessa mesma cidade, provavelmente em 585 a. C., e aí teria morrido em 524 a.C. Não existe certeza absoluta quanto às datas. Foi amigo e discípulo de Anaximandro. Diógenes Laércio - historiador e biógrafo de antigos filósofos gregos - diz que ele escreveu um livro, "Sobre a natureza", em dialeto jônico, num estilo simples e conciso.
Mileto foi uma importante cidade da Ásia Menor, no sul da Jônia, fragilizada pelos conflitos de ordem política. Conquistada pelos lídios, acabou sendo parcialmente destruída pelos persas. Mileto teria conhecido uma nova fase de progresso durante o período imperial de Roma. Depois, no final do século 10, teria sido destruída por um terremoto.
Para Anaxímenes, o elemento primordial é o ar, do qual as coisas resultam e ao qual retornam por um duplo movimento de condensação e rarefação. Identificado com a alma, o ar anima não só o corpo do homem, mas o mundo todo.
As notícias que temos da cosmologia de Anaxímenes são escassas e, em geral, manifestam opiniões bastante ingênuas. Para ele, por exemplo, a Terra, o Sol, a Lua e os demais astros cavalgam sobre o ar e são planos. Os astros não se movem debaixo da Terra, mas ao redor dela, "como gira um chapéu ao redor da nossa cabeça".
Infelizmente, o que se sabe desse e de outros filósofos pré-socráticos é muito incompleto, pois suas obras se perderam, delas restando, em alguns casos, fragmentos ou citações.

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional

Anaximandro de Mileto (610 - 547 a.C)




Filósofo e astrônomo grego, Anaximandro nasceu em 610 a. C., em Mileto, onde também teria morrido, em 547 a. C. Sabe-se que era discípulo de Tales, e o historiador Apolodoro de Atenas refere-se a ele, vivo, em 546 a. C.. São-lhe atribuídas a descoberta da obliqüidade da eclíptica, a introdução do quadrante solar e a invenção de mapas geográficos.
Mileto foi uma importante cidade da Ásia Menor, no sul da Jônia, fragilizada pelos conflitos de ordem política. Conquistada pelos lídios, acabou sendo parcialmente destruída pelos persas. Mileto teria conhecido uma nova fase de progresso durante o período imperial de Roma. Depois, no final do século 10, teria sido destruída por um terremoto.
Anaximandro pertenceu à Escola de Mileto, fundada por Tales (640 a. C. - 545 a. C.), responsável por formular a primeira teoria cosmológica, sobre a origem e a formação do mundo.
Segundo Anaximandro, o princípio, ou elemento primordial, era o "ápeiron", infinito ou indeterminado, a matéria eterna e indestrutível, da qual provêm todos os seres finitos e determinados, e na qual os contrários - como o quente e o frio, o seco e o úmido -, em luta uns com os outros, são finalmente reabsorvidos.
Anaximandro também tratou da origem dos seres vivos, que teriam vindo do barro e formariam seqüência desde o mais simples até o homem, surgido de um ser pisciforme.
A Anaximandro se atribui a medição dos solstícios e dos equinócios, trabalhos para determinar a distância e o tamanho das estrelas - e a afirmação de que a Terra é cilíndrica e ocupa o centro do Universo.
 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional

Nosso próprio tempo (Parte 08/08)



— Algumas vezes as pessoas falam ou então andam enquanto dormem. Podemos chamar isto de um “automatismo mental”. Também sob hipnose as pessoas podem dizer coisas “sem querer”. E você se lembra dos surrealistas, que tentavam escrever e pintar “automaticamente”, transformando-se, assim, em “médiuns” de seus próprios inconscientes.  

Nosso próprio tempo (Parte 07/08)



(…)
Atravessaram a praça da igreja e chegaram à nova rua principal. Alberto estava levemente irritado. Caminharam um pouco e ele parou diante de uma livraria chamada Libris, a maior da cidade.
— Você quer me mostrar alguma coisa aqui?
— Vamos entrar.
Dentro da livraria, Alberto apontou para a maior estante de livros. Ela estava subdividida em três partes, assim designadas: NEW AGE, MODOS DE VIDA e MISTICISMO.  

Nosso próprio tempo (Parte 06/08)


— Nos últimos anos, muitos têm afirmado dentro de círculos científicos que todo o nosso pensamento científico está diante de uma mudança de paradigma, ou seja, de uma mudança radical. Em diversas áreas específicas, esta discussão já tem dado seus frutos. Não nos faltam exemplos dos chamados “movimentos alternativos”, que dão particular importância para um pensamento holístico e defendem um novo estilo de vida.   

Nosso próprio tempo (Parte 05/08)



— O neotomismo retoma pensamentos e idéias que se ligam à tradição de são Tomás de Aquino. A chamada filosofia analítica ou empirismo lógico retoma o pensamento de Hume e do empirismo britânico e também a lógica de Aristóteles. E é claro que o século XX também é marcado pelo chamado neomarxismo e todas as suas correntes. Já falamos também do neodarwinismo e já chamamos a atenção também para a importância da psicanálise.  

Nosso próprio tempo (Parte 04/08)



— Quando você está apaixonada e esperando o telefonema de seu namorado, pode ser que você “ouça” a noite inteira que ele não telefona para você. O fato de ele não telefonar é exatamente o que você registra o tempo todo. Se você vai buscar seu namorado na estação ferroviária e está numa plataforma tão cheia de gente que não consegue encontrá-lo, pode estar certa de que você não enxerga todas essas pessoas. Elas incomodam, mas são irrelevantes para você. Você pode achá-las antipáticas, ou mesmo repugnantes. Elas tomam tanto espaço… Mas a única coisa que você registra é que ele não está ali.   

Nosso próprio tempo (Parte 03/08)



— Por toda a história da filosofia, os filósofos tentaram responder à pergunta sobre o que o homem é, ou o que é a natureza humana. Sartre, ao contrário, acha que o homem não possui esta “natureza” eterna a que se apegar. Por isso é que, para Sartre, não faz sentido perguntar pelo sentido da vida em geral. Em outras palavras, estamos condenados à improvisação. Somos como atores que são colocados num palco sem termos decorado um papel, sem um roteiro definido e sem um “ponto” para nos sussurrar ao ouvido o que devemos dizer ou fazer. Nós mesmos temos de decidir como queremos viver.  

Nosso próprio tempo (Parte 02/08)



— Um filósofo muito importante para o século XX foi o alemão Friedrich Nietzsche, que viveu de 1844 a 1900. Nietzsche também reagiu à filosofia de Hegel e ao “historicismo” alemão que dela resultou. Ele atribuía a Hegel e a seus sucessores um interesse anêmico pela história e confrontava este interesse com a própria vida. É muito conhecida a sua reivindicação por uma “revalorização de todos os valores”, sobretudo da moral cristã, que ele chamava de “moral escrava”, para que o curso da vida dos fortes não fosse mais obstruído pelos fracos. Para Nietzsche, o cristianismo e a tradição filosófica tinham se afastado do mundo e se voltado para o “céu” ou para o “mundo das idéias”. Esses dois últimos teriam se transformado no “verdadeiro mundo” e, na verdade, não passavam de aparência. “Sede fiéis à Terra”, ele dizia, “e não acrediteis naqueles que vos falam de esperanças além deste mundo!”   

Nosso próprio tempo (Parte 01/08)



(…)
Na manhã seguinte, Sofia foi acordada por sua mãe, que queria lhe desejar um bom dia antes de ir para o trabalho. Ela entregou a Sofia uma pequena lista de coisas que deveriam ser compradas na cidade para a festa.
Nem bem ela tinha saído de casa, o telefone tocou. Era Alberto. Ele sabia muito bem quando Sofia estava sozinha em casa.
— Como vai o plano secreto?
— Psiu! Nenhuma palavra! Não podemos dar a ele a menor chance de pensar a respeito disso.
— Acho que consegui direitinho desviar a atenção dele ontem.
— Ótimo.
— E quanto à filosofia?  

Primavera num espelho partido



A história central de 'Primavera num espelho partido', do uruguaio Mario Benedetti gira em torno de Santiago, personagem condenado ao exílio interior numa prisão de seu próprio país, por ter participado da guerrilha urbana durante o período da ditadura militar no Uruguai, imposta de 1973 a 1985. Já sua mulher Graciela é obrigada a se mudar para a Argentina com Beatriz, sua filha pequena, e dom Rafael, seu sogro, para reconstruir a vida. Para o marido, detido em sua cela, é como se o tempo tivesse parado.

Salvador Dali - Maldoror - outbidding do Corpo


Salvador Dali - Maldoror - Uma vez lá foi o início


Salvador Dali - Maldoror - Obsession do Angelus


Grande incêndio de Londres


Em 1666 Londres foi consumida pelas chamas no que ficou conhecido como o "Grande Incêndio de Londres". Aproximadamente 3000 casas e 88 Igrejas foram destruídas num dos piores acidentes culinários da História. O fogo começou quando o padeiro do Rei Carlos II, Thomas Ferrynot, esqueceu de apagar o forno... Antes do incêndio, Londres não dispunha de um sistema organizado de proteção contra o fogo. Apos o incêndio, as companhias de seguro da cidade começaram a formar brigadas particulares para proteger a propriedade de seus clientes. Se o incêndio de Londres por um lado foi uma desgraça, por outro, foi o que acabou com a peste, pois matou os ratos, e quando o rei Carlos II resolveu reconstruir a cidade, ela foi erguida em pedra, mais moderna e mais habitável como, aliás, é até hoje.