Muito bem, o discurso da campanha
pelo voto nulo é quase irresistível, não é? Se ninguém presta, se é tudo a
mesma ..., se o processo é viciado, se somos obrigados, vamos nos abster de
participar, ué. Parece lógico, não é? A minha opinião acho que você já sabe,
mas vou dar um exemplo a seguir, pra deixar ainda mais clara:
No primeiro turno da votação de
outubro para presidente estaremos provavelmente diante de cerca de 16 opções de
voto, sendo 13 candidatos de diversos partidos mais as opções nulo, branco ou
simplesmente não aparecer para votar. Para muita gente as 13 primeiras opções
exigirão “escolher o menos pior”.
Aí surge aquele “Não concordo com nada do que está aí, não
quero fazer parte desse circo, portanto voto em ninguém”. É o voto da
indignação
O voto em branco é diferente. Ele
quer dizer: “não sei em quem votar.
Fiquei em dúvida e prefiro me abster”. Também é uma opção válida. É o voto
da dúvida.
Já o não comparecimento à votação
pode querer dizer que “não vale a pena me
deslocar até o local da votação para escolher o menos pior. Vou pra praia que
ganho mais”. É o voto do desprezo.
Resumo: temos 13 candidatos mais
a Indignação, a Dúvida ou o Desprezo.