"A Vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte." (Autoria desconhecida)

Ideologia


Ideologia - Segundo Marx e Engels, o termo se encaixa na tradução de “falsa consciência”, ou seja, um conjunto de idéias falsas que justificavam o domínio burguês e camuflava a existência da dominação desta classe sobre a classe trabalhadora.

Socialismo


Socialismo - Pressupõe uma sociedade na qual os meios de produção pertençam a todos os seus membros. Para tal, o sistema capitalista deveria ser superado, deixando de existir a propriedade privada e passando a existir a “propriedade coletiva”.

Confucionismo


Confucionismo: Filosofia criada pelo pensador chinês Kung-Fu-Tzu – o Confúcio – (551a.C – 479a.C). Tal filosofia tem quatro pilares: a religião, a política, a pedagogia e a moral.

Budismo


Budismo: Sidarta Gautama – o Buda – (563a.C-486a.C) foi o fundador do Budismo, uma religião e filosofia que surgiu na Índia e que tem como moral a preservação da vida e a moderação, além de praticar o ensino de boas ações, purificação e treino da mente (meditação). Os budistas não crêem que há um Deus criador de todas as coisas.

Calvinismo


O Calvinismo tem sua origem nas idéias protestantes pregadas por João Calvino (1509-1564) que, a exemplo de Martinho Lutero (1483-1546), fundador da Igreja Luterana, rompeu com os ensinamentos da Igreja Católica. Na intensa busca do conhecimento bíblico, os calvinistas tornaram-se altamente moralistas (puritanos) e muito disciplinados. Também criam que os homens eram predestinados à salvação.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 13/13)

Adam Smith, Karl Marx, Joseph Schumpeter e John Keynes

Para entender a sociedade, por Marx

Devemos partir do entendimento de que as coisas materiais fazem a sociedade acontecer. De outra maneira, seria dizer que tudo o que acontece na sociedade tem ligação com a economia e que ela se transforma na mesma medida em que as formas de produção também se transformam. Por exemplo, com a consolidação do sistema capitalista, toda a sociedade teve que organizar-se de acordo com os novos moldes econômicos.
Marx também via o homem como aquele que pode transformar a sociedade fazendo sua história, mas enfatiza que nem sempre ele o faz como deseja, pois as heranças da estrutura social influenciam-no. Assim sendo, não é unicamente o homem quem faz a história da sociedade, pois a história da sociedade também constrói o homem, numa relação recíproca. Entendeu?
Vamos tentar explicar melhor. As condições em que se encontram a sociedade vão dizer até que ponto o homem pode construir a sua história. Por essa lógica podemos pensar que a classe dominante, a burguesia, tem maiores oportunidades de fazer sua história como deseja, pois tem o poder econômico e político nas mãos, ao contrário da classe proletária que, por causa da estrutura social, está desprovida de meios para tal transformação. Para modificar essa situação somente por intermédio de uma revolução, pois assim a classe trabalhadora pode assumir o controle dos meios de produção e tomar o poder político e econômico da burguesia.
Para Marx, a classe trabalhadora deveria organizar-se politicamente, isto é, conscientizar-se de sua condição de explorada e dominada por meio do trabalho e transformar a sociedade capitalista em socialista por intermédio da revolução.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 12/13)


Falando em lucro...

O objetivo do sistema capitalista, como modo de produção, é justamente a ampliação e a acumulação de riquezas nas mãos dos proprietários dos meios de produção. Mas de onde sai essa riqueza? Marx diria que é do trabalho do trabalhador.
Veja um exemplo. Quantos sofás por mês um trabalhador pode fazer? Vamos imaginar que sejam 15 sofás, os quais multiplicados a um preço de venda de R$ 300,00 daria o total de R$ 4.500,00.
E quanto ganha um trabalhador numa fábrica? Imagine que seja uns R$ 1.000,00, para sermos mais ou menos generosos.
Bem, os R$ 4.500,00 da venda dos sofás, menos o valor do salário do trabalhador, menos a matéria-prima e impostos (imaginemos R$ 1.000,00) resulta na acumulação de R$ 2.500,00 para o dono da fábrica.
Esse lucro Marx chama de mais-valia, pois é um excedente que sai da força de cada trabalhador. Veja, se os meios de produção pertencessem a ele, o seu salário seria de R$ 3.500,00 e não apenas R$ 1.000,00.
Então podemos dizer que o trabalhador está sendo roubado? Não podemos dizer isso, pois o que aqui exemplificamos é conseqüência da existência da propriedade privada e de os meios de produção nas mãos de uma classe, a burguesia.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 11/13)


Seguindo para mais um clássico da Sociologia:
A crítica da sociedade capitalista.

Vamos falar agora de quem também viu a consolidação da sociedade capitalista e fez uma forte crítica a ela. O alemão, filósofo e economista Karl Marx (1818–1883), foi um dos responsáveis, se não o maior deles, em promover uma discussão crítica da sociedade capitalista que se consolidava, bem como da origem dos problemas sociais que este tipo de organização social originou.
E veja, também, que interessante. Para ele “a história de todas as sociedades tem sido a história da luta de classes”.
Mas como assim, lutas de classe? Quais são elas? Nas sociedades de tipo capitalista a forma principal de conflito ocorre entre suas duas classes sociais fundamentais: a burguesia versus o proletariado.
Você se lembra que comentamos no primeiro “Folhas” como foi que surgiu a chamada burguesia e por que ela ficou conhecida assim ? Pois bem, segundo Marx, a burguesia foi tendo acesso, a partir da atividade comercial à posse dos me ios de produção, enriqueceu e também passou a fazer parte daqueles que controlavam o aparelho estatal, o que acabou, por fim funcionando, principalmente como uma espécie de “escritório burguês”. Com esse acesso ao poder do aparelho estatal, a burguesia foi capaz de usar sua influência sobre ele para ir criando leis que protegessem a propriedade privada (particular), condição indispensável para sua sobrevivência, além de usar o Estado para facilitar a difusão de sua ideologia de classe, isto é, os seus valores de interpretação do mundo.
Enquanto isso, a classe assalariada (os proletários), sem os meios de produção e em desvantagem na capacidade de influência política na sociedade, transforma-se em parte fundamental no enriquecimento da burguesia, pois oferecia mão-de-obra para as fábricas, (as novas unidades de produção do mundo moderno).
Marx se empenhava em produzir escritos que ajudassem a classe proletária a organizar-se e assim sair de sua condição de alienação.
Alienado, segundo Marx, seria o homem que não tem controle sobre o seu próprio trabalho, em termos de tempo e em termos daquilo que é produzido, coisa que o capitalismo faz em larga escala, pois o tempo do trabalhador e o produto (a mercadoria) pertencem à burguesia, bem como a maior parte da riqueza gerada por meio do trabalho.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 10/13)

Pirâmide do sistema capitalista

Quanto ao sistema capitalista e mundo moderno...
O que pensa Weber?

Uma contribuição relevante de Weber, neste caso, é demonstrar que a montagem do modo de produção capitalista, no ocidente europeu, principalmente, contou com a existência, em alguns países, de uma ‘pauta’ de valores de fundo religioso que ajudou a criar entre certos indivíduos, predisposições morais e motivações para se envolverem na produção e no comércio de tipo capitalista.
Na crença dos calvinistas, os homens já nasceriam predestinados à salvação ou ao inferno, embora não pudessem saber, exatamente, seu destino particular. Assim sendo, e para fugir da acusação de pecadores e desmerecedores do melhor destino, dedicavam-se a glorificar Deus por meio do trabalho e da busca do sucesso na profissão.
Com o passar dos tempos, essa idéia de que a predestinação e o sucesso profissional seriam indícios de salvação da alma foi perdendo força. Mas o interessante é que a ética estimuladora do trabalho disciplinado e da busca do sucesso nos negócios ganhou certa autonomia e continuou a existir independente da motivação religiosa.
Para Weber, ser capitalista é sinônimo de ser disciplinado no que se faz. Seria da grande dedicação ao trabalho que resultaria o sucesso e o enriquecimento. Herança da ética protestante, válida também para os trabalhadores.
Mas por que os católicos e as outras religiões orientais não tiveram parte nesta construção capitalista analisada por Weber?
Porque a ética católica privilegiava o discurso da pobreza, reprovando a pura busca do lucro e da usura e não viam o sucesso no trabalho como indícios de salvação e nem como forma de glorificar a Deus, como faziam os calvinistas. Assim sendo, sem motivos divinos para dedicarem-se tanto ao trabalho, não fizeram parte da lista weberiana dos primeiros capitalistas.
Quanto às religiões do mundo oriental, a explicação seria de que essas tinham uma imagem de Deus como sendo parte do mundo secular, ao contrário da ética protestante ocidental que o concebia como estando fora do mundo e puro. Assim sendo, os orientais valorizavam o mundo, pois Deus estaria nele. O Budismo e o Confucionismo são exemplos do que falamos. E daí a idéia e a prática de não se viver apenas para o trabalho, mas sim de poder aproveitar tudo o que se ganha pelo trabalho com as coisas desta vida, entende?
Em relação ao mundo moderno (científico), Weber demonstrava um certo pessimismo e não encontrava saída para os problemas culturais que nele surgiam, assim como para a “prisão” na qual o homem se encontrava por causa do sistema capitalista.
Antes da sociedade moderna, a religião era o que motivava a vida das pessoas e dava sentido para suas ações, inclusive ao trabalho. Mas com o pensamento científico tomando espaço como referencial de mundo, certos apegos culturais – crenças, formas de agir – vindos da religiosidade Foram confrontados. O problema que Weber via era que a ciência não poderia ocupar por completo o lugar que a religião tinha ao dar sentido ao mundo.
Se, em contextos históricos anteriores, o trabalho poderia ser motivado pela religião, como foi explicado anteriormente, e agora não é mais, devido à racionalização do mundo, por que, então, o homem se prende tanto ao trabalho?
Porque o sistema capitalista – da produção industrial em série e da exploração da mão-de-obra – deixou o homem ocidental sem uma “válvula de escape”. Preso, agora ele vive do e para o trabalho.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 09/13)


Agora, entendendo a sociedade por Weber...

Muito bem. A idéia de Weber para se entender a sociedade é a seguinte: se quisermos compreender a instituição igreja, por exemplo, vamos ter que olhar os indivíduos que a compõem e suas ações. Provavelmente haverá um grupo significativo de pessoas que agem do mesmo modo, quer dizer, partilhando valores, desejos e expectativas quanto à religião, o que resultaria no que Weber chama de relação social.
A existência da relação social dos indivíduos, ou seja, uma combinação de ações que se orientam para objetivos parecidos, é que faz compreender o ‘porquê’ da existência do todo, como neste próprio exemplo da igreja. É assim que, as normas, as leis e as instituições são formas de relações sociais duráveis e consolidadas.
Os tipos de ação, para Weber, sempre serão construções do pensamento, isto é, suposições teóricas baseadas no conhecimento acumulado, que o sociólogo fará para se aproximar ao máximo daquilo que seria a ação real do indivíduo nas circunstâncias ou no grupo em que vive. Com esse instrumento, o sociólogo pode avaliar, na análise de um fenômeno, o que se repete, com que intensidade, e o que é novo ou singular, comparando-o com outros casos parecidos, já conhecidos e resumido numa tipologia.
Por exemplo, se há alguém apaixonado que você conheça, qual seria o tipo ideal de ação desta pessoa? A afetiva! Assim sendo, seria “fácil” prever quais seriam as possíveis atitudes desta pessoa: mandar flores e presentes, querer que a hora passe logo para estar com ela(e), sonhar acordado e coisas do tipo. E assim poderíamos entender, em parte, como se forma a instituição família. Uma coisa liga a outra.
Outro exemplo. Pode ser que alguém perto de você nem pense em querer se apaixonar para não atrapalhar os estudos. Sua meta é a universidade e uma ótima profissão. Então, o que temos aqui? Uma ação racional! Para esta pessoa nem adiantaria mandar flores ou “torpedos”, certo? O que não significa que não possamos tentar, não é mesmo?.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 08/13)


Vamos tentar ver isso na prática...

Segundo Weber, as pessoas podem atuar, em geral, mesclando quatro tipos básicos de ação social. São eles:
• A ação racional com relação a fins: age para obter um fim objetivo previamente definido. E para tanto, seleciona e faz uso dos meios necessários e mais adequados do ponto de vista da avaliação. O que se destaca, aqui, é o esforço em adequar, racionalmente, os fins e os meios de atingir o objetivo. Na ação de um político, por exemplo, podemos ver um foco: o de obter o cargo com o poder que deseja a fim de...Bom. Aí depende do político. Agora, “dando um tempo” nas teorias, veja o que Weber pensa sobre a política: ele nos fala no livro Ciência e Política – Duas vocações (2002), que há dois tipos de políticos que por nós são eleitos. Acompanhe:
a) Os políticos que exercem essa profissão por vocação, ou seja, os que têm o poder como meta para trabalhar arduamente em prol da sociedade que os elegeu. Podemos dizer, em concordância com Weber, que estes são os que vivem para a política, certo?
b) E os que são políticos sem vocação, ou seja, que olham para a política como se fosse um “emprego” apenas. São aqueles que, uma vez eleitos, geralmente se esquecem dos compromissos sociais que assumiram, pouco fazem pelo social, trabalham apenas para manter-se no poder a fim de continuar ganhando o salário. Weber diz que estes são os que vivem da política.
Bem. Fechados os parênteses teóricos, voltemos aos demais tipos de ação.
A ação racional com relação a valores ocorreria porque, muitas vezes, os fins últimos de ação respondem a convicções, ao apego fiel a certos valores (honra, justiça, honestidade...). Neste tipo, o sentido da ação está inscrito na própria conduta, nos valores que a motivaram e não na busca de algum resultado previa e racionalmente proposto. Por esse tipo de ação podemos pensar as religiões. Ninguém vai a uma igreja ou pertence a determinada religião, de livre vontade, se não acredita nos valores que lá são pregados. Certo?
Na ação afetiva a pessoa age pelo afeto que possui por alguém ou algo. Uma serenata pode ser vista como uma ação afetiva para quem ama, não é mesmo?
A ação social tradicional é um tipo de ação que nos leva a pensar na existência de um costume. O ato de tomar chimarrão ou pedir a benção dos pais na hora de dormir são ações que podem ser pensadas pela ação tradicional.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 07/13)

Max Weber

Uma outra maneira de ver a sociedade...

O pensamento do sociólogo que estudaremos a seguir vai em direção diferente ao que vimos até agora. Max Weber (1864-1920), ao contrário de Durkheim e Comte, acreditou na possibilidade da interpretação da sociedade partindo não dos fatos sociais já consolidados e suas características externas (leis, instituições, normas, regras, etc). Propôs começar pelo indivíduo que nela vive, ou melhor, pela verificação das “intenções”, “motivações”, “valores” e “expectativas” que orientam as ações do indivíduo na sociedade. Sua proposta é a de que os indivíduos podem conviver, relacionar-se e até mesmo constituir juntos algumas instituições (como a família, a igreja, a justiça), exatamente porque quando agem eles o fazem partilhando, comungando uma pauta bem parecida de valores, motivações e expectativas quanto aos objetivos e resultados de suas ações. E mais, seriam as ações recíprocas (repetidas e “combinadas”) dos indivíduos que permitiriam a constituição daquelas formas duráveis (Estado, Igreja, casamento, etc.) de organização social.
Weber desenvolve a teoria da Sociologia Compreensiva, ou seja, uma teoria que vai entender a sociedade a partir da compreensão dos ‘motivos’ visados subjetivamente pelas ações dos indivíduos.
Uma crítica de Weber aos positivistas, entre os quais se encontrariam Comte e Durkheim, deve-se ao fato de que eles pretendiam fazer da Sociologia uma ciência positiva, isto é, baseada nos mesmos métodos de investigação das ciências naturais. Segundo Weber, as ciências naturais (biologia, física, por exemplo) conseguiriam explicar aquilo que estudam ( a natureza) em termos de descobrir e revelar relações causais diretas e exclusivas, que permitiriam a formulação de leis de funcionamento de seus eventos, como as leis químicas e físicas que explicam o fenômeno da chuva. Mas a ciência social não poderia fazer exatamente o mesmo. Segundo Weber, não haveria como garantir que uma ação ou fenômeno social ocorrerá sempre de determinada forma, como resposta direta a esta ou aquela causa exclusiva. No caso das Ciências Humanas, isso ocorre porque o ser humano possui “subjetividade”, que aparece na sua ação na forma de valores, motivações, intenções, interesses e expectativas.
Embora esses elementos que compõem a subjetividade humana sejam produtos culturais, quer dizer, produtos comuns acolhidos e assumidos coletivamente pelos membros da sociedade, ou do grupo, ainda assim se vê que os indivíduos vivenciam esses valores, motivações e expectativas de modos particulares. Às vezes com aceitação e reprodução dos valores e normas propostas pela cultura comum do grupo; outras vezes, com questionamentos e reelaboração dessas indicações e até rejeição das mesmas.
Decorre dessa característica (de certa autonomia, criatividade e inventividade do ser humano diante das obrigações e constrangimentos da sociedade) a dificuldade de se definir leis de funcionamento da ação social que sejam definitivas e precisas.
Por isso, o que a Sociologia poderia fazer, seria desenvolver procedimentos de investigação que permitissem verificar que conjunto de “motivações”, valores e expectativas compartilhadas, estaria orientando a ação dos indivíduos envolvidos no fenômeno que se quer compreender, como uma eleição, por exemplo. Seria possível sim, prever, com algum acerto, como as pessoas votarão numa eleição, pesquisando sua “subjetividade”, ou seja, levantando qual é, naquela ocasião dada, o conjunto de valores, motivações, intenções e expectativas compartilhadas pelo grupo de eleitores em foco, e que servirão para orientar sua escolha eleitoral. Esses pressupostos estão por detrás das conhecidas “pesquisas de intenção de voto”, bastante freqüentes em vésperas de eleições.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 06/13)


E o mundo moderno para Durkheim?

A humanidade, para esse autor, está em constante evolução, o que seria caracterizado pelo aumento dos papéis sociais ou funções. Por exemplo, para Durkheim, existem sociedades que organizam-se sob a forma de um tipo de solidariedade denominada mecânica e outras sociedades organizam-se sob a forma de solidariedade orgânica.
As sociedades organizadas sob a forma de solidariedade mecânica seriam aquelas nas quais existiriam poucos papéis sociais. Segundo Durkheim, nessas sociedades, os membros viveriam de maneira semelhante e, geralmente ligados por crenças e sentimentos comuns, o que ele chama de consciência coletiva. Neste tipo de sociedade existiria pouco espaço para individualidades, pois qualquer tentativa de atitude “individualista” seria percebida e corrigida pelos demais membros.
A organização de algumas aldeias indígenas poderiam servir de exemplo de como se dá a solidariedade mecânica: grupos de pessoas vivendo e trabalhando semelhantemente, ligados por suas crenças e valores. Nesses grupos, se alguém começasse a agir por conta própria, seria fácil perceber quem estaria “tumultuando” o modo de vida local. Outro exemplo que pode caracterizar a solidariedade mecânica são os mutirões para colheita em regiões agrárias ou para reconstruir casas devastadas por vendavais e, ainda, são exemplos também as campanhas para coletar alimentos.
Diferentemente das sociedades organizadas em solidariedade mecânica, nas sociedades de solidariedade orgânica – típicas do mundo moderno - existem muitos papéis sociais. Pense na quantidade de tarefas que pode haver nas áreas urbanas, nas cidades: são muitas as funções e atividades. Durkheim acreditava que mesmo com uma grande divisão e variedade de atividades, todas elas deveriam cooperar entre si. Por isso, deu o nome de orgânica (como se fosse um organismo).
Mas, nessas sociedades, diante da existência de inúmeros papéis sociais, diminui o grau de controle da sociedade sobre cada pessoa. A individualidade, sob menor controle, passa a ser uma porta para que a pessoa pretenda aumentar, ainda mais, o seu raio de ação ou de posições dentro da sociedade.
Uma das maiores expressões da anomia no mundo moderno, segundo Durkheim, seria esta: o egoísmo das pessoas. E a causa desta atitude seria a fragilidade das normas e controles sobre a individualidade, normas e controles que nas sociedades de solidariedade mecânica funcionam com maior eficácia
Qual seria, então, a solução para o mundo moderno, segundo Durkheim?
Já que ele compara a sociedade com um corpo, deve haver algo nela que não está cumprindo sua função e gerando a patologia (a anomia, a doença). O corpo precisa de diagnóstico e remédio. Segundo ele, a Sociologia teria esse papel, ou seja, o de encontrar as “partes” da sociedade que estão produzindo fatos sociais patológicos e apontar para a solução do problema. Durkheim chegou a fazer, para as escolas francesas, propostas de valores tais como ‘o respeito da razão, da ciência, das idéias e sentimentos em que se baseia a moral democrática’, visando contribuir à restauração da ordem social naquela sociedade.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 05/13)


Andar em ‘desconformidade’ com o que seria tido como ideal na sociedade pode ser fator altamente propício ao suicídio no Japão. Não ser aprovado no vestibular ou se endividar podem ser exemplos de ‘desconformidade’ nessa sociedade.
A propósito desse tema, Durkheim verificou que existem três categorias de suicídios. Analise-os:
Suicídio Altruísta: ocorre quando um indivíduo valoriza a sociedade mais do que a ele mesmo, ou seja, os laços que o unem à sociedade são muito fortes. Deixe-me lembrar você do ocorrido em 11 de Setembro de 2001. Homens, em atos aparentemente “loucos”, pilotavam aviões que se chocaram contra o World Trade Center em Nova York, lembra? Para Durkheim, os agentes dessa aparente “loucura” poderiam ser classificados como suicidas altruístas, pois se identificavam de tal forma como o grupo Al Qaeda, ao qual pertenciam, que se dispuseram a morrer por ele. Da mesma maneira aconteceu com os kamikases japoneses durante a 2º Guerra Mundial (1939-1945) e que, de certa forma, continua acontecendo com os “homens-bomba” de hoje. Se você assistir ao filme “O Patriota”, com Mel Gibson, poderá ver um exemplo de alguém que se dispôs a morrer por uma causa que acreditava em relação ao seu país, no caso, a Inglaterra.
Suicídio Egoísta: se alguém se desvinculasse das instituições sociais (família, igreja, escola, partido político, etc.) por conta própria, para viver de maneira livre, sem regras, qual seria o limite para essa pessoa, uma vez que ninguém a controlaria? Pois é, segundo Durkheim, a falta de redes de convívio ou limites para a ação poderia levar a pessoa a desejar ilimitadas coisas. Mas caso tal pessoa não consiga realizar os seus desejos, a frustração poderia levá-la a um suicídio.
Suicídio Anômico: este tipo pode acontecer quando as partes do corpo social deixam de funcionar e as normas ou laços que poderiam “abraçar” (solidarizar) os indivíduos perdem sua eficácia, deixando-os viver de forma desregrada ou em crise. Um exemplo disso pode ser pensado quando, na nossa sociedade, uma família abandona o filho, ou o idoso, ou o doente.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 04/13)


Veja que interessante...

Para Durkheim, a sociedade só pode ser entendida pela própria sociedade. As ações das pessoas não acontecem por acaso. A sociedade as influencia. Você concorda com isso? Veja o exemplo seguinte e tire suas conclusões.

O Suicídio = Fato Social
O que leva uma pessoa a se suicidar? Loucura?

Durkheim utilizou sua teoria para explicar, por exemplo, o suicídio. O que aparentemente seria um ato individual, para ele, estava ligado com aquilo que ocorria na sociedade.
Esse pensador compreende a sociedade como um corpo organizado. Assim como a Biologia que compreende o corpo humano e todas suas partes em pleno funcionamento.
O médico Joaquim Monte, em seu livro “Promoção da qualidade de vida” (1997) considera o corpo humano como sendo um “organismo vivo concebido sob forma de uma estrutura que apresenta constituição e função (um conjunto organizado de elementos bióticos de anatomia e fisiologia). A estrutura do corpo humano representa a dimensão orgânica da pessoa: a carne da qual somos constituídos (matéria orgânica com suas características constitucionais e suas propriedades funcionais) e que tem a potencialidade de reproduzir, nascer, maturar, crescer, desenvolver, agir, adaptar, adoecer, sarar e morrer” (p. 257).
É de maneira semelhante que Durkheim entende a sociedade: com suas partes em operação e cumprindo suas funções. E, caso a família, a igreja, o Estado, a escola, o trabalho, os partidos políticos, etc., que são elementos da sociedade com funções específicas, venham a falhar no cumprimento delas, surge no corpo da sociedade aquilo que Durkheim chamou de anomia, ou seja, uma patologia. Assim, como no corpo humano, se algo não funcionar bem, em “ordem”, significa que está doente.
Dê uma olhada nas manchetes abaixo e reflita: o que leva esse fato a ocorrer com muito mais freqüência no Japão do que aqui no Brasil, ou em outro país?

Problemas financeiros e de saúde aumentam suicídios no Japão - clique aqui

Nove morrem em suicídio coletivo no Japão - clique aqui

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 03/13)

Émile Durkheim (1858-1917)

Os fatos sociais – objetos nas mãos

Mas Durkheim acreditava que os acontecimentos sociais – como os crimes, os suicídios, a família, a escola, as leis – poderiam ser observados como coisas (objetos), pois assim, seria mais fácil de estudá-los. Então o que ele fez ? Propôs algumas das regras que identificam que tipo de fenômeno poderia ser estudado pela Sociologia. A esses fenômenos que poderiam ser estudados por uma ciência da sociedade ele denominou de fatos sociais. E as características dos fatos sociais são:

• Coletivo ou geral – significa que o fenômeno é comum a todos os membros de um grupo;
• Exterior ao indivíduo – ele acontece independente da vontade individual;
• Coercitivo – os indivíduos são “obrigados” a seguir o comportamento estabelecido pelo grupo.

Então podemos dizer que o casamento é um fato coletivo ou geral, pois existe pela vontade da maioria de um grupo ou de uma sociedade.
Mas ainda que alguém não queira se casar, a grande maioria das pessoas vai continuar querendo, não é mesmo?
Isso significa que o fato social “casamento” é exterior ao indivíduo. O que quer dizer que ele se constitui não como resultado das intenções particulares dos indivíduos, mas como resposta às necessidades ou influências do grupo, da comunidade ou da sociedade.
Outra coisa. Não é verdade que os mais velhos ficam nos “incentivando” a casar? “Não vá ficar pra titia, heim!”, “Onde já se viu! Todo mundo, um dia, tem que se casar!”. Com certeza você já ouviu alguém dizendo isso.
Pois é. Esses dizeres nos levam a crer que o casamento também é coercitivo, pois nos vemos “obrigados” a fazer as mesmas coisas que fazem os demais membros do grupo ou da sociedade a que pertencemos.
Todo fato que reuna essas três características (generalização, exterioridade e coerção) é denominado social, segundo Durkheim, e pode ser estudado pela Sociologia. Quanto ao casamento, poderíamos estudar e descobrir, por exemplo, quais fatores influem na decisão das pessoas em se casarem e se divorciarem para depois se casarem novamente.

Perceba, então: Não apenas com o casamento...
Essas regras são da mesma maneira aplicadas ao trabalho, à escola, à moda, aos costumes do nosso povo, à língua, etc.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 02/13)


Um pouco de História do Brasil: A Bandeira Nacional.

Símbolo nacional idealizado por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, baseada na antiga bandeira do Brasil Império. Ela tremulou pela primeira vez no dia 19 de novembro de 1889, na cidade do Rio de Janeiro. Este dia ficou marcado como sendo o da sua adoção oficial. E hoje vemos em nossos calendários que em todo 19 de novembro é comemorado o dia da bandeira.
Bordada em pano de algodão suas estrelas foram projetadas por um astrônomo. A inscrição ao centro substituiu o símbolo da “coroa” e foi um resumo feito por Miguel Lemos, um de seus idealizadores, com base em princípios positivistas de ordem e progresso.

Continuando o trabalho iniciado por Comte, o de fazer da Sociologia uma ciência, numa visão positiva, surge nessa história o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917). Dar à Sociologia uma reputação científica foi o seu principal trabalho.
É a partir desse pensador que a Sociologia ganha um formato mais “técnico”, sabendo o que e como ela iria buscar na sociedade. Com métodos próprios, a Sociologia deixou de ser apenas uma idéia e ganhou “status” de ciência.
Durkheim presenciou algumas das mais importantes criações da sociedade moderna, como a invenção da eletricidade, do cinema, dos carros de passeio, entre outros. No seu tempo, havia um certo otimismo causado por essas invenções, mas Durkheim também percebia entraves nessa sociedade moderna: eram os problemas de ordem social.
E uma das primeiras coisas que ele fez foi propor regras de observação e de procedimentos de investigação que fizessem com que a Sociologia fosse capaz de estudar os acontecimentos sociais de maneira semelhante ao que faz a Biologia quando olha para uma célula, por exemplo.
Falando em Biologia nota-se que o seu objeto de estudo é a vida em toda a sua diversidade de manifestações. As pesquisas dos fenômenos da natureza feitas pela Biologia são resultantes de várias observações e experimentações, manipuláveis ou não.
Já para a Sociologia, manipular os acontecimentos sociais, ou repeti-los, é muito difícil. Por exemplo, como poderíamos reproduzir uma festa ou um movimento de greve “em laboratório” e sempre de igual modo? Seria impossível.

As teorias sociológicas na compreensão do presente (Parte 01/13)


“Muito bem. Segundo os pensadores de tempos atrás...” Nossa! Espere um pouco... Tempos atrás?
Essa moçada já não foi para o “andar de cima”? Como é que eu posso pensar o meu mundo hoje a partir de quem só viu o passado?
É possível?
Vamos ver se podemos...

Vamos começar por Auguste Comte (1798-1857), pois foi ele quem criou o termo “sociologia” a partir da organização do curso de Filosofia Positiva em 1839.
O que desejava Comte com esse curso? Ele pretendia fazer uma síntese da produção científica, ou seja, verificar aquilo que havia sido acumulado em termos de conhecimento bem como os métodos das ciências já existentes, como os da matemática, da física e da biologia. Ele queria saber se os métodos utilizados nessas ciências, os quais já haviam alcançado um “status” de positivo, poderiam ser utilizados na física social, denominada, por ele de Sociologia.
Este pensador era de uma linha positivista, o que quer dizer que acreditava na superioridade da ciência e no seu poder de explicação dos fenômenos de maneira desprendida da religiosidade, como era comum se pensar naquela época. E tem mais... como positivista ele acreditava que a ciência deveria ser utilizada para organizar a ordem social.
Na visão dele, naquela época, a sociedade estava em desordem, orientada pelo caos. Devemos considerar que Comte vislumbrava o mundo moderno que surgia, isto é, um mundo cada vez mais influenciado pela ciência e pela consolidação da indústria, e a crise gerada por uma certa anarquia moral e política quando da transição do sistema feudal (baseado nas atividades agrárias, na hierarquia, no patriarcalismo) para o sistema capitalista (baseado na indústria, no comércio, na urbanização, na exploração do trabalhador).. Era essa positividade (instaurar a disciplina e a ordem) que ele queria para a Sociologia.
Assim sendo quando Comte pensava a Sociologia, era como se fosse uma “criança” sendo gestada, na qual colocava toda sua crença de que poderia estudar e entender os problemas sociais que surgiam e restabelecer a ordem social e o progresso da civilização moderna. Ele queria que a Sociologia estudasse de forma aprofundada os movimentos das sociedades no passado para se entender o presente e, inclusive, para imaginar o futuro da sociedade.

Percebeu? Olhando o passado para compreender o presente. Os do “andar de cima”, e não só eles, nos ajudarão a ver melhor o mundo que vivemos hoje.

Comte via a consolidação do sistema capitalista como sendo algo necessário ao desenvolvimento das sociedades. Esse novo sistema, bem como o abandono da teologia para explicação do mundo seriam parte do progresso das civilizações. Já, os problemas sociais ou desordens que surgiam eram considerados obstáculos que deveriam ser resolvidos para que o curso do progresso pudesse continuar.
Portanto, a Sociologia se colocaria, na visão deste autor, como uma ciência para solucionar a crise das sociedades daquela época. Mas Comte não chegou a viabilizar a sua aplicação. Seu trabalho apenas iniciou uma discussão que deveria ser continuada, a fim de que a Sociologia viesse a alcançar um estágio de maturidade e aplicabilidade.

Texto produzido por Everaldo Lorensetti para a Secretaria de Estado da Educação do Paraná.

Fenícios e Hebreus (Parte 01/02)


Nesta teleaula você verá algumas diferenças entre os povos que habitavam o Egito e a Mesopotâmia. A religião dos hebreus era diferente das religiões dos demais povos do Oriente Médio antigo: eles eram monoteístas e se Deus se comunicava através de mensagens e revelações.

Fenícios e Hebreus (Parte 02/02)

Mesopotâmia (Parte 01/02)




Nesta teleaula você conhecerá a Mesopotâmia, conhecida como o celeiro do mundo. Ela foi muito disputada e da sua história fazem parte vários impérios e conquistas. Além disso, aprenderá que o modo de vida e a cultura que prevaleceram na Mesopotâmia foram dos seus primeiros conquistadores: os sumérios.

Mesopotâmia (Parte 02/02)

Mar adentro - 125 min.

 
Baseado na história real de Ramón Sampedro, o filme retrata a luta de um homem – nascido em uma pequena vila de pescadores na Galícia – para dar um fim a sua própria vida. Na juventude, Ramón sofreu um acidente que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 27 anos. Com uma lucidez e inteligência cativante, Ramón lutou na justiça pelo direito de decidir sobre a sua vida, o que gerou vários conflitos com seus familiares, com a igreja, com a sociedade.

O Expresso da Meia-Noite - 121 min.


Billy Hayes, um estudante americano, ao visitar a Turquia decide traficar alguns pacotes de haxixe, prendendo-os debaixo de suas roupas. Seu plano acaba não dando certo e ele é detido, com sua vida se transformando em um pesadelo a partir de então, pois é brutalmente espancado e jogado em uma imunda prisão. Quando espera ser libertado é levado a um novo julgamento com efeito retroativo, que o condena a uma longa pena. Só lhe resta mergulhar num inferno de torturas, atrocidades e loucura, junto om outros presos que esperam o "Expresso da Meia-Noite".

A Economia Açucareira – Resumo (Parte 03/03)


Quilombo dos Palmares

Os escravos negros reagiam de várias maneiras contra a situação a que estavam submetidos. Os quilombos representaram a forma de resistência mais importante. Eram aldeias fundadas por escravos fugidos, que possuíam uma organização política, econômica e social que fazia delas pequenos Estados.
De todos os quilombos, o mais conhecido foi o Quilombo dos Palmares, que, por mais de 60 anos, resistiu aos ataques de homens armados, organizados pelos senhores de terra. Localizou-se na Serra da Barriga, em Alagoas. Foram reis de Palmares os negros Ganga Zumba e seu sobrinho, Zumbi, já nascido livre.
Os colonizadores portugueses enviaram várias expedições militares para destruí-lo, mas nenhuma obteve êxito. O governador de Pernambuco contratou os serviços do bandeirante Domingos Jorge Velho. Em 20 de novembro de 1695, Zumbi foi morto, seu corpo foi esquartejado, e sua cabeça, exposta em Recife. Atualmente esse dia é lembrado como o Dia da Consciência Negra.

A Economia Açucareira – Resumo (Parte 02/03)


A criação de gado

A necessidade de animais para alimentação, tração e transporte provocou o desenvolvimento da atividade pecuária no Nordeste. Inicialmente a criação desenvolveu-se nas fazendas de plantio de cana, mas a penetração dos animais nas plantações levou à separação das duas atividades. O gado acabou sendo deslocado para o interior.

A produção de subsistência

A economia de subsistência também foi uma projeção da economia açucareira. Destinava-se a atender as necessidades de consumo do mercado interno, particularmente das fazendas de cana. Era desenvolvida nas grandes propriedades, utilizando a mão-de-obra escrava negra. As principais culturas eram de mandioca, milho, feijão, hortaliças e fruta

O tráfico negreiro

A chegada dos portugueses na África provocou enorme crescimento do tráfico de escravos, que já era praticado por mercadores árabes. Estes levavam os negros para servirem de escravos domésticos, mas o número não era significativo.
Os traficantes portugueses trocavam escravos por armas de fogo, munição, tecidos, sal, aguardente, fumo, açúcar etc. Os portugueses conseguiram dominar o tráfico de escravos até o século XVII. A partir dai, começaram a sofrer concorrência de outros países colonialistas. No século XVIII, a Inglaterra passou a controlar o tráfico negreiro.
Em geral, os negros que vieram para o Brasil pertenciam a dois grupos culturais:
• Bantos: originários de Angola, de Moçambique e do Congo.
• Sudaneses: procedentes da Guiné, do Daomé e da Costa do Marfim.

A Economia Açucareira – Resumo (Parte 01/03)


Para garantir seus lucros, a metrópole (Portugal) estabeleceu o monopólio do comércio colonial. Isso significava que o Brasil só poderia fazer comércio com ela, que também fixava os preços dos produtos. Portugal pagava um preço baixo pelo que produzíamos e cobrava muito alto por tudo que nos vendia.
A metrópole portuguesa só permitia a produção de gêneros que pudesse vender na Europa, com lucro, e proibia a produção de tudo aquilo que queria nos vender, como manufaturados e produtos de luxo, além de alguns gêneros alimentícios.
Portugal decidiu instalar no Brasil a economia açucareira por que:
• a cana teria fácil adaptação ao clima quente e úmido da costa brasileira;
• os portugueses tinham conhecimento das técnicas de plantio e da fabricação do açúcar, já utilizadas na colonização das ilhas da Madeira e de Cabo Verde;
• o açúcar era considerado um produto de luxo na Europa.

Havia necessidade de um grande numero de trabalhadores. A solução encontrada pelos colonizadores foi o trabalho escravo. No inicio foi utilizada a mão-de-obra do escravo indígena. Quando a economia canavieira provou que podia dar muitos lucros, usou-se a mão-de-obra do escravo africano. O tráfico de escravos negros foi mais uma fonte de lucros para Portugal.
A economia açucareira do Brasil caracterizou-se pela monocultura (plantava-se um só produto, no caso, a cana-de-açúcar), a grande propriedade e o trabalho escravo.
As primeiras mudas de cana-de-açúcar foram plantadas em São Vicente, por Martim Afonso de Sousa. Mas foi no Nordeste, onde atualmente se localizam os Estados da Bahia e de Pernambuco, que ela teve melhor adaptação, graças ao solo fértil, conhecido como massapê, ao clima quente e úmido e à existência de grandes rios, como o São Francisco.

Desde a época de sua implantação, a economia açucareira teve a participação direta da classe mercantil holandesa. Os holandeses (ou flamengos):
• colaboravam com financiamentos para a montagem dos engenhos;
• transportavam em seus navios o açúcar produzido no Brasil;
• faziam a refinação do açúcar, pois só eles conheciam a técnica de refino;
• distribuíam o açúcar no mercado europeu;
• aplicavam seus capitais para incentivar ainda mais a produção.

A cor púrpura - 156 min.


Georgia, 1909. Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a "Mister" (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos a ouvem), primeiramente com Deus e depois com a irmã Nettie (Akosua Busia), missionária na África. Mas quando Shug, aliada à forte Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Willard E. Pugh), filho de Mister, entram na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.

A administração portuguesa no Brasil – Resumo (Parte 03/03)


Governos-gerais

Sistema criado em 1548. Sede: cidade de Salvador, na capitania da Bahia. Eram auxiliares do governador: ouvidor-mor (justiça) provedor-mor (negócios da Fazenda) e capitão-mor (defesa).

• 1º governador - Tomé de Souza (1549-1553): distribuição de sesmarias; incentiva a economia açucareira, instalação, em Salvador, do primeiro bispado do Brasil; vinda dos primeiros jesuítas.

• 2º governador - Duarte da Costa (1553-1558): fundação do Colégio de São Paulo pelos jesuítas; primeira invasão francesa (Rio de Janeiro, 1555).

• Os franceses invadiram o Rio de Janeiro comandados por Nicolau Durand de Villegaignon. Seu objetivo era a fundação de uma colônia, a França Antártica, que servisse de base comercial e asilo religioso para os protestantes franceses.

• 3º governador Mem de Sá (1558-1572): fundação da cidade do Rio de Janeiro (Estácio de Sá, 1565); expulsão dos franceses.

E 1572, o Brasil foi dividido em dois Estados: O Estado do Norte, capital Salvador, e o Estado do Sul, capital Rio de Janeiro. Em 1578, houve a reunificação do Brasil.

As Câmaras Municipais e os “homens bons”

As câmaras eram órgãos administradores formados por vereadores, tesoureiros, escrivães, subordinados ao Juiz Ordinário. Essas pessoas eram escolhidas pelos “homens bons”, ou seja, os proprietários de grandes extensões de terra, a elite local.

A administração portuguesa no Brasil – Resumo (Parte 02/03)


As capitanias hereditárias

Em 1534 Portugal decidiu implantar no Brasil um sistema administrativo que havia dada resultados positivos em outras regiões colonizadas pelos portugueses: o sistema das capitanias hereditárias.
Os donatários, que recebiam as terras, se comprometiam a cuidar de sua capitania. Dessa forma, o governo português transferia para particulares a responsabilidade de fazer o investimento de capitais na colônia, poupando capital real.
O donatário era praticamente um senhor absoluto dentro de sua capitania. Tinha o poder de fundar vilas, distribuir sesmarias aos colonos, nomear autoridades, recolher impostos, escravizar indígenas e vender um certo número deles à metrópole, livre de impostos e ainda controlar a navegação pelos rios.
No entanto, o donatário deveria obedecer a certas imposições: não era permitida a divisão da capitania ou sua venda; o rei poderia retomar a capitania, nos casos de utilização indevida, deslealdade ou abandono; não era permitido retomar as sesmarias doadas; a Coroa ficava com o monopólio do pau-brasil das especiarias e o quinto (20% do que era explorado) de metais e pedras preciosas.
Das 15 capitanias, apenas duas, São Vicente e Pernambuco, apresentaram o resultado esperado pelo governo português. Em ambas houve a formação de povoamentos, produção agrícola e um relacionamento mais pacifico com os indígenas. Seus donatários receberam auxílio do rei de Portugal e contaram com capital de banqueiros holandeses.
De modo geral, o sistema não deu certo, porque alguns donatários não possuíam capital suficiente, e outros não estavam dispostos a aplicar na colônia americana, porque era muito arriscado. Alguns nem chegaram a vir ao Brasil para tomar posse da capitania que receberam; outros vieram, mas não conseguiram resultados positivos e acabaram por perder todo o capital investido. Além disso, houve a reação dos indígenas, quando os europeus começaram a ocupar as terras para plantar cana e fazer as construções.
Foi preciso criar uma nova forma administrativa para a colônia. Em 1548, foi estabelecido o sistema de governo-geral, uma tentativa de centralizar a administração, mas algumas capitanias continuaram existindo até o século XVIII.

A administração portuguesa no Brasil – Resumo (Parte 01/03)


Para garantir a posse da terra, Portugal tinha de iniciar a colonização do Brasil.
Em 1530, o rei D. João III organizou uma expedição colonizadora e deu o seu comando a Martim Afonso de Sousa. Por ordem do rei, ele deveria distribuir sesmarias (lotes de terras), pôr fim ao contrabando, promover urna nova atividade econômica implantando uma agricultura de exportação (a cana-de-açúcar), e policiar a costa brasileira.
As realizações de Martim Afonso de Sousa foram:
 fundação da vila de São Vicente(1532);
 organização da administração;
 início da plantação da cana-de-açúcar;
 organização do primeiro engenho do Brasil

Diamante de Sangue - 138 min.


Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde é obrigado a trabalhar. Lá ele encontra um diamante cor-de-rosa, que tem cerca de 100 quilates. Solomon consegue escondê-lo em um pedaço de pano e o enterra, mas é descoberto por um integrante da FUR. Neste exato momento ocorre um ataque do governo, que faz com que Solomon e vários dos presentes sejam presos. Ao chegar na cadeia lá está Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário nascido no Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria, de onde são vendidos a grandes corporações. Danny ouve um integrante da FUR acusar Solomon de ter escondido o diamante e se interessa pela história. Ao deixar a prisão Danny faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família. Solomon não acredita em Danny mas, sem saída, aceita o acordo.

A Revolução Norte-Americana – Resumo (Parte 03/03)


A Guerra de Independência

O governo inglês reforçou o exército contra os norte-americanos, acirrando ainda mais a guerra pela independência, que se estendeu até 1783. Os primeiros anos da guerra foram difíceis para os colonos, pois o exército colonial estava mal armado.
Somente após a vitória em Saratoga, em 1777, a situação dos colonos melhorou.
Os norte-americanos receberam ajuda militar e financeira da França. Os franceses estavam interessados no enfraquecimento do império inglês. A Espanha também ajudou com material bélico.
Em 1783, a Inglaterra, derrotada, viu-se obrigada a assinar o Tratado de Paris, pelo qual reconhecia oficialmente a independência dos Estados Unidos.

A Revolução Norte-Americana – Resumo (Parte 02/03)

Congresso da Filadélfia

Os congressos continentais

Em 1774, com representantes de quase todas as colônias, realizou-se o Primeiro Congresso Continental de Filadélfia. Começou a se definir uma aliança entre o Norte e o Sul. Foi votada a Declaração dos Direitos dos Colonos, reivindicando:
• igualdade de direitos entre cidadãos da metrópole e das colônias;
• revogação das Leis Intoleráveis. Nesse congresso, ainda não havia a intenção clara de se proclamar a independência das colônias.

O rei da Inglaterra, Jorge III, além de não atender às reivindicações dos colonos, ordenou que fosse intensificada a repressão.
Em 1775, novamente a elite colonial, representando as 13 colônias, reuniu-se no Segundo Congresso Continental de Filadélfia.
No ano seguinte, foi declarada a independência das 13 colônias. George Washington assumiu o comando das tropas norte-americanas.
A Declaração de Independência foi redigida pelo jurista Thomas Jefferson, seguidor das idéias iluministas. O documento foi aprovado em 4 de julho de 1776.
Em 1711, o Congresso aprovou a redação dos Artigos da Confederação, adotados a partir de 15 de novembro, quando as ex-colônias receberam o nome de Estados Unidos da América.

A Revolução Norte-Americana – Resumo (Parte 01/03)


As 13 colônias britânicas da América foram as primeiras a se tornar independentes no Novo Mundo.
Foi significativa a influência do Iluminismo no processo de libertação da América, à qual somaram-se outros fatores.
As relações entre os colonos e a metrópole tornaram-se criticas na segunda metade do século XVIII, quando a Coroa mudou a política tributária, aumentando os impostos, a fim de restabelecer-se financeiramente, por causa do alto custo da Guerra dos Sete Anos (1756-1763).
Nessa guerra, os colonos ingleses haviam ajudado a Inglaterra a conquistar possessões francesas a norte e a oeste das colônias.
Em 1764, a Inglaterra impôs a Lei do Açúcar (Sugar Act), elevando o valor dos tributos sobre o açúcar e derivados da cana que não fossem oriundos das Antilhas britânicas.
Em 1765, criou a Lei do Selo (Stamp Act), determinando que todos os documentos, jornais e livros só podiam circular se fossem selados com o timbre do governo inglês. Os colonos reagiram invadindo casas de fiscais e queimando documentos selados em praça pública. Declararam que a Inglaterra não tinha o direito de impor sanções às colônias, já que elas não tinham representação no Parlamento inglês.
O governo inglês eliminou a Lei do Selo, mas, dois anos depois, elevou os impostos de importação sobre o chá, o papel, o vidro e as tintas.
Influenciado pela burguesia, o povo reagiu, realizando vários protestos públicos. Em um deles, três manifestantes foram mortos pelas tropas inglesas. Esse episódio é conhecido como o Massacre de Boston.
Em 1773, o governo inglês concedeu o monopólio do comércio de chá em todas as colônias norte-americanas à Companhia das Índias Orientais. Essa concessão eliminaria da condição de intermediários todos os norte-americanos que comerciavam esse produto.
Em reação, alguns habitantes da cidade de Boston, disfarçados de índios, assaltaram três navios da companhia e lançaram ao mar todo o seu carregamento de chá.
O governo inglês reagiu. Decretou, em 1774, as Leis Intoleráveis, determinando o fechamento do porto de Boston e o pagamento de uma indenização pelo chá. Houve também o reforço das tropas oficiais nas colônias.
Estava deflagrado o conflito entre os colonos e a metrópole, que acabou levando à independência das 13 colônias. A partir da decretação das Leis Intoleráveis, as 13 colônias inglesas deixaram de reivindicar apenas mudanças na política econômica da Inglaterra em relação a elas e passaram a tomar outras medidas contra as pressões da metrópole.

Desmundo - Trailer

Desmundo - 100 min


Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que leh dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta. Sentindo-se infeliz, ela tenta fugir, pois quer pegar um navio e voltar a Portugal, mas acaba sendo recapturada por Francisco. Como castigo, Oribela fica acorrentada em um pequeno galpão. Deprimida por estar sozinha e ferida, pois seus pés ficaram muito machucados, ela passa os dias chorando e só tem contato com uma índia, que lhe leva comida e a ajuda na recuperação, envolvendo seus pés com plantas medicinais. Quando ela sai do seu cativeiro continua determinada em fugir, até que numa noite ela se disfarça de homem e segue para a vila, pedindo ajuda a Ximeno Dias (Caco Ciocler), um português que também morava na região.

Percy Jackson e o ladrão de raios - Trailler

Percy Jackson e o ladrão de raios - 119 min


Percy Jackson (Logan Lerman) é um jovem que enfrenta problemas na escola, devido ao que acredita ser dislexia e déficit de atenção. Ele foi criado por sua mãe, Sally (Catherine Keener), e vive com Gabe Ugliano (Joe Pantoliano), seu padrasto, que odeia. Após ser atacado em plena excursão escolar, é revelado a Percy que ele é um semideus, ou seja, filho do deus Poseidon (Kevin McKidd) com uma humana, e possui poderes. Protegido por Grover Underwood (Brandon T. Jackson), ele é levado ao acampamento dos meio sangue, onde está em segurança. Lá ele tem Chiron (Pierce Brosnan) como tutor e passa a treinar para se tornar um grande guerreiro. Só que Percy é acusado de ter roubado o raio de Zeus (Sean Bean), uma poderosa arma de destruição que pode fazer com que os deuses entrem em guerra. É quando Hades (Steve Coogan) visita o acampamento e oferece a Percy uma troca: que ele entregue o raio, o qual não possui, em troca da devolução de sua mãe, que faleceu em meio à fuga. Ele então parte para chegar ao Mundo Inferior, onde vivem Hades e Perséfone (Rosario Dawson), juntamente com Grover e Annabeth Chase (Alexandra Daddario), uma poderosa guerreira que conheceu no acampamento.

Filme gentilmente cedido pela aluna Ana Paula Almeida Alves - 1º A

A Grande Aventura da História (Parte 01/02)

A Grande Aventura da História (Parte 02/02)

A Revolução Russa de 1917 – Resumo (Parte 04/04)

Lênin - 1917

A nova política de Lênin

Lênin definiu a nova política, a NEP (Nova Política Econômica), com a frase: “Um passo atrás para dar dois à frente” tratava-se de um recuo necessário no processo de socialização. Liberou a venda do excedente das colheitas e o funcionamento de pequenas manufaturas. Concentrou os recursos na produção de energia, matérias-primas e na importação de máquinas para a indústria e organizou cooperativas de comerciantes e agricultores. A produção cresceu.
Em 1922, Lênin fez acordo com as várias regiões que formavam o império russo, criando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Com a morte de Lênin, em 1924, o poder foi disputado por Trotski e Stálin, que tinham posições divergentes. Trotski defendia a revolução permanente, isto é, achava que a Rússia deveria ajudar na implantação do socialismo em outros países, e Stálin era favorável à estabilização do regime para depois expandi-lo. Vitorioso, Stálin expulsou Trotski do Partido Bolchevique e autorizou sua deportação.
Trotski viveu no México, onde foi assassinado, em 1940, por um agente da policia política de Stálin.
Em 1927, Stálin aboliu a NEP e, por meio de planos econômicos, os Planos Qüinqüenais, continuou o processo de socialização. A Rússia cresceu rapidamente com o desenvolvimento da indústria pesada, a redução do analfabetismo e o progresso técnico e científico.
Stálin perseguiu violentamente seus opositores e realizou os “expurgos”, expulsando do Partido Comunista seus adversários, além de prender todos os que reagiram ao seu autoritarismo.

A Revolução Russa de 1917 – Resumo (Parte 03/04)


Os Bolcheviques tomam o poder

Em outubro de 1917, formou-se o Partido Bolchevique (comunista), que tomou o poder e instalou um governo socialista presidido por Lênin. As grandes propriedades foram abolidas, as fábricas foram nacionalizadas e os operários assumiram a sua direção. Lênin negociou a paz com os inimigos e, pelo Tratado de Brest Litovski, a Rússia saiu da guerra, com grande perda territorial.
A burguesia russa levantou-se contra o novo regime. Foi apoiada pelas nações capitalistas européias, interessadas em impedir a implantação do socialismo.
A guerra civil dos brancos (opositores) contra os vermelhos (comunistas) tomou conta do país. O governo viu-se obrigado a destinar todos os recursos para a defesa das fronteiras, confiscando a produção rural. Esse período foi chamado de Comunismo de Guerra.
Em 1921, derrotados os brancos e afastada a ameaça externa, o pais estava arruinado. Lênin decidiu recuar no processo de socialização, adotando uma nova política.

A Revolução Russa de 1917 – Resumo (Parte 02/04)


O poder nas mãos dos mencheviques

Formou-se na Rússia um governo liberal burguês liderado pelo menchevique Kerenski. Pressionado pelos sovietes, o governo anistiou os presos e exilados políticos. Lênin e Trótski, bolcheviques, retornaram ao país, assumindo a direção dos sovietes. Iniciaram uma campanha, sintetizada no slogan “Pão, terra e paz”, que significava:
• entrega da direção das fábricas aos operários;
• distribuição de terras aos camponeses;
• retirada da Rússia da guerra.
Trótski organizou a Guarda Vermelha, milícia revolucionária. Entretanto, o governo mantinha a Rússia na guerra, alegando que a indenização exigida pelos alemães para a sua saída era muito alta. Com isso, os bolcheviques fortaleceram-se e ganharam adeptos nos sovietes.

A Revolução Russa de 1917 – Resumo (Parte 01/04)


Em 1917, o povo russo, liderado pelo Partido Bolchevista, derrubou o governo autocrático de Nicolau II. Esse partido assumiu o poder, instalando no país o regime socialista.
O czar Nicolau II exercia o poder de forma absolutista, com uma aristocracia ociosa e corrupta, indiferente aos problemas do povo. A população da Rússia era de aproximadamente 175 milhões de habitantes. Os camponeses representavam 85% dessa população e viviam miseravelmente. O preço das terras era muito elevado e os camponeses não tinham condições de adquiri-las ou cultivá-las. Ocorriam constantes revoltas no campo.
Nas cidades, os operários enfrentavam condições bastante precárias, com jornadas de trabalho de até 14 horas, salários baixos e sem nenhuma legislação trabalhista.
O descontentamento fez o povo aceitar as idéias socialistas divulgadas por estudantes e intelectuais das universidades. Eles organizaram os operários para lutar por seus direitos. Num congresso realizado pelo Partido Operário Social Democrata, em 1903, surgiram dois grupos: os bolcheviques e os mencheviques.
Os bolcheviques (que significa “maioria”) defendiam a tomada do poder pelo proletariado que, aliado aos camponeses, instalaria um governo socialista. Os mencheviques (que significa “minoria”) defendiam que, antes de chegar ao socialismo, o país deveria passar por uma fase capitalista, na qual o governo seria exercido pela burguesia. Em 1904, a Rússia entrou em guerra com o Japão pela disputa de territórios na Manchúria e na Coréia, na qual o exército russo foi derrotado.
A situação financeira do país agravou-se e as criticas à administração do governo aumentaram. Em janeiro de 1905, o povo realizou uma grande concentração diante do Palácio de Inverno para reivindicar uma Constituição, eleições, redução da jornada de trabalho e aumento dos salários. As tropas do governo reagiram com violência e muitas pessoas foram mortas. Esse acontecimento ficou conhecido como Domingo Sangrento.
Protestos, greves e levantes militares explodiram em várias regiões, e o czar, pressionado, prometeu uma Constituição e criou a Duma, assembléia eleita por voto censitário.
As promessas do czar não acalmaram os bolcheviques, levando-os a criar os soviétes, assembléias de operários, soldados e camponeses, em várias regiões do país, e a ativar o movimento revolucionário, O czar não conseguiu conviver com a Duma e voltou à sua posição autoritária. Dissolveu também os sovietes e seus líderes foram presos e deportados. A crise interna agravou-se com a entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial, contra a Alemanha e o Império Austro-húngaro, levando ao movimento revolucionário.
Com a guerra mundial, todos os recursos do governo russo passaram a ser usados na indústria de armamentos. Com a convocação de trabalhadores para compor o exército, a produção agrícola declinou. Mal preparado, o exército russo sofreu inúmeras derrotas nas fronteiras. A destruição de plantações fez o preço dos produtos subir e a fome atingiu duramente o povo. A fuga de soldados dos campos de batalha foi incentivada pelos bolcheviques. Do exterior, os lideres Lênin e Trótski continuaram orientando os revolucionários. As greves, os levantes nas Forças Armadas, a luta dos camponeses pela terra e a invasão do Palácio de Inverno pelos revolucionários levaram o czar a abdicar.