"A Vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte." (Autoria desconhecida)

Feliz Ano Novo

Nascimento de Jesus

Rebeliões no Período Regencial - Quadro

Período Regencial – Resumo (Parte 04/04)


Rebeliões no período das Regências

Durante o período regencial, diversas rebeliões contestaram a forma autoritária do governo central. As rebeliões foram diferentes quanto aos objetivos propostos. Destacam-se: A Cabanagem, a Revolta dos Malês, a Guerra dos Farrapos, a Balaiada e a Sabinada.

A Cabanagem, Província do Grão-Pará, 1835-1840 Também conhecida como Revolta dos Cabanos, devido à maciça participação de negros, índios e mestiços que trabalhavam na extração de produtos da floresta e moravam em cabanas à beira dos rios.
Motivos do movimento: descontentamento dos fazendeiros e comerciantes da região com a nomeação do presidente da província pelo governo central; situação de miséria em que vivia a população paraense. Lideres: Pedro Vinagre, Eduardo Angelim. Em 1836, Feijó enviou uma poderosa força militar para a região. Os cabanos tiveram que deixar a capital e resistir no interior. A repressão foi violenta, deixando um saldo de 40 mil mortos. A revolta foi sufocada em 1840.

A Revolta dos Malês, Bahia, 1835 Levante de escravos e ex-escravos negros organizado pelos “malês”, como eram conhecidos os africanos de formação muçulmana, que falavam e escreviam em árabe. Planejavam libertar os escravos de Salvador e, posteriormente, do Recôncavo baiano. Queriam melhorar a situação dos negros alforriados, os negros de ganho’. Em menor número e com armamentos de qualidade inferior, foram massacrados pelas tropas do governo.

A Guerra dos Farrapos, Rio Grande do Sul, 1835-1845 Foi a mais longa revolta do Período Regencial. Também chamada de Revolução Farroupilha. Desde o século XVIII, a pecuária era a base da economia do Rio Grande do Sul. No final desse século, teve inicio a produção de charque, com mão-de-obra do escravo negro, para abastecer o mercado interno brasileiro, sendo usado principalmente na alimentação dos escravos. O movimento foi provocado pelo descontentamento dos donos das fazendas de criação, charqueadores e exportadores, com a política do governo imperial, que diminuiu os impostos sobre a importação do charque uruguaio. Os proprietários de terras também eram contra a nomeação do presidente da província pelo governo imperial. A revolução teve duas fases: de início os revolucionários queriam apenas mais autonomia diante do governo. Mais tarde o movimento se tornou separatista, pretendendo transformar o Rio Grande do Sul num país independente. Em 1845, os farroupilhas foram derrotados por Caxias. Pela Paz de Ponche Verde decidiu-se pela reintegração do Rio Grande do Sul ao Brasil, a indenização aos senhores de terras envolvidos no movimento e a libertação dos poucos escravos sobreviventes que participaram da guerra.

A Balaiada, Maranhão, 1838-1840 Revolução de caráter popular, Liderada por Manoel dos Anjos Ferreira, fabricante de balaios (de onde vem o nome do movimento). Outros participantes: Raimundo Gomes e Cosme Bento das Chagas, chefe de um quilombo que reunia aproximadamente 3 mil negros fugitivos. O negro Cosme denominava-se “Tutor e Defensor das Liberdades Bem-te-vis” (bem-te-vis, nome derivado de um jornal que combatia o governo). Um dos motivos foi a crise na economia agrária do Maranhão, porque o algodão, principal riqueza, vinha sofrendo forte concorrência do produzido nos Estados Unidos, mais barato e de melhor qualidade. A repressão foi comandada pelo coronel Luis Alves de Lima e Silva, que, por ter obtido a rendição de muitos rebeldes, recebeu o titulo de Barão de Caxias.

A Sabinada, Bahia, 1837-1838 Movimento liderado pelo médico Francisco Sabino da Rocha Viera, que em seu jornal, Novo Diário da Bahia, criticava o governo dos regentes e o presidente da província, convocando o povo a separar a Bahia de todo o Brasil e organizar uma república com caráter provisório, até a maioridade de D. Pedro de Alcântara. Em 1838, tropas do governo central, com o apoio da aristocracia rural baiana, atacam Salvador. Inúmeras casas foram incendiadas, muitos revoltosos foram queimados vivos e mais de mil pessoas morreram na luta.

Período Regencial – Resumo (Parte 03/04)


Regência Una de Feijó (1835-1837)

Foi uma “experiência republicana”: o chefe de governo era eleito periodicamente, por voto de Província e por votação nacional.
• Feijó sufocou rebeliões e via nos pobres e nos escravos rebeldes inimigos poderosos da ordem nacional.
• Duas alas políticas: progressista, da qual fazia parte o regente, formada pelos liberais exaltados e por parte dos liberais moderados; regressista, integrada por liberais moderados e ex-restauradores.
• 1836: regressistas, contrários a Feijó no poder, fundaram o Partido Conservador.
• Rebeliões: Cabanagem, no Pará, Farroupilha, no Rio Grande do Sul, Sabinada, na Bahia.
• 1837: Feijó renunciou ao cargo de Regente.

Regência Una de Pedro de Araújo Lima (1837-1840)

Ministério das Capacidades: Bernardo Pereira de Vasconcelos, Miguel Calmon, Antônio Peregrino, Maciel Monteiro, entre outros.
• Além das revoltas internas iniciadas no governo anterior, enfrentou mais uma rebelião, a Balaiada, no Maranhão.
• Fundação do colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro.
• Criação do Instituto Histórico e Geográfico.
• 1838: Feijó fundou o Partido Liberal para fazer oposição a Araújo Lima.
• O Partido Liberal propõe a antecipação da maioridade de D. Pedro de Alcântara, a fim de manter a unidade nacional.

Período Regencial – Resumo (Parte 02/04)


As Regências Trinas

Regência Trina Provisória (até junho de 1831): Francisco de Lima e Silva, Carneiro de Campos e Nicolau de Campos Vergueiro.
Principais medidas:
• readmissão do ministério deposto por D. Pedro I;
• anistia (perdão) a todos os envolvidos em processos políticos;
• demissão dos estrangeiros do Exército brasileiro;
• determinação de que os regentes não poderiam exercer o Poder Moderador (exclusivo do imperador).

Regência Trina Permanente (1831-1835): Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, deputados José da Costa Carvalho e João Bráulio Muniz.
Principais medidas:
1) O ministro da Justiça, padre Diogo Antônio Feijó, proibiu ajuntamentos noturnos em ruas e praças.
2) Criação da Guarda Nacional, organização paramilitar, com elementos civis da alta sociedade (que passavam a ser chamados de “coronéis”), nomeados pelo poder central, portanto, eram corporações particulares de cidadãos armados e fardados, que não faziam parte da policia ou do exército nacional. Objetivo: reprimir os motins e levantes. Representava a política repressiva do governo.
3) Ato Adicional de 1834: lei que decidiu que a capital do império, o Rio de Janeiro, se tornava Município Neutro; a transformação da Regência Trina em Regência Una; manutenção da monarquia unitária, centralizada, e do Poder Moderador (manutenção da forma autoritária do Estado monárquico).

Período Regencial – Resumo (Parte 01/04)


Como D. Pedro de Alcântara era menor de idade, de acordo com a Constituição brasileira, o trono passou a ser ocupado por regentes, os quais deveriam governar até que o imperador completasse 18 anos. O período regencial durou até a maioridade antecipada do imperador D. Pedro II, em 1840. Foi um período marcado por constantes lutas pelo poder político, uma série de revoltas populares e o perigo de fragmentação do País, pois algumas dessas revoltas propunham a separação das províncias.

Os grupos políticos no Período Regencial

Logo após a saída de D. Pedro I do Brasil, a camada dominante, que participara ativamente do processo da abdicação, dividiu-se em diferentes grupos políticos.
Liberais moderados: também conhecidos como chimangos. O grupo era formado pelos ricos proprietários de terras e de escravos e pelos grandes comerciantes, principalmente de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Defendiam a ordem social e jurídica estabelecida pela Constituição. Os nomes de maior destaque foram: Bernardo Pereira de Vasconcelos, padre Diogo Antônio Feijó e Evaristo da Veiga, um dos redatores do jornal mais liberal da época, o Aurora Fluminense;
Liberais exaltados ou farroupilhas: grupo composto pelos proprietários de terras das demais províncias, profissionais liberais e militares do baixo oficialato. Defendiam a federação, isto é, a efetiva autonomia das províncias, e as liberdades individuais. Alguns elementos desse grupo, como Borges da Fonseca, Miguel Frias e Cipriano Barata, eram favoráveis à República;
Restauradores: também chamados caramurus. O grupo era formado pelos comerciantes portugueses e pelo alto comando do Exército. Lutavam pela volta de D. Pedro I ao governo do Brasil. Eram liderados por José Bonifácio. Esse grupo desapareceu em 1834, com a morte do monarca.

Fonte: Caderno do Futuro. IBEP.

As Reformas Religiosas – Resumo (Parte 08/08)

Papa Paulo III

A Reforma Católica

O êxito das oposições reformistas deu origem a uma decidida reação da Igreja Católica, que se lançou a combatê-las com a finalidade de destruí-las e de impedir que pudessem prosperar novas correntes consideradas heréticas. Essa reação da Igreja é conhecida como Contra-Reforma ou Reforma Católica.
No século XVI, com o avanço do protestantismo, a Igreja Católica apressou sua reforma, e nesse movimento destacaram-se os chamados papas reformistas: Paulo III, Paulo IV, Pio V e Sisto V.
Em 1545, o papa Paulo III convocou o Concílio de Trento, que:
• reafirmou que a salvação depende da fé e das ações da pessoa;
• impôs que a interpretação da Bíblia deveria ser feita pela Igreja;
• manteve os sete sacramentos, o celibato clerical, a indissolubilidade do matrimônio e o culto aos santos;
• criou os seminários, para melhor formar os sacerdotes;
• determinou a publicação de um resumo da doutrina cristã: o catecismo.
Outras medidas ordenadas pela Igreja foram a elaboração do Índex, catálogo dos livros proibidos aos católicos, e o restabelecimento dos tribunais da Inquisição, cuja finalidade era reprimir as heresias. Porém, eles acabaram se tornando um órgão de repressão, que combatia a liberdade individual. As pessoas acusadas eram sujeitas a tortura para confessar sua culpa.
Para o sucesso da Reforma Católica, foi de grande importância a participação dos padres jesuítas.
A Companhia de Jesus, ou Ordem dos Jesuítas, foi fundada em 1534, por Inácio de Loyola. Depois de haver deixado a carreira militar e de ter feito vários estudos religiosos, Inácio de Loyola fundou uma ordem religiosa com rígida organização e disciplina e se dispôs a servir ao papado. Em 1540, a Companhia de Jesus foi oficializada pelo papa Paulo III.
Os jesuítas atuaram no setor educacional, destacaram-se na luta contra o protestantismo e dedicaram-se à conversão de grande parte dos povos indígenas do continente americano, na época recentemente descoberto, ao catolicismo.

As Reformas Religiosas – Resumo (Parte 07/08)

Henrique VIII, líder supremo da Igreja Anglicana

A Reforma Anglicana

Na Inglaterra havia condições favoráveis à eclosão de um movimento reformista:
• a influência das idéias de John Wyclif;
• o nacionalismo;
• a evasão das rendas inglesas, em razão dos tributos católicos;
• a necessidade dos reis ingleses de se livrarem da influência de Roma para centralizar o poder.
O motivo que desencadeou a Reforma Anglicana foi o rompimento entre o rei inglês Henrique VIII e o papa Clemente VII. O rei queria que o papa anulasse seu casamento com Catarina de Aragão para poder desposar Ana Bolena. Como o papa se recusou, o rei reuniu um tribunal composto de bispos ingleses que aprovou o matrimônio real.
Henrique VIII foi excomungado pelo papa e, em 1534, o Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, pelo qual o monarca era reconhecido como o único chefe da Igreja nos territórios ingleses.
A Reforma Inglesa, ao contrário das de Lutero e Calvino, não foi radical, pois respeitou as normas e os rituais da Igreja Católica, negando apenas a autoridade do papa.
O anglicanismo consolidou-se definitivamente durante o reinado de Elizabeth 1, quando esta fez o Parlamento promulgar a Lei dos 39 Artigos (1562), que transformou a religião inglesa numa combinação dos rituais católicos e da doutrina calvinista.

As Reformas Religiosas – Resumo (Parte 06/08)

João Calvino

A Reforma Calvinista

As idéias de Lutero influenciaram outros movimentos contra a Igreja Católica. Na Suíça, Ulrico Zwinglio deu inicio a um movimento reformista.
Sua obra foi continuada por um francês, João Calvino, formado em Teologia pela Universidade de Paris e defensor do humanismo. Propagou sua doutrina na França, mas, perseguido, fugiu para Genebra, na Suíça, onde divulgou sua doutrina, compilada na obra Instituição da religião cristã. Entre seus preceitos religiosos, destacam-se:
• a salvação não depende da fé ou das obras, mas o homem já nasce predestinado à salvação ou à condenação;
• a aceitação da Bíblia como única fonte da verdade;
• a exclusão do culto aos santos e às imagens;
• o combate ao celibato clerical e à autoridade papal;
• a manutenção dos sacramentos do batismo e da eucaristia;
• a justificação da usura.
A doutrina calvinista teve grande aceitação entre os membros da camada burguesa, pois esse reformador valorizava o trabalho e a riqueza.
O triunfo definitivo da doutrina calvinista deu-se quando o reformador assumiu o governo de Genebra (1541), onde estabeleceu uma rígida ditadura.

As Reformas Religiosas – Resumo (Parte 05/08)

Selo de Lutero

O avanço do Luteranismo

A doutrina luterana estendeu-se com bastante rapidez por toda a Alemanha. Muitos príncipes e nobres, interessados nas terras da Igreja, aderiram ao luteranismo. Também camponeses se tornaram luteranos e se revoltaram. Foi tal o avanço do luteranismo, que o imperador Carlos V convocou, em 1529, uma nova Assembléia, desta vez na cidade de Spira, que reconheceu a nova religião, mas proibiu a sua propagação. Foi por causa do protesto dos partidários de Lutero contra essa proibição que os reformistas passaram a ser chamados de protestantes.
Em 1530, Filipe Melanchton fez uma exposição da doutrina luterana, conhecida como a Confissão de Augsburgo. Um ano depois, os príncipes luteranos uniram-se contra o imperador Carlos V, formando a Liga de Smalkade. Esse conflito somente foi resolvido em 1555, com a assinatura da Paz de Augsburgo. Ela representou o triunfo da nova corrente religiosa, pois se estabeleceu que cada príncipe determinaria a religião de sua região e, consequentemente, de seus súditos.
O Luteranismo atingiu uma vasta área do Sacro Império Romano-germânico. A Reforma teve aceitação em vários países. Atingiu a França e os Países Baixos, onde os adeptos eram chamados de huguenotes, na Inglaterra, de puritanos, e na Escócia, de presbiterianos. O anglicanismo limitou-se à Inglaterra.

As Reformas Religiosas – Resumo (Parte 04/08)


O pensamento Religioso de Lutero

As principais teses que Martinho Lutero defendia eram:
Justificação pela fé: apenas a fé em Deus assegurava a salvação do homem. É o ponto básico da doutrina Luterana.
Reconhecimento de apenas dois sacramentos: o batismo e a eucaristia - na eucaristia, Lutero negava a transubstanciação (mudança do pão e do vinho em carne e sangue de Cristo), mas aceitava a consubstanciação (presença de Jesus no pão e no vinho).
Livre exame da Bíblia ou Livre interpretação da Bíblia - considerada a única fonte da revelação.
• Lutero negava a hierarquia clerical, o celibato do clero e a infalibilidade do papa. Defendia a simplificação do ritual religioso, o não-uso de imagens, a secularização dos bens eclesiásticos e a substituição do latim Pelo alemão nos cultos.

As Reformas Religiosas – Resumo (Parte 03/08)


A Reforma Luterana

Na Alemanha, o líder do movimento reformista foi o monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546). De origem humilde, fez os estudos universitários e foi professor de teologia na Universidade de Wittenberg.
Nessa época, a Alemanha estava dividida em vários Estados, que faziam parte do Sacro Império Romano-germânico. Essa fragmentação política colaborava para que o poder da Igreja fosse muito grande nessa região. O Sacro Império vivia uma situação econômica difícil. A agricultura apresentava ainda características feudais, e a Igreja detinha a propriedade de um terço das terras.
O interesse dos príncipes em confiscar os bens da Igreja, os abusos e a corrupção do clero e a reação dos camponeses, que eram explorados pelos senhores, foram fatores que provocaram a Reforma na Alemanha.
A ação reformista de Lutero foi motivada pela venda de indulgências na Alemanha, autorizada pelo papa Leão X. O sumo pontífice esperava obter fundos para terminar a construção da nova Basílica de São Pedro.
Em 1517, Lutero afixou nas portas da Catedral de Wittenberg 95 teses, condenando muitas das ações da Igreja e fazendo um apelo para que ela se reformasse. Essas teses foram escritas em latim, mas, logo depois, traduzidas para o alemão, espalharam-se pela Alemanha.
O papa Leão X, em 1520, excomungou Lutero, que queimou a bula de excomunhão em praça pública. Para que se retratasse, o imperador Carlos V convocou uma Dieta (assembléia com os representantes dos Estados alemães), em Worms, mas Lutero manteve-se firme em sua posição. Ameaçado de morte, refugiou-se no castelo do Duque da Saxônia, onde traduziu a Bíblia para o alemão. A partir desse momento, estruturou toda a sua doutrina.

As Reformas Religiosas – Resumo (Parte 02/08)


Os primeiros reformistas

Vários líderes surgiram nessa época reivindicando mudanças na Igreja Católica. Eles são considerados os primeiros reformadores.
John Wyclif — professor da Universidade de Oxford pregou o confisco dos bens da Igreja. Considerava que a Bíblia era a única fonte de verdade e que deveria ser interpretada Livremente pelos fiéis. Defendeu a diminuição da importância do clero e propunha a simplificação da missa. Suas idéias foram consideradas heréticas e ele foi excomungado.
Jan Huss — professor da Universidade de Praga manteve posição semelhante à de Wyclif. Criticava os excessos do clero e a hierarquia da Igreja. Defendia que os cultos deveriam ser feitos na língua nacional do país, para que os fiéis pudessem entendê-los e deles participar. Porém, foi preso e condenado à morte na fogueira.

As Reformas Religiosas – Resumo (Parte 01/08)


No século XVI, a Igreja Católica viu-se ameaçada por movimentos separatistas que levaram boa parte da população européia a abandonar o catolicismo. A essa ruptura da unidade religiosa dá-se o nome de Reforma ou Reforma Protestante. Ela foi iniciada na Alemanha, por Martinho Lutero.
A Reforma foi um movimento de caráter religioso, político e econômico, fruto das novas condições que caracterizaram a época moderna. A Igreja Católica atravessava uma situação de crise em sua organização. Durante longos períodos dos séculos XV e XVI, os papas se preocupavam mais com as coisas materiais do que com os problemas religiosos. Inclusive, intervinham em questões políticas dos países.
Além disso, havia o despreparo de muitos clérigos, que tinham conseguido seus cargos de maneira irregular, o afastamento dos bispos de suas dioceses, o não-cumprimento do voto de castidade por parte de vários sacerdotes e a venda de relíquias religiosas falsas e de indulgências.
Uma indulgência é o perdão, em parte ou na totalidade, do castigo temporal do pecado. Inicialmente, esse perdão era conseguido por meio de ações caridosas, preces e participação nas lutas para combater os infiéis. Mas a Igreja, pretendendo angariar dinheiro, passou a vender indulgências por vultosas quantias.
Durante toda a Idade Média, a Igreja Católica foi a única instituição centralizada e que controlava a sociedade européia, mantendo-a unida pelo pensamento cristão. Porém, o desenvolvimento do comércio, o renascimento da vida urbana, a centralização política e o fortalecimento do poder dos reis, além do humanismo, alteraram essa situação. Muitos governantes não mais admitiam a interferência do papa nos negócios do Estado. A burguesia não aceitava a condenação da usura pregada pela Igreja. Havia também o desejo de muitos príncipes e reis de se apossarem das terras e riquezas da Igreja e o ressentimento contra os tributos impostos pelos papas.

Fonte: Caderno do Futuro. IBEP.

Amarcord - 127 min.


Através dos olhos de Titta (Bruno Zanin), um garoto impressionável, o diretor dá uma olhada na vida familiar, religião, educação e política dos anos 30, quando o fascismo era a ordem dominante. Entre os personagens estão o pai e a mãe de Titta, que estão constantemente batalhando para viver, além de um padre que escuta confissões só para dar asas à sua imaginação anti-convencional.

De amor e de sombras - 109 min.

Irene (Jennifer Connely) é uma repórter de uma revista que vive sob a sombra da ditadura Pinochet, no Chile. Francisco (Antonio Banderas) é um fotógrafo bonitão e ele conhece Irene através do emprego. Tal como um simpatizante com o movimento de resistência, Francisco abre os olhos dela e seu coração para as atrocidades cometidas pelo Estado.

Kedma - 94 min.


Faltando sete dias para a criação do Estado de Israel, em maio de 1948, um navio pequeno e enferrujado com um grupo de refugiados que sobreviveram ao campo de concentração de Soah é recebido no novo território em clima de hostilidade. As tropas britânicas tentam impedir o desembarque e apenas uma parte da tripulação consegue sair, vivendo as primeiras experiências na Palestina. Cansados e famintos, os imigrantes têm de se juntar às Forças Armadas de Israel para lutar contra os árabes. Verdades não ditas de ambos os lados explodem em um violento e trágico conflito.

O Leopardo - 205 min.


Sicília, durante o período do "Risorgimento", o conturbado processo de unificação italiana. O príncipe Don Fabrizio Salina (Burt Lancaster) testemunha a decadência da nobreza e a ascensão da burguesia, lutando para manter seus valores em meio a fortes contradições políticas.

Paradise Now - 90 min.


Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando. Distantes um do outro, com bombas escondidas em seus corpos, Khaled e Said devem enfrentar seus destinos e defender suas convicções.

Anaxágoras


Nasceu em Clazômene (hoje Kilizman), na atual Turquia, em 500 a. C., e se mudou para Atenas por razões desconhecidas. Entre seus alunos, encontravam-se Péricles, Tucídides, Eurípedes e, talvez, Demócrito e Sócrates.
Ensinou em Atenas durante cerca de trinta anos, até ser acusado de impiedade por sugerir que o Sol era uma massa de ferro candente e que a Lua, além de proceder da Terra, era uma rocha que refletia a luz do Sol.
Fugiu, então, para a Jônia, estabelecendo-se em Lâmpsaco (vizinha da atual cidade de Lapseki, na Turquia), onde, segundo alguns pesquisadores, deixou-se morrer de fome em 428 a. C. Para outros estudiosos, Anaxágoras formou ali uma escola que se tornou famosa, e que teria permitido ao filósofo ganhar estima e consideração.
Para Anaxágoras, tudo está em tudo, pois em cada coisa há uma partícula de todas as demais, o que permite explicar que a vida ocorra por meio de uma transformação permanente. Esses elementos ou partículas, o filósofo chamou de "homeomerias", sementes nas quais os germens das coisas não aparecem devido à sua extrema pequenez.
Anaxágoras também foi um dualista, pois acrescentou o "nous" - espírito ou inteligência - aos elementos físicos que compõem a realidade. O "nous" seria uma força de natureza imaterial capaz de ordenar as coisas - a causa motora e ordenadora que promove a separação dos elementos contidos no "magma" original.
Esse filósofo pré-socrático também teve a primazia de elaborar uma doutrina finalista do mundo, que seria ordenado segundo a melhor disposição para o homem, doutrina essa admitida e seguida por Platão (nos diálogos "Fédon", "Filebo" e "Timeu").
Em "Fédon", Platão escreve que, segundo Anaxágoras, o "nous" é o organizador e a causa de todas as coisas. As verdadeiras causas se encontrariam nessa "inteligência", sendo as demais, naturais e concretas, simples concausas ou causas secundárias. A idéia do "nous" também foi adotada por Aristóteles.
Anaxágoras também teria sido o primeiro a explicar o fenômeno dos eclipses solares.

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional

Theodor Adorno (1903-1969)

Theodor Adorno foi um dos expoentes da Escola de Frankfurt

"Nenhuma correção é demasiado pequena ou insignificante para que não se deva realizá-la", afirma Adorno sobre o ato de escrever em "Atrás do espelho" (fragmento de número 51).

De origem judaica, Theodor Wiesengrund Adorno foi um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt, que contribuiu para o renascimento intelectual da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial. Estudou filosofia, sociologia, psicologia e música na Universidade de Frankfurt e, aos 22 anos, foi para Viena, Áustria, onde aprendeu a arte da composição com Alban Berg.
De volta à Alemanha, trabalhou no Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt, então dirigido por Max Horkheimer, onde passou a elaborar a teoria de como o desenvolvimento estético é importante para a evolução histórica. Em 1934 foi obrigado a imigrar para a Inglaterra para fugir da perseguição nazista aos judeus e durante três anos ensinou filosofia em Oxford.
Mudou-se para os Estados Unidos e, entre 1938 e 1941, ocupou o cargo de diretor musical do setor de pesquisa da Rádio Princeton e, depois, o de vice-diretor do Projeto de Pesquisas sobre Discriminação Social da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Em 1953 retornou ao seu país natal, onde reassumiu seu posto no Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt. Escreveu, entre outros, Filosofia da Música Moderna (1949) e Filosofia Estética (publicado postumamente, em 1970).
Seus textos têm o poder do esclarecimento, de tornar compreensível a realidade, e permanecem atemporais. Theodor W. Adorno alcançou em seus escritos a rara qualidade de conceder à razão uma força crítica, procurando mostrar diferentes aspectos do real para conduzir o leitor a um novo patamar de análise e, portanto, de consciência.
De acordo com o filósofo, não há nada melhor no exercício da escrita do que manter, a cada idéia, a cada vocábulo, uma "insistência desconfiada". A atenção de quem escreve deveria voltar-se aos objetivos que pretende alcançar e, simultaneamente, à sua própria maneira de ver o real, tendo a humildade de reconhecer que "não é fácil distinguir sem maiores considerações entre a vontade de escrever de maneira densa e adequada à profundidade do objeto, a tentação de ser incomum e o desmazelo pretensioso". Para Adorno, a "força" e a "plenitude" da técnica de escrever "beneficiam-se precisamente dos pensamentos reprimidos".
Todo esse esforço não tem por finalidade apenas construir algo agradável, mas um conjunto de idéias relevantes e profundas: "(...) Quem não quer fazer concessão alguma à estupidez do senso comum, tem que se precaver para não enfeitar estilisticamente pensamentos em si mesmo banais."
Recomenda que o escritor deve ser tímido e deve aventurar-se, buscar a originalidade de seus pensamentos e da forma de expressá-los. Em um mundo degradado pelo poder econômico, no qual as ideologias exercem uma força sobre os homens e "a mentira soa como verdade e a verdade como mentira" (fragmento 71), o escritor não deve temer a constatação de que ele é um sobrevivente encurralado por forças que mercantilizam a cultura e todas as relações sociais.
Pelo fato de a inocência ter sido banida de todas as relações é que o bom texto deve preservar as qualidades de um mundo marcado pela lucidez e pela beleza. O gesto de escrever, de olharmos nossa própria imagem refletida nas palavras, não deve admitir qualquer concessão à facilidade, mesmo correndo o risco de nos tornarmos incompreendidos.
Para Adorno "o talento talvez nada mais seja do que a fúria sublimada de um modo feliz" (fragmento 72).

Anita Malfatti


Anita Malfatti nasceu em São Paulo em 1889.
Após iniciar-se na pintura com a mãe, foi para a Europa em 1910. Aí estudou na Academia Real de Belas-Artes de Berlim, teve aulas particulares e tomou contato com o expressionismo alemão. De volta ao Brasil em 1914, fez uma pequena exposição. Viajou em seguida para Nova Iorque, onde freqüentou a Art Students League e a Independent School of Art em 1915-16.
Em dezembro de 1917 realizou em São Paulo polêmica exposição, considerada a primeira mostra de arte moderna no Brasil. Em contraposição às fortes críticas de Monteiro Lobato, recebeu o apoio de Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Menotti del Picchia, que saíram em sua defesa, bem como dos princípios da arte moderna. Em torno de seu nome formou-se o grupo de intelectuais e artistas que iria organizar a Semana de Arte Moderna de 1922, da qual participou, expondo 20 obras. Em 1923 seguiu para a França com bolsa de estudos do governo paulista e aí permaneceu até 1928.
Em 1951 participou da I Bienal de São Paulo. Doze anos depois, a direção da mostra reservou uma sala para a exposição de 45 trabalhos de sua autoria.
Faleceu em São Paulo, em 1964. Desde então sua obra vem sendo mostrada em inúmeras exposições, no Brasil e no exterior. Entre seus quadros mais famosos, destacam-se A estudante, Tropical, O homem amarelo e O japonês.

Fonte: Grande Enciclopédia Delta Larousse. Rio de Janeiro: Delta S. A., 1977.

Filinto Müller


Filinto Strubing Müller nasceu em Cuiabá, em 1900, pertencente a uma família de tradição na política matogrossense. Seu pai, Júlio Frederico Müller, foi prefeito de Cuiabá por várias vezes durante a República Velha e seus irmãos Fenelon e Júlio Müller foram interventores federais no estado durante o primeiro governo de Getúlio Vargas.
Militar, ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, em 1919. Em 1922, após o fracassado levante militar deflagrado na capital do país contra o governo federal, que deu início às revoltas tenentistas, foi preso sob acusação de ter participado dos preparativos insurrecionais, permanecendo na prisão por cinco meses. Em 1924, quando servia em Quitaúna (SP), voltou a se envolver nas lutas tenentistas, desta vez exercendo papel ativo na ocupação da capital paulista pelas forças rebeldes, que durou três semanas. Participou também da retirada dos revolucionários da cidade em direção ao estado do Paraná, após constatada a impossibilidade de resistir ao cerco das forças legalistas. Exilou-se, então, na Argentina. A maioria dos rebeldes paulistas, no entanto, juntou-se aos militares gaúchos que também se haviam levantado naquele ano, sendo criada, assim, a Coluna Prestes. A não integração de Filinto Müller ao exército guerrilheiro que percorreu o interior brasileiro entre 1925 e 1927 é assunto controverso, existindo versões que o acusam de ter desertado quando exercia posto de comando na Coluna. Retornou ao Brasil em 1927, ficando preso por cerca de dois anos e meio.
Em 1930, teve participação discreta no movimento político-militar que pôs fim à República Velha e levou Getúlio Vargas ao poder. Após a instalação do novo regime, foi nomeado oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, general Leite de Castro. Em seguida, foi secretário do interventor federal em São Paulo, João Alberto. Em 1932, colaborou no combate à Revolução Constitucionalista promovida pelos paulistas. Em abril do ano seguinte, alcançou o posto de chefe de Polícia do Distrito Federal, permanecendo nesse cargo por quase uma década.
No primeiro semestre de 1935, formulou acusações contra a Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente política de caráter antifascista que reunia diversos setores de esquerda, que vivia, então, um intenso processo de crescimento. Segundo Filinto, a ANL não passava de uma organização comunista que obedecia às orientações da União Soviética. Com a decretação da ilegalidade da Aliança pelo governo, no mês de julho daquele ano, alguns de seus membros iniciaram a preparação de uma insurreição armada para depor Vargas, deflagrada em novembro. Agindo rápido, Vargas sufocou o movimento, que atingiu as cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro, e iniciou perseguições indiscriminadas contra os setores de oposição, vinculados ou não ao levante. Nesse contexto, ganhou destaque a atuação de Filinto Müller à frente da chefia de polícia. Por diversas vezes foi acusado de promover prisões arbitrárias e utilizar-se da tortura no trato aos prisioneiros. Ganhou repercussão internacional o caso da judia alemã Olga Benário, militante comunista e mulher de Luís Carlos Prestes, que por sua ordem foi deportada para um campo de concentração nazista na Alemanha, onde foi executada em 1942.
Ainda no final de 1937, logo após a instalação da ditadura do Estado Novo, Filinto havia visitado a Alemanha em caráter oficial, e lá se encontrara com Heinrich Himmler, chefe da polícia política nazista, a Gestapo. Em 1938, dirigiu o aparelho repressivo do governo contra os membros da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização política de inspiração fascista, que haviam promovido uma frustrada tentativa de depor Vargas. Nesse mesmo ano, bacharelou-se pela Faculdade de Dioreito de Niterói (RJ).
Simpático à aproximação entre o Brasil e as potências do Eixo, começou a perder espaço dentro do governo quando Vargas passou a sinalizar no sentido do apoio aos Aliados, na II Guerra Mundial. Em julho de 1942, tentou proibir uma manifestação pró-Aliados promovida pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Autorizada por Vasco Leitão da Cunha, que respondia interinamente pelo Ministério da Justiça, a manifestação acabou se realizando, com enorme repercussão. O fato abriu grave crise no governo, resultando no afastamento de Filinto da chefia de polícia do Distrito Federal. Foi designado, então, oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, general Eurico Gaspar Dutra.
Em 1945, iniciado o processo de redemocratização do país, foi um dos fundadores do Partido Social Democrático (PSD), organizado nacionalmente com o apoio dos interventores federais nos estados e membros do regime varguista.
Em 1947, conquistou uma cadeira no Senado pelo estado do Mato Grosso. Em 1950, disputou a eleição para o governo daquele estado mas foi derrotado. Em 1955, voltou a eleger-se senador, reelegendo-se consecutivamente em 1962. Teve destacada atuação no Senado, exercendo a liderança do PSD e, posteriormente do governo Kubitscheck naquela Casa. Após a implantação do regime militar,em 1964, e a extinção dos antigos partidos, filiou-se à situacionista Aliança Renovadora Nacional (Arena), legenda pela qual reelegeu-se ao Senado em 1970. Ocupou a liderança da Arena e do governo no Senado, bem como a presidência nacional do partido. Em 1973, assumiu a presidência do Senado.
Morreu num acidente aéreo em Paris, em 1973.

Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001.

Manuel Lourenço Filho


Manuel Lourenço Filho nasceu em Porto Ferreira (SP), em 1897.
Seguiu a carreira do magistério, inicialmente em São Paulo, em seguida no Rio de Janeiro. Entre 1922 e 1923 foi responsável pela reforma no ensino público no Ceará. Na década de 30, transferiu-se para o Rio de Janeiro exercendo funções de chefe de gabinete do ministro da Educação Francisco Campos. Por essa época, concebeu uma faculdade reunindo as áreas de educação, ciências e letras. No tempo da gestão de Anísio Teixeira na Secretaria de Educação do Distrito Federal, dirigiu o Instituto de Educação do Rio de Janeiro.
Em 1935 foi nomeado diretor e professor de psicologia educacional da Escola de Educação da Universidade do Distrito Federal. Posteriormente, foi diretor geral do Ensino Público em São Paulo, membro do Conselho Nacional de Educação em 1937 e diretor geral do Departamento Nacional de Educação. Em 1938, a pedido do ministro Gustavo Capanema, organizou o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos que, em 1944, lançou a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos.
Publicou, entre outros trabalhos, Introdução ao estudo da Escola Novas tendências da educação brasileira (1940).
Faleceu em 1970.

Fonte: CPDOC, FGV

Rodrigo Melo Franco de Andrade


Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em Minas Gerais em 1898.
Advogado, jornalista e escritor, formou-se em direito pela Universidade do Rio de Janeiro. Foi redator-chefe (1924) e diretor (1926) da Revista do Brasil.
Chefe de gabinete de Francisco Campos, ministro da Educação e Saúde Pública, foi o principal responsável pela indicação de Lúcio Costa para a direção da Escola Nacional de Belas Artes em dezembro de 1930. Chefiou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), desde a fundação do órgão, em 1937, até 1968.
Morreu na cidade do Rio de Janeiro, em 1969.

Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001.

O Primeiro Reinado – Resumo (Parte 05/05)

Termo de abdicação de D. Pedro I

A abdicação

A impopularidade de D. Pedro I cresceu muito, devido a diversos motivos: assassinato do jornalista liberal Líbero Badaró, atribuído aos adeptos do governo, em São Paulo; Revolução Liberal de 1830, na França, com a deposição do rei francês Carlos X, fato explorado pelo jornalista Evaristo da Veiga, do jornal Aurora Fluminense, que comparava D. Pedro I com esse rei.
As viagens do imperador às províncias, tentando acalmar os ânimos da população, fracassaram. Quando volta ao Rio de Janeiro, ocorre o conflito conhecido como Noites das Garrafadas (13 e 14 de março de 1831), confronto entre brasileiros e portugueses que queriam festejar o retorno de D. Pedro I.
No dia 5 de abril, D. Pedro I nomeou um ministério composto de seus adeptos, na maioria, portugueses. Foi chamado de Ministério dos Marqueses. O povo passou a exigir a volta do ministério popular demitido. As tropas imperiais colocaram-se ao lado do povo.
No dia 7 de abril de 1831, D. Pedro I abdicou em favor de seu filho, D. Pedro de Alcântara, então com apenas cinco anos de idade, e em seguida partiu para Portugal.
Enquanto D. Pedro de Alcântara era educado para ser o futuro imperador do Brasil, o país foi governado por regentes.

O Primeiro Reinado – Resumo (Parte 04/05)


A Confederação do Equador

Foi uma revolta ocorrida em Pernambuco contra o fechamento da Assembléia Constituinte e contra a destituição do governador de Pernambuco, Manuel Paes de Andrade, por D. Pedro I. Recebeu a adesão do Rio Grande do Norte, da Paraíba e do Ceará. Adotaram a Constituição da Colômbia, que era liberal e republicana.
O coronel Francisco de Lima e Silva e Lorde Cochrane comandaram as tropas imperiais que sufocaram o movimento. Paes de Andrade conseguiu refugiar-se em um navio inglês, e Frei Caneca, um dos lideres do movimento, foi condenado à morte.

A Guerra da Cisplatina
Em 1825, Lavalleja e Rivera iniciaram uma guerra contra o Brasil, visando à independência da Província Cisplatina. Em 1828, o Brasil aceitou a independência da Cisplatina, que passou a se chamar República Oriental do Uruguai. Essa guerra provocou uma crise econômica no Brasil e aumentou o desprestígio do Imperador.

Questão de sucessão no trono de Portugal
Em 1826, morreu D. João VI, e D. Pedro I foi nomeado seu sucessor. Porém, ele abdicou em favor de sua filha, Dona Maria da Glória. D. Miguel, irmão mais novo de D. Pedro I, iniciou uma luta em Portugal com a finalidade de tomar a Coroa.
D. Pedro I passou a enviar dinheiro brasileiro para financiar a luta contra D. Miguel, o que descontentou os brasileiros.

O Primeiro Reinado – Resumo (Parte 03/05)

Constituição de 1824

A Assembléia Constituinte

Em 3 de maio de 1823, foi instalada a Assembléia Constituinte, integrada por donos de terras e de escravos, advogados, o alto clero, militares e altos funcionários públicos. Sua finalidade era elaborar uma Constituição ou Carta Magna para o País.
Os deputados provinciais estavam divididos em dois grupos políticos: o português e o brasileiro.
Grupo português: defendia a soberania absoluta para D. Pedro I (“absolutistas”).
Grupo brasileiro: defendia uma soberania constitucional. Dominava a Assembléia, mas estava dividido em duas tendências: conservadora e liberal. Os conservadores, majoritários, grandes fazendeiros e comerciantes, defendiam um regime monárquico sem participação popular. Líderes: José Bonifácio de Andrada e Silva e seus irmãos, Martim Francisco e Antônio Carlos. Os liberais, ala radical, minoritária, segmentos da camada média urbana, pretendiam reformas profundas na estrutura política do Brasil, como a autonomia provincial. Destacavam-se os deputados Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira.

Projeto de Constituição (Constituição da Mandioca): Fortalecimento do poder legislativo, voto censitário (só poderia votar quem tivesse renda) e aversão aos estrangeiros.
Os irmãos Andrada x D. Pedro I: pediram demissão dos cargos que ocupavam no ministério e passaram à oposição, combatendo o imperador por meio de dois jornais: Sentinela da Liberdade e O Tamoio.
D. Pedro I fechou a Assembléia Constituinte. As tropas do governo cercaram o prédio onde os constituintes estavam reunidos, que se declararam em sessão permanente (11 para 12 de novembro — Noite da Agonia).
Foi criado um Conselho de Estado para redigir a Constituição que regeria a nação.

A Constituição outorgada

Em 25 de março de 1824, D. Pedro I outorgou, isto é, impôs à nação a Constituição que foi elaborada por um Conselho de Estado (e não pela Assembléia Constituinte). Principais características:
• Monarquia Constitucional hereditária;
• a religião católica tornou-se a oficial, sendo permitido às outras religiões apenas o culto particular ou doméstico;
• poderes: Moderador, exercido pelo imperador; Executivo, exercido pelo imperador e por seus ministros; Legislativo, exercido pela Câmara dos Deputados e pelo Senado; Judiciário, exercido por juízes e tribunais;
• liberdade econômica e de iniciativa;
• manutenção do direito de propriedade (a aristocracia rural teve assegurado seu patrimônio, adquirido nos tempos coloniais);
• voto indireto e censitário, isto é, baseado na renda.
O Império tornou-se um Estado centralizado, unitário e autoritário, preservando a unidade territorial e política do País.

O Primeiro Reinado – Resumo (Parte 02/05)

José Bonifácio de Andrada e Silva,
patrono da Independência

A luta pela Independência

Os principais focos de resistência à independência do Brasil foram Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Província Cisplatina. Para sufocar os revoltosos, D. Pedro I contratou oficiais estrangeiros para comandar o Exército. Eram eles: Lorde Cochrane, Taylor, Labatut e Greenfeli. Com a vitória do governo imperial sobre esses focos de resistência, estava assegurada a integração territorial do Brasil.

A crise econômico-financeira

Os acordos assinados com a Inglaterra no governo de D. João prejudicavam o Brasil. Os gastos com a estruturação do Estado brasileiro foram enormes. Faltava um produto que sustentasse a economia. Em 1824, o governo contraiu novos empréstimos com os ingleses. A concorrência estrangeira de produtos manufaturados baratos impedia a indústria no Brasil. As exportações diminuíram, devido a vários fatores:
• O açúcar havia perdido grande parte do mercado mundial.
• O algodão sofrera concorrência da produção norte-americana.
• O couro concorria com o da bacia Platina, especialmente da Argentina.
• O tabaco decaiu com a diminuição do mercado de mão-de-obra (pressões da Inglaterra contra o tráfico negreiro).

O reconhecimento da Independência

Na Europa, a política da Santa Aliança (união entre países que desejavam restaurar as monarquias absolutistas) era contrária aos movimentos liberais e separatistas.
O primeiro país a reconhecer a independência do Brasil foram os Estados Unidos, em 1824, aplicando a Doutrina Monroe, cujo princípio era “A América para os americanos”. Isso significava que os Estados Unidos eram contrários à intervenção das potências européias nos assuntos internos dos países americanos.
Portugal reconheceu a independência por pressão da Inglaterra, que desejava renovar seus privilégios no comércio brasileiro. D. João VI exigiu uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas e o título honorário de Imperador do Brasil.
Logo depois, a Inglaterra e os demais países europeus reconheceram a Independência do Brasil.

O Primeiro Reinado – Resumo (Parte 01/05)


O Primeiro Reinado durou de 07 de setembro de 1822 até 07 de abril de 1831.
Na tarde de 07 de setembro de 1822, ao voltar de Santos para a cidade de São Paulo, o príncipe regente D. Pedro, às margens do riacho do Ipiranga, declarou o Brasil oficialmente desligado de Portugal. Em 1º de dezembro, na Capela Imperial, em uma cerimônia privada, sem a participação popular, D. Pedro I foi coroado. O Brasil livre tinha como regime político a monarquia constitucional.
A declaração de Independência não foi um ato isolado de D. Pedro. O Sete de Setembro representou a concretização das aspirações da camada dominante no Brasil, a aristocracia rural, formada pelos grandes proprietários de terras e de escravos, principalmente do Rio de Janeiro, de São Paulo e Minas Gerais.
A aristocracia rural desejava a independência, mas não apoiava transformações radicais, como a adoção do regime republicano e a abolição dos escravos. Assim, foi organizada a monarquia brasileira, garantindo os interesses da aristocracia: manutenção da unidade nacional, do escravismo e da grande propriedade. Esse regime perdurou até 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República.
Para a maioria da população, afastada do processo político da independência, praticamente nada mudou. A economia brasileira permaneceu com as mesmas características do período colonial: produção essencialmente agrária, voltada para o mercado externo.

Como os faraós eram embalsamados?


Em primeiro lugar, cérebro, intestinos e outros órgãos vitais eram retirados. Nessas cavidades, colocavam-se resinas aromáticas e perfumes. Depois, os cortes eram fechados. Mergulhava-se, então, o cadáver num tanque com nitrato de potássio (salitre) para que a umidade do corpo fosse absorvida. Ele permanecia ali por setenta dias. Após esse período, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, com centenas de metros, embebida em betume, uma substância pastosa. Só aí o morto ia para a tumba. Esse processo conservava o cadáver praticamente intacto por séculos. A múmia do faraó Ramsés II, que reinou no Egito entre 1304 e 1237 a.C., foi encontrada em 1881 apenas com a pele ressecada. Os cabelos e os dentes continuavam perfeitos.

Extraído do livro “Guia dos Curiosos” de Marcelo Duarte.

Quando foi construído o primeiro edifício da história?

Zigurate de Ur

Não se conhece a data exata do primeiro edifício da história, mas, desde as primeiras civilizações, há registros de grandes palácios, templos e construções.
Sabe-se que os sumérios, que dominaram o sul da Mesopotâmia de 3.500 a 1.600 a.C., chegaram a ter cidades com mais de 30 mil habitantes, nas quais havia prédios repletos de colunas e terraços. Por causa da escassez de pedras, eles usaram uma argamassa de junco e barro, além de tijolos de barro secos ao sol. O maior dos prédios deste período, o Zigurate de Ur, tinha um pavimento superior com mais de 30 metros de altura. A civilização Minóica, que ocupou Creta por volta de 2.000 a.C., deixou vestígios de enormes palácios e edificações construídas antes de 1.750 a.C., quando uma grande catástrofe natural soterrou-as.

Extraído do livro “Guia dos Curiosos” de Marcelo Duarte.

Tolerância Zero - 100 min.


Danny Balint (Ryan Gosling) é um estudante de uma escola judaica de Nova York que, com o tempo, se torna um feroz anti-semita. À medida que sua fama cresce nos círculos neonazistas do estado Danny percebe uma mudança brusca em sua personalidade, onde convivem ao mesmo tempo seu lado judeu e anti-semita. Aos poucos Danny percebe que sua função na vida é se tornar uma contradição ambulante.

Um violinista no telhado - 179 min.


A história passa-se na pequena aldeia ficcional de Anatevka, na Rússia sob o Czarismo, no início do século XX. Lá vivem, em boa vizinhança mas sem se misturar, as comunidades judaica e cristã ortodoxa, seguindo as antigas tradições estabelecidas. O leiteiro judeu Tevye leva uma vida tranquila até o dia em que pretende casar as suas duas filhas mais velhas, Tzeitel e Hodel. Ambas recusam os casamentos arranjados pelo pai e a tolerância de Teyve é levada ao limite quando outra das suas filhas, Chava, decide casar com um não judeu. O leiteiro debate-se nesta situação delicada quando um decreto do Czar obriga todos os judeus a abandonar a aldeia, condenando a sua família ao exílio e à dispersão.

O Poderoso Chefão III - 172 min.


Nova York, 1979. A Ordem de San Sebastian, um dos maiores títulos dados pela Igreja, é dada para Michael Corleone (Al Pacino), após fazer uma doação à Igreja de US$ 100 milhões, em nome da fundação Vito Corleone, da qual Mary (Sophia Coppola), sua filha, é presidenta honorária. Michael está velho, doente e divorciado, mas faz atos de redenção para tornar aceitável o nome da família Corleone. Na comemoração pelo título recebido, após 8 anos de afastamento, Michael recebe "Vinnie" Mancini (Andy Garcia), seu sobrinho, que a pedido de Connie (Talia Shire) é apresentado a Michael manifestando vontade de trabalhar com o tio. Nesta tentativa de diálogo a conversa toma um rumo hostil, pois participava também da reunião Joey Zasa (Joe Mantegna), que agora mantém o domínio de uma área outrora mantida por Don Vito Corleone, o pai de Michael. Vinnie é chefiado por Zasa, mas fala que não quer continuar, principalmente pela traição de Zasa de não reconhecer o poder de Michael. Vinnie é quase morto pelos capangas de Zasa e uma guerra pelo poder tem início. Um arcebispo da Igreja solicita a Michael US$ 600 milhões, pois resolveria o déficit da Igreja, oferecendo em troca que Michael ganhe o controle majoritário da Immobiliare, antiga e respeitável empresa européia de propriedade da Igreja. Michael concorda, mas isto deixa vários membros do clero contrariados, que não o aceitam por sua vida duvidosa.

O Poderoso Chefão II - 200 min.


Início do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) para manter sua esposa e filhos. Ele mata Black Hand Fanucci (Gastone Moschin), que exigia dos comerciantes uma parte dos seus ganhos. Com a morte de Fanucci o poderio de Vito cresce muito, mas sua família (passado e presente) é o que mais importa para ele. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50' são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las Vegas e Havana instalando negócios ligados ao lazer, mas descobre que aliados como Hyman Roth (Lee Strasberg) estão tentando matá-lo. Crescentemente paranóico, Michael também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane Keaton) e até mesmo seu irmão Fredo (John Cazale) o traiu. Escapando de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos.

O Poderoso Chefão - 171 min.


Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma "família" de Nova York que está feliz, pois Connie (Talia Shire), sua filha, se casou com Carlo (Gianni Russo). Porém, durante a festa, Bonasera (Salvatore Corsitto) é visto no escritório de Don Corleone pedindo "justiça", vingança na verdade contra membros de uma quadrilha, que espancaram barbaramente sua filha por ela ter se recusado a fazer sexo para preservar a honra. Vito discute, mas os argumentos de Bonasera o sensibilizam e ele promete que os homens, que maltrataram a filha de Bonasera não serão mortos, pois ela também não foi, mas serão severamente castigados. Vito porém deixa claro que ele pode chamar Bonasera algum dia para devolver o "favor". Do lado de fora, no meio da festa, está o terceiro filho de Vito, Michael (Al Pacino), um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial. Universitário educado, sensível e perceptivo, ele quase não é notado pela maioria dos presentes, com exceção de uma namorada da faculdade, Kay Adams (Diane Keaton), que não tem descendência italiana mas que ele ama. Em contrapartida há alguém que é bem notado, Johnny Fontane (Al Martino), um cantor de baladas românticas que provoca gritos entre as jovens que beiram a histeria. Don Corleone já o tinha ajudado, quando Johnny ainda estava em começo de carreira e estava preso por um contrato com o líder de uma grande banda, mas a carreira de Johnny deslanchou e ele queria fazer uma carreira solo. Por ser seu padrinho Vito foi procurar o líder da banda e ofereceu 10 mil dólares para deixar Johnny sair, mas teve o pedido recusado. Assim, no dia seguinte Vito voltou acompanhado por Luca Brasi (Lenny Montana), um capanga, e após uma hora ele assinou a liberação por apenas mil dólares, mas havia um detalhe: nas "negociações" Luca colocou uma arma na cabeça do líder da banda. Agora, no meio da alegria da festa, Johnny quer falar algo sério com Vito, pois precisa conseguir o principal papel em um filme para levantar sua carreira, mas o chefe do estúdio, Jack Woltz (John Marley), nem pensa em contratá-lo. Nervoso, Johnny começa a chorar e Vito, irritado, o esbofeteia, mas promete que ele conseguirá o almejado papel. Enquanto a festa continua acontecendo, Don Corleone comunica a Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho adotivo que atua como conselheiro, que Carlo terá um emprego mas nada muito importante, e que os "negócios" não devem ser discutidos na sua frente. Os verdadeiros problemas começam para Vito quando Sollozzo (Al Lettieri), um gângster que tem apoio de uma família rival, encabeçada por Phillip Tattaglia (Victor Rendina) e seu filho Bruno (Tony Giorgio). Sollozzo, em uma reunião com Vito, Sonny e outros, conta para a família que ele pretende estabelecer um grande esquema de vendas de narcóticos em Nova York, mas exige permissão e proteção política de Vito para agir. Don Corleone odeia esta idéia, pois está satisfeito em operar com jogo, mulheres e proteção, mas isto será apenas a ponta do iceberg de uma mortal luta entre as "famílias".

Os conflitos no Oriente Médio e a crise do socialismo – Resumo (Parte 07/07)

Blocos econômicos mundiais

Novos rumos da economia

Com o fim da União Soviética, os princípios do liberalismo ganharam mais força: a defesa da economia de mercado e a condenação de qualquer intervenção do Estado. Esta posição fez aumentar a competição econômica entre países e empresas e possibilitou a formação de blocos econômicos.
Atualmente, há uma tendência de unificação dos mercados, com a retirada do protecionismo alfandegário, facilitando a circulação de produtos e capitais. Nessa nova ordem, surgiram novos pólos de industrialização, como o Japão.
O século XXI inicia-se marcado pela chamada Globalização, que significa a internacionalização da economia, impulsionada pela expansão do capital. Caracterizam essa nova realidade a aceleração das transações econômicas e da circulação de capitais; a liberdade de circulação de bens; a expansão dos fluxos de informações; a crescente difusão de valores políticos e morais; a ampliação do conhecimento e do saber.
Entretanto, nem todos os países são atingidos por esse processo. Muitos povos e etnias têm sido deixados de fora da Globalização. Enquanto ocorre o enriquecimento dos países desenvolvidos, nos países mais pobres assiste-se a um aumento da dívida externa, o que aprofunda a crise econômica, o desemprego e a exclusão social. A ideologia neoliberal marca a Globalização.

Os conflitos no Oriente Médio e a crise do socialismo – Resumo (Parte 06/07)


O fim da União Soviética

O fim do bloco socialista na Europa Oriental e a política de abertura de Gorbatchov provocaram a reação de políticos conservadores. Em agosto de 1991, deram um golpe de Estado, na tentativa de afastar Gorbatchov da presidência da União Soviética e anular suas medidas políticas. A resistência contou com a participação do povo e de muitos militares.
Em dezembro do mesmo ano, Bons Iéltsin, presidente da Rússia, e outros governantes das repúblicas soviéticas proclamaram o fim da URSS, criando em seu lugar a CEI, Comunidade dos Estados Independentes. Gorbatchov renunciou ao cargo de presidente da União Soviética, que jã não existia mais.

Os conflitos no Oriente Médio e a crise do socialismo – Resumo (Parte 05/07)


A crise do mundo socialista

Em abril de 1985, Mikhail Gorbatchov assumiu o poder na União Soviética e lançou programas de reformas que provocaram transformações profundas no mundo socialista. Esses programas ficaram conhecidos pelos nomes de glasnost, que em russo significa “transparência”, e perestroika, “reestruturação”.
Glasnost foi a denominação que o próprio Gorbatchov deu para a gradual abertura do regime político, com a diminuição da censura à imprensa e maior liberdade de expressão nas artes. Velhos políticos foram substituídos por reformistas e alguns presos políticos ganharam a liberdade.
Perestroika foi a denominação que recebeu o programa econômico que objetivava a reestruturação da economia do pais, tornando-a mais dinâmica. A economia deixava de ser inteiramente controlada pelo Estado.
Os investimentos que a União Soviética fazia na produção de armamentos e na produção de equipamentos militares eram prejudiciais à economia do país, pois os capitais deixavam de ser aplicados em atividades produtivas e na modernização da tecnologia. Para resolver esse problema, Gorbatchov aproximou-se dos Estados Unidos, com o objetivo de diminuir o ritmo da corrida armamentista.
A política de abertura da URSS, sua aproximação com o Ocidente e a maior liberdade econômica repercutiram nos países socialistas do Leste europeu.
Na Polônia, verificou-se a primeira reação. Em decorrência do descontentamento que existia no pais, em 1980, na cidade de Gdansk, foi fundado o sindicato Solidariedade, liderado por Lech Walesa, reunindo os trabalhadores de um estaleiro. O sindicato opôs-se ao governo e passou a exigir liberdade política. No ano seguinte, foi considerado ilegal e seu líder foi preso. Em 1989, o sindicato voltou para a legalidade, e Lech Walesa foi eleito presidente. Pela primeira vez um país do bloco socialista deixava de ser governado pelo Partido Comunista.
Depois da Polônia, os outros países do bloco socialista foram sofrendo mudanças internas, que resultaram no fim do domínio dos partidos comunistas: Hungria, Tchecoslováquia (que se dividiu em República Tcheca e Eslováquia), Bulgária, Albânia, Romênia.
Na Alemanha Oriental, em 1989, quando a Hungria abriu suas fronteiras com a Áustria, milhares de alemães orientais começaram a sair do país e, depois de um longo percurso, entraram na Alemanha Ocidental. Tiveram início várias manifestações para a abertura do regime e, em novembro do mesmo ano, manifestantes derrubaram o Muro de Berlim. Em 1990, foram realizadas eleições, com a participação de vários partidos políticos. As duas Alemanhas foram unificadas e Berlim voltou a ser a capital.
Na Iugoslávia, onde convivem várias etnias e religiões (católica romana, católica ortodoxa e muçulmana), o fim do socialismo processou-se de forma violenta. Apesar dos vários povos viverem sob um mesmo governo socialista, comandado por Josep Broz Tito, sempre ocorreram manifestações nacionalistas. Em 1980, com a morte de Tito, intensificaram-se os confrontos populares.
A Iugoslávia era uma federação formada por seis repúblicas: Croácia, Eslovênia, Sérvia, Bósnia, Macedônia e Montenegro. Em 1991, a Croácia e a Eslovênia proclamaram-se independentes. A Sérvia, que controlava o Estado e o exército, não aceitou essas independências e iniciou a guerra civil.
Em 1992, a Macedônia e a Bósnia-Herzegóvina também se proclamaram independentes. Enquanto em várias repúblicas a situação permanecia relativamente tranqüila, na Bósnia-Herzegóvina a guerra explodiu de forma violenta, porque os sérvios que vivem nessa região queriam continuar ligados à Sérvia.