"A Vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte." (Autoria desconhecida)

A Pólis e a Felicidade

Em Atenas, no século IV a.C., o regime político era a democracia. E para o regime democrático uma figura fundamental é o cidadão. Porém, para os gregos atenienses, a cidadania estava reservada apenas aos nascidos em Atenas, pois cada cidade possuía os seus deuses e era a religião e o culto aos deuses que determinavam a cidadania. Em Atenas eram cidadãos os homens atenienses livres a partir dos 18 anos. Observe que as mulheres, os escravos e os estrangeiros não eram cidadãos. A eles estava reservado apenas o espaço do “oikos”, da casa e não o da pólis, da cidade.
Segundo o historiador Fustel de Colanges (1981), aos estrangeiros, apesar de serem admitidos nas cidades, era praticamente impossível conseguir a cidadania, pois assim como não é possível pertencer a duas famílias também não o é a duas religiões.
Pode-se perceber que, de acordo com a explicação histórica da cidadania, o que definia o cidadão era o pertencer a uma cidade. E o pertencer a uma cidade estava ligado à religião e aos deuses da cidade. Para a ética de Aristóteles a cidade, comunidade política, é o lugar da vida do homem, animal político e social, portanto, é nesse espaço que o homem desenvolve a arte de viver e atingir a felicidade.

Ética e Felicidade.

Partindo de um conceito básico de ética como “saber-viver, ou a arte de viver” (SAVATER, 2002), pode-se dizer que os homens tudo fazem para viver e viver bem. É preciso esclarecer um outro conceito muito importante para a ética – a felicidade.

Pode-se afirmar que, para Aristóteles, a felicidade é o resultado do saber viver. Entendendo a ética como a arte de viver, o resultado desse viver será a felicidade. Ao discutir o que é felicidade é possível perceber que não há um único conceito e entendimento, mas vários. Assim, vamos buscar entender o que na Antigüidade orientavam os filósofos Aristóteles e Sêneca aos seus contemporâneos: o que fazerem para atingir a virtude, e, portanto, serem felizes.

A virtude, que segundo Aristóteles, é o que vai garantir ao homem a felicidade, é “o hábito que torna o homem bom e lhe permite cumprir bem a sua tarefa”, a virtude é “racional, conforme e constante”. (ARISTÓTELES, 2001)

Para o Estoicismo, escola filosófica da qual participa Sêneca, a felicidade consiste em viver segundo a razão – o Logos. Viver segundo a natureza, pois o homem é de natureza racional. Portanto, entendem os estóicos que ser virtuoso é viver segundo a razão.

A felicidade não é a mesma e única para todos os filósofos e momentos históricos. No entanto, vamos trabalhar aqui com apenas dois filósofos da Antiguidade, com concepções e momentos históricos bem diferentes, e teremos como norte das discussões a virtude, ou seja, o que ambos apresentam como necessário aos homens na busca do bem viver.

Vamos buscar o que Aristóteles e Sêneca apresentam como referencial para os homens de sua época no sentido de orientá-los em busca da felicidade. Como cada filósofo apresentou suas idéias em busca de respostas para o que acontecia em sua época, ou seja, pensaram sua época e buscaram discuti-la, explicá-la e, sobretudo, apresentar o que era necessário para sobreviver àquele momento, portanto, assim como qualquer um de nós, também os filósofos são homens de seu tempo, e para entendê-los é preciso estudar um pouco o momento histórico que viveram.

Aristóteles (384-322 a.C.) é proveniente da Macedônia e vem para Atenas, centro intelectual e artístico da Grécia, no século IV a.C. para estudar, onde ingressou na Academia de Platão. Permaneceu na Academia até a morte de Platão.

A virtude em Aristóteles e Sêneca



“Quando nasceu o primogênito do Mestre,

ele não se cansava de contemplar o bebê.

– Que deseja que ele seja quando crescer?

Alguém perguntou.

– Escandalosamente feliz.

Disse o Mestre”.

(Antoine de Mello)

O que é ser feliz?

É possível ser feliz em nossa sociedade?

Existe alguma relação entre a felicidade,

a justiça e a bondade?

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Ética


A ética é o estudo dos fundamentos da ação humana. Por isso, nosso estudo sobre ética tem início com a virtude em Aristóteles e Sêneca. Dois autores do mundo antigo, de momentos históricos distintos e com preocupação semelhante, buscam apresentar um referencial reflexivo a seus contemporâneos para que possam atingir a excelência moral, ou seja, serem virtuosos, vivendo de forma virtuosa e conseguirem atingir a finalidade da vida humana: a felicidade.
Porém, a busca pela felicidade passa por escolhas que devem ser guiadas pela razão. É por isso que Aristóteles insiste na idéia de buscar a mediania, ou seja, o equilíbrio nas escolhas diante das ações e emoções como critério para que o homem possa ser feliz. Sêneca, com preocupação semelhante, orienta o que o homem deve fazer para fortalecer sua alma e com isso não se obstinar diante das circunstâncias.
Um dos grandes problemas enfrentados pela ética é o da relação entre o sujeito e a norma. Essa relação é eminentemente tensa e conflituosa, uma vez que todo estabelecimento de uma norma implica no cerceamento da liberdade.
Ao tratar do tema liberdade, escolheu-se dois autores do início da modernidade, Guilherme de Ockham, no século XIV, e La Boétie, da primeira metade do século XVI.
Nesse momento histórico, final do mundo medieval e início do mundo moderno, encontram-se diversas características que marcam a contemporaneidade. Destacam-se, entre elas: a noção de indivíduo que ganha força a partir do século XIV; a formação de Estados laicos, que buscam a independência em relação ao poder religioso e, sobretudo, o pensamento que estabelece, já desde o século XIII, o revigoramento da filosofia e, portanto, da razão como necessária para reger a vida do homem e a construção da ordem social.
É nessa perspectiva que Guilherme de Ockham e La Boétie discutem a liberdade humana. E esta liberdade que tem como limite o processo de formação do mundo moderno e de desconstrução do medieval. A ética possibilita a análise crítica para a atribuição de valores. Ela pode ser ao mesmo tempo especulativa e normativa, crítica da heteronomia e da anomia e propositiva da busca da autonomia. Por isso, a ética defende a existência dos valores morais e do sujeito que age a partir de valores, com consciência, responsabilidade e liberdade, no sentido da luta contra toda e qualquer forma de violência.
Com esse enfoque, discute-se o tema amizade em Aristóteles por se tratar de um sentimento desenvolvido pelos seres humanos, que pelo fato de serem animais políticos, ou seja, viverem em sociedade, este tema torna-se importante, pois perpassa todas as relações sociais. É por isso que Aristóteles demonstra que há várias espécies de amizade e cada uma delas está diretamente relacionada com o que os homens buscam na relação que estabelecem.
Assim, tão importante quanto a vida virtuosa é a consciência das relações amistosas que o homem estabelece e, sobretudo, se as mesmas estão pautadas em princípios e valores que contribuem ou não para a realização do bem comum. Disso resulta a exigência do tema amizade como reflexão ética.
A reflexão ética, no espaço escolar, examina a ação individual ou coletiva na perspectiva da filosofia. Não se trata tanto de ensinar valores específicos, mas de mostrar que o agir fundamentado propicia conseqüências melhores e mais racionais que o agir sem razões ou justificativas.
Por isso, a abordagem sartreana da liberdade como valor e responsabilidade no sentido de possibilitar a reflexão diante de problemas contemporâneos aos homens hodiernos, entendendo que os valores são construídos e, portanto, não há valores e ou modelos pré-definidos, mas sim que ao agir do homem tem o poder de estabelecer os valores diante dos quais terá responsabilidade.

Mito e Filosofia (parte 02/09)

Certa vez li um livro do poeta Louis Aragon (1897-1982), e uma frase sua despertou-me a reflexão. A frase era: “o espírito do homem não suporta a desordem porque não pode pensá-la” (ARAGON, 1996, p. 215 e 241). E várias perguntas povoaram meu pensamento: o que é ordem? E a desordem? Ordem e desordem existem na realidade ou são representações de mundo criadas pelo pensamento, imaginação ou preconceito?


Guernica de Pablo Picasso - Museu Reina Sofia – Madrid.

Ordem e desordem fazem parte da formação do senso comum e dos processos da razão e, a partir desses conceitos, tratemos de efetuar uma avaliação social e histórica. Vivemos inseridos em certas ordens ou organizações (sociais, políticas, religiosas, econômicas), as quais não dependem de nossa escolha. Pensemos, pode ser que não exista desordem, mas ordens diferentes daquela que costumamos pensar que seja a ordem verdadeira, uma razão imutável, que reina imperativa. Por exemplo: a civilização ocidental é diferente da civilização oriental, o sul da América e o norte da América possuem culturas diferenciadas, ou seja, o mundo é culturalmente diverso e isto enriquece os contatos e as relações, é preciso aprender a conviver com essas diferenças para evitar confrontos, conflitos, guerras e sofrimentos.
Assim também podemos pensar a origem do pensamento moderno ocidental: uma ordem social que se construiu com elementos das mais antigas civilizações ocidentais e orientais. Entre a herança que os antigos como Sófocles, Aristófanes, Hesíodo e Homero nos legaram estão os mitos, maravilhosas narrativas sobre a origem dos tempos, que encantam, principalmente, porque fogem aos parâmetros do modo de pensar racional que deu origem ao pensamento contemporâneo.
É certo que as tradições, os mitos, e a religiosidade respondiam a todos os questionamentos. Contudo, essas explicações não davam mais conta de problemas, como a permanência, a mudança, a continuidade dos seres entre outras questões. Suas respostas perderam convencimento e não respondiam aos interesses da aristocracia que se estabelecia na pólis.
Dessa forma, determinadas condições históricas, do século V e IV a.C., como o estabelecimento da vida urbana na pólis grega, as expansões marítimas, a invenção da política e da moeda, do espaço público e da igualdade entre os cidadãos gestaram juntamente com alguma influência oriental uma nova modalidade de pensamento. Os gregos depuraram de tal forma o que apreenderam dos orientais, que até parece que criaram a própria cultura de forma original.
Podemos afirmar que a filosofia nasceu de um processo de superação do mito, numa busca por explicações racionais rigorosas e metódicas, condizentes com a vida política e social dos gregos antigos, bem como do melhoramento de alguns conhecimentos já existentes, adaptados e transformados em ciência.

Sófocles (496 a 406 a.C.). Nasceu na cidade de Colona, província da Ática.



Aristófanes nasceu em Atenas em 457 a.C.

Mito e Filosofia (parte 01/09)

Introdução

O homem pode ser identificado e caracterizado como um ser que pensa e cria explicações. Criando explicações, cria pensamentos. Na criação do pensamento, estão presentes tanto o mito como a racionalidade, ou seja, a base mitológica, enquanto pensamento por figuras e a base racional, enquanto pensamento por conceitos. Esses elementos são constituintes do processo de formação do conhecimento filosófico. Este fato não pode deixar de ser considerado, pois é a partir dele que o homem desenvolve suas idéias, cria sistemas, elabora leis, códigos, práticas.
Compreender que o surgimento do pensamento racional, conceitual, entre os gregos, foi decisivo no desenvolvimento da cultura da civilização ocidental é condição para que se entenda a conquista da autonomia da razão (lógos) diante do mito. Isso marca o advento de uma etapa fundamental na história do pensamento e do desenvolvimento de todas as concepções científicas produzidas ao longo da história humana.
O conhecimento de como isso se deu e quais foram as condições que permitiram a passagem do mito à filosofia elucidam uma das questões fundamentais para a compreensão das grandes linhas de pensamento que dominam todas as nossas tradições culturais. Deste modo, é de fundamental importância que o estudante do Ensino Médio conheça o contexto histórico e político do surgimento da filosofia e o que ela significou para a cultura. Esta passagem do pensamento mítico ao pensamento racional no contexto grego é importante para que o estudante perceba que os mesmos conflitos entre mito e razão, vividos pelos gregos, são problemas presentes, ainda hoje, em nossa sociedade, na qual a própria ciência depara-se com o elemento da crença mitológica ao apresentar-se como neutra, escondendo interesses políticos ou econômicos em sua roupagem sistemática, por exemplo.
Ao escrever sobre o Mito e Filosofia, os autores preocupam-se em desenvolver textos que permitam aos estudantes de filosofia fazerem a experiência filosófica a partir de três recortes, que são: Mito e Filosofia; O Deserto do Real; Ironia e Filosofia. Além destes, muitos outros recortes são possíveis.
Mito e Filosofia: trata do problema da ordem e da desordem no mundo. O homem, ao procurar a ordem do mundo, cria tanto o mito como a filosofia. Muitos povos da antigüidade experimentaram o mito, que é um pensamento por imagens. Os gregos também fizeram a experiência de ordenar o mundo por meio do Mito. Estes perceberam que o Mito era um jeito de ordenar o mundo. A experiência política grega, ao longo dos anos, trouxe a possibilidade do pensamento como logos (razão), pois a vida na pólis impôs exigências que o mito já não satisfazia. Mas será que com a filosofia o mito desaparece? Será que em nossa sociedade ainda nos orientamos pelo pensamento mítico? Além dessas e outras questões, esse conteúdo procurará as conexões sociológicas e históricas para entender o mito e o nascimento da filosofia na Grécia.


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Liberdade


“Esteja livre dos lixos de ontem,
para seguir o hoje,
não arraste coisas do passado em seus ombros.”
(Autor desconhecido)

Cao Yong - Garden Pond

Cao Yong - Garden Beauties

Cao Yong - Full Moon

Para que serve a história.

Leia este texto interessante
sobre a importância de se estudar história.

Aprender a Aprender

Aprender não é simplesmente reter informações na memória para reproduzi-las quando necessário. A questão é muito mais ampla. A conseqüência da aprendizagem é o conhecimento; aquele que permite discernir coisas e solucionar problemas da vida e do mundo real.


Em Sala de Aula

O que acontece em sala de aula é muito importante para o processo de aprendizagem. Dessa forma é necessário:


Prestar atenção nas aulas solicitando esclarecimento do assunto sempre que não entender;
Ficar atento às solicitações dos colegas e ouvir as respostas dadas pelo professor, pois algumas dúvidas poderão ser esclarecidas;
Anotar, de forma clara, os esquemas dados pelo professor, bem como, fazer anotações sobre os assuntos discutidos;
Fazer os exercícios e trabalhos na classe solicitando ajuda do professor e colegas sempre que necessário;
Esclarecer, de imediato, as dúvidas que surgem com o professor da disciplina;
Corrigir os exercícios, tanto de classe como os de casa, de forma que estejam certos na hora da revisão para as avaliações.

Em casa

O estudo sistemático e diário é fundamental para fixação dos conteúdos aprendidos. Assim, é necessário:
Realizar as tarefas sempre num mesmo local; escolher um lugar calmo, arejado e iluminado. Evitar locais onde haja interrupção de pessoas entrando e saindo, telefone tocando ou barulhos que possam despertar a atenção. O estudo exige concentração, portanto, não deixar rádio ou televisão ligados na hora do estudo isso ajuda a manter o clima necessário;
Ter um mesmo horário do dia estabelecido para estudar; assim será mais fácil criar o hábito de fazer as tarefas diariamente. Dividir o tempo de maneira a realizar as tarefas e revisar os assuntos trabalhados no dia;
Não deixar acumular conteúdos, pois isso exigirá um esforço maior do que o necessário;
No caso de dúvidas, anotá-las para esclarecê-las com o professor e/ou colegas na aula seguinte;
Manter em ordem o material escolar; ser organizado, deixar sempre perto o material que vai utilizar, evitando ficar levantando a toda hora para procurá-lo. Isso tira a concentração e faz o rendimento cair;
Não deixar para estudar somente no dia que antecede a avaliação, pois essa sobrecarga poderá prejudicar na hora da avaliação; estudo se faz dia após dia;
Priorize aos estudos; surgindo um passeio ou atividades não previstas, dar prioridade ao estudo; se deixar de estudar um dia por algum motivo, no outro por outro motivo, o assunto acumula e o rendimento começa a cair;
Ler, com atenção, o enunciado dos exercícios, procurando respondê-los, evitando voltar ao texto;
As questões de cálculo exigem muita atenção; a questão deverá ser lida até o entendimento; encontrar a ligação entre o que é dado e o que é pedido; buscar o caminho necessário para resolução, efetuar os cálculos, revisar os cálculos, pois a maioria dos erros nos problemas está nas operações, reler a questão conferindo-a com a sua resolução;
Resolver o maior número possível de exercícios;
Rever as tarefas, antes de considerá-las prontas. Lembre-se sempre: para aprender é necessário vontade, atenção, concentração, esforço, disciplina e dedicação.

Sejam bem-vindos na volta às aulas.

O curioso caso de Benjamin Button - 166 min.

Nova Orleans, 1918. Benjamin Button (Brad Pitt) nasceu de forma incomum, com a aparência e doenças de uma pessoa em torno dos oitenta anos mesmo sendo um bebê. Ao invés de envelhecer com o passar do tempo, Button rejuvenesce. Quando ainda criança ele conhece Daisy (Cate Blanchett), da mesma idade que ele, por quem se apaixona. É preciso esperar que Daisy cresça, tornando-se uma mulher, e que Benjamin rejuvenesça para que, quando tiverem idades parecidas, possam enfim se envolver.

O gol é necessário - Paulo Mendes Campos



Paulo Mendes Campos só podia ser Botafogo. Como o Botafogo, ele é "mais abstrato que concreto; tem folhas-secas, alterna fervor com indolência". É botafoguense como Bach, Stendhal e Dostoievski seriam se fossem contemporâneos da Estrela Solidária. Nas arquibancadas do Maracanã, do pequeno estádio de General Severiano, Lord Byron, como Nelson Rodrigues o descreveu, era um torcedor típico, curtido no flagelo que só os botafoguenses se infligem, mas recompensado por momentos de júbilo únicos. Paulo Mendes Campos era devoto do futebol. Nem de longe foi cronista esportivo, mas se incluía entre os adoradores da bola. É pena que Paulo Mendes Campos não tenha escrito mais sobre futebol. Ajudaria a liberar o divino esporte bretão das mordaças de tantos clichês.

Ana Pedro - Miguel Jorge



Este livro conta a história de Ana, que virou Pedro para que o pai ficasse feliz. Mas com o tempo os sinais femininos de Ana começaram a surgir. O que fazer com o machismo do pai, a subserviência da mãe e o desejo de Ana finalmente ser quem ela realmente era?

Diário do Outro - Ronald Claver

Carlos, um tranqüilo pai de família, recebe certo dia um inesperado presente, vindo diretamente de Londres, onde mora seu irmão Duda: um pacote contendo os diários escritos quando ele ainda era um adolescente. Ao olhar para aquela caixa, Carlos percebe que precisa tomar fôlego para embarcar nessas suas fervilhantes memórias... Afinal, lá estão seus sonhos, suas paixões, sua inocência. Lá está o Brasil da década de 1960, prestes a entrar na escuridão da ditadura. E lá está, estranhamente, seu espelho...

Pra você eu conto - Moacyr Scliar

Em 1937, Juca tinha 14 anos. Era magro, desengonçado, tímido. Um dia, chegou ao colégio uma nova professora: Marta. E ele se apaixonou. É a história dessa paixão que Juca conta ao neto Chico, uma narrativa emocionada, ambientada num período importante da história do Brasil, marcado pela ditadura de Vargas e pelas repercussões do movimento nazista no país.

O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas.

Esta é mais uma obra de Adilson Martins que registra contos tradicionais africanos. Aqui o autor apresenta uma coleção de fábulas. Fábulas como as de Esopo e La Fontaine, os famosos autores da Grécia antiga e da França? Sim, exatamente como essas. Mas com uma pequena diferença - são fábulas que vêm dos povos a que pertenceram nossos tataravós africanos. As fábulas africanas servirão para nós, hoje, como serviram aos povos antigos - como forma de educar as crianças, de fazer com que os adultos reflitam mais sobre a sua conduta e até como meio de crítica social.

O divisor de nuvens - Russel Banks

Uma das figuras mais carismáticas e desconhecidas da história norte-americana, John Brown é um ícone na luta antiescravagista daquele país. Ativista, guerrilheiro, terrorista e, por fim, mártir, ele foi uma espécie de Che Guevara dos Estados Unidos na metade do século XIX. É sobre a ótica do enigmático filho do herói, Owen Brown, que o consagrado escritor Russel Banks (autor de Temporada de caça e O doce amanhã) constrói o romance histórico O DIVISOR DE NUVENS.
Ambientado nos Estados Unidos do final do século XIX, o livro relata o movimento escravagista de 1840, acompanhando-o até a brutal guerrilha do Kansas Sangrento. Mais que um testemunho do conflito que alterou a história americana, Russel Banks delineia um retrato íntimo, comovente e complexo da vida numa sociedade americana rural do século XIX.
O DIVISOR DE NUVENS mostra como a causa política acabou controlando e, posteriormente, destruindo a vida de toda uma família. É o filho Owen quem traça o perfil de John Brown, primeiro como um convencional chefe de família e comerciante, para em seguida revelar como o pai, ao chegar à meia-idade, abraça a causa abolicionista e a ação revolucionária. Owen relata também a aliança do ativista com Harriet Tubman, líder de guerrilheiros antiescravagistas e o criador do mais ousado plano para libertar escravos jamais imaginado.
A figura de John Brown sempre foi objeto de polêmica. Alguns historiadores o descrevem como um fanático religioso, outros tentam minimizar seus feitos ao afirmar que ele foi um mero charlatão e ladrão de cavalos. Mas há os que acreditam que Brown foi o único mártir branco na história do conflito racial nos EUA.
O DIVISOR DE NUVENS recria o cenário político e social da história norte-americana desde os anos anteriores à Guerra Civil, quando a escravidão dividia o país, sedimentando a narrativa com cenas da vida doméstica e dos campos de batalha da Guerra de Secessão, marcando a fogo a figura de John Brown na memória dos leitores.
Russel Banks é autor de doze obras de ficção. Recebeu numerosos prêmios por seu trabalho, incluindo o O.Henry; o de Melhor Conto Norte-Americano; o John Dos Passos e o Prêmio de Literatura da Academia Americana de Artes e Letras. Mora atualmente em Nova York e trabalha em Princeton, Nova Jersey, onde é professor da Universidade Howard G.B. Clark.

Quem quer ser um milionário ? - 120 min.

Jamal K. Malik (Dev Patel) é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV "Quem Quer Ser um Milionário?". Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.

Marley & Eu - 120 min.

John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) casaram-se recentemente e decidiram começar nova vida em West Palm Beach, na Flórida. Lá eles trabalham em jornais concorrentes, compram um imóvel e enfrentam os desafios de uma vida em conjunto. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro para a esposa. John aceita a sugestão e adota Marley, um labrador de 5 kg que logo se transforma em um grande cachorro de 45 kg, o que torna a casa deles um caos.

Apollo 13 - 134 min.

Tudo corria perfeitamente bem durante a Missão Apollo 13. Mas um grave defeito no equipamento coloca em risco a vida dos astronautas: Jim Lovell (Tom Hanks), Fred Haise (Bill Paxton) e Jack Swigert (Kevin Bacon). Eles, a equipe responsável pelo monitoramento da Missão, encabeçada pelo astronauta Ken Mattingly (Gary Sinise), e o diretor de vôo Gene Kranz (Ed Harris) terão de lutar para que não aconteça nenhuma tragédia.

A Troca - 140 min.

Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe que ora fervorosamente para que seu filho Walter (Gattlin Griffith) retorne para casa. O menino foi seqüestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Com a ajuda do reverendo Briegleb (John Malkovich) e após meses de buscas intensas, finalmente, a polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e, em seu coração, Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro.

Anjos e Demônios - 140 min.

O assassinato de um cientista faz com que o professor de simbologia Robert Langdon (Tom Hanks) e Victoria Vetra (Ayelet Zurer), filha do homem morto, envolvam-se com a sociedade secreta dos Illuminati . As pistas levam a dupla ao Vaticano, onde uma conspiração envolvendo o assassinato de cardeais, às vésperas da eleição do novo Papa, coloca-a em perigo.

Propaganda do Governo da Bahia

Defesa Oral

A alma humana


“A alma é a essência do corpo humano”
(autor desconhecido).

Cao Yong - Freedom

Cao Yong - Drum Beating

Cao Yong - Demi-Lune

A duquesa - 110 min.

Georgiana Spencer (Keira Knightley) casou-se aos 18 anos com o Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), que queria a todo custo ter um filho. Possuindo o título de Duquesa de Devonshire, logo Georgiana demonstrou sua inteligência e perspicácia perante a corte inglesa. Entretanto ela não conseguia dar ao duque um filho, com todas as suas tentativas de ficar grávida resultando em abortos ou em filhas. Isto faz com que o relacionamento entre eles se deteriore, pouco a pouco.

Nota do editor:


Georgiana Spencer, como o sobrenome revela, foi uma antepassada distante da princesa Diane de Gales, a Lady Di. O que motivou esta produção, e possivelmente a obtenção de financiamento, foi que - como mostra o filme - ambas passaram por dissabores semelhantes. Casada com o Duque William Cavendish, um dos homens mais ricos da Inglaterra, Georgiana, assim como Diana, ditou moda e era adorada por todos, menos pelo marido. Keyra Knightley tem um belo desempenho, mas nada que se compare ao banho que Ralph Fiennes, o duque, dá ao interpretar uma pessoa odiosa.