"A Vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte." (Autoria desconhecida)

Outras formas de agrupamentos sociais


Agregados sociais: é uma reunião de pessoas que mantém entre si o mínimo de comunicação e de relações sociais. Podemos destacar a multidão, o público, e a massa.

Características da multidão:
  • FALTA DE ORGANIZAÇÃO: não possui um conjunto de normas.
  • ANONIMATO: não importa quem faz parte da multidão, a identidade.
  • OBJETIVOS COMUNS: os interesses, as emoções, e os atos têm o mesmo sentido.
  • INDIFERENCIAÇÃO: todos são iguais perante a multidão, não há espaço para manifestar as diferenças individuais.
  • PROXIMIDADE FÍSICA: os componentes da multidão ficam em contato direto e temporário uns dos outros.  

Características de um Grupo Social


Pluralidade de indivíduos – há sempre mais de um indivíduo no grupo;
Interação social – os indivíduos comunicam-se uns com os outros;
Organização – todo grupo, para funcionar bem precisa de uma ordem interna;
Objetividade e exterioridade – quando uma pessoa entra no grupo ele já existe, quando sai ele permanece existindo;
Objetivo comum – união do grupo para atingir os mesmos objetivos;
Consciência de grupo ou pertencimento (sentimento de “nós”) – compartilham modos de agir, pensamentos, ideias, etc.
Continuidade – é necessário ter uma certa duração. Não pode aparecer e desaparecer com facilidade.

Conceituando o termo “Identidade”


Ao pensarmos “Identidade” somos remetidos quase que imediatamente ao RG, nosso registro civil, que possuí um número para nos identificar e uma série de outras informações que nos tornam “reconhecíveis” para o “sistema”, aos olhos da lei, para questões burocráticas etc. Nele constam nossa naturalidade indicando em que estado nascemos, nacionalidade, indicando nosso país, filiação e data de nascimento; contudo o termo “Identidade” tem um significado muito mais complexo e abrangente, afinal não podemos ser resumidos apenas em um número. Para Jurandir Freire Costa (1989), “(…) a identidade é tudo que se vivencia (sente, enuncia) como sendo eu, por ocasião àquilo que se percebe ou anuncia como não-eu (aquilo que é meu; aquilo que é outro) (…) “a identidade não é uma experiência uniforme, pois é formulada por sistemas de representações diversos. Cada um destes sistemas corresponde ao modo como o sujeito se atrela ao universo sócio-cultural. Existe assim, uma identidade social, étnica, religiosa, de classe; profissional, etc.”  

A imaginação sociológica (III)


“A sociologia pode nos fornecer auto-esclarecimento, uma maior autocompreensão. Quanto mais sabemos porque agimos como agimos e como se dá o completo funcionamento de nossa sociedade provavelmente seremos mais capazes de influenciar nossos próprios futuros. Não deveríamos ver a Sociologia como uma ciência que auxilia somente os que fazem políticas, ou seja, grupos poderosos, com o propósito de tomarem decisões informadas. Não se pode supor que os que estão no poder sempre levarão em consideração, em suas políticas os interesses dos menos poderosos ou menos privilegiados. Grupos de auto-esclarecimento podem frequentemente se beneficiar da pesquisa sociológica e responder de forma efetiva as políticas governamentais ou formar iniciativas políticas próprias”. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed,2005).

Quando começamos a estudar Sociologia pela primeira vez, alguns de nós ficam confusos com a diversidade de abordagens que encontramos e muitas vezes questionamos de que nos serviria tais abordagens e conhecimentos. A Sociologia nunca foi uma disciplina em que há um conjunto de ideias que todos aceitam como válidas. Os sociólogos frequentemente discutem entre si sobre como abordar o estudo do comportamento humano e sobre como os resultados das pesquisas podem ser melhor interpretados. Por que deveria ser assim? A reposta está ligada a própria natureza da área. A Sociologia diz respeito as nossas vidas e ao nosso próprio comportamento, e estudar nós mesmos é o mais complexo e árduo trabalho que podemos realizar, afinal somos indivíduos, e como indivíduos possuímos características individuais, peculiares. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005). Os dedos das mãos fazem parte de uma mesma “estrutura” certo? Mas ele são iguais?  

A imaginação sociológica (II)


A imaginação sociológica nos permite ver que muitos eventos que parecem dizer respeito somente ao indivíduo, na verdade refletem questões muito mais amplas. O divórcio, por exemplo pode ser um processo muito difícil para alguém que passa por ele – o que Mills chama de “problema pessoal” – mas o divórcio, assinala Mills, é também um problema público, numa sociedade como a atual Grã-Bretanha, onde mais de um terço de todos os casamentos termina dentro de dez anos. O desemprego, para usar outro exemplo, pode ser uma tragédia pessoal, para alguém despedido de um emprego e inapto para encontrar outro. Mesmo assim, isso vai bem além de uma questão geradora de uma aflição pessoal, se considerarmos que milhões de pessoas numa sociedade estão na mesma situação: é um assunto público expressando amplas tendências sociais.”  (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed,2005).

Embora sejamos influenciados pelos contextos sociais em que nos encontramos, nenhum de nós tem o comportamento simplesmente modelado por esses contextos, possuímos, criamos, construímos nossa própria individualidade. É trabalho da sociologia investigar as conexões entre o que a sociedade faz de nós e o que fazemos de nós mesmos. As nossas atividades tanto estruturam, modelam, como ao mesmo tempo são estruturadas por esse mundo social. O conceito de estrutura social é muito importante na Sociologia, ele se refere ao fato de que os contextos sociais de nossas vidas não se consistem apenas em conjuntos esporádicos de eventos ou ações, são constituídos ou uniformizados de formas distintas. Há regularidades nos modos como nos comportamos e nos relacionamentos que temos uns com os outros. Entretanto a estrutura social não é como uma estrutura física, como um edifício que existe independentemente das ações humanas. As sociedades humanas estão sempre em processo de estruturação. Elas são reestruturadas a todo momento pelos próprios blocos de construção que as compõe, os seres humanos. (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed, 2005).  

A imaginação sociológica (I)


Aprender a pensar sociologicamente – olhando – em outras palavras, de forma mais ampla – significa cultivar a imaginação. Estudar Sociologia não pode ser apenas um processo rotineiro de adquirir conhecimento. Um sociólogo é alguém que é capaz de se libertar das imediatidades das circunstâncias pessoais e apresentar as coisas num contexto mais amplo. O trabalho sociológico daquilo que o autor norte-americano C. Wright Mills, numa frase famosa chamou de imaginação sociológica. ( Mills, 1970)”  (Giddens, A. Sociologia, Porto Alegre: Artmed,2005).

A imaginação sociológica, acima de tudo, exige de nós que pensemos fora das rotinas familiares de nossas vidas cotidianas a fim de que as observemos de modo renovado, livre dos juízos de valor e da influência do senso comum. Giddens[1] em seu livro Sociologia, usa o exemplo do café, mas podemos aqui usar uma série de outros exemplos para demonstrar como “funciona” a imaginação sociológica. Ao usar o café como exemplo, Giddens ressalta que o café possuí valor simbólico como parte de nossas atividades sociais diárias; podemos então usar a cerveja como exemplo, embora não muito feliz, geralmente ao fim do expediente de trabalho ou aos finais de semana, homens e mulheres se reunem para “tomar uma cerveja para relaxar” usando a bebida como subterfúgio, mas neste ato aparentemente simples, inofensivo, corriqueiro, existe uma série de questões, como por exemplo o alcoolismo, a lei seca, o “não saber parar”, a produção desta bebida, o consumo por menores de idade, iniciado geralmente em casa, sua história, a publicidade etc.  

Pequenas Epifanias - Caio Fernando Abreu


Epifania é a expressão religiosa empregada para designar uma manifestação divina. Por extensão, é o perceber súbito e imediato de uma realidade essencial, uma espécie de iluminação. As crônicas escritas por Caio Fernando Abreu retêm essa qualidade, levam o leitor a enxergar, como num clarão, verdades bem escondidas. Este livro apresenta uma seleção dessas epifanias.

Malungos na escola: questões sobre culturas afrodescendentes e educação - Edimilson de Almeida Pereira


Estudioso e pesquisador da cultura popular afro-brasileira, o professor Edimilson de Almeida Pereira projeta a importância da inclusão do tema nos currículos para além das "políticas afirmativas que permitem à sociedade brasileira reconhecer sua dívida para com os africanos e seus descendentes", ou seja, se a criação de tal política é promover a justiça social, em que a escola é o espaço eleito para o reconhecimento e respeito às diversidades culturais, mais do que se limitar à enumeração de conteúdo, a inclusão desse conteúdo nos currículos escolares levanta debates e discussões sobre os temas em questão, promove o valor da diversidade étnica e cultural brasileiras e propicia a concepção de novos olhares para formar uma geração em que a troca de valores culturais abra perspectivas para a construção de uma sociedade mais justa. 

O segredo e outras histórias de descoberta - Lygia Fagundes Telles


Escritos por Lygia Fagundes Telles em fases distintas de sua carreira, os cinco contos reunidos nesta coletânea têm em comum o ponto de vista de uma criança ou de um adolescente. Seja o narrador menina ou menino, seja o tema a descoberta do amor ou a frustração perante um segredo de família, as crianças que figuram no livro não têm nome próprio, tampouco se caracterizam por uma faixa etária específica.
O que as une é a experiência transformadora do amadurecimento, das situações aparentemente banais que se desdobram e se aprofundam e as fazem experimentar a perda de ilusões. Em “Herbarium”, o conto que abre a coletânea, a menina do interior apaixona-se pelo primo mais velho, que chega da cidade grande e lá se hospeda para recuperar-se de uma doença misteriosa. Diante de um sentimento tão profundo e até então desconhecido, sua vida se transforma.

Modernidade & Outros Poemas - Samuel Souza Silva


A vida imita 
os livros
que lemos.
Em parte sim.
(Em parte não.)
O livro é
parte a parte.
A vida não.

(...)

Aya de Yopougon: uma outra visão da África - Marguerite Abouet


Nada de guerra civil, fome ou aids. Na Costa do Marfim da década de 70 – era de ouro do país, em que havia trabalho, assistência médica e facilidade de entrada na França – jovens como Aya estão interessados em se divertir. Livremente inspirado na infância da própria autora e daqueles que por lá ficaram, Aya de Yopougon, de Marguerite Abouet e com desenhos de Clément Oubrerie, retrata as aventuras e as confusões de Aya e de suas amigas, Bintou e Adjoua. Em Yopougon – chamada de Yop City pelos seus habitantes –, as jovens se comportam como qualquer adolescente: preocupam-se com os garotos, com a proteção excessiva dos pais, com as festas e com o próprio futuro. E é através do bom humor de Marguerite e das cores fortes de Clément que o leitor tem acesso a uma África diferente, uma sociedade ainda tradicional, mas completamente transformada pela urbanização, pelo capitalismo e pela liberação dos costumes. 

Planeta dos Macacos: O Confronto (2014)


Assim chegamos ao filme mais recente. A trama se passa dez anos após A Origem. Ele continua a acompanhar César, mas as coisas estão ainda mais sombrias. De certa forma, o longa pode ser comparado A Batalha do Planeta dos Macacos, pois mostra as duas raças coexistindo. Novamente as diferenças são tantas que não permitem chamá-lo de remake. Na trama, um vírus acabou com a humanidade. Os macacos inteligentes seguidores de César vivem nas florestas próximas a São Francisco e viram a humanidade se extinguir aos poucos. As coisas se complicam quando sobreviventes encontram os símios e desentendimentos banais podem gerar guerra entre as raças.

O Planeta dos Macacos: A Origem (2011)


Esse filme reimagina a franquia e cria uma linha de tempo completamente nova. Embora tenha semelhanças com A Conquista do Planeta dos Macacos (1972), não pode ser chamado de remake, afinal tudo é muito diferente, inclusive a ascensão dos macacos no presente. César e seus seguidores têm a capacidade cognitiva aumentada por um vírus usado como terapia genética e começam uma revolução para conseguirem a liberdade. Outra grande mudança é que o César deste filme tem uma relação melhor com humanos e até evita matá-los.

A Batalha do Planeta dos Macacos (1973)


A Batalha do Planeta Dos Macacos é outra continuação do filme de 1968 e se passa 10 anos após os acontecimentos de A Conquista Do Planeta Dos Macacos, embora comece 600 anos no futuro com um macaco sábio contando a história dos eventos que definiram seu mundo. Esse mundo é claramente diferente do filme original estrelado por Heston, afinal seres humanos e símios vivem em relativa harmonia. Na trama, vimos o surgimento da civilização de macacos e como César ensina seus seguidores a não escravizar e brutalizar humanos. É um futuro alternativo em relação àquele dos pais de César, no qual os macacos dominavam o mundo e os seres humanos eram reduzidos a animais.

A Conquista do Planeta dos Macacos (1972)


Nessa nova linha do tempo, acompanhamos a vida de César vinte anos após a morte de seus pais. Após um vírus dizimar a maioria dos cães e gatos na Terra, macacos são adotados como bichos de estimação pelos humanos. Rapidamente os macacos deixam de ser amigos e passam a ser usados como escravos. César, eventualmente, lidera uma rebelião e liberta sua raça.

Fuga do Planeta dos Macacos (1971)


Na nova sequência, Fuga Do Planeta Dos Macacos, Zira e Cornelius, do primeiro filme, escapam do apocalipse nuclear e usam a nave espacial Ícaro (de novo) para viajar de volta no tempo até 1973. Os macacos falantes tornaram-se celebridades, mas logo são capturados e torturados para fornecerem informações sobre o futuro. Eles têm um filho chamado César, que é escondido para crescer em segurança. A partir daí, a linha do tempo da franquia muda bastante. Não que houvesse de fato uma lógica respeitada pelos roteiristas, mas as coisas ficam ainda mais estranhas.

De volta ao Planeta dos Macacos (1970)


Na primeira sequência do Planeta dos Macacos, um grupo de resgate vai atrás da nave Ícaro. No mundo dos símios, os astronautas descobrem um pequeno grupo de super-humanos com poderes psíquicos que vivem no subsolo e adoram uma ogiva nuclear. Eventualmente, há uma enorme batalha entre macacos e humanos do subterrâneo e isso resulta na destruição do mundo (de novo). O filme aparentemente se passa logo depois do original, mas o ano é 3955 – o que pode ser simplesmente um erro de continuidade.

Planeta dos Macacos (1968)


No cinema, tudo começou em 1968 com o lançamento do filme estrelado por Charlton Heston no papel do astronauta George que aterrissa em um planeta governado por macacos. Eventualmente ele percebe que está na Terra em um futuro muito distante, no qual os símios governam o planeta após a destruição da humanidade. O homem faz amizade com os cientistas Zira e Cornelius, que chamam o protagonista de "olhos brilhantes" enquanto o mantém como cobaia de laboratório. Na trama, ele deixa a Terra em 1972 e pousa em 3978. Sabemos disso graças às informações presentes em sua nave espacial, a Ícaro – lembre desse nome.

Incidentes em Antares - Érico Veríssimo


Numa sexta-feira 13, em 1963, sete pessoas morrem em Antares. Mas os coveiros estão em greve, e os defuntos, insepultos, vagam pela cidade vasculhando a intimidade de parentes e amigos. Em sua condição de fantasmas, podem denunciar à vontade os segredos dos mandantes locais.

Os parceiros do Rio Bonito - Antônio Cândido


Os parceiros do Rio Bonito analisa as relações entre literatura e sociedade e partiu de uma pesquisa sobre a poesia popular do Cururu. As investigações começaram em 1947 e terminaram apenas em 1954, tendo sido feitas de forma intermitente. Para montar o trabalho, Antônio Cândido trabalhou por períodos curtos em Piracicaba, Tietê, Porto Feliz, Conchas, Anhembi, Botucatu e sobretudo Bofete. Aí morou num agrupamento rural cerca de vinte dias, de fevereiro a março de 1948 e, de novo, quarenta dias, de janeiro a fevereiro de 1954.  

Antologia de Antologias - Magaly Gonçalves, Zélia Aquino e Zina Silva


O título traduz a proposta, a originalidade da proposta. As autoras não organizaram "mais uma" ou "outra" antologia, ao simples gosto de reunir poemas para o prazer ou para o bem dos leitores. As professoras Zina, Magaly (da Unesp de Araraquara) e Zélia empreenderam um projeto singular: organizar uma Antologia de Antologias. Saudável ousada pesquisa, remonta a edições anteriores de livros por outros autores, ou seja, Parnasos e Florilégios arranjados como leituras exemplares em tempos outrora e contemporaneamente, quase. Este é um trabalho inesgotável, há que lhe impor limites. Foram eleitas sete antologias básicas, organizadas por predecessores ilustres, muitos deles escritores notáveis, cotejando-as com outras antigas e recentes seletas, entre tantas, as de Manuel Bandeira.

Tutameia - João Guimarães Rosa


Tutameia – Terceiras Estórias”, de João Guimarães Rosa, foi publicado originalmente em 1967, trata-se de um livro de 40 contos curtíssimos intercalados com quatro prefácios. Guimarães Rosa é um grande expoente da literatura brasileira nascido em 1908 e falecido em 1967. Sua obra é inovadora no quesito linguagem e marcada pelo ‘falar’ regional e criação de novos vocabulários.

Em “Tutameia”, ficamos diante da grande inventividade de Guimarães, que com sua demasiada capacidade criou um livro complexo e com histórias curtas e palavras exóticas. O que falar dessa obra? Sem dúvida uma obra valorosa, mas sua complexidade é tamanha que dificulta a compreensão da obra em geral. A Linguagem empregada por Guimarães, apesar de ser algo que todos exultam torna-se enfadonha e incompreensível. A compreensão só vem a nascer a partir das releituras dos contos e ainda é necessário uma demasiada atenção.

Os pastores da noite - Jorge Amado


O casamento de Martim e Marialva provoca rebuliço na cidade da Bahia. O menino Felício é batizado em uma igreja católica do Pelourinho, mas tem como padrinho uma divindade negra, o orixá Ogum. A ocupação do morro do Mata Gato obriga os moradores a enfrentar o proprietário inescrupuloso e a polícia.
Os pastores da noite é um romance formado por três episódios independentes, mas que guardam relação profunda entre si e personagens em comum.  

Sociologia: compreensão dos problemas sociais.


Podemos dizer que o início do sistema capitalista se deu na chamada Baixa Idade Média, entre os séculos IX e XV, na Europa Ocidental. A partir do século XI, com as “cruzadas” realizadas pela Igreja Católica, para conquistar Jerusalém que estava dominada pelos muçulmanos, um canal de circulação de riquezas na Europa foi aberto.
O contato cultural e o comércio do ocidente com o oriente europeu foram retomados via Mar Mediterrâneo. Com a movimentação de pessoas e riquezas houve, na Europa Ocidental, o surgimento de núcleos urbanos, conhecidos por burgos. Destes, surgiram as cidades, pois existiam poucas naquele tempo.
As chamadas corporações de ofício, que eram uma espécie de associação comercial da época que organizava as atividades artesanais para ter acordo entre os preços de venda e qualidade do produto, por exemplo, começaram a aparecer a fim de regular o trabalho dos artesões que vinham para as cidades exercer sua profissão, a ideia do lucro se fortalecia.  

A Sociologia no período iluminista


Já no século XVIII, houve um momento na Europa, chamado de Iluminismo, que começou na Inglaterra e na França, mas que posteriormente espalhou-se por todo o continente, a ideia de valorizar a ciência e a racionalidade no entendimento da vida social tornou-se ainda mais forte.
Uma característica das ideias do Iluminismo era o combate ao Estado absoluto, ou absolutismo, que começou a surgir na Europa ainda no final da Idade Média, no século XV, em que o rei concentrava todo o poder em suas mãos e governava sendo considerado um representante divino na terra, uma voz de Deus, a qual até a igreja se sujeitava.  

Sociologia: o caminho para o uso da razão


O predomínio, na organização das relações sociais, dos princípios religiosos durou até pelos menos o século XV. Mas já no século XIV começava a acontecer uma renovação cultural. Era o início do período conhecido por Renascimento.
Os renascentistas, com base naquilo que os gregos começaram, isto é, a questionar o mundo de maneira reflexiva, rejeitavam tudo aquilo que seria parte da cultura medieval, presa aos moldes da igreja, no caso, a Católica.  

A Sociologia na Idade Média


Séculos mais tarde, no período chamado de Idade Média (que vai do século V ao XV, mas exatamente entre os anos 476 a 1453), houve, segundo os renascentistas, um período de “trevas” quanto à maneira de se ver o mundo, por isso a Idade Média é conhecida também por “idade das trevas”.
Segundo eles, havia um predomínio da fé, onde os campos mítico e religioso, tendiam a oferecer as explicações mais viáveis/aceitáveis para os fatos do mundo. Na Europa Medieval, esse predomínio religioso foi da Igreja Católica. Tal predomínio da fé, de certo modo, e segundo os humanistas renascentistas, asfixiava as tentativas de explicações mais especulativas e racionais (científicas) sobre a sociedade. Não cumprir uma regra ou lei estabelecida pela sociedade, poderia ser entendido como um pecado, heresia, tamanha era a mistura entre a vida cotidiana e a esfera sobrenatural.   

Surgimento da Sociologia: A “Gênesis Sociológica”


Apesar da ciência sociológica ser considerada nova, pois se consolidou por volta do século XIX, a nesessidade de se entender as sociedades, a busca por explicações remonta de tempos antigos, tanto que na Grécia Antiga já havia o desejo de se entender a sociedade.
No século V a.C, havia uma corrente filosófica, chamada sofista[1], que começava a dar mais atenção para os problemas sociais e políticos da época. Porém, não foram os gregos os criadores da Sociologia. Mas foram os gregos que iniciaram o pensamento crítico filosófico. Eles criaram a Filosofia que foi um impulso para o surgimento daquilo que chamamos, hoje, de ciência, a qual se consolidaria a partir dos séculos XVI e XVII, sendo uma forma de interpretação dos acontecimentos da sociedade mais distanciada das explicações míticas.  

Rastros de ódio - 120 min.


O veterano da Guerra Civil Ethan Edwards (John Wayne) chega ao Texas em 1868 e encontra o seu irmão e a família dele. Entretanto, no dia seguinte, comanches invadem o rancho e matam o seu irmão e Martha (Dorothy Jordan), a esposa dele. Além disso, raptam as duas filhas do casal. Ethan parte então em uma busca vingativa pelas meninas junto com o companheiro Martin (Jeffrey Hunter), um mestiço que logo percebe que Ethan está obcecado por matar os índios e cheio de ódio racista. Eles encontram o corpo da mais velha, e saem em busca da caçula, que procuram por mais 5 anos no deserto.

A menina que roubava livros - 131 min.


Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

A espada de D'Artagnan - 98 min.


Após seu avô sofrer um acidente de carro, a obstinada Isabel e sua família se juntam a outros parentes na histórica casa da família na Holanda. O avô faz com que os jovens comecem a procurar a lendária espada do famoso D'Artagnan, que está desaparecida há séculos. Com algumas pistas do avô e o esboço de um mapa a jornada começa, mas eles não são os únicos procurando o artefato.

Malévola - 97 min.


Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de Malévola (Angelina Jolie), a protetora do reino dos Moors. Desde pequena, esta garota com chifres e asas mantém a paz entre dois reinos diferentes, até se apaixonar pelo garoto Stefan (Sharlto Copley). Os dois iniciam um romance, mas Stefan tem a ambição de se tornar líder do reino vizinho, e abandona Malévola para conquistar seus planos. A garota torna-se uma mulher vingativa e amarga, que decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora (Elle Fanning). Aos poucos, no entanto, Malévola começa a desenvolver sentimentos de amizade em relação à jovem e pura Aurora.

Spotlight: Segredos Revelados - 128 min.


Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso.

Como indicar as referências bibliográficas


EXEMPLOS DE CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS


As citações bibliográficas são fontes de consulta e referência obrigatória em projetos, relatórios, monografias e quaisquer outros tipos de trabalhos que envolvam a citação de obras impressas e/ou virtuais. Ainda há uma certa restrição, atualmente, quanto às citações feitas de sites eletrônicos. Os exemplos a seguir são formas gerais de citações bibliográficas; vale lembrar que as citações variam de acordo com a área de conhecimento envolvida.

Obs.: as citações abaixo são meros exemplos ilustrativos e não condizem com obras reais.

1) Citação de livro com um autor

MENDES, Tony. A resistência estudantil ao golpe cívico-militar de 1964. 3ª ed. Vitória da Conquista (BA), Editora do CEAT, 2017. 287p.


2) Citação de livro com dois autores

MATOS, Cláudio e PRADO, Rita. A educação brasileira em tempos de crise. 2ª ed. Vitória da Conquista (BA), Editora do CEAT, 2014, 153p.


3) Citação de livro com três ou mais autores

QUEIROZ, Cristiane entre outros. O papel das mulheres na educação conquistense. 5ª ed. Vitória da Conquista (BA), Editora do CEAT, 2017. 315p.


4) Citação de capítulo de livro com um autor

REIS, Mércia Monção. “Cidadania no feminino”. In: História da Cidadania. 6ª ed. São Paulo: Contexto, 2016. p. 135-149.


5) Citação de capítulo de livro com dois autores

COSTA, Rui Santos e PEREIRA, Nelson Alves. “O respeito aos direitos dos indivíduos”. In: História da Cidadania. 6ª ed. São Paulo: Contexto, 2016. p. 165-189.


6) Citação de capítulo de livro com três ou mais autores


FROES, Alexandra entre outros. “Direitos Sociais em Vitória da Conquista”. In: História da Cidadania. 6ª ed. São Paulo: Contexto, 2016. p. 195-239.

A Pátria de chuteiras - Nelson Rodrigues


“Já descobrimos o Brasil e não todo o Brasil. Ainda há muito Brasil para descobrir. Não há de ser num relance, num vago e distraído olhar, que vamos sentir todo o Brasil. Este país é uma descoberta contínua e deslumbrante.”


Nelson Rodrigues marcou um lugar indiscutível, revolucionário no teatro. No entanto, o Nelson cronista, o comentarista de futebol, não é menos importante. Nelson Rodrigues foi o escritor brasileiro que “leu”, “releu” nosso país pelo campo, pela bola, pelos craques. Ele viu e compreendeu, antes de todos, a grandiosidade da nossa pátria. Defendeu a nação com uma paixão pura. “Anunciou”, “promoveu”, “profetizou” a força do Brasil.

Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro - Roberto DaMatta


O que torna a sociedade brasileira diferente e única? Este livro responde a essa questão através do dilema que faz do Brasil um país de grandes desigualdades, mas de futuro promissor. Os ensaios de 'Carnavais, malandros e heróis' foram considerados, na época do lançamento, como uma visão inovadora e um esforço definitivo para o entendimento do Brasil. Embora o carnaval tivesse sido tema de alguns estudos, pela primeira vez um antropólogo considerou a sociedade através dessa e de outras festividades, transformando-as em janelas privilegiadas para as interpretações do Brasil. Para Roberto DaMatta, tanto o carnaval quanto seus malandros e heróis são criações sociais que refletem os problemas e dilemas básicos da sociedade que os concebeu. Mito e rito são, assim, dramatizações ou maneiras de chamar a atenção para certos aspectos da realidade social dissimulados pelas rotinas e complicações do cotidiano.

A evolução psicológica da criança - Henri Wallon


A evolução psicológica da criança', de 1941, é a exposição mais sintética e mais completa do pensamento de Henri Wallon. Devido à riqueza interdisciplinar de suas múltiplas perspectivas, essa obra continua tendo fundamental interesse, para além da psicologia da criança, não só para psicólogos das outras especialidades, mas também para o público preocupado com outros campos do saber, como as ciências da educação, a psicanálise, a medicina, as neurociências, as ciências cognitivas, e certamente, a filosofia.

Pássaro de fogo: contos populares da Rússia - Alexander Afanássiev


Este livro ilustrado apresenta seis contos russos da tradição oral, buscando utilizar de linguagem acessível às crianças. Procura mostrar histórias de seres fantásticos, princesas e dragões, truques mágicos, através de humor e aventura.

Iboy - 90 min


Tom (Bill Milner) é baleado no momento em que tenta parar um ataque violento contra sua namorada Lucy (Maisie Williams). Depois de um tempo ele acorda do coma e descobre que fragmentos de seu smartphone foram incorporados no seu cérebro, dando a ele superpoderes. Tom usa esse conhecimento e tecnologia para se vingar da gangue responsável pelo ataque.

O quarto de Jack - 118 min.


Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.

Um senhor estagiário - 121 min


Jules Ostin (Anne Hathaway) é a criadora de um bem-sucedido site de venda de roupas que, apesar de ter apenas 18 meses, já tem mais de duas centenas de funcionários. Ela leva uma vida bastante atarefada, devido às exigências do cargo e ao fato de gostar de manter contato com o público. Quando sua empresa inicia um projeto de contratar idosos como estagiários, em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa, cabe a ela trabalhar com o viúvo Ben Whittaker (Robert De Niro). Aos 70 anos, Ben leva uma vida monótona e vê o estágio como uma oportunidade de se reinventar. Por mais que enfrente o inevitável choque de gerações, logo ele conquista os colegas de trabalho e se aproxima cada vez mais de Jules, que passa a vê-lo como um amigo.

Todo Poderoso - 101 min.


Bruce Nolan (Jim Carrey) é um jornalista que tem um bom emprego na TV e uma bela namorada, Grace (Jennifer Aniston). Num acesso de fúria ele começa a xingar e questionar Deus e seu modo de fazer tudo funcionar, o que faz com que ele próprio (Morgan Freeman) resolva descer à Terra como um homem comum e lhe entregar o poder de comandar o planeta da forma como desejar durante um dia. É quando Bruce percebe o quão difícil é ser Deus e tomar conta de tudo o que ocorre no planeta.

Os Flintstones, o filme - 91 min.


Dois espertalhões que querem dar o golpe na Pedregulho e Cia. colocam Fred (John Goodman) como vice-presidente da empresa. Os Flintstones ficam deslumbrados com a vida de novos-ricos, mas são salvos pelos amigos Barney (Rick Moranis) e Betty (Rosie O'Donnell).

A estranha vida de Timothy Green - 105 min


Um casal sem filhos enterra uma caixa em seu quintal, contendo todos os seus sonhos e desejos para uma criança. Logo, nasce Timothy Green, que, no entanto, é muito mais do que parece, trazendo com ele uma magia que vai mudar a maneira de todos sentirem o amor.

SOCIOLOGIA - 3º ANO - TURMAS DO MATUTINO E VESPERTINO


Preparar fichamento do Capítulo 11

“Sociologia do Desenvolvimento” (p. 260-279)

O fichamento deverá ser feito em folha separada para entrega

A data ainda será marcada


SOCIOLOGIA - 2º ANO - TURMAS DO MATUTINO E VESPERTINO


Preparar fichamento do Capítulo 6

“Poder, política e Estado” (p. 134-158)

O fichamento deverá ser feito em folha separada para entrega

A data ainda será marcada

SOCIOLOGIA - 1º ANO - TURMAS DO VESPERTINO


Preparar fichamento do Capítulo 1

“Produção do conhecimento: uma característica fundamental das sociedades humanas” (p. 10-26)

O fichamento deverá ser feito em folha separada para entrega
A data ainda será marcada