"Nada se espalha com maior rapidez do que um boato" (Virgílio)
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1984 - 113 min


1984, Londres. O Reino Unido está sob o regime socialista, sendo controlado com mão de ferro pelo partido. Há em todo lugar telas de TV, que servem como os olhos do governo para saber o que os cidadãos fazem. No intuito de controlá-los são exibidas constantemente imagens através destas mesmas telas, relatando as batalhas enfrentadas pela Oceania em outros continentes. Winston Smith (John Hurt) vive sozinho e trabalha para um dos departamentos do governo, manipulando informações de forma que as notícias sejam positivas para a população. Até que, um dia, ele passa a se interessar por uma colega, Julia (Suzanna Hamilton), que o leva até os arredores da cidade. Eles passam a ter um relacionamento, algo proibido pelo partido, que deseja eliminar a libido na população.

Reds - 188 min


Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, John Reed (Warren Beatty), um jornalista americano, conhece Louise Bryant (Diane Keaton), mulher casada que larga o marido para ficar com ele e se torna uma importante feminista. Os dois se envolvem em disputas políticas e trabalhistas nos Estados Unidos e vão para a Rússia a tempo de participarem da Revolução de outubro de 1917, quando os comunistas assumiram o poder. Este acontecimento inspira o casal, que volta à América esperando liderar uma revolução semelhante.

A Revolução dos Bichos - 89 min.


Numa alegoria a corrupção do poder na União Soviética comandada por seu líder, Josef Stalin, a obra de George Orwell narra a história dos bichos da Granja Solar, que sofrem maus-tratos pelo proprietário, o alcoólatra Sr. Jones. Com a intenção de acabar com a “vida ruim”, são liderados pelo idealismo do porco Major a planejar uma revolução de libertação. Esta tinha como princípios uma ilusão de igualdade e respeito entre os animais, e um inimigo: o homem e todos os seus costumes.

Revolução - [1985] - 126 min.

Al Pacino vive um cidadão americano do século XVII, colhido pela turbulência da Guerra da Independência Americana (1775-1783). Ele e o filho procuram manter-se alheios ao conflito, mas quando o garoto é convocado para lutar contra a Inglaterra, o pai se vê obrigado a entrar em ação também. Uma batalha separa os dois. Enquanto o rapaz torna-se ajudante de um oficial sádico do Exército (personagem interpretado por Donald Sutherland), o pai se envolve amorosamente com uma jovem aristocrática (Nastassja Kinski) que teve sua fortuna confiscada por causa da guerra.

América Latina: Conflitos no Século XX – Resumo (Parte 05/05)

Augusto César Sandino

Revolução Sandinista na Nicarágua

Na década de 30, a família Somoza passou a controlar o poder na Nicarágua, apoiada pelos conservadores e pelo governo dos Estados Unidos. Esse domínio durou 45 anos. Em 1936, Anastácio Somoza assumiu a presidência de forma ditatorial, apropriando-se de grande parte das riquezas do país. Em 1956, foi assassinado e seu filho, Anastácio Somoza Debayle, assumiu o poder.
Nos anos 60, a economia nicaragüense cresceu, mas as diferenças sociais acentuaram-se.
A oposição ao governo de Somoza aumentou. Grupos guerrilheiros, estudantes e intelectuais, alguns padres e elementos da burguesia passaram a exigir a redemocratização do pais. Essa situação favoreceu a Frente Sandinista de Libertação Nacional, uma organização guerrilheira fundada em 1961 por intelectuais marxistas.
Em 1972, um terremoto devastou a Nicarágua, causando a morte de 10 mil pessoas. A ajuda externa às vítimas foi parar nas mãos do ditador e de sua família. Esse fato provocou indignação geral. O governo perdeu o apoio até dos Estados Unidos, que passaram a exigir a abertura política.
Somoza resistia, mas o assassinato do jornalista Pedro Chamorro, proprietário de um jornal que se opunha ao governo, desencadeou a revolução. Os sandinistas ocuparam o palácio de Manágua, derrubando o governo de Somoza em 1979.
Com a realização das eleições, venceu Daniel Ortega, líder da Frente Sandinista. Ele deu início à reforma agrária, criou um exército popular, elaborou um programa de alfabetização em massa e melhorou a saúde.
Em 1990, Daniel Ortega convocou eleições, e a empresária oposicionista Violeta Chamorro saiu vitoriosa.

América Latina: Conflitos no Século XX – Resumo (Parte 04/05)

Salvador Allende

O governo socialista do Chile

Em 1970, o socialista Salvador Allende venceu as eleições para presidente. Contou com o apoio dos comunistas, socialistas e democratas. Deu inicio ao seu programa de reformas, a fim de tornar o Chile um país socialista.
Os Estados Unidos bloquearam o crédito ao Chile e apoiaram a reação contra o governo de Allende. Os industriais retiraram o dinheiro do pais e os comerciantes provocaram a escassez de produtos no mercado.
Ocorreram vários protestos e greves e a imprensa desencadeou uma campanha de desmoralização do governo Allende. Em 11 de setembro de 1973, com o apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas chilenas, lideradas pelo general Augusto Pinochet, organizaram um movimento para derrubar o presidente. Bombardearam o Palácio La Moneda, e Allende foi morto.
O país começou a viver um período conturbado, com grande repressão. O novo governo foi formado por uma junta militar chefiada por Pinochet. Foram devolvidas as empresas nacionalizadas e houve a permissão de entrada do capital estrangeiro.
Em 1988, pressionado pelas forças democráticas, Pinochet realizou um plebiscito para decidir sobre o seu direito de concorrer ao cargo de presidente na eleição seguinte. O “não” venceu, e a derrota de Pinochet foi festejada nas ruas. Os exilados chilenos começaram a voltar ao seu pais. A oposição uniu-se em torno de um candidato único, Patrício Aylwin, que foi eleito em 1989. Mas Pinochet não abandonou o comando das Forças Armadas.

América Latina: Conflitos no Século XX – Resumo (Parte 03/05)

Ernesto Che Guevara e Fidel Castro, 1959

Revolução Cubana

Na primeira metade do século XX, Cuba enfrentou governos ditatoriais e sua economia era totalmente controlada pelos Estados Unidos.
Fulgêncio Batista, em 1952, deu um golpe de Estado, assumindo o poder como ditador. Em seu governo, dominou a corrupção. Em julho do ano seguinte, liderada pelo jovem advogado Fidel Castro, estourou uma rebelião nacionalista com maciça participação de estudantes universitários. Os revoltosos tentaram tomar o quartel de Moncada, na cidade de Santiago. O movimento foi sufocado. Muitos participantes morreram e outros foram presos. Em 1955, Batista anistiou os rebeldes que estavam presos e eles se refugiaram no México. Nesse pais, os cubanos, liderados por Fidel Castro e com a adesão do médico argentino Ernesto Che Guevara, prepararam uma revolução.
Ao entrarem em Cuba, os revolucionários foram descobertos pelas tropas do governo. A maioria morreu e os 12 sobreviventes refugiaram-se nas montanhas de Sierra Maestra. Foram ganhando a adesão da população pobre e organizando as guerrilhas, que faziam ataques relâmpago contra as forças do governo. No dia 26 de julho de 1959, os guerrilheiros entraram na capital, Havana, e derrubaram o governo de Fulgêncio Batista.
Quando Fidel Castro assumiu a chefia do governo, fez a reforma agrária, reduziu os aluguéis, fechou as casas de jogos e de prostituição, melhorou o ensino, investiu em saúde e estatizou empresas estrangeiras.
Os Estados Unidos deixaram de comprar o açúcar cubano, que era a maior fonte de divisas do pais, e também interromperam a venda de produtos essenciais, como alimentos, remédios e petróleo.
Em 1961, o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, rompeu relações diplomáticas com Cuba e apoiou uma tentativa frustrada de derrubar Fidel Castro. Em seu discurso, após a vitória, Fidel declarou Cuba socialista. Foi o primeiro pais americano a adotar esse regime de governo. No ano seguinte, por pressão do governo norte-americano, o país foi expulso da OEA.
Cuba aproximou-se da União Soviética, que passou a comprar o açúcar cubano, a fornecer petróleo e ajuda econômica. A tensão da Guerra Fria aumentou quando a União Soviética começou a instalar mísseis em Cuba e os Estados Unidos ameaçaram usar a sua força nuclear para impedir. Os soviéticos recuaram e o governo norte-americano comprometeu-se a não invadir a ilha.
Para apoiar movimentos de esquerda em outros países, em 1967 Fidel Castro criou a Olas, Organização latino-americana de solidariedade, com sede em Havana. Guevara ajudou a organizar a guerrilha na Bolívia, onde foi morto.
Em 1991, a queda do socialismo no Leste europeu e a desintegração da União Soviética fizeram com que o governo de Fidel Castra ficasse sem apoio econômico, e o pais passou a enfrentar uma grande crise.

América Latina: Conflitos no Século XX – Resumo (Parte 02/05)

Pancho Villa e Emiliano Zapata

Revolução Mexicana

O México viveu uma longa ditadura com Porfírio Diaz, iniciada em 1876 e que se prolongou até 1911.
Em 1910, estourou uma revolução liderada por Francisco Madero, grande proprietário de terras, que conclamou o povo a lutar contra o regime ditatorial. Os camponeses, liderados por Emiliano Zapata e Pancho Villa, aderiram ao movimento, e Porfirio Diaz foi deposto e expulso do país.
Madero conseguiu eleger-se presidente da República, mas sofreu forte oposição dos latifundiários, das forças conservadoras do exército e da Igreja, todos apoiados pelos Estados Unidos. Os camponeses revoltaram-se porque o novo presidente era contrário à reforma agrária. Madero acabou sendo assassinado, e a revolução civil recomeçou. O governo norte-americano enviou tropas para combater Zapata e VilIa.
Em 1917, foi promulgada nova Constituição, segundo a qual a influência da Igreja ficou limitada e o governo tinha o poder de confiscar terras para fazer a reforma agrária. Apesar disso, os camponeses continuaram lutando para conseguir suas terras de volta. Zapata e VilIa foram assassinados, e a guerra civil chegou ao fim.

América Latina: Conflitos no Século XX – Resumo (Parte 01/05)


Durante a Primeira Guerra Mundial, como as nações fornecedoras de produtos industrializados estavam envolvidas no conflito, alguns países latino-americanos desenvolveram suas indústrias. Na década de 50, Brasil, Argentina, Chile e México aceleraram o processo de industrialização. O capital estrangeiro, principalmente norte-americano, tornou-se imprescindível para o desenvolvimento, mas aumentou a divida externa, criando maior dependência em relação aos credores.
No período da Guerra Fria, muitas empresas norte-americanas estabeleceram-se em países da América Latina. Para evitar a expansão do socialismo no continente, os Estados Unidos fortaleceram sua ligação com os governos latino-americanos por meio de organizações de cooperação mútua.
Em 1948, foi criada a OEA, Organização dos Estados Americanos, cujo objetivo era impedir a influência soviética no continente. Porém, a situação de pobreza em que o povo vivia, principalmente no campo, favoreceu a expansão da ideologia socialista. Formaram-se partidos de esquerda que foram combatidos com violência.

Fonte: Caderno do Futuro. IBEP.

Revolução Francesa – Resumo (Parte 03/03)

guilhotina

A Convenção Nacional

Após a proclamação da República, a Convenção criou um novo calendário, marcando o inicio de uma nova era.
Durante a monarquia, os republicanos franceses permaneceram unidos, mas após a proclamação da República dividiram-se em:
• girondinos - grupo majoritário, representante da alta burguesia;
• jacobinos ou montanheses - grupo radical liderado por Robespierre, Danton e Marat, representantes da média e pequena burguesia.
Em 21 de janeiro de 1793, o rei Luis XVI foi condenado e guilhotinado, considerado inimigo da Revolução.
A República francesa começou com uma série de crises. Revoltas de padres e nobres estouraram em vários pontos da França. Além disso, a Inglaterra liderou uma coligação contra o pais, aliando-se à Holanda, Prússia, Espanha, Sardenha, Nápoles e Rússia.
Nesse ambiente de crise interna e externa, a Convenção governou de forma ditatorial. Instalou-se o período conhecido como Terror (1794), chefiado por Robespierre, no qual houve violenta perseguição aos girondinos, com a morte de muitos deles, além de nobres e da rainha Maria Antonieta.
Em 27 de julho de 1794 (9 Thermidor, segundo o novo calendário), Robespierre foi preso e guilhotinado pelos girondinos, terminando o Terror. Os girondinos retornaram ao poder, elaboraram uma nova Constituição e instalaram um governo chamado Diretório.

Revolução Francesa – Resumo (Parte 02/03)


A Assembléia Nacional Constituinte

A primeira fase da Revolução Francesa é conhecida como a fase da Assembléia Nacional Constituinte e durou de 1189 a 1791.
A Assembléia Nacional decretou novas leis e aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, proclamando que os homens nascem livres e iguais em direitos. Entretanto, Luis XVI não queria que seu poder fosse reduzido e, por isso, não aceitou as medidas estabelecidas pela Assembléia. Revoltado com a atitude do rei, o povo parisiense, em outubro, invadiu o palácio de Versalhes, obrigando o monarca a fugir do Local. Esse acontecimento ficou conhecido como Jornadas de Outubro.
Em 1790, a Assembléia votou a Constituição Civil do Clero. Ficou estabelecido o confisco dos bens da Igreja e a transformação dos membros do clero em funcionários do Estado.
Por fim, em 1791, foi promulgada a Constituição que estabelecia como forma de governo a monarquia constitucional e liberal. Ficou decidida a divisão de poderes: o Executivo, exercido pelo rei; o Legislativo, pela Assembléia; e o Judiciário, por juízes eleitos. No mês de setembro de 1791, Luís XVI jurou respeitar a Constituição, que estabelecia a monarquia constitucional. No mês seguinte, foi eleita nova Assembléia Legislativa, com predomínio da burguesia. O voto era censitário, isto é, de acordo com a renda do cidadão. Os membros republicanos da Assembléia acusaram o rei Luís XVI de estar ligado à Áustria. Forçado pelos deputados, o monarca declarou guerra a esse país.
Liderado por Danton, Marat e Robespierre, o povo invadiu o palácio das Tulherias, destruindo-o. A família real foi presa. Instaurou-se a Comuna Revolucionária, que dividiu o poder com a Assembléia e convocou o povo a defender a França ante a invasão austro-prussiana. Em 20 de setembro, o exército inimigo foi abatido na batalha de Walmy. A Assembléia depôs o rei e elegeu a Convenção Nacional, assembléia eleita por voto universal masculino. No dia 22 de setembro, foi proclamada a República, iniciando-se novo período da história da França.

Revolução Francesa – Resumo (Parte 01/03)


A Revolução Francesa foi a grande revolução que marcou a ascensão da burguesia ao poder político. Esse fato provocou tantas mudanças que é tomado como referência para marcar a passagem da Idade Moderna para a Idade Contemporânea.
Em 1789, a França atravessava uma grave crise econômica, cujos efeitos negativos recaiam sobre o povo. Enquanto o rei Luís XVI, sua esposa Maria Antonieta e a corte francesa viviam luxuosamente no Palácio de Versalhes, o povo passava fome e pagava pesados tributos. Nessa época, a sociedade francesa estava dividida em três ordens ou estados. O primeiro estado, constituído pelo clero, proprietário de 10% das terras da França, não pagava impostos. O baixo clero, porém, vivia na miséria.
O segundo estado era formado pela nobreza, proprietária de mais de 20% das terras do país. Gozava de amplos privilégios, inclusive o de não pagar impostos. O terceiro estado era composto pelos burgueses, trabalhadores urbanos e camponeses, estes últimos representando 80% da população. Viviam na miséria e, muitas vezes, a sua situação era agravada pelas secas, enchentes e más colheitas. Com essas crises, os preços dos produtos subiam, o que provocava rebeliões no campo e na cidade.
A burguesia, que também fazia parte do terceiro estado, estava descontente. Reivindicava a redução das taxas que provocavam o encarecimento de seus produtos e queria a ampliação dos mercados para as suas indústrias.
Em 1788, a França enfrentou uma Longa seca, o que provocou a escassez de alimentos e a elevação dos preços. A burguesia intensificou seus ataques ao governo absolutista de Luis XVI.
Temendo uma revolta do povo, o rei nomeou primeiro Turgot e depois Necker como ministros das Finanças. Ambos elaboraram planos econômicos, mas não conseguiram resolver os problemas do país. O rei resolveu então convocar os Estados Gerais, assembléia formada por representantes dos três estados.
No dia 5 de maio de 1789, a Assembléia dos Estados Gerais reuniu-se no Palácio de Versalhes. Entretanto, os representantes logo entraram em conflito. Enquanto o primeiro e o segundo estado defendiam o voto por ordem social, o terceiro estado reivindicava o voto por cabeça, pois, da outra forma, estaria sempre em desvantagem.
No mês de junho, o terceiro estado, com o apoio dos deputados do baixo clero, contra a vontade de Luis XVI, proclamou-se em Assembléia Nacional. Essa assembléia foi transformada em Assembléia Nacional Constituinte em 9 de julho de 1789. O objetivo era elaborar uma Constituição para a França.
Pressionado pelo primeiro e pelo segundo estados, Luís XVI convocou o exército para dissolver a assembléia.
Em 13 de julho, o povo tomou as ruas de Paris. No dia 14, uma multidão invadiu a Bastilha, prisão do Estado e símbolo do poder absolutista. Era a queda da Bastilha. Revoltas populares espalharam-se por toda a França. O poder absolutista do rei chegava ao fim.

Fonte: Caderno do Futuro. IBEP.

A Revolução Russa de 1917 – Resumo (Parte 04/04)

Lênin - 1917

A nova política de Lênin

Lênin definiu a nova política, a NEP (Nova Política Econômica), com a frase: “Um passo atrás para dar dois à frente” tratava-se de um recuo necessário no processo de socialização. Liberou a venda do excedente das colheitas e o funcionamento de pequenas manufaturas. Concentrou os recursos na produção de energia, matérias-primas e na importação de máquinas para a indústria e organizou cooperativas de comerciantes e agricultores. A produção cresceu.
Em 1922, Lênin fez acordo com as várias regiões que formavam o império russo, criando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Com a morte de Lênin, em 1924, o poder foi disputado por Trotski e Stálin, que tinham posições divergentes. Trotski defendia a revolução permanente, isto é, achava que a Rússia deveria ajudar na implantação do socialismo em outros países, e Stálin era favorável à estabilização do regime para depois expandi-lo. Vitorioso, Stálin expulsou Trotski do Partido Bolchevique e autorizou sua deportação.
Trotski viveu no México, onde foi assassinado, em 1940, por um agente da policia política de Stálin.
Em 1927, Stálin aboliu a NEP e, por meio de planos econômicos, os Planos Qüinqüenais, continuou o processo de socialização. A Rússia cresceu rapidamente com o desenvolvimento da indústria pesada, a redução do analfabetismo e o progresso técnico e científico.
Stálin perseguiu violentamente seus opositores e realizou os “expurgos”, expulsando do Partido Comunista seus adversários, além de prender todos os que reagiram ao seu autoritarismo.

A Revolução Russa de 1917 – Resumo (Parte 03/04)


Os Bolcheviques tomam o poder

Em outubro de 1917, formou-se o Partido Bolchevique (comunista), que tomou o poder e instalou um governo socialista presidido por Lênin. As grandes propriedades foram abolidas, as fábricas foram nacionalizadas e os operários assumiram a sua direção. Lênin negociou a paz com os inimigos e, pelo Tratado de Brest Litovski, a Rússia saiu da guerra, com grande perda territorial.
A burguesia russa levantou-se contra o novo regime. Foi apoiada pelas nações capitalistas européias, interessadas em impedir a implantação do socialismo.
A guerra civil dos brancos (opositores) contra os vermelhos (comunistas) tomou conta do país. O governo viu-se obrigado a destinar todos os recursos para a defesa das fronteiras, confiscando a produção rural. Esse período foi chamado de Comunismo de Guerra.
Em 1921, derrotados os brancos e afastada a ameaça externa, o pais estava arruinado. Lênin decidiu recuar no processo de socialização, adotando uma nova política.

A Revolução Russa de 1917 – Resumo (Parte 02/04)


O poder nas mãos dos mencheviques

Formou-se na Rússia um governo liberal burguês liderado pelo menchevique Kerenski. Pressionado pelos sovietes, o governo anistiou os presos e exilados políticos. Lênin e Trótski, bolcheviques, retornaram ao país, assumindo a direção dos sovietes. Iniciaram uma campanha, sintetizada no slogan “Pão, terra e paz”, que significava:
• entrega da direção das fábricas aos operários;
• distribuição de terras aos camponeses;
• retirada da Rússia da guerra.
Trótski organizou a Guarda Vermelha, milícia revolucionária. Entretanto, o governo mantinha a Rússia na guerra, alegando que a indenização exigida pelos alemães para a sua saída era muito alta. Com isso, os bolcheviques fortaleceram-se e ganharam adeptos nos sovietes.

A Revolução Russa de 1917 – Resumo (Parte 01/04)


Em 1917, o povo russo, liderado pelo Partido Bolchevista, derrubou o governo autocrático de Nicolau II. Esse partido assumiu o poder, instalando no país o regime socialista.
O czar Nicolau II exercia o poder de forma absolutista, com uma aristocracia ociosa e corrupta, indiferente aos problemas do povo. A população da Rússia era de aproximadamente 175 milhões de habitantes. Os camponeses representavam 85% dessa população e viviam miseravelmente. O preço das terras era muito elevado e os camponeses não tinham condições de adquiri-las ou cultivá-las. Ocorriam constantes revoltas no campo.
Nas cidades, os operários enfrentavam condições bastante precárias, com jornadas de trabalho de até 14 horas, salários baixos e sem nenhuma legislação trabalhista.
O descontentamento fez o povo aceitar as idéias socialistas divulgadas por estudantes e intelectuais das universidades. Eles organizaram os operários para lutar por seus direitos. Num congresso realizado pelo Partido Operário Social Democrata, em 1903, surgiram dois grupos: os bolcheviques e os mencheviques.
Os bolcheviques (que significa “maioria”) defendiam a tomada do poder pelo proletariado que, aliado aos camponeses, instalaria um governo socialista. Os mencheviques (que significa “minoria”) defendiam que, antes de chegar ao socialismo, o país deveria passar por uma fase capitalista, na qual o governo seria exercido pela burguesia. Em 1904, a Rússia entrou em guerra com o Japão pela disputa de territórios na Manchúria e na Coréia, na qual o exército russo foi derrotado.
A situação financeira do país agravou-se e as criticas à administração do governo aumentaram. Em janeiro de 1905, o povo realizou uma grande concentração diante do Palácio de Inverno para reivindicar uma Constituição, eleições, redução da jornada de trabalho e aumento dos salários. As tropas do governo reagiram com violência e muitas pessoas foram mortas. Esse acontecimento ficou conhecido como Domingo Sangrento.
Protestos, greves e levantes militares explodiram em várias regiões, e o czar, pressionado, prometeu uma Constituição e criou a Duma, assembléia eleita por voto censitário.
As promessas do czar não acalmaram os bolcheviques, levando-os a criar os soviétes, assembléias de operários, soldados e camponeses, em várias regiões do país, e a ativar o movimento revolucionário, O czar não conseguiu conviver com a Duma e voltou à sua posição autoritária. Dissolveu também os sovietes e seus líderes foram presos e deportados. A crise interna agravou-se com a entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial, contra a Alemanha e o Império Austro-húngaro, levando ao movimento revolucionário.
Com a guerra mundial, todos os recursos do governo russo passaram a ser usados na indústria de armamentos. Com a convocação de trabalhadores para compor o exército, a produção agrícola declinou. Mal preparado, o exército russo sofreu inúmeras derrotas nas fronteiras. A destruição de plantações fez o preço dos produtos subir e a fome atingiu duramente o povo. A fuga de soldados dos campos de batalha foi incentivada pelos bolcheviques. Do exterior, os lideres Lênin e Trótski continuaram orientando os revolucionários. As greves, os levantes nas Forças Armadas, a luta dos camponeses pela terra e a invasão do Palácio de Inverno pelos revolucionários levaram o czar a abdicar.

A Revolução Industrial - Resumo (Parte 03/03)


As teorias sociais

Os conflitos sociais gerados pela exploração dos trabalhadores e pelo aumento da desigualdade social levaram muitos intelectuais a questionar os efeitos da industrialização e da ordem capitalista. As teorias socialistas surgiram nos séculos XVIII e XIX.

O Socialismo utópico

A primeira doutrina foi a do socialismo utópico, representada por Robert Owen, Saint-Simon, Louis Blanc e Fourier, pensadores que defendiam uma sociedade mais justa, na qual haveria acordos entre capitalistas e trabalhadores. Foram chamados de utópicos porque acreditavam nessa possibilidade de conciliação.

O Socialismo cientifico

Surgiu com Karl Marx e Engels, que defendiam a união e a luta do operariado contra a exploração. O socialismo científico mostrava que uma sociedade mais justa só seria possível por meio da luta dos trabalhadores contra o poder político da burguesia, por isso Marx e Engels pregavam a necessidade de derrubar a burguesia do poder e pôr fim à propriedade privada. Esse pensamento está contido nas obras Manifesto comunista, de 1848, Contribuição à crítica da economia política, de 1859, sendo que, em 1867, Marx publicou O capital, fundamento do socialismo científico.

O Socialismo cristão

A Igreja Católica procurou acompanhar as inovações dos tempos e não poupou criticas à exploração capitalista dos trabalhadores. Sua doutrina foi iniciada em 1891 pelo papa Leão XIII, na encíclica Rerum Novarum. Por meio dela, a Igreja propôs a aproximação entre patrões e operários, a participação destes nos lucros das empresas, o salário mínimo digno, a formação de sindicatos de trabalhadores e a defesa da propriedade privada.

O anarquismo

O anarquismo era uma ideologia extremamente radical que defendia a revolução armada, a derrubada imediata e a supressão do Estado. Os anarquistas acreditavam que o homem era capaz de viver em paz, sem a instituição do Estado. Os principais representantes dessa tendência eram Bakunin e Kropotkin.

Outro texto sobre Revolução Industrial nesse blog – clique aqui

A Revolução Industrial - Resumo (Parte 02/03)


A sociedade industrial.

A produção em larga escala, mediante a utilização de meios mecânicos, exigiu a concentração de trabalhadores em grandes unidades de produção, as fábricas, onde eles realizavam um trabalho dirigido e em conjunto. Na fábrica, consagrou-se e aperfeiçoou-se o principio da divisão do trabalho: cada trabalhador realizava apenas uma parte do processo de produção, na qual se especializava.
O sistema fabril arruinou a pequena oficina artesanal, tão característica do modo de produção feudal. A maioria dessas oficinas, onde o operário fazia seu trabalho manual com as próprias ferramentas e com horário e ritmo de trabalho que ele mesmo determinava, não puderam agüentar a concorrência imposta pelos novos métodos fabris. Os artesãos viram-se obrigados a abandonar suas oficinas e a procurar trabalho nas fábricas, convertendo-se em operários assalariados.
Com a Revolução Industrial, dois grupos sociais se definiram: a burguesia industrial e o operariado, também chamado de proletariado.

A expansão industrial: a segunda fase da indústria

Por volta de 1830, a França e a Bélgica iniciaram a sua industrialização, utilizando o vapor como principal fonte energética e o ferro como material industrial básico. Esses dois países e a Inglaterra estavam centrados na indústria têxtil.
Após 1860, a indústria instalou-se em outras regiões, como os Estados alemães, o norte da Itália, a Rússia, os Estados Unidos, o Japão e a Holanda.
A partir dessa época, começaram a ocorrer grandes inovações técnicas. O aço e os sintéticos foram utilizados como material industrial básico e as principais fontes de energia eram a eletricidade e o petróleo. Os setores industriais também se multiplicaram com o surgimento das indústrias siderúrgica, petroquímica, eletroeletrônica e automobilística. No século XIX, o petróleo e a eletricidade substituíram o vapor, enquanto o aço substituiu o ferro. A indústria siderúrgica suplantou o setor têxtil.

A Consolidação do Capitalismo

A ideologia burguesa, o liberalismo, fortaleceu-se e foi responsável por reformas que tiraram a economia do controle do Estado.
O sistema econômico capitalista consolidou-se. Esse sistema caracteriza-se pelo acúmulo de capital, propriedade privada, obtenção de lucro e trabalho assalariado.
A concentração de capital estimulou a livre concorrência das empresas capitalistas. As mais ricas foram absorvendo as mais fracas. Os grandes grupos financeiros aliaram-se para monopolizar o mercado consumidor.
A concentração de capitais nas mãos da burguesia acentuou a exploração do operariado urbano. Com a segunda fase da Revolução Industrial, ocorreu progressiva diminuição da jornada de trabalho, bem como a regulamentação do trabalho feminino e infantil. Nesse período, os trabalhadores começaram a se organizar em sindicatos e surgiu a primeira Organização Internacional dos Trabalhadores, com o objetivo de unificar a luta operária.

A Revolução Industrial - Resumo (Parte 01/03)


Em meados do século XVIII, teve inicio na Inglaterra a Revolução Industrial, que consistiu num conjunto de mudanças tecnológicas profundas na economia, prolongando-se pelo século XIX. A máquina foi suplantando o trabalho humano e uma nova relação entre trabalho e capital se impôs.
O grande desenvolvimento da indústria provocou profundas transformações na vida do homem, nas relações entre as nações e na estrutura das sociedades.
Muitas cidades surgiram com a indústria. Nelas, as fábricas concentravam centenas de trabalhadores, que vendiam a sua força de trabalho em troca de um salário.
Os operários viviam em condições miseráveis. Homens, mulheres e até crianças iniciavam a jornada diária muito cedo e trabalhavam de 14 a 16 horas por dia. Dentro das fábricas havia muita umidade e poeira, e o barulho era ensurdecedor. Mulheres e crianças trabalhavam o mesmo número de horas e recebiam um salário bem mais baixo que o dos homens. As condições subumanas em que vivia o trabalhador levavam-no a contrair muitas doenças: tuberculose, varizes, úlceras, problemas de coluna etc.
Em razão principalmente do cansaço excessivo, ocorriam muitos acidentes de trabalho, que provocavam mutilações ou morte.
Os trabalhadores que sofriam acidentes eram sumariamente demitidos e não havia nenhuma lei que os protegesse.
As condições de trabalho e os abusos que sofriam levaram os trabalhadores a lutar pela conquista de seus direitos.

A Inglaterra e a primeira Revolução Indústria

O primeiro país a ter condições favoráveis de investir na utilização da máquina foi a Inglaterra. Por isso, liderou a primeira Revolução Industrial. Dentre essas condições, podem-se citar:
 acúmulo de capitais provenientes da expansão marítimo-comercial e da política mercantilista adotada pela Inglaterra;
 supremacia marítima;
 reservas minerais — havia abundância de jazidas de carvão e de ferro no solo inglês;
 produção capitalista da terra — o acúmulo de capitais viabilizou os investimentos na área rural;
 ampliação dos empréstimos a juros — com a criação do Banco da Inglaterra, em 1694;
 crescimento populacional e grande êxodo rural, possibilitando grande oferta de trabalhadores;
 Revolução Gloriosa — que transformou o Parlamento britânico num efetivo órgão dirigente do Estado.

Todos esses elementos foram decisivos para a industrialização inglesa. Apareceram invenções que revolucionaram a indústria. O grande consumo de tecidos de lá e de algodão estimulou a criação da máquina de fiar de Arkwright, do tear mecânico de Cartwright, do descaroçador de algodão de Eli Whitney, e deu origem às primeiras fábricas inglesas de fiação e tecelagem. Outras invenções fizeram parte da Revolução Industrial inglesa, dentre elas: a máquina a vapor de James Watt, a locomotiva a vapor de George Stephenson, o barco a vapor de Robert Fulton.

A Revolução Mexicana

Emiliano Zapata

A Revolução Mexicana foi um grande movimento armado que começou em 1910 com uma rebelião liderada por Francisco I. Madero contra o antigo autocrata general Porfirio Diaz. Foi a primeira das grandes revoluções do século XX.
Esta revolução foi caracterizada por uma variedade de líderes de cunho socialista, liberal, anarquista, populista, e em prol do movimento agrário.

Causas

A elite agrária predominava completamente no México, sempre determinando quem seria o governante máximo. Em 1876 assumiu Porfírio Dias, que governou de forma ditatorial. Mesmo tendo havido um pequeno desenvolvimento industrial durante o período em que esteve à frente do país, a elite agrária permaneceu no poder, pois a base econômica continuou a ser a exportação de produtos agrícolas e de minérios.
Porfírio Diaz governou o México por mais de trinta anos. Mantinha-se uma aparência de democracia, pois eram realizadas eleições periodicamente, mas elas eram manipuladas para que ele sempre se reelegesse. Em 1910, nas eleições, Diaz novamente foi eleito, porém seu opositor, Francisco Madero conseguiu rebelar a população e assumiu, com a promessa de realizar a tão esperada reforma agrária.
Tal promessa, no entanto, não foi cumprida agravando ainda mais a já péssima condição de vida dos camponeses. Liderados então por Emílio Zapata e Pancho Villa, eles iniciaram a luta contra Madero, conseguindo tirá-lo do poder. Posteriormente, derrubaram também o seu sucessor, o general Huerta.
Primeiramente, Zapata e Villa propunham a expropriação dos latifúndios (inclusive os pertencentes à Igreja) para posterior divisão entre camponeses; o reconhecimento dos direitos indígenas sobre as terras que lhes haviam sido tomadas e a nacionalização das terras daqueles que fossem considerados inimigos da revolução.
Nas eleições de 1914, o latifundiário Carranza, apoiado pelos Estados Unidos, foi eleito presidente. Sua principal promessa era a elaboração de uma nova Constituição, que, de fato, foi aprovada em 1917.
A nova Constituição, aparentemente liberal, caracterizava-se por conceder ao Estado do direito de expropriar terras, caso fosse utilizá-las para benefício público, ao mesmo tempo que reconhecia os direitos dos índios sobre as terras de uso comum. No campo das relações de trabalho, criou-se o salário mínimo e determinou-se que a duração da jornada de trabalho seria de oito horas. A Igreja Católica foi sensivelmente abalada em seu poder com a separação entre Estado e Igreja.
Para garantir que Carranza fosse bem-sucedido em seu governo, os Estados Unidos chegaram a invadir o território mexicano em uma tentativa de prender Pancho Villa.
A morte de Zapata, assassinado em 1919, e de Pancho Villa, morto em 1923, foi um golpe duro para os camponeses. O governo norte-americano pressionava para que as reformas fossem implantadas rapidamente, a fim de evitar novos problemas. A Igreja Católica, por sua vez, exercia pressão sobre o governo, porque desejava recuperar o que havia perdido. Tudo isso levou o processo revolucionário praticamente ao fim.
Em 1929 foi criado o Partido Nacional Revolucionário (PRN), resultado da unificação das diferentes correntes revolucionárias, e que seria a base do Partido Revolucionário Institucional (PRI), criado em 1946. Essa mudança implicou o abandono dos princípios revolucionários de 1910.
Apesar da significativa reforma agrária implementada pela Revolução, com o tempo os camponeses perderam muitas terras que haviam conquistado. As dificuldades em conseguir uma produção em larga escala e a baixo custo, as dívidas bancárias, a concorrência dos produtos agrícolas norte-americanos e a maior mecanização das propriedades mais modernas acabaram por inviabilizar a pequena propriedade.
A luta dos camponeses mexicanos pela terra se estende até os dias atuais, como acontece, aliás, em outros países da América latina, inclusive no Brasil. No México, na última década do século XX, essa luta foi a retomada de forma mais intensa com a criação do Exército Zapatista de Libertação Nacional, na província de Chiapas. O nome desse movimento é uma homenagem a Emiliano Zapata, um dos líderes mais expressivos da Revolução de 1910.

Fonte: Portal Só História