"A Vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte." (Autoria desconhecida)

Poderes Extraordinários - Joseph Finder


A vida de Ben Ellison não era má. Ex-agente da CIA, advogado de relativo sucesso, boa casa, boa mulher, bons ternos, QI invejável e memória prodigiosa. Mas também tinha uma grande mancha no passado: foi o causador, ainda que involuntariamente, da morte de sua primeira esposa. Largou a agência de informações por conta disso. Pensou em nunca mais se envolver com o assunto. Mas as coisas nem sempre ocorrem como a gente quer.
Joseph Finder narra em Poderes extraordinários a caminhada de Ben Ellison em direção ao inferno de seu passado, o que transforma o livro em algo mais do que uma trama de espionagem. Claro, há os tradicionais seguranças de queixo duro e paletó engomado, óculos escuros, viagens internacionais e até alguns nomes em russo para decorar. Mas não é tudo. O fim da Guerra Fria exige de uma história mais do que uma batalha entre bons e maus. Exige perícia para contá-la. E Finder sabe como fazer isso.
Tudo começa com a morte de Harrison Sinclair, principal diretor da CIA e, não por acaso, atual sogro de Ellison. O velho morreu em circunstâncias suspeitas, deixando um rastro de negociatas e contas gordas escondidas num banco europeu. É para investigar essas suspeitas que o ex-agente volta à ação, forçado a retomar o trabalho sujo e limpar o nome do pai de sua mulher e acertar as contas com o passado.

Poderes extraordinários retoma a tradição dos grandes romances de espionagem movidos a sexo, ação e mentiras. Mas, embaralhado a esses ingredientes, Finder narra com um certo humor fino, nascido da insegurança de seus personagens. Ninguém é de todo mau, bom, forte ou fraco. Até os chefões (aqueles que parecem esculpidos em gelo) têm medo do ridículo. "Numa sociedade como a nossa, os fundadores da CIA reconheceram que o maior risco para sua existência não é a injúria pública, mas o escárnio", diz lá pelas tantas um maioral da Agência. Rir de si mesmo (exercício que os personagens se submetem constantemente) é uma capacidade rara, e está aí o verdadeiro poder de fogo do autor. Um poder nada ordinário.

José Ribamar Sarney (1985 – 1990)


Da UDN para a Arena e depois para o PDS para, finalmente, virar (ó ironia da história!) o presidente da Nova República. Sarney rabisca uns livros nas horas de folga, o suficiente para que os puxa-sacos o fizessem imortal da Academia Brasileira de Letras. O imortal que substituiu o morto Tancredo. Nosso país, às vezes, é muito engraçado, não? Último presidente da ditadura militar, já do período da “abertura”, acabou eleito por uma tragédia (ou por uma farsa, ou por um “crime”, como querem alguns): os micróbios do Hospital de Base de Brasília, que tiveram mais poder sobre os brasileiros que o voto popular, levaram a vida do político conservador e confiável à ditadura “Tancredo Neves” conduzindo à presidência da República ninguém menos que um herdeiro do que o coronelismo nordestino mais tem de conservador, corrupto, fraco, politicamente incompetente e, o que é pior, “continuísta”... Talvez este tenha sido o principal motivo de ter feito um governo absolutamente desastroso!  

A “Nova” República


“O neoliberalismo reinterpreta o processo histórico de cada país: os vilões do atraso econômico passam a ser os sindicatos, e junto com eles, as conquistas sociais... Ao mesmo tempo, a direita, os conservadores, se reconvertem à modernidade na sua versão neoliberal, via privatizações e um modelo de Estado mínimo.” (Emir Sader)

“A doutrina neoliberal nunca foi implementada completamente por qualquer governo.”
(Perry Anderson)

“Todo o político prático ou administrador que pensa que está agindo de acordo com o senso comum, na verdade segue as idéias de algum economista maluco já falecido.”
(John Maynard KEYNES: 1883-1946)

Para onde vamos?  

As “Diretas-Já!”


O acontecimento final do governo do general Figueiredo foi a campanha pelas Diretas Já, em 1984. Uma coisa maravilhosa, na qual praticamente o país inteiro tomou parte, lutando pelo direito de votar para presidente. Nos últimos comícios, no Rio de Janeiro e em São Paulo, reuniram-se milhões de pessoas. Foram as maiores manifestações de massa da história do Brasil.  

Nova política partidária


O governo falava em abertura mas criava artifícios para manter o controle da situação. Já dissemos que a ditadura militar tinha a participação ativa de muitos civis, incluindo empresários, administradores e os políticos da Arena. Para dividir as oposições, Figueiredo baixou a Nova Lei Orgânica dos Partidos (1979) que acabava com a divisão Arena e MDB. Foi assim que nasceram cinco novos partidos políticos:  

General João Batista Figueiredo (1979 – 1985)


O general João Batista Figueiredo foi o nosso presidente equestre. Ex-chefe do SNI, declarou que “preferia o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo”. Infelizmente, no Brasil o povo podia escolher o desodorante, mas não o presidente.
O regime deveria ser condecorado com uma ferradura. A inflação veio a galope, dando coices nos salários. O ministro Delfim Netto, o “gordinho sinistro” achava que “primeiro o bolo deveria crescer, para depois ser dividido”. Pois aí está a grande empulhação da ditadura: o Brasil teve um grande crescimento econômico e sua renda per capita ficou bem maior. Mas o bolo foi comido pelos ricos.  

Nasce o Partido dos Trabalhadores

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A luta pela redemocratização


“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.”
CHICO BUARQUE DE HOLANDA

No final da década de 70, na passagem do governo Geisel para o de Figueiredo, estava ficando claro que a ditadura estava acabando. A palavra da moda era abertura, especialmente abertura política. Vimos que os generais castelistas, como Geisel e Figueiredo, eram favoráveis à abertura política. Mas seria um grave erro atribuir o fim do regime à boa vontade democrática dos militares.  

Dicionário de cama - 109 min


John Truscott (Hugh Dancy) é um jovem oficial inglês que é enviado para a Malásia, para participar dos esforços de colonização britânica no local. Logo ao chegar Truscott tem problemas com a língua local, sendo que para resolvê-lo os Ibans, a tribo nativa do lugar, oferece um "dicionário de cama", uma nativa que viveria com ele e iria ensiná-lo a língua e os costumes locais. Inicialmente Truscott recusa a oferta, mas acaba aceitando-a e passa a viver com Selima (Jessica Alba). Porém, Truscott se apaixona perdidamente por Selima, abandonando sua missão, seu país e até mesmo seu idioma, o que provoca a ira de seus oficiais no exército britânico.

Django livre - 166 min


Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos.
Ao realizar seu plano, Schultz libera Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Desta vez, Schultz busca os criminosos mais perigosos do sul dos Estados Unidos com a ajuda de Django. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos.

A busca de Django e Schultz leva-os a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o dono de "Candyland", uma plantação famosa pelo treinador Ace Woody, que treina os escravos locais para a luta. Ao explorarem o local com identidades falsas, Django e Schultz chamam a atenção de Stephen (Samuel L. Jackson), o escravo de confiança de Candie. Os movimentos dos dois começam a ser traçados, e logo uma perigosa organização fecha o cerco em torno de ambos. Para Django e Schultz conseguirem escapar com Broomhilda, eles terão que escolher entre independência e solidariedade, sacrifício e sobrevivência.

A cura - 98 min


Erik (Brad Renfro) é um garoto solitário que atravessa todas as barreiras que o preconceito ergueu e se torna amigo do seu vizinho, Dexter (Joseph Mazzello), um garoto de 11 anos que tem AIDS. Erik se torna muito ligado a Linda (Annabella Sciorra), a mãe de Dexter, e na verdade fica mais próximo dela que da sua própria mãe, Gail (Diana Scarwid), que é negligente com ele e quase nunca lhe dá atenção. Quando os dois garotos leem que um médico de Nova Orleans descobriu a cura da AIDS, os meninos tentam chegar a este médico para conseguir a cura.

Faroeste caboclo - 100 min


João (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um emprego como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance, mas logo se verá em meio a uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder.

São João Bosco - 146 min


O filme narra a trajetória de João Bosco, desde sua infância na Itália até ele fundar a congregação Salesiana. Bosco ficou conhecido como Pai da Juventude, devido seu grande amor aos jovens. Uma estória emocionante!

Hipocampos


Sempre presentes no séquito de Poseidon, os hipocampos eram animais marinhos, metade cavalo e metade peixe. Puxavam a carruagem do deus Poseidon e também serviam de montaria às belas ninfas nereidas.


Fonte: Superinteressante

Sereias


Hoje, a palavra sereia indica uma bela mulher com rabo de peixe – mas, na Grécia mitológica, as sereias eram monstros com corpo de pássaro e rosto humano. Apesar da aparência grotesca, tinham vozes hipnóticas: seus cantos atraíam os marinheiros, fazendo com que os navios naufragassem contra os rochedos da ilha de Capri. Odisseu foi o único que ouviu seu canto e viveu para contar a história. Ao navegar por Capri, ele ordenou que seus companheiros o amarrassem ao mastro do navio – e mandou que todos os outros marujos tapassem os ouvidos com cera.


Fonte: Superinteressante

Équidna


Conhecida como a Mãe dos Monstros, Équidna tinha metade do corpo em forma de serpente e a outra metade na forma de mulher. Alguns mitos dizem que ela era filha dos titãs Fórcis e Ceto; outros, que foi gerada por Tártaro e Gaia. Uma coisa é certa: Équidna e Tifão fizeram sexo, e da pavorosa união nasceu uma legião de monstros. Entre os filhos do casal tétrico, estão Cérbero, o cão de três cabeças que guardava as portas do inferno; a Hidra de Lerna, com corpo de cachorro e dezenas de cabeças de serpente; a esfinge que assolou Tebas; e a Quimera.


Fonte: Superinteressante

Tifão


O filho de Gaia e Tártaro foi o mais horrendo monstro da mitologia. Tinha cem cabeças de serpente, com línguas sibilantes, e era tão alto que roçava as estrelas. Com seus imensos braços, tocava ao mesmo tempo o Ocidente e o Oriente. O monstro quase destruiu os deuses olímpicos: chegou a arrancar os músculos e tendões de Zeus e os guardou numa caverna. Hermes e Pã conseguiram resgatar os pedaços do deus supremo e reconstruíram seu corpo. Finalmente, Zeus soterrou Tifão sob uma montanha.

Fonte: Superinteressante

Górgonas


Medusa nem sempre foi um monstro: no início, ela era uma mulher de rara beleza, assim como suas irmãs, Esteno e Euríale. Certa vez, as três ousaram dizer que eram mais bonitas que as deusas. Como punição, dentes de javali rasgaram suas gengivas, e suas longas madeixas se transformaram em víboras venenosas. A partir de então quem as olhasse viraria pedra.


Fonte: Superinteressante

Alexei Butirskiy - Antecipação


Alexei Butirskiy - Orgulho


Alexei Butirskiy - Após a tempestade


Noite de Adão - Alexei Butirskiy


As exigências fundamentais da verdade


Se examinarmos as diferentes concepções da verdade, notaremos que algumas exigências fundamentais são conservadas em todas elas e constituem o campo da busca do verdadeiro:
1. compreender as causas da diferença entre o parecer e o ser das coisas ou dos erros;
2. compreender as causas da existência e das formas de existência dos seres;
3. compreender os princípios necessários e universais do conhecimento racional;  

As concepções da verdade e a História


As várias concepções da verdade que foram expostas estão articuladas com mudanças históricas, tanto no sentido de mudanças na estrutura e organização das sociedades, como quanto no sentido de mudanças no interior da própria Filosofia.
Assim, por exemplo, nas sociedades antigas, baseadas no trabalho escravo, a ideia da verdade como utilidade e eficácia prática não poderia aparecer, pois a verdade é considerada a forma superior do espírito humano, portanto, desligada do trabalho e das técnicas, e tomada como um valor autônomo do conhecimento enquanto pura contemplação da realidade, isto é, como theoria.  

A concepção pragmática da verdade


Os filósofos empiristas tendem a considerar que os critérios anteriores são puramente teóricos e que, para decidir sobre a verdade de um fato ou de uma ideia, eles não são suficientes e podem gerar ceticismo, isto é, como há variados critérios e como há mudanças históricas no conceito da verdade, acaba-se julgando que a verdade não existe ou é inalcançável pelos seres humanos.  

Uma terceira concepção da verdade


Quando falamos sobre Filosofia contemporânea, fizemos referência a um tipo de filosofia conhecida como filosofia analítica.
A filosofia analítica dedicou-se prioritariamente aos estudos da linguagem e da lógica e por isso situou a verdade como um fato ou um acontecimento lingüístico e lógico, isto é, como um fato da linguagem. A teoria da verdade, nessa filosofia, passou por duas grandes etapas.
Na primeira, os filósofos consideravam que a linguagem produz enunciados sobre as coisas – há os enunciados do senso-comum ou da vida cotidiana e os enunciados lógicos formulados pelas ciências. A pretensão da linguagem, nos dois casos, seria a de produzir enunciados em conformidade com a própria realidade, de modo que a verdade seria tal conformidade ou correspondência entre os enunciados e os fatos e coisas.  

Uma outra teoria da verdade



Quando estudamos a razão, vimos os problemas criados pelo inatismo e pelo empirismo. Vimos também a “revolução copernicana” de Kant, distinguindo as estruturas ou formas e categorias da razão e os conteúdos trazidos a ela pela experiência, isto é, a distinção entre os elementos a priori e a posteriori no conhecimento.
Com a revolução copernicana kantiana, uma distinção muito importante passou a ser feita na Filosofia: a distinção entre juízos analíticos e juízos sintéticos.

A verdade como evidência e correspondência


Se observarmos a concepção grega da verdade (aletheia), notaremos que nela as coisas ou o Ser é o verdadeiro ou a verdade. Isto é, o que existe e manifesta sua existência para nossa percepção e para nosso pensamento é verdade ou verdadeiro. Por esse motivo, os filósofos gregos perguntam: Como o erro, o falso e a mentira são possíveis? Em outras palavras, como podemos pensar naquilo que não é, não existe, não tem realidade, pois o erro, o falso e a mentira só podem referir-se ao não-Ser? O Ser é o manifesto, o visível para os olhos do corpo e do espírito, o evidente. Errar, falsear ou mentir, portanto, é não ver os seres tais como são, é não falar deles tais como são. Como é isso possível?

Diferentes teorias sobre a verdade


Existem diferentes concepções filosóficas sobre a natureza do conhecimento verdadeiro, dependendo de qual das três idéias originais da verdade predomine no pensamento de um ou de alguns filósofos.
Assim, quando predomina a aletheia, considera-se que a verdade está nas próprias coisas ou na própria realidade e o conhecimento verdadeiro é a percepção intelectual e racional dessa verdade. A marca do conhecimento verdadeiro é a evidência, isto é, a visão intelectual e racional da realidade tal como é em si mesma e alcançada pelas operações de nossa razão ou de nosso intelecto. Uma idéia é verdadeira quando corresponde à coisa que é seu conteúdo e que existe fora de nosso espírito ou de nosso pensamento. A teoria da evidência e da correspondência afirma que o critério da verdade é a adequação do nosso intelecto à coisa, ou da coisa ao nosso intelecto.

As concepções da verdade


Grego, latim e hebraico

Nossa ideia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.
Em grego, verdade se diz aletheia, significando: não-oculto, não-escondido, não-dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, que é o encoberto, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão.
Assim, a verdade é uma qualidade das próprias coisas e o verdadeiro está nas próprias coisas. Conhecer é ver e dizer a verdade que está na própria realidade e, portanto, a verdade depende de que a realidade se manifeste, enquanto a falsidade depende de que ela se esconda ou se dissimule em aparências.