O Congresso de Viena e as revoluções liberais
A derrota de Napoleão na famosa batalha de Waterloo, em junho de 1815, representou uma "pá de cal" nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade que desde a Revolução Francesa ecoavam por toda a Europa. De fato, desde a derrota francesa nos campos nevados da Rússia, em 1812, representantes do Antigo Regime vislumbravam condições para tocar adiante um movimento restaurador, consolidado com o chamado Congresso de Viena.
Com o propósito de restaurar o Antigo Regime e combater os ideais de liberalismo e nacionalismo que se instalaram nas nações européias no rastro deixado por Napoleão, reuniram-se em Viena os principais representantes do conservadorismo político, dentre os quais o czar Alexandre I da Rússia, o príncipe Hardenberg da Prússia, o ministro Talleyrand da França, o príncipe Metternich da Áustria e o Lorde Castlereagh, representando os interesses ingleses sobre o continente.
Três princípios básicos guiaram as negociações travadas entre monarcas e diplomatas reunidos no Congresso: 1) a restauração do Antigo Regime e do absolutismo; 2) o reconhecimento da legitimidade das dinastias depostas pela política expansionista de Napoleão Bonaparte; e 3) o restabelecimento do equilíbrio político-militar entre as nações européias, promovendo a preservação da paz.
Pelas intervenções de Talleyrand, a França - que saíra derrotada com a queda de Napoleão - garantiu sua integridade territorial, restaurando suas fronteiras de antes de 1792. A Inglaterra garantiu sua supremacia naval, com possessões no além-mar (como as ilhas de Malta e Ceilão), além de consolidar seus interesses econômicos, com o fim da política de Bloqueio Continental. A Prússia praticamente dobrou sua extensão territorial, incorporando partes da Saxônia, da Pomerânia e da Polônia, assim como a Rússia, que garantiu a anexação da Finlândia, da Bessarábia e de parte da Polônia.
O pacto militar começou a ruir a partir da saída da Inglaterra, contrária aos propósitos de envio de tropas para a América Latina, com o propósito de reprimir os diversos levantes emancipacionistas que ameaçavam o colonialismo. Interessados na expansão comercial e em garantir novos mercados aos seus produtos industrializados, os ingleses desaprovavam a presença militar nas colônias americanas, postando-se contra a política intervencionista da Santa Aliança.
Por fim, uma nova onda de revoluções liberais na Europa representou um duro golpe no pacto restaurador, uma vez que abriram as portas da independência política de países subjugados por outras potências (tal como ocorreu entre Grécia e Turquia em 1828), e substituíram o absolutismo por parlamentos constitucionais. Na França, por exemplo, a Revolução Liberal de 1830 marcou o fim da dinastia dos Bourbon, com a ascensão de Luis Felipe de Orleans, que ficaria conhecido como o "rei dos banqueiros", marcando o início de uma monarquia liberal e burguesa.
Fonte Portal Educação
A Independência da América Espanhola
O Tratado de Ultrecht (1713) foi uma decorrência da derrota da Espanha na "Guerra de Sucessão Espanhola", sendo forçada a fazer concessões à Inglaterra, garantindo-lhes a possibilidade de intervir no comércio colonial através do asiento - fornecimento anual de escravos africanos - e do permiso - venda direta de manufaturados às colônias.
Esse tratado marca o início da influência econômica britânica sobre a região e ao mesmo tempo, o fim do monopólio espanhol sobre suas colônias na América.
Se os direitos reservados aos ingleses quebravam o pacto colonial, a Espanha ainda manteve o controle sobre a maior parte do comércio colonial, assim como preservou o controle político, porém foi obrigada a modificar de maneira significativa sua relação com as colônias, promovendo um processo de abertura.
As principais mudanças adotadas pela Espanha foram:
A abolição do sistema de frotas, e abolição do sistema de porto único, tanto na metrópole, como nas colônias, pretendendo dinamizar o comércio, favorecendo a burguesia metropolitana e indiretamente o próprio Estado. Na América foi liberado o comércio intercolonial (desde que não concorresse com a Espanha) e os criollos passaram a ter o direito de comercializar diretamente com a metrópole.
As mudanças efetuadas pela Espanha em sua política colonial possibilitaram o aumento do lucro da elite criolla na América, no entanto, o desenvolvimento econômico ainda estava muito limitado por várias restrições ao comércio, pela proibição de instalação de manufaturas e pelos interesses da burguesia espanhola, que dominava as atividades dos principais portos coloniais. Os criollos enfrentavam ainda grande obstáculo à ascensão social, na medida em que as leis garantiam privilégios aos nascidos na Espanha. Os cargos políticos e administrativos , as patentes mais altas do exército e os principais cargos eclesiásticos eram vetados à elite colonial.
Soma-se à situação sócio econômica, a influência das idéias iluministas, difundidas na Europa no decorrer do século XVIII e que tiveram reflexos na América, particularmente sobre a elite colonial, que adaptou-as a seus interesses de classe, ou seja, a defesa da liberdade frente ao domínio espanhol e a preservação das estruturas produtivas que lhes garantiriam a riqueza.
O elemento que destravou o processo de ruptura colonial foi a invasão das tropas de Napoleão Bonaparte sobre a Espanha; no entanto é importante considerar o conjunto de alterações ocorridas tanto nas colônias como na metrópole, percebendo a crise do Antigo regime e do próprio sistema colonial, como a Revolução Industrial e a revolução Francesa.
A resistência à ocupação francesa iniciou-se tanto na Espanha como nas colônias; netas a elite criolla iniciaram a formação de Juntas Governativas, que em várias cidades passaram a defender a idéia de ruptura definitiva com a metrópole, como vimos, para essa elite a liberdade representava a independência e foi essa visão liberal iluminista que predominou.
Assim como o movimento de independência das colônias espanholas é tradicionalmente visto a partir dos interesses da elite, costuma-se compara-lo com o movimento que ocorreu no Brasil, destacando-se:
-a grande participação popular, porém sob liderança dos criollos;
-o caráter militar, envolvendo anos de conflito com a Espanha;
-a fragmentação territorial, processo caracterizado pela transformação de 1 colônia em vários países livres;
-adoção do regime republicano - exceção feita ao México.
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Eu sei que vou te amar – Arnaldo Jabor
Um casal se
encontra depois da separação. O que dizer e, principalmente, sobre o que calar?
Tensa, cruel, apaixonada, a discussão da relação flutua entre mentiras gentis e
verdades duras de ouvir, confissões e delírios. O abismo entre o que se diz e o
que se sente pode ser superado? Eu Sei que Vou Te Amar é um diálogo de amor,
com todas as artimanhas, os medos e a paixão com que hoje identificamos as DRs -
as discussões da relação entre os casais, sempre diferentes, sempre as mesmas.
São Paulo: Círculo do Livro, 1990. 129p
Cien Sonetos de Amor – Pablo Neruda
Em seus
sonetos, Neruda iguala sua musa Mathilde a todos os elementos da terra que
o embriagavam, de modo a encontrar o corpo e alma dessa mulher para viver e
morrer de amor infinitamente.
7ª edição. Buenos Aires: Losada, 1972. 124p.
Xipófagos – Hélio Pitanga
Elenco de cronistas modernos – Carlos Drummond de Andrade entre outros
Elenco de
cronistas modernos reúne 60 crônicas de Carlos Drummond de Andrade, Clarice
Lispector, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rachel de Queiroz e Rubem
Braga. Nesta coletânea, procura-se dar ao público leitor uma visão do que vem a
ser esse gênero literário que engloba tudo: páginas de memória, lembranças de
infância, flagrantes do cotidiano, considerações literárias.
13ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. 271p.
Canções de amor – Vinícius de Morais
Minhas memórias de Lobato – Luciana Sandroni
Nesse livro é o próprio Monteiro Lobato quem se transforma em objeto das "memórias" de Emília e de seu ajudante, o Visconde de Sabugosa. O que eles fazem é uma biografia para crianças, numa linguagem séria e lúdica que o próprio Lobato aprovaria.
3ª edição. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2003.
Regra é clara (A) – Arnaldo Cezar Coelho
O árbitro de futebol Arnaldo Cezar Coelho revela aspectos de sua vida ligados ao futebol e a arbitragem; também expõe casos bastante curiosos envolvendo árbitros do futebol brasileiro e internacional e uma história da arbitragem nas Copas do Mundo.
São Paulo: Globo, 2002. 270p.
Mentiras que os homens contam (As) – Luís Fernando Veríssimo
Quantas vezes você mente por dia? Calma, não precisa responder agora. Também não é sempre que você conta uma mentira, só de vez em quando. Na verdade, quando você mente, é porque precisa. Para proteger o outro — e, de preferência, a outra. Foi assim com a mãe, a namorada, a mulher, a sogra. Tudo pelo bom convívio social, pela harmonia dentro de casa, para uma noite mais agradável com os amigos. Você só mente, no fundo, para poupar as pessoas e, sobretudo, para o bem das mulheres. Luis Fernando Verissimo, este observador bem-humorado do cotidiano brasileiro, reúne em As mentiras que os homens contam um repertório divertido de histórias assim — tão indispensáveis que, de repente, viram até verdades. Depende de quem ouve. Depende de quem conta.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. 166p.
Pequeno Príncipe (O) – Antoine de Saint-Exupéry
Em Le Petit Prince, seu narrador, o aviador, fala sobre ter ficado preso num deserto após seu avião ter caído. Essa situação foi baseada num incidente com o autor no Saara, descrito com detalhes em seu livro de memórias Terre des hommes em 1939.
42ª edição. Rio de Janeiro: Agir, 1994. 93p.





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