"Nada se espalha com maior rapidez do que um boato" (Virgílio)

Filosofia Clássica - WQ

Webquest sobre a Filosofia Clássica Grega - clique aqui

O Congresso de Viena e as revoluções liberais



A derrota de Napoleão na famosa batalha de Waterloo, em junho de 1815, representou uma "pá de cal" nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade que desde a Revolução Francesa ecoavam por toda a Europa. De fato, desde a derrota francesa nos campos nevados da Rússia, em 1812, representantes do Antigo Regime vislumbravam condições para tocar adiante um movimento restaurador, consolidado com o chamado Congresso de Viena.
Com o propósito de restaurar o Antigo Regime e combater os ideais de liberalismo e nacionalismo que se instalaram nas nações européias no rastro deixado por Napoleão, reuniram-se em Viena os principais representantes do conservadorismo político, dentre os quais o czar Alexandre I da Rússia, o príncipe Hardenberg da Prússia, o ministro Talleyrand da França, o príncipe Metternich da Áustria e o Lorde Castlereagh, representando os interesses ingleses sobre o continente.
Três princípios básicos guiaram as negociações travadas entre monarcas e diplomatas reunidos no Congresso: 1) a restauração do Antigo Regime e do absolutismo; 2) o reconhecimento da legitimidade das dinastias depostas pela política expansionista de Napoleão Bonaparte; e 3) o restabelecimento do equilíbrio político-militar entre as nações européias, promovendo a preservação da paz.
Os reis de volta ao trono
O princípio da legitimidade garantiu o retorno ao trono de algumas das antigas dinastias européias, como os Bourbon em Nápoles, Espanha e França, a dinastia de Orange na Holanda, os Bragança em Portugal, os Sabóia no Piemonte, além do restabelecimento do papa nos Estados Pontifícios. Além disso, uma vasta política de compensações territoriais buscou redesenhar o mapa da Europa, redefinindo as fronteiras estabelecidas pelas guerras napoleônicas.
Pelas intervenções de Talleyrand, a França - que saíra derrotada com a queda de Napoleão - garantiu sua integridade territorial, restaurando suas fronteiras de antes de 1792. A Inglaterra garantiu sua supremacia naval, com possessões no além-mar (como as ilhas de Malta e Ceilão), além de consolidar seus interesses econômicos, com o fim da política de Bloqueio Continental. A Prússia praticamente dobrou sua extensão territorial, incorporando partes da Saxônia, da Pomerânia e da Polônia, assim como a Rússia, que garantiu a anexação da Finlândia, da Bessarábia e de parte da Polônia.

A Santa Aliança
Além disso, no âmbito do Congresso de Viena gestou-se um pacto militar, batizado de Santa Aliança, pelo qual as nações envolvidas comprometiam-se a reprimir movimentos sediciosos que colocassem em xeque os propósitos da política restauradora. Graças a esse pacto, diversos movimentos liberais foram reprimidos, como em Nápoles e na Espanha em 1822, ou o movimento de cunho nacionalista, que buscava a unificação da Alemanha em 1821.
O pacto militar começou a ruir a partir da saída da Inglaterra, contrária aos propósitos de envio de tropas para a América Latina, com o propósito de reprimir os diversos levantes emancipacionistas que ameaçavam o colonialismo. Interessados na expansão comercial e em garantir novos mercados aos seus produtos industrializados, os ingleses desaprovavam a presença militar nas colônias americanas, postando-se contra a política intervencionista da Santa Aliança.

Doutrina Monroe: "A América para os americanos"
Além disso, em 1823 os Estados Unidos proclamaram a Doutrina Monroe, declarando que as conjunturas políticas relativas ao continente americano deveriam ser resolvidas internamente. Assim, sob o princípio da "América para os americanos", abriram franca oposição aos propósitos restauradores da Santa Aliança, iniciando uma relação de forte influência política sobre o continente.
Por fim, uma nova onda de revoluções liberais na Europa representou um duro golpe no pacto restaurador, uma vez que abriram as portas da independência política de países subjugados por outras potências (tal como ocorreu entre Grécia e Turquia em 1828), e substituíram o absolutismo por parlamentos constitucionais. Na França, por exemplo, a Revolução Liberal de 1830 marcou o fim da dinastia dos Bourbon, com a ascensão de Luis Felipe de Orleans, que ficaria conhecido como o "rei dos banqueiros", marcando o início de uma monarquia liberal e burguesa.


Fonte Portal Educação

A Independência da América Espanhola

No decorrer do século XVIII, o sistema colonial implementado pelos espanhóis na América passou a sofrer importantes transformações, fruto do envolvimento metropolitano nas guerras européias e da crise da mineração.
O NOVO COLONIALISMO
O Tratado de Ultrecht (1713) foi uma decorrência da derrota da Espanha na "Guerra de Sucessão Espanhola", sendo forçada a fazer concessões à Inglaterra, garantindo-lhes a possibilidade de intervir no comércio colonial através do asiento - fornecimento anual de escravos africanos - e do permiso - venda direta de manufaturados às colônias.
Esse tratado marca o início da influência econômica britânica sobre a região e ao mesmo tempo, o fim do monopólio espanhol sobre suas colônias na América.
Se os direitos reservados aos ingleses quebravam o pacto colonial, a Espanha ainda manteve o controle sobre a maior parte do comércio colonial, assim como preservou o controle político, porém foi obrigada a modificar de maneira significativa sua relação com as colônias, promovendo um processo de abertura.
As principais mudanças adotadas pela Espanha foram:
A abolição do sistema de frotas, e abolição do sistema de porto único, tanto na metrópole, como nas colônias, pretendendo dinamizar o comércio, favorecendo a burguesia metropolitana e indiretamente o próprio Estado. Na América foi liberado o comércio intercolonial (desde que não concorresse com a Espanha) e os criollos passaram a ter o direito de comercializar diretamente com a metrópole.

AS TRANSFORMAÇÕES NAS COLÔNIAS
As mudanças efetuadas pela Espanha em sua política colonial possibilitaram o aumento do lucro da elite criolla na América, no entanto, o desenvolvimento econômico ainda estava muito limitado por várias restrições ao comércio, pela proibição de instalação de manufaturas e pelos interesses da burguesia espanhola, que dominava as atividades dos principais portos coloniais. Os criollos enfrentavam ainda grande obstáculo à ascensão social, na medida em que as leis garantiam privilégios aos nascidos na Espanha. Os cargos políticos e administrativos , as patentes mais altas do exército e os principais cargos eclesiásticos eram vetados à elite colonial.
Soma-se à situação sócio econômica, a influência das idéias iluministas, difundidas na Europa no decorrer do século XVIII e que tiveram reflexos na América, particularmente sobre a elite colonial, que adaptou-as a seus interesses de classe, ou seja, a defesa da liberdade frente ao domínio espanhol e a preservação das estruturas produtivas que lhes garantiriam a riqueza.

O MOVIMENTO DE INDEPENDÊNCIA
O elemento que destravou o processo de ruptura colonial foi a invasão das tropas de Napoleão Bonaparte sobre a Espanha; no entanto é importante considerar o conjunto de alterações ocorridas tanto nas colônias como na metrópole, percebendo a crise do Antigo regime e do próprio sistema colonial, como a Revolução Industrial e a revolução Francesa.
A resistência à ocupação francesa iniciou-se tanto na Espanha como nas colônias; netas a elite criolla iniciaram a formação de Juntas Governativas, que em várias cidades passaram a defender a idéia de ruptura definitiva com a metrópole, como vimos, para essa elite a liberdade representava a independência e foi essa visão liberal iluminista que predominou.
Assim como o movimento de independência das colônias espanholas é tradicionalmente visto a partir dos interesses da elite, costuma-se compara-lo com o movimento que ocorreu no Brasil, destacando-se:
-a grande participação popular, porém sob liderança dos criollos;
-o caráter militar, envolvendo anos de conflito com a Espanha;
-a fragmentação territorial, processo caracterizado pela transformação de 1 colônia em vários países livres;
-adoção do regime republicano - exceção feita ao México.

Museu da República


Conheça o Museu da República - clique aqui

A República no Brasil

Abaixo alguns links importantes para o nosso estudo sobre o processo de constituição da República brasileira. Bons estudos !
A crise do Império e o advento da República – clique aqui
A República brasileira –
clique aqui
A República brasileira (II) –
clique aqui
O dia da Proclamação da República –
clique aqui
A República segundo os jornais da época –
clique aqui
Roteiro da Proclamação da República –
clique aqui
República – edição especial da Revista Veja –
clique aqui
Slides sobre a República Velha –
clique aqui

Antologia Retirante: poemas – Pedro Casaldáliga

 

Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. 240p.

Antologia Poética – Vinícius de Morais

 

São Paulo: Círculo do Livro, 1989. 275p

Eu sei que vou te amar – Arnaldo Jabor

 

Um casal se encontra depois da separação. O que dizer e, principalmente, sobre o que calar? Tensa, cruel, apaixonada, a discussão da relação flutua entre mentiras gentis e verdades duras de ouvir, confissões e delírios. O abismo entre o que se diz e o que se sente pode ser superado? Eu Sei que Vou Te Amar é um diálogo de amor, com todas as artimanhas, os medos e a paixão com que hoje identificamos as DRs - as discussões da relação entre os casais, sempre diferentes, sempre as mesmas.

São Paulo: Círculo do Livro, 1990. 129p

 

Cien Sonetos de Amor – Pablo Neruda


Em seus sonetos, Neruda iguala sua musa Mathilde a todos os elementos da terra que o embriagavam, de modo a encontrar o corpo e alma dessa mulher para viver e morrer de amor infinitamente.

7ª edição. Buenos Aires: Losada, 1972. 124p.

Tríptico – Dorival de Freitas entre outros

 

Ilhéus, 1969. 50p.

Xipófagos – Hélio Pitanga

 

Itabuna: Editora Tranca Rua, 1984. 36p

Caboclo da Jussara (O): crônicas – Vicente Pires

 

Ilhéus, 1982. 50p.

Antologia Poética – Pablo Neruda

 

13ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. 256p

Elenco de cronistas modernos – Carlos Drummond de Andrade entre outros

 

Elenco de cronistas modernos reúne 60 crônicas de Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rachel de Queiroz e Rubem Braga. Nesta coletânea, procura-se dar ao público leitor uma visão do que vem a ser esse gênero literário que engloba tudo: páginas de memória, lembranças de infância, flagrantes do cotidiano, considerações literárias.

13ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. 271p.


Flor da pele (À) – Elder Oliveira



Poções (BA): Gráfica Poções, s/d.

Canções de amor – Vinícius de Morais

 

São Paulo: Círculo do Livros, 1987. 48p.

Minhas memórias de Lobato – Luciana Sandroni


Nesse livro é o próprio Monteiro Lobato quem se transforma em objeto das "memórias" de Emília e de seu ajudante, o Visconde de Sabugosa. O que eles fazem é uma biografia para crianças, numa linguagem séria e lúdica que o próprio Lobato aprovaria.

3ª edição. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2003.

Regra é clara (A) – Arnaldo Cezar Coelho


O árbitro de futebol Arnaldo Cezar Coelho revela aspectos de sua vida ligados ao futebol e a arbitragem; também expõe casos bastante curiosos envolvendo árbitros do futebol brasileiro e internacional e uma história da arbitragem nas Copas do Mundo.

São Paulo: Globo, 2002. 270p.

Mentiras que os homens contam (As) – Luís Fernando Veríssimo


Quantas vezes você mente por dia? Calma, não precisa responder agora. Também não é sempre que você conta uma mentira, só de vez em quando. Na verdade, quando você mente, é porque precisa. Para proteger o outro — e, de preferência, a outra. Foi assim com a mãe, a namorada, a mulher, a sogra. Tudo pelo bom convívio social, pela harmonia dentro de casa, para uma noite mais agradável com os amigos. Você só mente, no fundo, para poupar as pessoas e, sobretudo, para o bem das mulheres. Luis Fernando Verissimo, este observador bem-humorado do cotidiano brasileiro, reúne em As mentiras que os homens contam um repertório divertido de histórias assim — tão indispensáveis que, de repente, viram até verdades. Depende de quem ouve. Depende de quem conta.

Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. 166p.

Pequeno Príncipe (O) – Antoine de Saint-Exupéry


Em Le Petit Prince, seu narrador, o aviador, fala sobre ter ficado preso num deserto após seu avião ter caído. Essa situação foi baseada num incidente com o autor no Saara, descrito com detalhes em seu livro de memórias Terre des hommes em 1939.

42ª edição. Rio de Janeiro: Agir, 1994. 93p.