"Nada se espalha com maior rapidez do que um boato" (Virgílio)

O Planeta dos Macacos: A Origem (2011)


Esse filme reimagina a franquia e cria uma linha de tempo completamente nova. Embora tenha semelhanças com A Conquista do Planeta dos Macacos (1972), não pode ser chamado de remake, afinal tudo é muito diferente, inclusive a ascensão dos macacos no presente. César e seus seguidores têm a capacidade cognitiva aumentada por um vírus usado como terapia genética e começam uma revolução para conseguirem a liberdade. Outra grande mudança é que o César deste filme tem uma relação melhor com humanos e até evita matá-los.

A Batalha do Planeta dos Macacos (1973)


A Batalha do Planeta Dos Macacos é outra continuação do filme de 1968 e se passa 10 anos após os acontecimentos de A Conquista Do Planeta Dos Macacos, embora comece 600 anos no futuro com um macaco sábio contando a história dos eventos que definiram seu mundo. Esse mundo é claramente diferente do filme original estrelado por Heston, afinal seres humanos e símios vivem em relativa harmonia. Na trama, vimos o surgimento da civilização de macacos e como César ensina seus seguidores a não escravizar e brutalizar humanos. É um futuro alternativo em relação àquele dos pais de César, no qual os macacos dominavam o mundo e os seres humanos eram reduzidos a animais.

A Conquista do Planeta dos Macacos (1972)


Nessa nova linha do tempo, acompanhamos a vida de César vinte anos após a morte de seus pais. Após um vírus dizimar a maioria dos cães e gatos na Terra, macacos são adotados como bichos de estimação pelos humanos. Rapidamente os macacos deixam de ser amigos e passam a ser usados como escravos. César, eventualmente, lidera uma rebelião e liberta sua raça.

Fuga do Planeta dos Macacos - [1971] - 98 min.


Na nova sequência, Fuga Do Planeta Dos Macacos, Zira e Cornelius, do primeiro filme, escapam do apocalipse nuclear e usam a nave espacial Ícaro (de novo) para viajar de volta no tempo até 1973. Os macacos falantes tornaram-se celebridades, mas logo são capturados e torturados para fornecerem informações sobre o futuro. Eles têm um filho chamado César, que é escondido para crescer em segurança. A partir daí, a linha do tempo da franquia muda bastante. Não que houvesse de fato uma lógica respeitada pelos roteiristas, mas as coisas ficam ainda mais estranhas.

Volta ao Planeta dos Macacos (De) - [1970] - 95 min.


Na primeira sequência do Planeta dos Macacos, um grupo de resgate vai atrás da nave Ícaro. No mundo dos símios, os astronautas descobrem um pequeno grupo de super-humanos com poderes psíquicos que vivem no subsolo e adoram uma ogiva nuclear. Eventualmente, há uma enorme batalha entre macacos e humanos do subterrâneo e isso resulta na destruição do mundo (de novo). O filme aparentemente se passa logo depois do original, mas o ano é 3955 – o que pode ser simplesmente um erro de continuidade.

Planeta dos Macacos - [1968] - 112 min.



No cinema, tudo começou em 1968 com o lançamento do filme estrelado por Charlton Heston no papel do astronauta George que aterrissa em um planeta governado por macacos. Eventualmente ele percebe que está na Terra em um futuro muito distante, no qual os símios governam o planeta após a destruição da humanidade. O homem faz amizade com os cientistas Zira e Cornelius, que chamam o protagonista de "olhos brilhantes" enquanto o mantém como cobaia de laboratório. Na trama, ele deixa a Terra em 1972 e pousa em 3978. Sabemos disso graças às informações presentes em sua nave espacial, a Ícaro – lembre desse nome.

Os parceiros do Rio Bonito - Antônio Cândido


Os parceiros do Rio Bonito analisa as relações entre literatura e sociedade e partiu de uma pesquisa sobre a poesia popular do Cururu. As investigações começaram em 1947 e terminaram apenas em 1954, tendo sido feitas de forma intermitente. Para montar o trabalho, Antônio Cândido trabalhou por períodos curtos em Piracicaba, Tietê, Porto Feliz, Conchas, Anhembi, Botucatu e sobretudo Bofete. Aí morou num agrupamento rural cerca de vinte dias, de fevereiro a março de 1948 e, de novo, quarenta dias, de janeiro a fevereiro de 1954.  

Antologia de Antologias - Magaly Gonçalves, Zélia Aquino e Zina Silva


O título traduz a proposta, a originalidade da proposta. As autoras não organizaram "mais uma" ou "outra" antologia, ao simples gosto de reunir poemas para o prazer ou para o bem dos leitores. As professoras Zina, Magaly (da Unesp de Araraquara) e Zélia empreenderam um projeto singular: organizar uma Antologia de Antologias. Saudável ousada pesquisa, remonta a edições anteriores de livros por outros autores, ou seja, Parnasos e Florilégios arranjados como leituras exemplares em tempos outrora e contemporaneamente, quase. Este é um trabalho inesgotável, há que lhe impor limites. Foram eleitas sete antologias básicas, organizadas por predecessores ilustres, muitos deles escritores notáveis, cotejando-as com outras antigas e recentes seletas, entre tantas, as de Manuel Bandeira.

Tutameia - João Guimarães Rosa


Tutameia – Terceiras Estórias”, de João Guimarães Rosa, foi publicado originalmente em 1967, trata-se de um livro de 40 contos curtíssimos intercalados com quatro prefácios. Guimarães Rosa é um grande expoente da literatura brasileira nascido em 1908 e falecido em 1967. Sua obra é inovadora no quesito linguagem e marcada pelo ‘falar’ regional e criação de novos vocabulários.

Em “Tutameia”, ficamos diante da grande inventividade de Guimarães, que com sua demasiada capacidade criou um livro complexo e com histórias curtas e palavras exóticas. O que falar dessa obra? Sem dúvida uma obra valorosa, mas sua complexidade é tamanha que dificulta a compreensão da obra em geral. A Linguagem empregada por Guimarães, apesar de ser algo que todos exultam torna-se enfadonha e incompreensível. A compreensão só vem a nascer a partir das releituras dos contos e ainda é necessário uma demasiada atenção.

Os pastores da noite - Jorge Amado


O casamento de Martim e Marialva provoca rebuliço na cidade da Bahia. O menino Felício é batizado em uma igreja católica do Pelourinho, mas tem como padrinho uma divindade negra, o orixá Ogum. A ocupação do morro do Mata Gato obriga os moradores a enfrentar o proprietário inescrupuloso e a polícia.
Os pastores da noite é um romance formado por três episódios independentes, mas que guardam relação profunda entre si e personagens em comum.  

Sociologia: compreensão dos problemas sociais.


Podemos dizer que o início do sistema capitalista se deu na chamada Baixa Idade Média, entre os séculos IX e XV, na Europa Ocidental. A partir do século XI, com as “cruzadas” realizadas pela Igreja Católica, para conquistar Jerusalém que estava dominada pelos muçulmanos, um canal de circulação de riquezas na Europa foi aberto.
O contato cultural e o comércio do ocidente com o oriente europeu foram retomados via Mar Mediterrâneo. Com a movimentação de pessoas e riquezas houve, na Europa Ocidental, o surgimento de núcleos urbanos, conhecidos por burgos. Destes, surgiram as cidades, pois existiam poucas naquele tempo.
As chamadas corporações de ofício, que eram uma espécie de associação comercial da época que organizava as atividades artesanais para ter acordo entre os preços de venda e qualidade do produto, por exemplo, começaram a aparecer a fim de regular o trabalho dos artesões que vinham para as cidades exercer sua profissão, a ideia do lucro se fortalecia.  

A Sociologia no período iluminista


Já no século XVIII, houve um momento na Europa, chamado de Iluminismo, que começou na Inglaterra e na França, mas que posteriormente espalhou-se por todo o continente, a ideia de valorizar a ciência e a racionalidade no entendimento da vida social tornou-se ainda mais forte.
Uma característica das ideias do Iluminismo era o combate ao Estado absoluto, ou absolutismo, que começou a surgir na Europa ainda no final da Idade Média, no século XV, em que o rei concentrava todo o poder em suas mãos e governava sendo considerado um representante divino na terra, uma voz de Deus, a qual até a igreja se sujeitava.  

Sociologia: o caminho para o uso da razão


O predomínio, na organização das relações sociais, dos princípios religiosos durou até pelos menos o século XV. Mas já no século XIV começava a acontecer uma renovação cultural. Era o início do período conhecido por Renascimento.
Os renascentistas, com base naquilo que os gregos começaram, isto é, a questionar o mundo de maneira reflexiva, rejeitavam tudo aquilo que seria parte da cultura medieval, presa aos moldes da igreja, no caso, a Católica.  

A Sociologia na Idade Média


Séculos mais tarde, no período chamado de Idade Média (que vai do século V ao XV, mas exatamente entre os anos 476 a 1453), houve, segundo os renascentistas, um período de “trevas” quanto à maneira de se ver o mundo, por isso a Idade Média é conhecida também por “idade das trevas”.
Segundo eles, havia um predomínio da fé, onde os campos mítico e religioso, tendiam a oferecer as explicações mais viáveis/aceitáveis para os fatos do mundo. Na Europa Medieval, esse predomínio religioso foi da Igreja Católica. Tal predomínio da fé, de certo modo, e segundo os humanistas renascentistas, asfixiava as tentativas de explicações mais especulativas e racionais (científicas) sobre a sociedade. Não cumprir uma regra ou lei estabelecida pela sociedade, poderia ser entendido como um pecado, heresia, tamanha era a mistura entre a vida cotidiana e a esfera sobrenatural.   

Surgimento da Sociologia: A “Gênesis Sociológica”


Apesar da ciência sociológica ser considerada nova, pois se consolidou por volta do século XIX, a nesessidade de se entender as sociedades, a busca por explicações remonta de tempos antigos, tanto que na Grécia Antiga já havia o desejo de se entender a sociedade.
No século V a.C, havia uma corrente filosófica, chamada sofista[1], que começava a dar mais atenção para os problemas sociais e políticos da época. Porém, não foram os gregos os criadores da Sociologia. Mas foram os gregos que iniciaram o pensamento crítico filosófico. Eles criaram a Filosofia que foi um impulso para o surgimento daquilo que chamamos, hoje, de ciência, a qual se consolidaria a partir dos séculos XVI e XVII, sendo uma forma de interpretação dos acontecimentos da sociedade mais distanciada das explicações míticas.  

Rastros de ódio - [1956] - 120 min.


O veterano da Guerra Civil Ethan Edwards (John Wayne) chega ao Texas em 1868 e encontra o seu irmão e a família dele. Entretanto, no dia seguinte, comanches invadem o rancho e matam o seu irmão e Martha (Dorothy Jordan), a esposa dele. Além disso, raptam as duas filhas do casal. Ethan parte então em uma busca vingativa pelas meninas junto com o companheiro Martin (Jeffrey Hunter), um mestiço que logo percebe que Ethan está obcecado por matar os índios e cheio de ódio racista. Eles encontram o corpo da mais velha, e saem em busca da caçula, que procuram por mais 5 anos no deserto.

Menina que roubava livros (A) - [2013] - 131 min.


Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

Espada de D'Artagnan (A) - [2015} - 98 min.


Após seu avô sofrer um acidente de carro, a obstinada Isabel e sua família se juntam a outros parentes na histórica casa da família na Holanda. O avô faz com que os jovens comecem a procurar a lendária espada do famoso D'Artagnan, que está desaparecida há séculos. Com algumas pistas do avô e o esboço de um mapa a jornada começa, mas eles não são os únicos procurando o artefato.

Malévola - [2014] - 97 min.


Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de Malévola (Angelina Jolie), a protetora do reino dos Moors. Desde pequena, esta garota com chifres e asas mantém a paz entre dois reinos diferentes, até se apaixonar pelo garoto Stefan (Sharlto Copley). Os dois iniciam um romance, mas Stefan tem a ambição de se tornar líder do reino vizinho, e abandona Malévola para conquistar seus planos. A garota torna-se uma mulher vingativa e amarga, que decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora (Elle Fanning). Aos poucos, no entanto, Malévola começa a desenvolver sentimentos de amizade em relação à jovem e pura Aurora.

Spotlight: Segredos Revelados - [2015] - 128 min.


Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso.