"Nada se espalha com maior rapidez do que um boato" (Virgílio)

Ilha dos Ratos

Ilha Fiscal, antiga Ilha dos Ratos

Ilha dos Ratos mudou de nome e foi palco da última festa da monarquia brasileira.

A Ilha Fiscal, que entrou para a história brasileira por ter sido cenário da última festa da monarquia, dias antes da proclamação da república, originariamente chamava-se Ilha dos Ratos. Foi naquele mesmo ano de 1889 que mudou de nome, quando lá se instalou um posto de fiscalização da Alfândega do Rio de Janeiro.

Salvador Dali - Apollinaire - Woman with Snail

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Política Social (Parte 04/04)

Marcondes Filho (da esquerda para a direita, sentado na oitava posição)
e representantes sindicais, 1942/1945.
Rio de Janeiro (RJ). (CPDOC/ AMF foto 005)

Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho é encarregada de julgar e conciliar os dissídios surgidos, individual ou coletivamente, entre empregados e empregadores, bem como quaisquer controvérsias surgidas no âmbito das relações de trabalho.
Embora os primeiros órgãos contemporâneos da Justiça do Trabalho tenham surgido na Europa no início do século XIX, no Brasil eles só apareceram em princípios da década de 1920. A primeira iniciativa nesse sentido entre nós coube ao então presidente do estado de São Paulo, Washington Luís, que criou os chamados Tribunais Rurais em 1922. Em abril do ano seguinte, surgiu a primeira iniciativa de âmbito federal, quando o presidente Artur Bernardes instituiu o Conselho Nacional do Trabalho.
Entretanto, foi somente após a Revolução de 1930 que medidas mais efetivas foram tomadas no sentido da implantação de uma Justiça do Trabalho com um papel mais abrangente. Em maio de 1932, foram criadas as Comissões Mistas de Conciliação, de funções ainda meramente conciliatórias, seguidas pelas Juntas de Conciliação e Julgamento, instituídas em novembro do mesmo ano.
A Constituição de 1934 daria um passo decisivo ao estabelecer finalmente, em seu artigo 122, a criação da Justiça do Trabalho. Era preciso porém regulamentá-la, e isso só veio a ocorrer em 1941, durante a gestão de Valdemar Falcão à frente do Ministério do Trabalho.
A Justiça do Trabalho foi criada em 1934 fora do âmbito do Poder Judiciário, só vindo a ser a ele integrada pela Constituição de 1946. Confirmada pelas Constituições posteriores da história brasileira, a Justiça do Trabalho é composta pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), sua instância máxima, por Tribunais Regionais do Trabalho e por Juntas de Conciliação e Julgamento. Sua jurisdição abrange todo o território nacional, e todos os seus órgãos possuem composição paritária, com representantes dos empregados e dos empregadores.

Política Social (Parte 03/04)

Getúlio Vargas em um restaurante do SAPS, 1940/1945.
Rio de Janeiro (RJ). (CPDOC/AVAP foto 007)

Institutos de Aposentadoria e Pensões

As Caixas de Aposentadoria e Pensões instituídas pela chamada Lei Elói Chaves, de janeiro de 1923, beneficiavam poucas categorias profissionais. Após a Revolução de 1930, o novo Ministério do Trabalho incorporou-as e passou a tomar providências para que essa garantia trabalhista fosse estendida a um número significativo de trabalhadores. Dessa forma, foi criado o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM) em junho de 1933, ao qual se seguiram o dos Comerciários (IAPC) em maio de 1934, o dos Bancários (IAPB) em julho de 1934, o dos Industriários (IAPI) em dezembro de 1936, e os de outras categorias profissionais nos anos seguintes. Em fevereiro de 1938, foi criado o Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado (IPASE). A presidência desses institutos era exercida por pessoas livremente nomeadas pelo presidente da República.
Após 1945, os Institutos de Aposentadoria e Pensões expandiram suas áreas de atuação, que passaram a incluir serviços na área de alimentação, habitação e saúde. Essa ampliação de funções, porém, não foi acompanhada da necessária reformulação da sua gestão financeira, o que acarretou sérios problemas posteriormente. A falta de um planejamento central foi também responsável por graves disparidades na qualidade do atendimento oferecido às diversas categorias profissionais.
Em novembro de 1966 todos institutos que atendiam aos trabalhadores do setor privado foram unificados no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Política Social (Parte 02/04)

Aniversário do sindicato dos guindasteiros do porto do Rio de Janeiro, 1930/1945.
Rio de Janeiro (RJ). (CPDOC/ AFG foto 002)

Ministério do Trabalho

A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 26 de novembro de 1930, foi uma das primeiras iniciativas do governo revolucionário implantado no Brasil no dia 3 daquele mesmo mês sob a chefia de Getúlio Vargas. O "ministério da Revolução" - como foi chamado por Lindolfo Collor, o primeiro titular da pasta - surgiu para concretizar o projeto do novo regime de interferir sistematicamente no conflito entre capital e trabalho. Até então, no Brasil, as questões relativas ao mundo do trabalho eram tratadas pelo Ministério da Agricultura, sendo na realidade praticamente ignoradas pelo governo.
Na montagem do ministério, Lindolfo Collor contou com a colaboração de elementos experientes no trato de questões trabalhistas, como Joaquim Pimenta e Evaristo de Morais Filho - ligados às organizações sindicais durante a Primeira República -, e o empresário paulista Jorge Street, que se notabilizara por introduzir melhoramentos em suas fábricas em benefício dos trabalhadores. Durante a gestão de Lindolfo Collor, o ministério conheceu intensa atividade legislativa, referente sobretudo à organização sindical e aos direitos trabalhistas, e esboçou as linhas-mestras de sua atuação nos anos seguintes. No campo da organização sindical, Lindolfo Collor declarava explicitamente que concebia os sindicatos como um instrumento para mediar o conflito entre empregados e patrões. Seu objetivo era trazer as organizações sindicais para a órbita do novo ministério, de forma que elas passassem a ser controladas pelo Estado. Por outro lado, estimulava-se também a organização e reconhecimento de sindicatos patronais, na perspectiva de se construir uma organização social sobre bases corporativas. No que se refere à questão dos direitos trabalhistas, o regime procurava atender algumas reivindicações históricas do proletariado, ao mesmo tempo em que construía todo um discurso ideológico sustentado na idéia da outorga dos direitos dos trabalhadores pelo Estado. Esse projeto foi intensamente criticado pelos grupos de esquerda, que denunciavam seu caráter corporativista e diluidor dos conflitos entre capital e trabalho. Por conta disso, nos primeiros tempos somente os sindicatos das categorias com menor tradição organizativa aceitaram se enquadrar nas condições exigidas pelo Ministério do Trabalho para que fossem oficialmente reconhecidos.
De forma mais concreta, a gestão de Lindolfo Collor foi marcada pela extensão das Caixas de Aposentadoria e Pensões - antes restritas a marítimos, portuários e ferroviários - a diversas categorias profissionais; pela criação de Comissões de Conciliação entre empregadores e empregados, embrião da futura Justiça do Trabalho; e por medidas no sentido da regulamentação da jornada de trabalho na indústria e no comércio, bem como do trabalho das mulheres e dos menores de idade.
Em virtude de conflitos políticos surgidos no interior do governo em torno da reconstitucionalização do país, Lindolfo Collor deixou o ministério em março de 1932. Para substituí-lo, Vargas nomeou Joaquim Pedro Salgado Filho, que cuidou de regulamentar muitas das iniciativas do período anterior, como o trabalho feminino e as Comissões Mistas de Conciliação. Além disso, Salgado Filho instituiu, em março de 1933, a carteira profissional. Merecem destaque também suas iniciativas no sentido de criar os Institutos de Aposentadoria e Pensões, que revolucionaram o tratamento da questão previdenciária no país, beneficiando diversas categorias profissionais.
Em julho de 1934, Agamenon Magalhães assumiu a pasta do Trabalho, substituindo Salgado Filho. A gestão de Agamenon foi marcada pela intensificação do controle ministerial sobre as organizações sindicais, principalmente após o fracassado levante armado articulado por setores da Aliança Nacional Libertadora (ANL) em novembro de 1935. Agamenon promoveu inúmeras intervenções em sindicatos, que tiveram seus diretores afastados e substituídos por elementos considerados confiáveis.
Ao mesmo tempo, Agamenon Magalhães procurou fazer cumprir a legislação trabalhista que vinha sendo adotada pelo governo. Foi instituído ainda o seguro em caso de acidente de trabalho, e foram previstas indenizações em caso de demissão sem justa causa no comércio e na indústria. O processo de criação e organização dos Institutos de Aposentadoria e Pensõesteve continuidade. Estreitamente vinculado a Vargas, Agamenon deu apoio incondicional ao golpe liderado pelo presidente que originou a ditadura do Estado Novo em novembro de 1937. Logo após o golpe, Agamenon assumiu a interventoria federal no estado de Pernambuco, sendo substituído no Ministério do Trabalho por Valdemar Falcão.
Na gestão de Valdemar Falcão, que correspondeu aos primeiros anos do Estado Novo, foi regulamentado o salário mínimo (1938) e foi criado, em agosto de 1940, o Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS). Em 1° de maio de 1941 foi finalmente inaugurada a Justiça do Trabalho. Entre junho e dezembro de 1941, o ministério foi dirigido interinamente por Dulfe Pinheiro Machado. Em seguida a pasta foi entregue a Alexandre Marcondes Filho. Iniciou-se, então, a cobrança do imposto sindical, instrumento importante para a manutenção da tutela estatal sobre as organizações sindicais. A obra maior de Marcondes Filho, porém, foi a sistematização e o aprimoramento de toda a legislação social até então produzida, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Nessa tarefa, Marcondes Filho foi auxiliado por técnicos do ministério, como Arnaldo Sussekind e João Segadas Viana.
No início de 1945, após deixar o Ministério da Justiça, Marcondes Filho passou a dedicar-se à estruturação do Partido Trabalhista Brasileiro, agremiação que visava canalizar o prestígio de Vargas e dos próprios dirigentes do ministério para a disputa eleitoral. Em outubro daquele ano, em virtude da deposição de Vargas, Marcondes Filho deixou a pasta do Trabalho, sendo substituído por Roberto Carneiro de Mendonça. No governo Dutra, iniciado em 1946, o ministério seria entregue a Otacílio Negrão de Lima, representante do PTB.

Política Social (Parte 01/04)

II Congresso Internacional Feminista, 1931. Rio de Janeiro (RJ).
(CPDOC/ AFG foto 003)

O primeiro ministro do Trabalho, nomeado quando da criação do ministério, foi Lindolfo Collor. A ele coube colocar em andamento um conjunto de medidas destinadas a mudar o padrão das relações de trabalho no país. Partia-se do pressuposto de que apenas com a intervenção direta do poder público seria possível amortecer os conflitos entre capital e trabalho presentes no mundo moderno. Essa intervenção ganhou expressão concreta em março de 1931, quando, pelo Decreto n° 19.770, foi estabelecida a Lei de Sindicalização. A nova lei tinha como objetivo geral fazer com que as organizações sindicais de empresários e trabalhadores se voltassem para a sua função precípua de órgãos de colaboração do Estado. A intenção, portanto, era colocar em prática um modelo sindical baseado no ideário do corporativismo.
Para tanto, foi necessário romper com a pluralidade sindical existente até então. Pela nova legislação, adotava-se o princípio da unidade sindical, em que apenas um sindicato por categoria profissional era reconhecido pelo governo. Tal como em outros órgãos governamentais, vedava-se a propaganda política e religiosa no interior das agremiações sindicais. A sindicalização não era obrigatória, mas a lei estabelecia que apenas as agremiações reconhecidas pelo governo poderiam ser beneficiadas pela legislação social. Caberia ao Ministério do Trabalho supervisionar a vida política e material dos sindicatos.
A reação contra essa política de enquadramento foi imediata por parte de lideranças católicas, empresariais e de trabalhadores. A Igreja temia que a ampliação do raio de ação do Estado pudesse, na prática, inviabilizar o movimento sindical católico em expansão naquele início dos anos 30. Setores do empresariado também se mostraram descontentes. De um lado, porque temerosos da força de sindicatos únicos com respaldo governamental e, de outro, porque interessados em preservar a autonomia das suas organizações sindicais, ainda que vissem com bons olhos o propósito apaziguador da nova legislação. Finalmente, por parte das correntes operárias, interessadas em manter o sindicalismo livre da tutela estatal, a lei foi recebida como uma séria ameaça à sobrevivência da liberdade sindical por elas apregoada. A palavra de ordem passou a ser o máximo de resistência possível ao sindicalismo oficial.
Apesar das críticas, o governo não desistiu de implementar o seu projeto. Com o intuito de viabilizar o novo modelo de sindicalismo, tratou também de introduzir uma série de novas leis trabalhistas e previdenciárias. Tanto na gestão de Lindolfo Collor (1931-1932) no Ministério do Trabalho como, principalmente, na do seu sucessor Salgado Filho (1932-1934), foram inúmeras as iniciativas governamentais no sentido de regulamentar as relações de trabalho no país. Entre as mais importantes, pode-se destacar a nova Lei de Férias; o novo Código de Menores; a regulamentação do trabalho feminino, e o estabelecimento de convenções coletivas de trabalho. Esse conjunto de medidas esbarrou, muitas vezes, na resistência de setores do empresariado, preocupados com a crescente intervenção do Estado nas relações de trabalho.
No campo da assistência social, o governo também introduziu importantes mudanças. Ao lado das Caixas de Aposentadoria e Pensões (que vinham desde a década de 1920), foram criados os Institutos de Aposentadoria e Pensões, órgãos controlados pelo Estado responsáveis pela extensão de direitos sociais a categorias nacionais de trabalhadores. Durante a década de 1930, foram criados Institutos de Aposentadoria e Pensões de várias categorias como industriários, comerciários, bancários, funcionários públicos etc.
A estratégia governamental surtiu efeito. Centenas de sindicatos de trabalhadores tornaram-se legais nos anos de 1933 e 1934 para poder gozar dos benefícios previstos pela nova legislação e para poder eleger deputados classistas à Assembléia Constituinte. A luta sindical, cada vez mais, passou a orientar-se no sentido de ver aplicadas as leis burladas pelas empresas. Nesse sentido, tornou-se muito importante o papel das Juntas de Conciliação e Julgamento, criadas pelo governo em 1932 para dirimir conflitos trabalhistas. Esses órgãos foram a base da Justiça do Trabalho, que seria estabelecida pela Constituição de 1934.
Na Assembléia Nacional Constituinte, o governo sofreu um importante revés quando sua proposta de manutenção da unidade sindical foi derrotada e substituída pelo princípio da pluralidade sindical. A nova orientação, vista com bom olhos pela Igreja Católica e pelo empresariado, foi expressa em uma nova Lei de Sindicalização (Decreto n° 24.694, de julho de 1934), que garantiu maior autonomia sindical mas manteve a exigência de reconhecimento pelo Ministério do Trabalho.
Os meses que se seguiram à promulgação da Constituição foram marcados pelo avanço do movimento sindical e pela radicalização política. O novo ministro do Trabalho, Agamenon Magalhães, atuou intensamente no sentido de manter a situação social sob controle. Ao lado da criação de sindicatos-fantasmas leais ao governo ("sindicatos de carimbo"), promoveu intervenção em um grande número de sindicatos de trabalhadores. A partir de abril de 1935, com a aprovação pelo Congresso da Lei de Segurança Nacional - que deu carta branca ao governo para combater os subversivos -, essa política intervencionista recebeu um novo impulso, prolongando-se até a década de 1940, em pleno Estado Novo.

Fonte: CPDOC/FGV

O processo de descolonização da África e a Ásia – Resumo (Parte 05/05)


A África do Sul e o apartheid

Após 1920, a minoria branca da África do Sul, de origem inglesa e holandesa, promulgou uma série de leis com o objetivo de consolidar o seu poder sobre a maioria negra, cerca de 700/o da população. A política de segregação racial recebeu a denominação de apartheid e foi oficializada em 1948. Houve a separação radical entre brancos e negros.
A oposição ao apartheid teve inicio na década de 50, quando surgiu o CNA, Congresso Nacional Africano, uma organização negra que defendia a oposição pacifica ao regime de segregação.
Em 1960, o CNA foi considerado ilegal e em 1962, o seu líder, Nelson Mandela, preso e condenado à prisão perpétua.
Em 1989, com a subida do presidente Frederik de Klerk, foram tomadas as primeiras medidas efetivas para a integração do negro na sociedade sul-africana. No ano seguinte, o CNA recuperou sua legalidade e Mandela foi Libertado.
Em 1992, foi realizado um plebiscito só para a população branca, com o objetivo de se conhecer sua opinião sobre as reformas. O resultado foi que 69% manifestou-se a favor do fim do apartheid.
Em 1994, realizaram-se as eleições convocadas por De Klerk, as primeiras para um governo multirracial. Nelson Mandela foi eleito presidente, pondo fim ao domínio da minoria branca. Graças à política adotada, De Klerk e Mandela ganharam o Prêmio Nobel da Paz.

O processo de descolonização da África e a Ásia – Resumo (Parte 04/05)


Independência das colônias portuguesas

As colônias portuguesas da África — Guiné-Bissau, Moçambique, Angola e os arquipélagos de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe — foram as que mais tardiamente conseguiram sua libertação. Somente na década de 70 tiveram maior impulso as lutas pela independência.
Em Guiné-Bissau, a luta pela emancipação teve inicio em 1961. Em 1973, Luis Cabral assumiu o comando do movimento, proclamou a independência e presidiu o governo. O novo Estado foi imediatamente reconhecido pela Assembléia Geral da ONU. Em 1974, Portugal também reconheceu a independência de Guiné-Bissau e, no ano seguinte, a de Cabo Verde.
Em Moçambique, a Frente de Libertação de Moçambique iniciou, em 1964, um movimento armado contra o colonialismo português. Vários dos confrontos entre as duas forças terminaram com a derrota dos portugueses.
Em 1975, o governo democrático de Portugal reconheceu a independência da República Popular de Moçambique.
Em Angola, foi fundado o Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA) que, em 1961, iniciou as lutas pela Libertação. Após a queda do salazarismo em Portugal, foi assinado, em 1974, o Acordo de Alvor, que estabelecia a independência de Angola para o final do ano seguinte. Uma série de lutas entre os grupos rivais eclodiu no pais. Somente em 1991 foi estabelecido um acordo de paz e as eleições foram convocadas.
O arquipélago de São Tomé e Príncipe conseguiu libertar-se do domínio português em 1975 e passou a ser governado por Manuel Pinto da Costa.

O processo de descolonização da África e a Ásia – Resumo (Parte 03/05)


Descolonização da África

Na metade da década de 50, quando se iniciou o processo de descolonização, apenas eram independentes a Etiópia, a Libéria e a África do Sul. O primeiro pais a conquistar a independência foi a Costa do Ouro, colônia inglesa, que passou a se chamar Gana (1957). A independência política da África não foi suficiente para acabar com a fome e os conflitos étnicos no continente.

A independência da Argélia

Na primeira década do século XIX, a Argélia, um pais muçulmano localizado na África do Norte, foi conquistada pela França.
Em 1954, formou-se a Frente de Libertação Nacional (FLN), que iniciou a guerra da independência.
Em 1958, o general De Gaullie assumiu o governo da França e começou a negociar a independência da Argélia. Em março de 1962, a independência foi reconhecida e proclamada a República Democrática da Argélia.

A guerra do Congo

O Congo, localizado na porção central do continente africano, foi ocupado pelos belgas no século XIX. Na década de 50, projetou-se o líder nacionalista Patrice Lumumba, que passou a Lutar pela libertação, desencadeando agressivas manifestações populares. Em 1960, muitos belgas abandonaram a região e a Bélgica concedeu independência ao Congo. Em 1971, o nome do pais foi mudado para Zaire.

O processo de descolonização da África e a Ásia – Resumo (Parte 02/05)


A independência da Indochina

A Indochina, situada no Sudeste Asiático, foi ocupada pelos franceses na segunda metade do século XIX. Compreendia as regiões do Vietnã, do Laos e do Camboja.
Quando, em 1940, a França foi ocupada pela Alemanha nazista, o Japão dominou a região. Formou-se um movimento nacionalista para lutar contra os invasores, denominado Vietminh (Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã), liderado por Ho Chi Minh, um dirigente comunista.
Com a derrota do Japão na guerra, Ho Chi Minh proclamou a independência da República Democrática do Vietnã, com capital em Hanói (compreendendo a porção norte), mas os franceses não a reconheceram.
Em 1946, a França tentou restabelecer o controle sobre a região, o que levou a uma luta que durou até 1954, quando os franceses foram derrotados. Nesse mesmo ano, foi convocada a Conferência de Genebra para o restabelecimento da paz. Foi reconhecida a independência do Laos, do Camboja e do Vietnã. Também ficou decidida a divisão do Vietnã ao longo do paralelo 17, com o norte governado por Ho Chi Minh e o sul, com capital em Saigon, governado por Ngo Dinh-Diem. A oposição armada dos comunistas do Norte ao governo do Sul levou à intervenção militar dos Estados Unidos e à Guerra do Vietnã.

O processo de descolonização da África e a Ásia – Resumo (Parte 01/05)

Nehru e Gandhi

Descolonização da Ásia

Durante a Primeira Guerra Mundial, formaram-se, em regiões asiáticas, movimentos nacionalistas que propunham a libertação dos povos dominados por potências imperialistas européias. Contudo, seus objetivos só se concretizaram após a Segunda Guerra.

A independência da Índia (1947)

Após a Primeira Guerra Mundial, na Índia, ganhou força o movimento nacionalista liderado por Mahatma Gandhi e Nehru.
A Índia era uma região bastante heterogênea, onde havia acentuadas diferenças sociais, falavam-se mais de 15 línguas, com centenas de dialetos e muitas religiões, sendo as predominantes o hinduísmo e o islamismo.
A maior figura da luta nacional indiana foi Gandhi, que pregava a resistência pacifica e recorria a jejuns, a marchas e à desobediência civil, ou seja, à recusa a pagar impostos e consumir produtos ingleses.
Ao final da Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra concedeu a independência à Índia (1947), mas o país não permaneceu unificado. As rivalidades internas provocaram sua divisão em dois Estados soberanos:
• a República União Indiana, de maioria hinduísta;
• a República do Paquistão (dividido em Oriental e Ocidental), de maioria muçulmana.
Mais tarde, a ilha do Ceilão, situada ao sul da Índia, formou a República do Sri Lanka.Em 1948, Gandhi foi assassinado.
Em 1971, o Paquistão Oriental separou-se do Ocidental, constituindo a República de Bangladesh (posteriormente República de Bengala).
Apesar das independências, a população de todas essas regiões continuou vivendo em condições miseráveis e ocorreram inúmeros conflitos políticos, religiosos e étnicos.

Fonte: Caderno do Futuro. IBEP.

Operação Cavalo de Troia 7: Nahum - J.J. Benítez


A obra mescla temas históricos (a vida de Jesus) com ficção-científica (a viagem no tempo) e mostram "dossiês" que narram uma missão da Força Aérea dos Estados Unidos na qual um módulo chamado "O Berço" é levado ao passado com o propósito de comprovar a existência de Jesus Cristo. A missão é chamada de "Operação Cavalo de Troia", e como de costume das forças militares Norte Americanas, não são revelados grandes detalhes dos métodos de física utilizados para a reversão, nada além de "novos conceitos da física quântica vindos da Europa" é dito. Conceitos obviamente, sigilosos também.  
Um major, de nome não revelado, e um piloto voltam no tempo até os anos 30 da era cristã e presenciam muitos fatos narrados na Bíblia. Na verdade a Bíblia é tomada como referência, uma vez que contém as datas e eventos da época. Fornecem, também, dados da sociedade da época: costumes, leis (principalmente as leis do judaísmo), crenças (judaicas e pagãs, geografia, ambiente, etc). O major, que durante a viagem adota o nome de Jasão, é escolhido para a operação pelo seu ceticismo e imparcialidade, mas quando encontra Jesus, é tocado profundamente por sua mensagem e a narrativa ganha um tom delicado e humano. 

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