Côncavo e convexo. de Maurits Cornelís Escher.
Desenho
ilusionista que brinca com a perspectiva,
criando várias
imagens possíveis e fazendo-nos duvidar
dos dados do conhecimento sensível.
Ontem à noite, já em minha cama, de luz apagada, sentindo
aquele agradável relaxamento que antecede o sono, entregue a devaneios, quase
sonhos, fui violentamente trazida de volta à realidade por estranho ruído.
Seria uma porta batendo? Alguém teria entrado em minha
casa?
Algo que caíra lá fora?
O salto de um gato descuidado?
Ou será que minha imaginação teria pregado uma peça em
meus sentidos quase adormecidos?
O ruído teria sido real ou imaginado?