"Nada se espalha com maior rapidez do que um boato" (Virgílio)

Como foi a relação dos índios com a gripe?



"Desastrosa!", exclama Marina Lopes de Lima Villas Boas, esposa de Orlando Villas Boas e enfermeira, que trabalhou 20 anos no Parque Nacional do Xingu.
Segundo ela, no início da colonização as crises de gripe provocaram muitas mortes entre os índios. Eles não tinham anticorpos contra os vírus recém-chegados da Europa. "No século XX, ainda, houve surtos bastante fortes, principalmente nos anos 20 e na década de 40", explica Marina.

Fonte: Marcelo Duarte. O Guia dos Curiosos

Como os faraós eram embalsamados?



Em primeiro lugar, cérebro, intestinos e outros órgãos vitais eram retirados. Nessas cavidades, colocavam-se resinas aromáticas e perfumes. Depois, os cortes eram fechados. Mergulhava-se, então, o cadáver num tanque com nitrato de potássio (salitre) para que a umidade do corpo fosse absorvida. Ele permanecia ali por setenta dias. Após esse período, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, com centenas de metros, embebida em betume, uma substância pastosa. Só aí o morto ia para a tumba. Esse processo conservava o cadáver praticamente intacto por séculos. A múmia do faraó Ramsés II, que reinou no Egito entre 1304 e 1237 a.C., foi encontrada em 1881 apenas com a pele ressecada. Os cabelos e os dentes continuavam perfeitos.

Fonte: O Guia dos Curiosos. Marcelo Duarte. 

Quando foi construído o primeiro edifício da história?


Não se conhece a data exata do primeiro edifício da história, mas, desde as primeiras civilizações, há registros de grandes palácios, templos e construções.
Sabe-se que os sumérios, que dominaram o sul da Mesopotâmia de 3.500 a 1.600 a.C., chegaram a ter cidades com mais de 30 mil habitantes, nas quais havia prédios repletos de colunas e terraços. Por causa da escassez de pedras, eles usaram uma argamassa de junco e barro, além de tijolos de barro secos ao sol. O maior dos prédios deste período, o Zigurate de Ur, tinha um pavimento superior com mais de 30 metros de altura. A civilização Minóica, que ocupou Creta por volta de 2.000 a.C., deixou vestígios de enormes palácios e edificações construídas antes de 1.750 a.C., quando uma grande catástrofe natural soterrou-as. 

Fonte: Marcelo Duarte. O Guia dos Curiosos

Filosofia: Inútil? Útil?



O primeiro ensinamento filosófico é perguntar: O que é o útil? Para que e para quem algo é útil? O que é o inútil? Por que e para quem algo é inútil?
O senso comum de nossa sociedade considera útil o que dá prestígio, poder, fama e riqueza. Julga o útil pelos resultados visíveis das coisas e das ações, identificando utilidade e a famosa expressão “levar vantagem em tudo”. Desse ponto de vista, a Filosofia é inteiramente inútil e defende o direito de ser inútil.
Não poderíamos, porém, definir o útil de outra maneira?  

Em busca de uma definição da Filosofia



Quando começamos a estudar Filosofia, somos logo levados a buscar o que ela é. Nossa primeira surpresa surge ao descobrirmos que não há apenas uma definição da Filosofia, mas várias. A segunda surpresa vem ao percebermos que, além de várias, as definições parecem contradizer-se. Eis porque muitos, cheios de perplexidade, indagam: afinal, o que é a Filosofia que sequer consegue dizer o que ela é?
Uma primeira aproximação nos mostra pelo menos quatro definições gerais do que seria a Filosofia:  

Filosofia: um pensamento sistemático



Essas indagações fundamentais não se realizam ao acaso, segundo preferências e opiniões de cada um de nós. A Filosofia não é um “eu acho que” ou um “eu gosto de”. Não é pesquisa de opinião à maneira dos meios de comunicação de massa. Não é pesquisa de mercado para conhecer preferências dos consumidores e montar uma propaganda.
As indagações filosóficas se realizam de modo sistemático.
Que significa isso?  

A reflexão filosófica



Reflexão significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo.
A reflexão filosófica é radical porque é um movimento de volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer-se a si mesmo, para indagar como é possível o próprio pensamento.
Não somos, porém, somente seres pensantes. Somos também seres que agem no mundo, que se relacionam com os outros seres humanos, com os animais, as plantas, as coisas, os fatos e acontecimentos, e exprimimos essas relações tanto por meio da linguagem quanto por meio de gestos e ações.  

Atitude filosófica: indagar



Se, portanto, deixarmos de lado, por enquanto, os objetos com os quais a Filosofia se ocupa, veremos que a atitude filosófica possui algumas características que são as mesmas, independentemente do conteúdo investigado. Essas características são:
- perguntar o que a coisa, ou o valor, ou a idéia, é. A Filosofia pergunta qual é a realidade ou natureza e qual é a significação de alguma coisa, não importa qual;
- perguntar como a coisa, a idéia ou o valor, é. A Filosofia indaga qual é a estrutura e quais são as relações que constituem uma coisa, uma idéia ou um valor;
- perguntar por que a coisa, a idéia ou o valor, existe e é como é. A Filosofia pergunta pela origem ou pela causa de uma coisa, de uma idéia, de um valor.
A atitude filosófica inicia-se dirigindo essas indagações ao mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele. Pouco a pouco, porém, descobre que essas questões se referem, afinal, à nossa capacidade de conhecer, à nossa capacidade de pensar.
Por isso, pouco a pouco, as perguntas da Filosofia se dirigem ao próprio pensamento: o que é pensar, como é pensar, por que há o pensar? A Filosofia torna-se, então, o pensamento interrogando-se a si mesmo. Por ser uma volta que o pensamento realiza sobre si mesmo, a Filosofia se realiza como reflexão.

Fonte: CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática, 2000.

Para que Filosofia?



Ora, muitos fazem uma outra pergunta: afinal, para que Filosofia?
É uma pergunta interessante. Não vemos nem ouvimos ninguém perguntar, por exemplo, para que matemática ou física? Para que geografia ou geologia? Para que história ou sociologia? Para que biologia ou psicologia? Para que astronomia ou química? Para que pintura, literatura, música ou dança? Mas todo mundo acha muito natural perguntar: Para que Filosofia?
Em geral, essa pergunta costuma receber uma resposta irônica, conhecida dos estudantes de Filosofia: “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Ou seja, a Filosofia não serve para nada. Por isso, se costuma chamar de “filósofo” alguém sempre distraído, com a cabeça no mundo da lua, pensando e dizendo coisas que ninguém entende e que são perfeitamente inúteis.
Essa pergunta, “Para que Filosofia?”, tem a sua razão de ser.  

A atitude crítica



A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não ao senso comum, aos pré-conceitos, aos pré-juízos, aos fatos e às idéias da experiência cotidiana, ao que “todo mundo diz e pensa”, ao estabelecido.
A segunda característica da atitude filosófica é positiva, isto é, uma interrogação sobre o que são as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os comportamentos, os valores, nós mesmos. É também uma interrogação sobre o porquê disso tudo e de nós, e uma interrogação sobre como tudo isso é assim e não de outra maneira. O que é? Por que é? Como é? Essas são as indagações fundamentais da atitude filosófica.
A face negativa e a face positiva da atitude filosófica constituem o que chamamos de atitude crítica e pensamento crítico.  

A atitude filosófica



Imaginemos, agora, alguém que tomasse uma decisão muito estranha e começasse a fazer perguntas inesperadas. Em vez de "que horas são?" ou "que dia é hoje?", perguntasse: O que é o tempo? Em vez de dizer "está sonhando" ou "ficou maluca", quisesse saber: O que é o sonho? A loucura? A razão?
Se essa pessoa fosse substituindo sucessivamente suas perguntas, suas afirmações por outras: “Onde há fumaça, há fogo”, ou “não saia na chuva para não ficar resfriado”, por: O que é causa? O que é efeito?; “seja objetivo”, ou “eles são muito subjetivos”, por: O que é a objetividade? O que é a subjetividade?; “Esta casa é mais bonita do que a outra”, por: O que é “mais”? O que é “menos”? O que é o belo?
Em vez de gritar “mentiroso!”, questionasse: O que é a verdade? O que é o falso? O que é o erro? O que é a mentira? Quando existe verdade e por quê? Quando existe ilusão e por quê?
Se, em vez de falar na subjetividade dos namorados, inquirisse: O que é o amor? O que é o desejo? O que são os sentimentos?  

As evidências do cotidiano



Em nossa vida cotidiana, afirmamos, negamos, desejamos, aceitamos ou recusamos coisas, pessoas, situações. Fazemos perguntas como "que horas são?", ou "que dia é hoje?". Dizemos frases como "ele está sonhando", ou "ela ficou maluca". Fazemos afirmações como "onde há fumaça, há fogo", ou "não saia na chuva para não se resfriar". Avaliamos coisas e pessoas, dizendo, por exemplo, "esta casa é mais bonita do que a outra" e "Maria está mais jovem do que Glorinha".
Numa disputa, quando os ânimos estão exaltados, um dos contendores pode gritar ao outro: "Mentiroso! Eu estava lá e não foi isso o que aconteceu", e alguém, querendo acalmar a briga, pode dizer: "Vamos ser objetivos, cada um diga o que viu e vamos nos entender".
Também é comum ouvirmos os pais e amigos dizerem que somos muito subjetivos quando o assunto é o namorado ou a namorada. Freqüentemente, quando aprovamos uma pessoa, o que ela diz, como ela age, dizemos que essa pessoa "é legal".
Vejamos um pouco mais de perto o que dizemos em nosso cotidiano.  

A comédia dos erros - William Shakespeare



A comédia dos erros é tida pelos pesquisadores como a primeira peça de Shakespeare, com sua estréia nos palcos tendo ocorrido provavelmente em 1594. Os erros a que se refere o título são enganos provocados pelas pessoas que conversam alternadamente com um gêmeo e o outro, sendo um residente de Éfeso, onde se passa a ação, e o outro, estrangeiro. Os gêmeos são idênticos e têm ambos o mesmo nome: Antífolo. As confusões multiplicam-se, assim como a comicidade da trama, porque há mais um par de gêmeos idênticos em cena, os irmãos que atende pelo nome de Drômio.
Entretanto, A comédia dos erros não deve ser confundida com uma comédia leve. Muito ao gosto de Shakespeare, ainda que em sua estréia como dramaturgo, os diálogos introduzem considerações sobre a condição feminina e sobre a condição servil; há credores e devedores e a honra de cada um; discute-se o lugar do ciúme no casamento; existe uma autoridade política que procura administrar justiça com compaixão; mais importante ainda, há a moderna busca pela identidade própria.


A crítica de Hume



Como já pudemos apreciar, Hume mina as bases de todo o conhecimento ao afirmar que, no mundo, existem apenas eventos isolados que são associados em nossas mentes devido ao fato de, muitas vezes, aparecerem juntos em certas circunstâncias. Isto é, trata-se apenas de associações simples e não de uma cadeia causal no sentido forte da lógica. Conclui ele que estas meras associações de idéias, baseadas em eventos que se repetem, não constituem um fundamento para a postulação de Leis que permitam afirmações do tipo: “Dado o Evento A, então necessariamente ocorrerá o Evento B”, ou ainda “Isto é um Evento do tipo A e não se confunde com o do tipo B.”.  

Hume na trilha do conhecimento



Quando pensamos em conhecimento e em David Hume (1711-1776), imediatamente nos vem à mente a ideia de uma crise geral no conhecimento. Como vimos até agora, o conhecimento possuía duas possibilidades de se realizar no Sujeito. A primeira é a via racionalista, proposta por René Descartes, e que se apoiava numa concepção quase platônica (metafísica): ou seja, o conhecimento poderia ser recolhido e armazenado como se fosse objeto que se localizasse em suspenso, num mundo composto puramente por formas geométricas e leis matemáticas. As idéias, os conceitos, poderiam ser colhidos deste mundo como se estivéssemos a colher as maçãs da Árvore do Conhecimento no centro do Jardim do Éden - para tanto, seria necessário, exclusivamente, o emprego metódico da Razão.  

O Racionalismo e o Empirismo



Descartes e Bacon mostram-se como lados opostos da mesma moeda. Por um lado, Descartes aposta no uso exclusivo da Razão na obtenção de um conhecimento Universal e Necessário; por outro, Bacon acredita que as experiências trazidas pelas sensações são imprescindíveis para se iniciar qualquer processo de pensamento. Ainda que suas posições sejam antagônicas, seus objetivos são os mesmos. Ambos estão em busca de um conhecimento válido, ambos apostam na faculdade de raciocínio humano, portanto num espírito superior ao restante dos animais. Tanto Descartes como Bacon acreditam que este conhecimento válido pode ser encontrado por meio da criação de generalizações, de idéias que representam a realidade, de modelos que permitam seu fácil manuseio. Suas diferenças ficam por conta do método de como se atingir este tão almejado conhecimento sobre o mundo.  

Francis Bacon e o Empirismo



Francis Bacon (1561-1626) é o fundador de uma das mais influentes escolas filosóficas do período moderno, o Empirismo. Assim como Descartes, Bacon também se interessava pelas questões que envolviam uma profunda investigação sobre as capacidades humanas de conhecer. No entanto, para Bacon, esta atividade especialmente humana, que é a de se indagar sobre as fronteiras do conhecimento, tem um fim bastante preciso. Para ele necessitamos conhecer o que nos rodeia, a Natureza, para a dominar e retirar dela os seus frutos. Este filósofo parte do princípio de que o mundo é composto por partículas materiais que variam apenas na posição e no tamanho. Estas partículas, assim como acreditavam os filósofos atomistas, se unem na composição da matéria.  

Bakhita: A Santa - 104 min.



Uma mensagem de amor, misericórdia e bondade. O ano é 1948 e Aurora Martin chega ao convento de Canossian, onde Bakhita acabou de morrer, e acaba recordando a incrível vida da mulher que cuidou dela quando menina. Nascida em uma vila no Sudão, sequestrada por traficantes e vendida a Frederico Martin, um mercador italiano. De volta à Itália, Bahkita se torna baba de Aurora, que perdeu sua mãe no nascimento. Mesmo com uma violenta oposição dos camponeses e moradores locais, Bakhita abraça a fé católica graças ao Padre Antonio. Contrariado, Frederico Martin não aceita, pois a considera sua propriedade, e agora vai caçá-la a fim de trazê-la de volta. No ano de 2000 ela foi declarada Santa pelo Papa João Paulo II.

Miguel de Unamuno (1864-1936)



Pensador apaixonado pelos problemas de seu tempo, Unamuno é considerado um dos expoentes da chamada "geração de 98" da inteligência espanhola e precursor do existencialismo em seu país.
Mais do que não apresentar um caráter sistemático, sua filosofia primou por negar a possibilidade de qualquer sistema. Sua obra literária caracterizou-se pela ruptura com os gêneros convencionais.
Unamuno passou a infância em sua cidade natal, onde fez os primeiros estudos. Em 1880, transferiu-se para a capital espanhola. Na Universidade de Madri, cursou filosofia e letras, doutorando-se quatro anos mais tarde, com uma tese sobre a língua basca.
Regressou, então, a Bilbao, onde permaneceu até 1891. Nesse ano, obteve a cátedra de grego na Universidade de Salamanca, cidade em que se radicou. Também em 91, casou-se com Concha Lizárraga, de quem havia se apaixonado ainda menino.
Em 1894, Unamuno abandonou as idéias positivistas que cultivara e aderiu ao socialismo. Três anos mais tarde, abandonou o Partido Socialista e viveu um momento de crise pessoal e depressão.
Nomeado reitor da Universidade de Salamanca, em 1901, Unamuno exerceu o cargo até 1914, quando foi destituído por suas posições políticas. Viria a reassumi-lo e ser afastado novamente outras vezes, sempre em função das circunstâncias políticas espanholas e da posição que tomava em relação a elas.
Defensor de idéias republicanas, Unamuno escreveu um artigo considerado injurioso ao rei Afonso 13 e foi deportado para a ilha de Fuerteventura, no arquipélago das Canárias, em 1924. Apesar de anistiado, o pensador se exilou na França, onde permaneceu até 1930.
Em 1931, com a proclamação da República, Unamuno assumiu novamente o cargo de reitor em Salamanca. O desencanto com o governo republicano e seu entusiasmo pelos militares rebeldes, comandados pelo generalFrancisco Franco, provocaram uma nova destituição em 1936 - início daguerra civil espanhola.
No mesmo ano, contudo, foi reconduzido ao cargo pelos franquistas que dominaram a cidade. Pouco depois, por criticá-los, perdeu-o mais uma vez. Tratou-se de um episódio célebre em que discursou, afirmando diante de autoridades militares: "Vencereis, mas não convencereis".
Foi contestado pelo general Millán-Astray que pronunciou a frase que se tornaria uma expressão da brutalidade do fascismo espanhol: "Abaixo a inteligência e viva a morte!". Unamuno respondeu simplesmente com um "Viva a vida!" e deixou o auditório sob escolta.
Passou seus últimos dia de vida em prisão domiciliar. De sua obra, podem-se destacar as narrativas "Paz na Guerra" (1895) e "Névoa" (1914); os poemas de "Poesias" (1907) e "Andanças e Visões Espanholas" (1922); e os ensaios filosóficos "Vida de Dom Quixote e Sancho" (1905) e "A Agonia do Cristianismo" (1925).

Fonte: Enciclopedia Gran Espasa Universal, Madri (2007).

Anaxímenes de Mileto (585 - 524 a.C)



Terceiro e último representante da Escola de Mileto, Anaxímenes nasceu nessa mesma cidade, provavelmente em 585 a. C., e aí teria morrido em 524 a.C. Não existe certeza absoluta quanto às datas. Foi amigo e discípulo de Anaximandro. Diógenes Laércio - historiador e biógrafo de antigos filósofos gregos - diz que ele escreveu um livro, "Sobre a natureza", em dialeto jônico, num estilo simples e conciso.
Mileto foi uma importante cidade da Ásia Menor, no sul da Jônia, fragilizada pelos conflitos de ordem política. Conquistada pelos lídios, acabou sendo parcialmente destruída pelos persas. Mileto teria conhecido uma nova fase de progresso durante o período imperial de Roma. Depois, no final do século 10, teria sido destruída por um terremoto.
Para Anaxímenes, o elemento primordial é o ar, do qual as coisas resultam e ao qual retornam por um duplo movimento de condensação e rarefação. Identificado com a alma, o ar anima não só o corpo do homem, mas o mundo todo.
As notícias que temos da cosmologia de Anaxímenes são escassas e, em geral, manifestam opiniões bastante ingênuas. Para ele, por exemplo, a Terra, o Sol, a Lua e os demais astros cavalgam sobre o ar e são planos. Os astros não se movem debaixo da Terra, mas ao redor dela, "como gira um chapéu ao redor da nossa cabeça".
Infelizmente, o que se sabe desse e de outros filósofos pré-socráticos é muito incompleto, pois suas obras se perderam, delas restando, em alguns casos, fragmentos ou citações.

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional